09/03/2010

Músicas para

Educação Ambiental em Goiás gravou duas músicas apresentadas pelo músico Antônio Baiano durante evento da Comissão Pastoral da Terra - CPT em Goiânia sobre recuperação de nascentes. A CPT tem como prioridade para 2010 a preservação do Bioma Cerrado e o trabalho é feito por meio da formação de agricultores familiares, camponeses de acampamentos e assentamentos da reforma agrária e comunidades tradicionais nas Dioceses de Ipameri, Cidade de Goiás, Formosa, Goiânia, Uruaçu, São Luís de Montes Belos e Jataí. Uma das atividades é a recuperação de nascentes e a água é defendida como um bem comum. A CPT quer ampliar as parcerias e o contato é: (062) 3223-5724 ou 8415-3510. Veja nos vídeos abaixo duas músicas e letras que são utilizadas no trabalho de educação ambiental nos acampamentos e assentamentos. Observe que a letra da música fala a "língua do camponês". Educação ambiental que atinge o alvo.




Letra da música:

Água de Chuva

Roberto Malvezzi - Gogó

Colher a água
Reter a água
Guardar a água
Quando a chuva cai do céu.
Guardar em casa
Também no chão
E ter a água se vier a precisão.

No pé da casa você faz sua cisterna
E guarda a água que o céu lhe enviou
É dom de Deus, é água limpa, é coisa linda
Todo idoso, o menino e a menina
Podem beber que é água pura e cristalina.

Você ainda vai lembrar dos passarinhos
e dos bichinhos que precisam de beber
São dons de Deus, nossos irmãos, nossos vizinhos
Fazendo isso honrará a São Francisco,
A ibiapina, Conselheiro e Padre Cícero.

Você ainda vai lembrar que a seca volta
E vai lembrar do velho dito popular
“É bem melhor se prevenir que remediar”
Zele os barreiros, os açudes e as aguadas
Não desperdice sequer uma gota d’água!







Letra da música 2

Lamento do Cerrado

Antônio Baiano

Eu canto defendendo a árvore
Pelo ornamento da mãe natureza
Lamento nosso cerrado
Todo destruído Todo de tristeza
Quem chora assim como eu é a passarada
Sem poder chocar
Não pode fazer serenatas,
Não cantar para a noite pra ver o luar
A gente não vai agüentar
Viver sem a vegetação
E morre o caboclo do mato onde a natureza é sua religião.
Recordo o pé de mangabeira
O pé de carvoeiro, nosso bom pequi
Cortaram o pé de jatobá, nem mesmo o pau terra se encontra aqui
E os bichos do nosso cerrado
Quati e a raposa e lobo guará
Tatu, veado, onça pintada, perderam sua morada o tamanduá
E a humanidade excluída
Chora arrependida a devastação
Perdeu a fonte, a comida
Onde era cerrado hoje é só carvão

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