17/11/2008


Colégio arrecada

mais de 3 toneladas

de recicláveis


Bandeira da gincana utilizada na gincana, divulgada na internet: orkut, blog e e-mails

A gincana contou até com uma passeata no dia 24 de outubro que pediu à comunidade para continuar separando os recicláveis. Em todo o trajeto um carro de som executou as paródias criadas e gravadas em estúdio pelos próprios alunos, com participação também de professores e da diretora.


Mais de 3 toneladas em menos de 3 meses: renderam mais de R$ 800,00

Gincana foi sugerida

em palestra de

educação ambiental

da Semarh-GO

O Colégio Estadual Castelo Branco da cidade de Campestre (cerca de 50 km de Goiânia) arrecadou mais de três toneladas de recicláveis durante a realização da I Gincana da Reciclagem de Campestre. A arrecadação ocorreu em pouco mais de três meses e contou com a participação de estudantes, servidores do colégio e comunidade.

Foram arrecadados mais de três 3 mil quilos e a expectativa é de obter nos próximos dias mais de 800 reais com a venda dos recicláveis. O valor será aplicado na finalização das obras do laboratório de informática do colégio.

A idéia de realização da Gincana da Reciclagem em Campestre foi sugerida no Dia do Meio Ambiente em palestra do educador ambiental Wagner Oliveira da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos - Semarh. Com a sugestão, a diretora do Colégio Estadual Castelo Branco - Campestre - deu início a gincana que desde o início teve grande motivação e participação dos estudantes.

O maior volume de recicláveis Foi de sucata, pet, papelão, vidros e plásticos. Cerca de duas toneladas foram de sucata de fogões, portas, mesas, rodas e baterias de carros. Surpreendeu a arrecadação de um portão em bom estado de conservação que foi reaproveitado como grade da porta do laboratório de informática do colégio.

Palestra no Aterro

Sanitário de Goiânia

A gincana teve o objetivo de conscientizar os alunos e a comunidade da importância da seleção do lixo para reciclagem, promover a integração entre comunidade e escola, socialização e formação de hábito de todos sobre a necessidade de dar destino correto para o lixo produzido.

A diretora Walmiria Tomaz considerou a primeira Gincana da Reciclagem de Campestre um sucesso e anunciou para o próximo ano de 2009 a segunda edição. A expectativa é que em 2009 sejam arrecadadas mais de 10 toneladas de recicláveis já que outras escolas estão sendo convidadas a participar do Projeto do Colégio Estadual Castelo Branco. “Precisamos repensar nossas atitudes diante da sociedade a respeito da degradação do meio ambiente e o que isso implica no futuro”, diz Walmiria Tomaz.

Foram realizados vários eventos organizados de maneira que não prejudicassem os conteúdos escolares, mas que enriquecessem, por meio de documentários, teatros, criação de paródias e elaboração de seminários nos quais os alunos foram avaliados. Os estudantes apresentaram os seminários em outras duas escolas da cidade, demonstrando tudo que aprenderam.

Exemplo: a melhor forma de ensinar

Visita às lagoas de decantação do Aterro Sanitário de Goiânia

Para conhecer bem o problema causado pela não reciclagem de lixo os estudantes de Campestre fizeram antes da gincana uma visita ao Aterro Sanitário de Goiânia e ao Ponto de Entrega Voluntária - PEV do Conjunto Vera Cruz.

No local tiveram palestra e puderam ver os dois destinos dados aos rejeitos da sociedade: reciclagem com geração de renda, empregos e reaproveitamento de matéria-prima ou desperdício com apenas compactação em imensos aterros.

A diretora Walmiria Tomaz disse que a gincana foi muito importante para os alunos da escola e comunidade de Campestre porque iniciou o processo do ‘despertar’ da consciência coletiva em relação à degradação do meio ambiente, causado pelo destino incorreto do lixo produzido; diminuiu os focos do mosquito da dengue, ocasionado pelo acúmulo de água no lixo e integrou também a comunidade à escola. “A semente foi plantada, agora é não deixá-la morrer”.


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