23/09/2009

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EA e reciclagem
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em Doverlândia
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Trabalho de aluno do PETI de Doverlândia mostra qual o meio ambiente que se pretende ter no município: rio sem poluição, sem lixo, com árvores verdes e vida
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Uma lata de metal pode se tornar lixo ou um objeto útil na mão de um aluno consciente. Um dos projetos desenvolvidos em Doverlândia é o do Lixo é Luxo, da Escola Manoel Ribeiro Campos
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Olha só quantos soldadinhos do meio ambiente se apresentaram. Eles querem melhorar o meio ambiente de Doverlândia e para isso estão se preparando para saber tudo sobre reciclagem e qualidade de vida



Turma animada cantou o Hino Nacional e o Hino de Goiás e depois assistiu a palestra sobre preservação do meio ambiente, destinação correta dos resíduos e cuidado com a água. Cidadania de mãos dadas com preservação ambiental
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Marcilene Fernandes e a aluna Lais de Oliveira durante apresentações artísticas na cidade de Doverlândia. Professores e alunos provocam reflexão sobre meio ambiente no município desenvolvendo trabalhos de arte e reciclagem.

A diretora Eliany Felipe e a aluna Kamila Alves. A Escola Manoel Ribeiro Campos solicitou palestra de Educação Ambiental da Semarh e foi atendida
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Secretário de Educação Zaqueu de Souza e Yuara Crescencio com trabalhos dos alunos do PETI que retratam o meio ambiente preservado
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Logo após a sua apresentação, Jordana Vilela registra apresentações de colegas

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Mais um trabalho de aluno do PETI. O verde sempre presente, preservado, protegido


Apresentações culturais durante vários dias: reflexões para um mundo melhor


Wagner Oliveira, Marcilene Fernandes, Yuara Crescencio, Eliany Felipe e Zaqueu de Souza


Depois da palestra a aluna Estefany de Farias se aproximou de mim. Não disse nada com palavras mas abriu um sorriso lindo de futura protetora do meio ambiente. Não perdi a oportunidade de registrar para o blog.


Podemos viver no meio ambiente causando o menor impacto possível como mostra mais este trabalho de aluno do PETI de Doverlândia


Marcilene na abertura da palestra


Um vídeo com o trabalho dos alunos e visita ao lixão da cidade foi produzido pela escola e apresentado logo após a palestra


Uma tartaruguinha de pet para refletir sobre a importância do respeito aos animais e destinação correta de resíduos quando não for possível fazer a reciclagem total


Arte para despertar a preservação do meio ambiente


Cada um produzindo seu trabalho


Civismo e meio ambiente


O que era lixo vira objeto útil, reaproveitamento


Colorido, bonito, útil


Tartaruguinha, tracajá, reciclar


Um cesto de jornal vai surgindo


Cada um é capaz de fazer sua parte


Mas antes disso, os alunos foram conhecer o problema local


Preparados com máscara cirúrgica para não contrairem nenhuma doença, viram como está o lixão da cidade


Quanto reciclável desperdiçado: plástico, papel, papelão, latas, vidros, ferro. Tudo isso tem valor. Mas depois de chegar ao lixão fica difícil reaproveitar. Tem de separar em casa, nos estabelecimentos comerciais e direcionar para coleta seletiva. Tudo separadinho e limpinho gera emprego e lucro. Mas sujo, misturado, não vale nada e só pode juntar insetos, ratos, ajudar na transmissão de doenças, gerar chorume que vai contaminar o lençol freático e os córregos e rios próximos. Próximo desse lixão tem o Córrego Rufino e abaixo o Rio do Peixe que abastece a cidade.


Todos viram que é preciso fazer algo e urgente. Não se pode continuar desperdiçando tanto reciclável e poluindo o meio ambiente


Cada saco com lixo, sacolinha, caixa de papel abandonada no lixão veio de alguma residência ou estabelecimento comercial da cidade. Então se cada um contribuir na separação dos recicláveis o lixo será bem menos


Vereadores Previsto Cândido e Sirlon Santos mostram Córrego Rufino que passa abaixo do lixão. Há lixo preso na vegetação, dentro da água e o córrego desagua no Rio do Peixe, de onde é captada água para abastecer Doverlândia. E esse é um dos grandes problemas que as crianças já estão conscientes e querem ver resolvidos



Lixo dentro do Córrego Rufino


Rio do Peixe e a captação de água para abastecimento da cidade

Ponte sobre Rio do Peixe. Água marrom depois de chuvas de setembro sobre extensas áreas desmatadas no cerrado. A água não infiltra como antes e corre rapidamente para os córregos, rios e oceano. Mas em breve a cor da água volta ao normal. O problema é que devolvemos rapidamente a água da chuva para os rios com o meio ambiente transformado, sem a proteção da vegetação. A médio e longo prazos as mudanças climáticas vão ocorrendo.


Fomos convidados também para conhecer o lixão da cidade. População, professores e alunos buscam alternativas para resolver o problema que está acima da captação de água. O lixão é depósito de lixo sem nenhum controle. Os aterros controlados já recebem mais atenção com o lixo sendo coberto com terra. Mas a melhor alternativa mesmo é diminuir ao máximo a produção de resíduos com a separação e comercialização dos recicláveis e o que não for possível reciclar ser enviado para um aterro sanitário completo. No aterro sanitário há controle de chorume com material impermeável que não deixa o líquido contaminar o lençol freático, lagoas para tratamento desse líquido, canalização de gás metano, compactação e cobertura do lixo com terra, monitoramento e outros detalhes que são obedecidos. Acredita-se que é possível reutilizar ou reciclar até 80% dos resíduos sólidos e somente 20% serem enviados para os aterros. E se esses 20% forem material orgânico então vai se decompor em pouco tempo.


Cachoeira, verde, aves e água azul limpa. O aluno do PETI mostra como quer ver o Rio do Peixe e o Córrego Rufino de Doverlândia


Pais, alunos, professores e a comunidade de Doverlândia acompanham apresentações artísticas no Salão Paroquial Santa Luzia. Várias escolas provocam a reflexão com vários temas: meio ambiente é um deles


A harmonia das cores com o verde da vegetação. Mas um quadro de aluno do PETI


Local onde foram realizadas as apresentações culturais e a palestra de educação ambiental da Semarh


No lixão observei que parte do lixo foi queimado. Mas isso não resolve o problema. A fumaça vai poluir o meio ambiente com gases tóxicos. Sem cobertura ou impermeabilização de um aterro sanitário a água da chuva no lixão leva para o lençol freático o chorume que é altamente tóxico. Do lixo sai o gás metano que é mais tóxico que o gás carbônico. E pensar que tudo isso ocorre a poucos metros do Córrego Rufino que desagua no Rio do Peixe, de onde é captada água para a cidade. E o Rio do Peixe que desagua no Rio Araguaia, que corre entre Goiás e Mato Grosso, vai para o Tocantins e desagua no mar. E de cada córrego e rio de Goiás o lixo vai junto. Vai para o mar? Mas não desaparece no mar já que o tempo de decomposição de muitos materiais pode ser de décadas ou séculos. Plásticos são encontrados em estômagos de tartarugas e outros animais marinhos encontrados mortos, sufocados. Então temos de mudar essa história no planeta.


Pneus são proibidos em aterros sanitários. Em lixões eles aparecem. Imaginar que não se sabe nem quantos anos pode um pneu ficar no meio ambiente como lixo. A destinação correta desses resíduos não pode ser lixões a céu aberto. Empresas que vendem pneus devem recolhê-los, mas eles também podem servir para a fabricação de artesanatos, contenção de erosões ou produção de capa asfáltica. Há também neste lixão restos de demolições ou construções. E tudo isso pode ser reutilizado. Há o exemplo de uma central de resíduos de Paulínia, São Paulo, que faz o reaproveitamento de resíduos de contruções e até descontamina a terra. Até mesmo o gás metano não precisa ser desperdiçado. Tubulações em aterros sanitários podem captar esse gás para reaproveitamento.
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Existem alternativas na esfera federal por meio dos ministérios da Cidade e Meio Ambiente e estadual para construção de aterros sanitários e os munícípios podem e devem buscar. Na Secretaria de Cidades o gestor público pode obter informações na Superintendência de Saneamento pelo 3201-5755 ou na Secretaria Estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos pelo 3265-1380. Vários municipios precisam construir aterros sanitários e muitos conseguiram recursos por meio da Funasa. Mas o primeiro passo é com a preparação de projeto com orçamento. Incluir todos os detalhes para construção de trincheira, lagoa para tratamento do chorume, material para impermeabilização e até trator de esteira para compactação e cobertura do lixo.
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As alternativas apresentadas aqui não são críticas e sim sugestões não apenas para Doverlândia (que desperta para a reciclagem com o trabalho das escolas) mas também para muitos municípios de Goiás e de outros Estados do Brasil que não possuem ainda aterros sanitários. Lixões há em vários outros municípios que podem fazer melhor destinação dos resíduos sólidos, evitar problemas com órgãos ambientais, Ministério Público e com a Justiça.


Flores em mais esse belo trabalho de estudantes do PETI de Doverlândia. Elas poderiam mostrar que o que se espera é vida, colorido e meio ambiente preservado. Então o primeiro passo vem com a conscientização. Conhecer e agir. Parabéns a alunos e professores de Doverlândia pela bela iniciativa.

Veja também:
O exemplo de Campestre com a Gincana da Reciclagem no Colégio Castelo Branco
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20/09/2009

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Delícias com
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frutos do cerrado
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Pequi ou piqui: flores e frutos
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Doce de castanha de pequi
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Dentro das comemorações do Dia do Cerrado o Laboratório de Tecnologia de Alimentos da Universidade Católica de Goiás apresentou vários produtos que podem ser preparados a partir de frutos do cerrado. Delícias que comprovam a importânica de preservação do bioma e de suas espécies. Conhecer para preservar e preservar para que futuras gerações também possam conhecer. Experimentei cada um deles e aprovei todos. Mas o doce de castanha de pequi ficou excepcional e é meu predileto.
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Pão de castanha de pequi




Patê de pequi com ricota. Uma delícia com pão de pequi


Baru: semente tem sabor semelhante a castanha do Pará e valor também equivalente


Pão doce com baru


Broinha de baru


Bolo de baru


Jatobá


Sequilhos de jatobá
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Buriti: espécie encontradas no cerrado em veredas ou áreas úmidas
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Pão de buriti
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Bolo de buriti
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Cajuzinho do cerrado
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Geleia de cajuzinho


Gueiroba e o coco


Doce de castanha de coco de gueiroba
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Bolo de castanha de coco de gueiroba
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Mangaba
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Casadinho de mangaba
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Pão doce com mangaba
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Cagaita
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Docinho de cagaita
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Bolo de cagaita

Bolacha de cagaita
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Araticum
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Beijinho de araticum
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Casadinho de Araticum
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Pão doce com araticum
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