29/11/2008



Professor José Hidasi


Educador ambiental


há mais de 50 anos no Brasil


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José Hidasi é um educador ambiental nato. Natural da Hungria, veio para o Brasil fugindo da guerra rumo ao país tropical que tanto encantava pelas belezas naturais e principalmente pelas aves. Tem uma contribuição inestimável para o país e principalmente para Goiás com seu trabalho de taxidermia e coleção de espécies do cerrado, dos vários biomas do Brasil e de várias partes do mundo. Um trabalho de educação ambiental a partir da preservação de espécies que a cada dia estão mais ameaçadas no meio ambiente. Com o risco de muitas espécies não serem mais encontradas nos ecossistemas, aumenta a importância da preservação de peças em museus. José Hidasi fundou o Museu de Ornitologia de Goiânia, no bairro de Campinas. Antes participou da criação e ampliação de vários outros museus no Brasil. E até hoje trabalha pelas altas horas da madrugada catalogando, empalhando, dando aulas de taxidermina e fazendo o que sempre fez bem: educação ambiental com aves e animais empalhados e palestras sobre sua vida encantado com as aves.


Em 2007 José Hidasi lançou mais um livro: Aves de Goiás, do organizador Horieste Gomes, é mais uma contribuição do professor húngaro com cidadania brasileira que decidiu viver no coração do Brasil para estar mais perto das aves. "No livro Aves de Goiás, o professor José Hidasi descreve e sistematiza cerca de quinhentas espécies de aves que se distribuem pelos diversos ambientes naturais do Estado de Goiás, principalmente, os habitats do Sistema Biogeográfico do Cerrado Goiano - da mata à vereda". O trecho entre aspas está nas orelhas do livro que está seguindo para a segunda edição. Em 295 páginas o professor e educador ambiental faz a melhor abordagem sobre as aves goianas com fotos coloridas das espécies, com identificação de ordem, família, nome científico, nome vulgar, nome inglês, comprimento e ocorrência no Estado de Goiás. Mais uma grande contribuição para o estudo dessas espécies e que mostra a importância de preservação do Cerrado.


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Está é uma das páginas do livro. A seriema é retratada à altura da importância de sua espécie para o Cerrado. Na minha opinião a seriema tem um dos cantos mais lindos e deveria ser considerada a Ave Símbolo do Cerrado. Uma sugestão para nossos parlamentares. A ave símbolo de Goiás é a Anhuma ou Inhuma, que inspirou o nome da cidade de Inhumas, em Goiás.

Na quarta-feira, 26 de novembro, fui até a residência de José Hidasi, na Avenida Pará, em Campinas, Goiânia, adquirir o livro com seu autógrafo. Ele estava trabalhando como de costume. Faz isso há anos durante madrugadas. É noturno como um urutau-grande Nyctibius grandis ou um curiango-comum Nyctidromus albicollis ou uma coruja-buraqueira Athene cunicularia. Folheando o livro vou vendo o quanto é importante o trabalho de Hidasi para Goiás e para o mundo. A beleza do açari-castanho, o colorido do tucano, a cor de fogo do dançado-laranja, o bico curvo do arapaçu-de-bico-torto e a loira jandaia verdadeira, da família Psittacidae. Um belo livro resultado de um grande trabalho desenvolvido durante toda uma vida.

Na sala de sua residência José Hidasi não esperava este clique. Foi de surpresa. Mas nada é por acaso neste mundo. Conheci José Hidasi há cerca de 30 anos quando ele percorria Goiânia, Goiás e o Brasil em um ônibus já antigo cheio, cheio de animais empalhados. Mas naquela época a legislação permitia e ele também dava suas aulas de educação ambiental apresentando animais vivos. Araras, periquitos, cobras, macacos. Eu ficava paralisado quando via o ônibus chegando a algum lugar. Normalmente encontrávamos o professor em feiras, eventos, comemorações públicas. Lá estava ele com seu ônibus cheio, cheio de bichos. Fazia fila de crianças e adultos para ver os animais. A entrada era apenas algumas moedas mas a festa era muita, muita para quem admira meio ambiente, natureza, animais, vida. No ônibus José Hidasi também expunha recortes de jornais, fotos de quando ele esteve na Amazônia, em outros países. O crânio de um grande gorila ficava em cima da porta do ônibus entre o espaço do motorista e o dos passageiros. Mas no ônibus os passageiros eram mesmo os animais. Gaiolas e mais gaiolas com bicho vivo. Eu não conseguia acreditar quando via o professor chegando com seu enorme ônibus. Via a exposição em um mês e no outro também. Era só o ônibus do museu itinerante chegar que estava pronto para assistir tudo. E o professor contava as histórias. Muitas, muitas. Até mesmo da sucuri que engoliu...

Uma das várias entrevistas que José Hidasi me concedeu. Depois vou relatar os detalhes.

O trabalho não pára. Há sempre restaurações, adequações. E o trabalho de José Hidasi diferencia-se pela dedicação e profissionalismo. Ele não só empalhou os animais mas deu a forma, o estilo, manteve a posição de cada animal em seu habitat. Detalhes que poderiam passar despercebidos por outros olhos. Assim fica horas moldando suas peças, conferindo esses detalhes.

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Das várias entrevistas que realizei com Hidasi surgiram algumas publicações. Uma delas é essa reportagem para a revista Fala Prefeito edição de dezembro de 2005. Abaixo outra entrevista para a revista Cerrado - o que você precisa saber para preservá-lo, de 1995 (Veja a edição completa neste blog). Mas a primeira entrevista com o cientista foi há 18 anos.


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Houve uma época que não havia artesanato em Goiás com as formas dos animais e aves do Cerrado. Hidasi e sua esposa deram início a esse trabalho. Foi um sucesso. Centenas, milhares. Hoje, nas feiras noturnas, em lojas de artesanatos é possível ver tucanos, araras e muitos outros animais. Esses abaixo são exemplos dos artesanatos produzidos naquela época pela esposa de Hidasi e comercializados por ele.

Um riquíssimo acervo para pesquisa, para que novas gerações saibam o que existe ou já existiu no Cerrado, no mundo. Muitas das peças doadas para museus em Goiás e em outros Estados. E para conseguir reunir tantas espécies José Hidasi fez inúmeras viagens pelo Estado e pelo mundo.

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Estou apenas começando a contar a história de José Hidasi. Quem acompanhar vai ver muito mais aqui neste blog...

COMENTÁRIO:

Olá Wagner!
Felizmente existem pessoas como vocês que se preocupam com o coletivo e a natureza.
Obrigada por existirem. Sigam em frente! Parabéns!
Um abraço,
Almenara Gobe

29-11-2008
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27/11/2008


Educação Ambiental

em Aragarças - Goiás


Mais de 2 mil estudantes

atendidos pela Semarh
 
Palestra em Colégio Estadual de Aragarças. Abordagem sobre o Rio Araguaia, diminuição das águas do rio, normas de convivência com o Araguaia principalmente durante o perído de temporada de praia, abordagem sobre características do cerrado, passado, presente e o que pode ocorrer com esse bioma. Um trabalho de educação ambiental realizado em escolas municipais e estaduais do município que fica às margens do Rio Araguaia e recebe milhares de turistas todos os anos. 


Se estamos interferindo no clima, no solo, na vegetação, no ciclo da água, na compactação das cidades, no asfaltamento, na morte de animais dispersores de sementes e, em fim, causando uma transformação ambiental com graves consequências, é claro que vamos colher essas consequências. Ninguém vive nessa Terra sem respirar o ar, sem beber a água, sem sentir o calor do sol. Se o ar e água se tornam contaminados de alguma forma vamos ser afetados. Se ocorre um aquecimento global de alguma forma também vamos sentir esse aquecimento já que estamos no mesmo planeta. Então cuidar do meio ambiente é missão para para cada um de nós e para todos ao mesmo tempo. Sem chances de exclusão.


Palestras da Semarh com Wagner Oliveira e dinâmicas com Odália Machado. Trabalho em conjunto. Aragarças fica na divisa de Goiás com o Mato Grosso e sofre com as grandes queimadas que ocorrem no outro Estado. Durante as palestras teve dia que o céu estava coberto de fumaça e até a Serra Azul de Barra do Garças, município do outro lado do Rio Araguaia, apresentava cor cinza - nada de azul como de costume. As mudanças climáticas então fizeram parte das abordagens.
 
Aragarças é um município com temperaturas elevadas. Um calor típico de Goiás. Mas durante meses de agosto a novembro, quando as chuvas ainda não surgiram fica mais quente ainda. Pior ainda quando as queimadas que ocorreram em 2007 no Mato Grosso abafou completamente a cidade. O trabalho na cidade foi feito em fases. Em viagem posterior tudo foi esclarecido. Carretas e mais carretas e mais carretas e mais carretas vinham do Mato Grosso em direção a São Paulo carregadas de carvão vegetal. As queimadas abafando o Estado do Mato Grosso e Goiás e depois o carvão vegetal seguindo em direção as indústrias. O Mato Grosso segue ampliando suas lavouras no cerrado, afetando o clima e vendendo carvão. A população sofre as cosequências e como a fênix e o cerrado tem de resurgir das cinzas.

Capitão Sérgio, da Prefeitura de Aragarças, acompanhou a equipe da Semarh (na época Agência Ambiental já que foi antes da junção com a Semarh), em quase todas as palestras. Palestras em períodos matutino, vespertino e noturno. Um trabalho desenvolvido em cada escola da cidade. O convite para a realização do trabalho feito feito por meio de ofício enviado pela prefeitura. Uma parceria que dá certo.

A parceria da Semarh com municípios ribeirinhos do Rio Araguaia possibilita a realização de amplo trabalho de educação ambiental. Os turistas sempre chegam e nem sempre seguem as normas de convivência com o rio. É preciso relembar as regras como não jogar lixo nas praias, não matar animais, não pescar com redes, tarrafas, pindas... Todo ano esse trabalho precisa ser feito antes, durante e depois da temporada de praia. Com o trabalho de educação ambiental realizado pelo governo do Estado de Goiás, governo federal, ONGs e pela própria população que se conscientiza já existem grandes avanços. Acampamentos dentro das normas, praias limpas e rio em melhores condições do que anos anteriores. Mas nem sempre é assim. Ainda existem acampamentos que não seguem as normas, jogam restos de comida nos rios com a justificativa de alimentar os peixes e deixam lixo nas praias. São para esses casos que a educação ambiental é indispensável nos rios goianos e principalmente no Rio Araguaia.


Pelo menos 50 mil pessoas passam pelas praias do Rio Araguaia a cada temporada. São principalmente de Goiás mas vêm também de várias partes do Brasil e até do exterior. E a educação ambiental é importante porque o resultado é conferido no final da temporada de praia. Sem orientação o lixo e poluição vão para dentro do rio logo que iniciam as chuvas. E o rio segue por centenas de quilômetros transportando todo esse material. Já houve momentos há mais de 30 anos que o Rio Araguaia foi pejorativamente chamado de Lixão. Sem educação ambiental, sem a conscientização da população, sem a atitude de todos e de cada um o lixo de cidades ribeirinhas ia todo para dentro do rio. O rio tinha de transportar os rejeitos da cidade. Mas e as outras várias cidades que ficam abaixo? Sofriam as consequências com água contaminada, transmissora de doenças.

Mas os moradores de cidades ribeirinhas podem não ser os maiores descumpridores das normas de convivência. Podem ser os turistas desavisados ou despreocupados com o seu papel na preservação que acabam poluindo o rio, pescando peixes fora das normas de convivência, construindo acampamentos com madeiras nativas. Pode ser a agricultura não sustentável que destrói as nascentes  que ajuda diminuir a água do rio. E isso os estudantes precisam saber por meio da educação ambiental. A escola pode desenvolver um bom trabalho, mas o trabalho da Semarh de educação ambiental é complementar e importante porque traz novos pontos de vista, mais informações. Aragarças pôde conferir esse trabalho da Semarh de Goiás. 


Da educação infantil ao prè-vestibular de Aragarças. Repensar nossas práticas com o meio ambiente é indispensável. E as novas gerações têm missão muito importante. Então todos atentos para cada um cumprir o seu papel.

Tem muito estudante que capta tudo só observando. Mas tem muitos outros que captam mais anotando. Um exemplo interessante que ocorreu em Aragarças e em várias cidades que receberam o trabalho de educação ambiental da Semarh em 2007 e 2008. Nesse momento é que os professores podem cobrar trabalhos em cima do que foi abordado nas palestras. O que possibilita a fixação do conteúdo, novos aprendizados. 

Muitos alunos, muitos alunos. Diretores e professores que gentilmente abrem as portas dos colégios e escolas para o trabalho de educação ambiental da Semarh de Goiás. Muitos colégios que já desempenham importante trabalho de educação ambiental, com práticas e até trabalhos de campo.

Brancos, negros, índios. Todos nós podemos contribuir com a nossa parte na manutenção de um meio ambiente em melhores condições. Desenvolver sim, mas com sustentabilidade. 

Cada bairro de Aragarças, cada escola de Aragarças. A equipe de educação ambiental da Semarh foi bem recebida em Aragarças e pôde deixar seu recado. Os estudantes de Aragarças estão de parabéns.

Escola próxima ao Aeroporto de Aragarças. 



Capitão Sérgio e André Luiz Borges que na época era coordenador do Núcleo de Educação Ambiental da Agência Ambiental de Goiás. Hoje Agência e Semarh se uniram e há apenas a Semarh.

André Luiz Borges, Antônio Borba, Luzia Donizeth e Sandra Regina em Aragarças.
 
Nesta escola encontramos um menino que imitava o som emitido por arara. Ara - ara - ara. Muito legal.

Todo mundo na roda.

Tudo pronto para começar.

Todos preparados.

E já. Um abraço para todos vocês de Aragarças com carinho da equipe de Educação Ambiental da Semarh de Goiás. 

Comentário 1:

Wagner, parabéns pelo seu trabalho e pela atenção e carinho em me enviar todos eles.

Logo quero marcar para a equipe da Semarh vir a Bonfinópolis para uma palestra com alunos de Ensino médio,
com os quais desenvolvo projetos de Educação Ambiental. 

Mais uma vez, parabéns !!!!!!!!!!!!!!!!!
Um abraço!

Eliete Amorim

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Comentário 2:

Olá Wagner,

 Obrigada pelas notícias que tem me encaminhado. Assim tenho divulgado na lista da RECEA e tenho ficado mais próxima a essa gente e esse estado maravilhoso! Abraços afetuosos!

 Martha Tristão

Centro de Educação
Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa e Estudo em Educação Ambiental - NIPEEA
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO
Fone: 27 33352890
Rede Capixaba de EA -
www.recea.org.br

 

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O fim dos animais

do Cerrado?


Depende de nós,



L E G I S L A D O R E S...

Em viagem ao Parque Estadual da Mata Atlântica (município de Água Limpa) pude observar quantos animais mortos na Estrada. Só tamanduás-mirim foram dois entre Caldas Novas e Piracanjuba. 

A cada viagem essas observações são surpreendentes. Tamanduás-bandeira, cachorros do mato, rapozinhas, tatus, são vítimas comuns nas estradas. Mas tamanduás-mirim foi a primeira vez que vi. E no mesmo dia dois animais.

Em algumas regiões onde era comum ver esses atropelamentos agora estão até diminuindo os acidentes. Mas é porque justamente os animais estão cada vez mais escassos. 

Os fazendeiros limpam a terra para plantar. Há ainda casos de quem retira até as matas ciliares ou de galerias. Sem lugar para se alimentar, sem água, os animais migram para outras regiões e é neste momento que atravessam as estradas que são mortos por motoristas em alta velocidade.

Os tamanduás são lentos nessa travessia das estradas. E pior ainda é se isso ocorre durante a noite. Ao verem os faróis dos carros eles não andam mais rápido e podem até parar como se estivessem hipnotizados com a luz. Na foto um tamanduá-bandeira adulto no meio da pista. Fiz a foto durante viagem da Semarh ao Rio Araguaia para trabalho de educação ambiental no temporada de praia de 2007. As estradas que ligam principalmente Goiânia ao Rio Araguaia principalmente durante temporada de praia ficam cheias de animais atropelados. O agravante vem com o grande número de veículos que transitam em regiões ainda com matas e animais nativos. Mas no caso do tamanduá não precisa nem ser em regiões de matas já que ele convive bem no cerrado ralo. Então pode estar atravessando em qualquer lugar próximo de seu habitat.

Já tive a experiência de ver um tamanduá-bandeira atravessando na frente de carro que eu dirigia em estrada rumo a Lagoa Santa, em Goiás. É um surpresa interessante vê-lo com o imenso rabo que lembra uma bandeira. Mas difícil também de ver o animal e desviar dele se estiver em alta velocidade principalmente por causa de sua cor cinza. A baixa velocidade que viajavamos possibilitou desviar do animal e admirá-lo enquanto seguiu pelo asfalto e saiu da estrada.

Mas não é difícil também ver mortos nas estradas até veados, lobos, onças, capivaras, porcos-espinho e emas. De volta de Aragarças tive a triste experiência de ver um filhote de capivara no asfalto logo no início da manhã.

Ao lado do Parque Nacional das Emas, em Mineiros, fotografei e filmei em 1994 uma ema atropelada por caminhão. Na época fazíamos o trabalho de coleta de informações para publicação da revista Cerrado - O que você precisa saber para preservá-lo (Veja neste blog a revista completa). A ema seguia com muitos filhotes que continuaram a travessia e conseguiram se salvar. Normalmente o macho cuida dos filhotes e por certo era um macho que ficou dando cobertura para o grupo passar quando foi atropelado. Do lado direito da foto o Parque Nacional das Emas com apenas um cerca de arame que não impede os animais de saírem em busca de comida. Principalmente em períodos de estiagem ou depois de queimadas. Do lado esquerdo da foto um imenso deserto depois de as terras terem sido aradas para o plantio normalmente de monocultura de soja em apenas alguns meses do ano. Na maior parte do ano o solo fica desprotegido atraíndo os animais do parque direto para a morte: morte com sementes envolvidas com agrotóxicos, morte ao atravessar as estradas em busca de comida, morte até mesmo ao se exporem em ambientes sem vegetação mas com ainda carrascos caçadores.

As imagens são chocantes para quem tem um mínimo de sensibilidade com o meio ambiente.

Em viagem de volta de Itumbiara, bem próximo da Usina do Rochedo (Rio Meia Ponte), encontrei esse tucano que deve ter sido atropelado por uma carreta. Mais altas e em alta velocidade, as carretas passam pela BR em lugares que são naturais corredores ecológicos: cheios de árvores, rios, córregos. As aves cruzam a estrada como os animais. Mas o tucanos têm hábitos de atravessarem as estradas com vôos baixos de uma árvore para outra. É muito lindo ver o brilho do sol no bico do tucano nesse momento. Assim até os tucanos e outras aves podem ser atropelados nas estradas. Mais ainda com o aumento do número de automóveis, devastação do cerrado que obriga os animais a buscarem novos lugares.

Essas fotos servem como protesto e alerta para as novas gerações. As atuais gerações estão infelizmente dizimando os animais do cerrado. E não basta ter animais restritos a parques, zoológicos ou empalhados em museus. Eles fazem parte da natureza e têm importância se estiverem na natureza.
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22/11/2008


Educação ambiental

da Semarh em

Alexânia - Goiás

A Secretaria de Meio Ambiente de Alexânia (Cerca de 100 km de Goiânia) solicitou por meio de ofício a realização de palestras de educação ambiental. Foi atendida e mais de 1500 alunos receberam palestras da Semarh (ná época Agência Ambiental de Goiás) em várias escolas da rede municipal, estadual e particular de ensino. Todo trabalho teve o apoio da secretária de meio ambiente à época, Maria Alice, que esteve em cada uma das palestras.


Olha só a atenção para a preservação do meio ambiente nas escolas de Alexânia. Trabalho realizado em novembro de 2007 e fevereiro de 2008.


Alexânia foi construída em cima de um platô. Com a impermeabilização da cidade com asfalto, calçadas e compactação de solos toda a chuva corria formando erosões. Sem vegetação nas encostas as erosões se tornaram enormes buracos. O trabalho de contenção foi iniciado mas era preciso mais. Era preciso despertar e comprometer as novas gerações com a preservação do meio ambiente. A secretária de meio ambiente do município na época solicitou o trabalho de educação ambiental da Semarh.

Palestras, dinâmicas com músicas com temática de meio ambiente, histórias, fatos reais e o que se pode fazer para evitar muitos problemas já enfrentados no dia a dia no cerrado. 

Palestra durante o projeto Governo Itinerante, realizado pelo Governo de Goiás, em Alexânia. A partir deste momento foram realizados os convites para as palestras. Cada escola ou colégio da cidade foram percorridos pela equipe de educadores ambientais. Lixo, água, nascentes, erosões, plantas frutíferas e medicinais do cerrado... Muitos temas importantes e muita atenção dos alunos. 

Várias professoras agradeceram o trabalho. Principalmente em escolas que já tinham um trabalho bonito na área ambiental. O trabalho de educação ambiental da Semarh vem reforçar o trabalho dos professores. É gratificante ver o reconhecimento dos professores de Alexânia. 

Odália Machado durante palestra em Alexânia. Dinâmicas com músicas pela preservação do cerrado, dos animais, das águas. Esta palestra foi no auditório da Prefeitura de Alexânia com alunos de uma escola ao lado. Atenção total dos alunos.


A secretária de meio ambiente na época, Maria Alice, e alunos de escola particular de Alexânia. Uma das palestras mais interativas. Cada aluno tinha uma experiência para contar. Um viu o tamanduá, outro viu um animal morto na estrada. A grande interatividade mostra o quanto é importante o trabalho realizado pela escola.

Maria Alice no meio dos alunos. Ela esteve em cada escola, em cada sala.


Uma das escolas na zona rural de Alexânia. A mesma qualidade do trabalho de educação ambiental realizado na cidade e em outros municípios de Goiás. Mas direcionado à realidade local, rural.

Professores da escola rural. 

Professores de mais uma escola de Alexânia que recebeu o trabalho de educação ambiental. Maria Alice lembrou: "Eles gostaram do trabalho de educação ambiental. Estão sempre falando isso nas reuniões." O que é gratificante.

Equipe da Semarh, equipe da escola e da Prefeitura de Alexânia. Parceria na educação ambiental.

Nesta escola, próxima a um clube, alunos e pais assistiram à palestra. Ao final uma professora disse: "Nossa. Muita coisa sobre cerrado que eu  não sabia". E esse é o objetivo: levar algo mais, complementar o bom trabalho já realizado pelos professores.

Mensagem da escola: reciclar é preciso!

Dinâmica do abraço. Um trabalho realizado por Odália Machado. Música e abraço. Os alunos adoram.

Por que não para os pequeninos? Eles também. E muita atenção. Essa é uma creche. A linguagem é outra mas a mensagem é a mesma. A professora contou no outro dia que teve pai que chegou relatando que o filho chegou em casa contando tudo, cada detalhe. E pensar que eles não absorvem... Absorvem sim e é aí nesse momento que se faz educação ambiental. Não adianta querer mudar adultos. A conscientização começa na infância. A educação ambiental começa na infância, dentro da escola, dentro de casa. Muito gratificante falar com esses pequeninos grandes ecologistas de amanhã.

A alegria mostra tudo. Participação nas dinâmicas, absorção das palestras, interatividade. Nesta escola já é desenvolvido um importante trabalho de meio ambiente pelos professores. Aí a atenção foi total.

Alguns alunos aproximaram após a palestra e perguntaram: "Que curso posso fazer para estudar tudo isso?" Respondi: biologia, geografia, geologia, educação ambiental. Pensar que pode estar contribuindo na escolha de profissões é muito gratificante. Mas principalmente na conscientização. Nesta escola a palestra foi até extendida porque os alunos tinham interesse em ver abordagem sobre tratamento de resíduos sólidos. O lixo que não é lixo e deve ser reciclável. Na foto dá para ver a atenção dos alunos. Momentos assim são gratificantes para o educador ambiental.

Agradecimentos em forma de discurso. Que lindo. Aluna de um colégio particular de Alexânia. Nessa turma todos tinham alguma experiência sobre meio ambiente para relatar. Tinha de ser muito, muito mais tempo. Conteúdo e interatividade.

O trabalho de educação ambiental diante da realidade local. Um tamanduá foi atropelado na BR que corta Alexânia no mesmo dia da palestra. O fato foi discutido. Infelizmente o tamanduá não resistiu e morreu. Mas foi levado para ser empalhado e voltar para museu em Alexânia. Menos pior. Mas ficou claro que é preciso ter muita atenção com animais silvestres que atravessam as estradas. Principalmente porque eles estão cada vez em menor quantidade. E os animais são importantes porque por exemplo uma semente pode precisar ser ingerida dentro de um fruto por um animal para germinar. Se não tiver o animal como vão germinar muitas plantinhas do cerrado? Então não se pode matar os animais. E todos alunos muito atentos.


Alexânia surgiu em Olhos D'água. Essa palestra foi em Olhos D'água. O distrito ficou conhecido pela Feira do Troca que ocorre duas vezes ao ano. Mas como Alexânia, tem problemas de grandes erosões. Olhos D'água nem nascentes podem ficar sem vegetação, não é mesmo?

Que bonita a ateção desta turma de mais uma escola de Alexânia

Em outro ângulo a turma estava atenta a palestra.



Um belo trabalho de educação ambiental realizado em Alexânia pela Semarh 2007/2008.

 

COMENTÁRIO 1:

Em 23-11-2008

 

Olá, Wagner, tudo bem?

 

Recebi seu e-mail sobre a atividade que vocês tiveram em Alexânia.

 

Achei muito interessante. Quem sabe possamos agendar uma palestra para os nossos "Escoteiros" em 2009, não é mesmo? Depois falaremos sobre isso.

 

Obrigada pelo carinho da lembrança.

 

Um grande abraço.

 

Veneranda - Grupo Escoteiro Goyaz - Instituto de Educação de Goiás

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COMENTÁRIO 2:

 

Em 23-11-2008

 

Prezado Wagner,

 

O trabalho que você vem realizando em Goiás é maravilhoso. Estamos iniciando um trabalho de educação ambiental na região de Monte Carmelo-MG em escolas de ensino fundamental e médio e em comunidades no entorno. Gostaria de algumas sugestões de atividades associadas às palestras. Abraços.

 

Angela da ONG AMEDI - Ambiente e Educação Interativa.

 

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