30/03/2010

A infinidade de vídeos domésticos, fotos e dados postados dia a dia ou processados exige milhares de máquinas funcionando. A alternativa foi criar a grande nuvem que polui o meio ambiente ao ser mantida com energia a base de queima de carvão. Novas tecnologias para um mundo moderno mas com combustível antigo e altamente poluente. Avanço ou retrocesso? A denúncia do Greenpeace foi publicada na imprensa. Veja abaixo.


Carvão alimenta boa parte da "nuvem" da internet, diz Greenpeace

da Reuters/Folha de S.Paulo

A "nuvem" de dados que está se tornando o coração da internet cria uma nuvem muito real de poluição, com a construção de centrais de processamento de dados por empresas como Facebook e Apple, cuja energia tem por base a queima do carvão, afirma um relatório do Greenpeace divulgado nesta terça-feira (30).

Uma nova instalação do Facebook utilizará energia de uma geradora cujo principal combustível é o carvão, enquanto a Apple, que lançará o iPad em 3 de abril, está construindo uma central de armazenagem de dados em uma região da Carolina do Norte (EUA) que tem eletricidade gerada por carvão, afirmou a organização ambiental no estudo.

"A última coisa de que precisamos é de mais infraestrutura em nuvem construída em locais onde isso represente alta na demanda por energia suja acionada a carvão", conclui o Greenpeace, cujo argumento é o de que as empresas da web deveriam ser mais cuidadosas quanto aos locais em que constroem suas centrais de dados e deveriam intensificar a pressão em Washington por energia mais limpa.

O crescente volume de filmes domésticos, fotos e dados de negócios superou a capacidade dos computadores pessoais e mesmo das centrais médias de processamento de dados empresariais, o que estimula a criação de imensas centrais de servidores equipadas com dezenas de milhares de máquinas especializadas, que formam a "nuvem".

O relatório surge em meio a um novo debate norte-americano sobre criar ou não limites ou outras medidas que reduzam o uso de combustíveis com teor pesado de carbono, como o carvão, a fim de limitar alterações no clima. Apple, Facebook, Microsoft, Yahoo! e Google: todas operam ao menos algumas centrais de processamento de dados para as quais é necessário uso intensivo de energia gerada pela queima de carvão, informa o Greenpeace.

As empresas se recusaram a oferecer detalhes sobre suas centrais de processamento de dados, mas todas elas disseram que levam em conta as questões ambientais em suas decisões de negócios; a maioria também declarou estar promovendo medidas agressivas de eficiência energética. Se consideradas como um país, centros de processamento de dados e telecomunicações globais ficariam em quinto lugar em consumo de energia no mundo em 2007, atrás dos Estados Unidos, China, Rússia e Japão, afirma o relatório do Greenpeace.

O grupo baseou suas descobertas em uma série de dados, incluindo estudo federal norte-americano de 2005 e uma pesquisa de 2008 realizada porClimate Group and the Global e-Sustainability Initiative, que o Greenpeace atualizou em parte com informações da Agência de Proteção Ambiental dos EUA.

Fonte
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25/03/2010

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Conama publica resolução
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para educação ambiental

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Resolução estabelece diretrizes para campanhas, ações e projetos de educação ambiental. Veja abaixo a íntegra do texto publicado no Diário Oficial, assinado pelo ministro do Meio Ambiente e presidente do Conselho Carlos Minc.

Diário Oficial
Imprensa Nacional


República Federativa do Brasil
Brasília – DF


Nº 56 – DOU de 24/03/10 – seção 1 - p. 91 CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE

RESOLUÇÃO No-422, DE 23 DE MARÇO DE 2010

Estabelece diretrizes para as campanhas, ações e projetos de Educação Ambiental, conforme Lei no 9.795, de 27 de abril de 1999, e dá outras providências.

O CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE-CONAMA, no uso da competência que lhe confere o art.

7o, inciso XVIII, do Decreto no 99.274, de 6 de junho de 1990, e tendo em vista o disposto nos arts. 2o, inciso XVI, e 10, inciso III, do Regimento Interno do Conselho Nacional do Meio Ambiente-CONAMA, Anexo à Portaria no 168, de 13 de junho de 2005, e o que consta do Processo no 02000.000701/2008-30, e

Considerando a educomunicação como campo de intervenção social que visa promover o acesso democrático dos cidadãos à produção e à difusão da informação, envolvendo a ação comunicativa no espaço educativo formal ou não formal;

Considerando a necessidade de garantir que as políticas de meio ambiente abordem a Educação Ambiental em consonância com a Política Nacional de Educação Ambiental-PNEA, estabelecida pela Lei no 9.795, de 27 de abril de 1999 e pelos arts. 2o, caput, e 3o, inciso II, do Decreto no 4.281, de 25 de junho de 2002, bem como com o Programa Nacional de Educação Ambiental-

ProNEA, resolve:

Art. 1o Estabelecer diretrizes para conteúdos e procedimentos em ações, projetos, campanhas e programas de informação, comunicação e educação ambiental no âmbito da educação formal e nãoformal, realizadas por instituições públicas, privadas e da sociedade civil.

Art. 2o São diretrizes das campanhas, projetos de comunicação e educação ambiental:

I - quanto à linguagem:

a) adequar-se ao público envolvido, propiciando a fácil compreensão e o acesso à informação aos grupos social e ambientalmente vulneráveis; e

b) promover o acesso à informação e ao conhecimento das questões ambientais e científicas de forma clara e transparente.

II - quanto à abordagem:

a) contextualizar as questões socioambientais em suas dimensões histórica, econômica, cultural, política e ecológica e nas diferentes escalas individual e coletiva;

b) focalizar a questão socioambiental para além das ações de comando e controle, evitando perspectivas meramente utilitaristas ou comportamentais;

c) adotar princípios e valores para a construção de sociedades sustentáveis em suas diversas dimensões social, ambiental, política, econômica, ética e cultural;

d) valorizar a visão de mundo, os conhecimentos, a cultura e as práticas de comunidades locais, de povos tradicionais e originários;

e) promover a educomunicação, propiciando a construção, a gestão e a difusão do conhecimento a partir das experiências da realidade socioambiental de cada local;

f) destacar os impactos socioambientais causados pelas atividades antrópicas e as responsabilidades humanas na manutenção da segurança ambiental e da qualidade de vida.

III - quanto às sinergias e articulações:

a) mobilizar comunidades, educadores, redes, movimentos sociais, grupos e instituições, incentivando a participação na vida pública, nas decisões sobre acesso e uso dos recursos naturais e o exercício do controle social em ações articuladas;

b) promover a interação com o Sistema Brasileiro de Informação sobre Educação Ambiental-SIBEA, visando apoiar o intercâmbio e veiculação virtuais de produções educativas ambientais; e

c) buscar a integração com ações, projetos e programas de educação ambiental desenvolvidos pelo Órgão

Gestor da PNEA e pelos Estados e Municípios.

Art. 3o Para efeito desta Resolução entende-se por campanhas de educação ambiental as atividades de divulgação pública de informação e comunicação social, com intencionalidade educativa, produzidas por meios gráficos, audiovisuais e virtuais que, para compreensão crítica sobre a complexidade da problemática socioambiental:

I - promovam o fortalecimento da cidadania; e

II - apóiem processos de transformação de valores, hábitos, atitudes e comportamentos para a melhoria da qualidade de vida das pessoas em relação ao meio ambiente.

Art. 4o As ações de educação ambiental previstas para a educação formal, implementadas em todos os níveis e modalidades de ensino, com ou sem o envolvimento da comunidade escolar, serão executadas em observância ao disposto nas legislações educacional e ambiental, incluindo as deliberações dos conselhos estaduais e municipais de educação e de meio ambiente, e devem:

I - ser articuladas com as autoridades educacionais competentes, conforme a abrangência destas ações e o público a ser envolvido; e

II - respeitar o currículo, o projeto político-pedagógico e a função social dos estabelecimentos de ensino, bem como os calendários escolares e a autonomia escolar e universitária que lhes é conferida por lei.

Art. 5o As ações de comunicação, educação ambiental e difusão da informação previstas nas deliberações do Conselho Nacional do Meio Ambiente-CONAMA e dos demais órgãos integrantes do Sistema Nacional do Meio Ambiente-SISNAMA devem ser voltadas para promover a participação ativa da sociedade na defesa do meio ambiente.

Parágrafo único. O disposto no caput deste artigo aplica-se também às revisões e atualizações das resoluções e de outros instrumentos legais em vigor.

Art. 6o Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

CARLOS MINC
Presidente do Conselho
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23/03/2010

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O esgoto que mata
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mais que violência


Anúncio da Jung von Matt da Suécia para a Unicef


Água poluída mata mais que violência no mundo, diz ONU

Reuters/Folha de S.Paulo

A população mundial está poluindo os rios e oceanos com o despejo de milhões de toneladas de resíduos sólidos por dia, envenenando a vida marinha e espalhando doenças que matam milhões de crianças todo ano, disse a ONU nesta segunda-feira (22).

"A quantidade de água suja significa que mais pessoas morrem hoje por causa da água poluída e contaminada do que por todas as formas de violência, inclusive as guerras", disse o Programa do Meio Ambiente das Nações Unidas (Unep, na sigla em inglês).

Em um relatório intitulado "Água Doente", lançado para o Dia Mundial da Água nesta segunda-feira, o Unep afirmou que dois milhões de toneladas de resíduos, que contaminam cerca de dois bilhões de toneladas de água diariamente, causaram gigantescas "zonas mortas", sufocando recifes de corais e peixes.

O resíduo é composto principalmente de esgoto, poluição industrial e pesticidas agrícolas e resíduos animais. Segundo o relatório, a falta de água limpa mata 1,8 milhão de crianças com menos de 5 anos de idade anualmente. Grande parte do despejo de resíduos acontece nos países em desenvolvimento, que lançam 90% da água de esgoto sem tratamento.

A diarreia, principalmente causada pela água suja, mata cerca de 2,2 milhões de pessoas ao ano, segundo o relatório, e "mais de metade dos leitos de hospital no mundo é ocupada por pessoas com doenças ligadas à água contaminada."

O relatório recomenda sistemas de reciclagem de água e projetos multimilionários para o tratamento de esgoto. Também sugere a proteção de áreas de terras úmidas, que agem como processadores naturais do esgoto, e o uso de dejetos animais como fertilizantes.

"Se o mundo pretende... sobreviver em um planeta de seis bilhões de pessoas, caminhando para mais de nove bilhões até 2050, precisamos nos tornar mais inteligentes sobre a administração de água de esgoto", disse o diretor da Unep, Achim Steiner. "O esgoto está literalmente matando pessoas."
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De 11 a 14 de maio de 2010 será realizado na Universidade Federal do Espírito Santo - UFES, o II Seminário Nacional de Africanidades e Afrodescendência com o tema “Formação de Professores e Histórias de Vida”.

O encontro busca diálogo permanente entre as diferentes instâncias de produção de saberes, para contribuir para a elaboração de políticas educacionais e para a responsabilidade de efetivar uma educação com a cosmovisão africana e as especificidades da sociedade brasileira como processo de dominação opressivo sobre os africanos e afrodescendentes nos diversos espaços geográficos da sociedade brasileira.

Mais informações:

http://www.multieventos-es.com.br/africanidades/index.php...





12/03/2010

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Câmara aprova
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Política Nacional de
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Resíduos Sólidos


Fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes terão de investir para colocar no mercado artigos recicláveis e que gerem a menor quantidade possível de resíduos sólidos

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira, 10 de março, em votação simbólica um substitutivo ao Projeto de Lei 203/91, do Senado, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos e impõe obrigações aos empresários, aos governos e aos cidadãos no gerenciamento dos resíduos.

A matéria retornará ao Senado para uma nova votação.
O texto aprovado é de autoria do relator da comissão especial sobre a matéria, deputado Dr. Nechar (PP-SP), que tomou como base a redação preparada por um grupo de trabalho suprapartidário coordenado pelo deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP).

O substitutivo prioriza a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos. Os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes terão de investir para colocar no mercado artigos recicláveis e que gerem a menor quantidade possível de resíduos sólidos.

O mesmo se aplica às embalagens.
Deverão ser implementadas medidas para receber embalagens e produtos após o uso pelo consumidor de: agrotóxicos, seus resíduos e embalagens; pilhas e baterias; pneus; óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens; lâmpadas fluorescentes; e produtos eletroeletrônicos e seus componentes.

O processo de recolhimento desses materiais, sua desmontagem (se for o caso), reciclagem e destinação ambientalmente correta é conhecido como logística reversa. Para realizar essa logística, os empresários poderão recorrer à compra de produtos ou embalagens usados, atuar em parceria com cooperativas de catadores e criar postos de coleta.

Se a empresa de limpeza urbana, por meio de acordo com algum setor produtivo, realizar essa logística reversa, o Poder Público deverá ser remunerado, segundo acordo entre as partes. 140 propostas
Segundo o relator, apesar do passivo ambiental herdado pelo Brasil por causa da falta de regulamentação, o tempo conspirou a favor da qualidade do texto nesses 19 anos de tramitação.

"Depois da apresentação de 140 propostas, o tema havia se transformado em um nó legislativo", afirmou. Ele ressaltou que foram incorporados conceitos modernos. Para o presidente Michel
Temer, o projeto aprovado "é de grande significação". Ele disse lamentar que a matéria tenha sido votada "em um momento de pouco entusiasmo, pois merece ampla divulgação na imprensa".

Coleta seletiva

Outros materiais recicláveis descartados ao final da sua vida útil deverão ser reaproveitados sob a responsabilidade do serviço público de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos. Para fazer isso, o Poder Público deverá estabelecer a coleta seletiva, implantar sistema de compostagem (transformação de resíduos sólidos orgânicos em adubo) e dar destino final ambientalmente adequado aos resíduos da limpeza urbana (varredura das ruas).

As empresas de limpeza urbana deverão dar prioridade ao trabalho de cooperativas de catadores formadas por pessoas de baixa renda, segundo normas de um regulamento futuro.

Os municípios que implantarem a coleta com a participação de associações e cooperativas de catadores terão prioridade no acesso a recursos da União em linhas de crédito, no âmbito do plano nacional de resíduos.


Proibições

Serão proibidas práticas como o lançamento de resíduos em praias, no mar ou rios e lagos; o lançamento a céu aberto sem tratamento, exceto no caso da mineração; e a queima a céu aberto ou em equipamentos não licenciados.

O texto proíbe também a importação de resíduos perigosos ou que causem danos ao meio ambiente e à saúde pública.
A regra sobre a disposição final adequada dos rejeitos deverá ser implementada em até quatro anos após a publicação da lei, mas os planos estaduais e municipais poderão estipular prazos diferentes, com o objetivo de adequá-los às condições e necessidades locais.

Fonte: Agência Câmara
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09/03/2010

Músicas para

Educação Ambiental em Goiás gravou duas músicas apresentadas pelo músico Antônio Baiano durante evento da Comissão Pastoral da Terra - CPT em Goiânia sobre recuperação de nascentes. A CPT tem como prioridade para 2010 a preservação do Bioma Cerrado e o trabalho é feito por meio da formação de agricultores familiares, camponeses de acampamentos e assentamentos da reforma agrária e comunidades tradicionais nas Dioceses de Ipameri, Cidade de Goiás, Formosa, Goiânia, Uruaçu, São Luís de Montes Belos e Jataí. Uma das atividades é a recuperação de nascentes e a água é defendida como um bem comum. A CPT quer ampliar as parcerias e o contato é: (062) 3223-5724 ou 8415-3510. Veja nos vídeos abaixo duas músicas e letras que são utilizadas no trabalho de educação ambiental nos acampamentos e assentamentos. Observe que a letra da música fala a "língua do camponês". Educação ambiental que atinge o alvo.




Letra da música:

Água de Chuva

Roberto Malvezzi - Gogó

Colher a água
Reter a água
Guardar a água
Quando a chuva cai do céu.
Guardar em casa
Também no chão
E ter a água se vier a precisão.

No pé da casa você faz sua cisterna
E guarda a água que o céu lhe enviou
É dom de Deus, é água limpa, é coisa linda
Todo idoso, o menino e a menina
Podem beber que é água pura e cristalina.

Você ainda vai lembrar dos passarinhos
e dos bichinhos que precisam de beber
São dons de Deus, nossos irmãos, nossos vizinhos
Fazendo isso honrará a São Francisco,
A ibiapina, Conselheiro e Padre Cícero.

Você ainda vai lembrar que a seca volta
E vai lembrar do velho dito popular
“É bem melhor se prevenir que remediar”
Zele os barreiros, os açudes e as aguadas
Não desperdice sequer uma gota d’água!







Letra da música 2

Lamento do Cerrado

Antônio Baiano

Eu canto defendendo a árvore
Pelo ornamento da mãe natureza
Lamento nosso cerrado
Todo destruído Todo de tristeza
Quem chora assim como eu é a passarada
Sem poder chocar
Não pode fazer serenatas,
Não cantar para a noite pra ver o luar
A gente não vai agüentar
Viver sem a vegetação
E morre o caboclo do mato onde a natureza é sua religião.
Recordo o pé de mangabeira
O pé de carvoeiro, nosso bom pequi
Cortaram o pé de jatobá, nem mesmo o pau terra se encontra aqui
E os bichos do nosso cerrado
Quati e a raposa e lobo guará
Tatu, veado, onça pintada, perderam sua morada o tamanduá
E a humanidade excluída
Chora arrependida a devastação
Perdeu a fonte, a comida
Onde era cerrado hoje é só carvão

Veja também:

18 músicas para educação ambiental

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04/03/2010



IV SEMINÁRIO DE DESENVOLVI­MENTO SUSTENTÁVEL DA BACIA DO ALTO TOCANTINS
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II SEMINÁRIO DE AGROEXTRATI­VISMO NO CERRADO

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O Seminário será realizado no auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados, nos dias 17 e 18 de junho de 2010, das 8h00 às 18h00. .
Programação
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Tema Central: O CERRADO E A ÁGUA.
Data: 17 de junho de 2010 (quinta-feira) 08h – Recepção e credenciamento 09h – Abertura 11h

– 1ª Mesa Redonda:
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Conservação e Uso Sustentável do Cerrado e a Produ­ção de Energia Elétrica.
(Debates) Almoço.
14h – 2ª Mesa Redonda: Processo de organização dos Comitês e Consórcios da Bacia Hidrográfica do Rio Tocantins-Araguaia, destacan­do:
- Alto Tocantins (Rio Maranhão, Rio das Almas, Rio Tocantinzinho e Rio Paranã) - Médio Tocantins - Baixo Tocantins - Rio Araguaia
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(Debates) 16h – 3ª Mesa Redonda: Processo de organização dos Comitês e Consórcios das Bacias Hidrográficas dos Rios Paranaíba e São Francis­co, destacando:
- Rio Meia Ponte - Rio Corumbá - Rio Paranoá - Rio Paracatu - Rio Urucuia - Paranoá
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(Debate) Data: 18 de junho de 2010(sexta-feira) 09h – 4ª Mesa Redonda: Programa Produtor de Água e o Uso Sustentável do Cer­rado
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(Debates) 11h – 5ª Mesa Redonda: Experiências em Agroextrativismo no Cerrado Produção e Consumo Consciente
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(Debates) Almoço 14h – 6ª Mesa Redonda: Educar para Valorizar o Cerrado
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(Debates) 16h –18h Conclusões e Encerramento - Apresentação dos Trabalhos de Relatoria e Encami­nhamentos - Apresentação de Propostas para encaminhamento jun­to aos Ministérios, FCO, CONAMA e CNRH...
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Receitas de delícias do Cerrado
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Quatro receitas deliciosas com ingredientes do cerrado foram apresentadas pelo chefe Bruno Renna, formado pela Universidade Estadual de Goiás - UEG e sua assistente Regiane Bazilio dos Santos no Ciranda Cultural do Cerrado, na Praça Cívica, em Goiânia: focaccia e brownie de baru, medalhão de frango com pequi e torta de carne de sol com requeijão caipira.

A importância de agregar valor aos frutos do cerrado e valorizar nossa culinária para que o bioma seja preservado e novas gerações conheçam essas delícias.

O blog Educação Ambiental em Goiás acompanhou tudo e você confere aqui as fotos de cada etapa e abaixo todas as receitas para você também fazer em casa.



Focaccia com cobertura de baru e ervas.

Baru: encontrado no cerrado é uma castanha deliciosa tanto quanto a castanha do Pará

Preparando a massa


Apertando com os dedos

Adicionando azeite

Recheando com tomate, azeitona e mussarela

e alecrim

O toque especial com Baru

Bastante baru
Recheio caprichado


O tamanho da castanha de baru

Vai ao forno

Derrete o queijo e assa o baru

Acrescenta mais azeite

Volta ao forno

Pronto

Fatiar e servir


Brownie com baru

Uma delícia recheado com baru

Derrete a manteiga no banho maria

Derretida

Adiciona o chocolate

Na batedeira derrete o açúcar mascavo

Acrescenta o chocolate derretido

Bate tudo junto

Peneira a farinha de trigo

Bate bem

O baru para o toque especial

Quase no ponto

Mais um pouquinho de farinha de trigo para chegar ao ponto

Pronto!
O baru

Empanar a castaha do baru

Despeja o chocolate na forma

Acrescenta o baru em cima

Completa a forma com mais chocolate

E mais baru

Quase pronto

Leva ao forno

Prontinho

Só servir

Que delícia!

Medalhão de frango ao creme suave de pequi

Acompanhado de arroz

Preparando o frango

Temperando

Refoga o alho e cozinha o medalhão de frango

O cheiro já começa a aparecer

Acrescenta o leite

O momento especial de acrescentar o pequi

Mistura tudo preparando o molho branco

Tempera com sal

Até chegar ao ponto

Acrescenta o cheiro verde

Adiciona o creme de leite

Medalhão de frango já cozido

Doura o alho para fazer o arroz que vai acompanhar o prato

Arroz sem lavar

Medalhão de frango já cozido

Prontinho

Corta em fatias os medalhões

Acrescenta o molho branco aos medalhões

E o arroz branco

Só degustar. E fica uma delícia.



RECEITAS:


Medalhão de frango ao creme suave de pequi

4 peitos de frango sem pele e sem osso
6 dentes de alho
2 colheres de sopa de alecrim
sal a gosto
4 colheres de sopa de azeite

Para o creme suave de pequi

2 cebolas grandes
2 colheres de sopa de manteiga
3 colheres de sopa de vinho branco seco
1 litro de creme de leite que pode ir ao fogo
50g de polpa de pequi
1 maço de salsinha

Acompanhamento:

1kg de arroz branco
6 dentes de alho
6 colheres de sopa de óleo

Modo de preparo:

Pique o alho juntamente com o alecrim e misture com o sal. Abra 2 metades do peito de frango em 3, coloque um lado do peito sobre o outro, coloque a mistura de alho com o alecrim e enrole com o plástico filme até que fique bem firme. Coloque em uma panela média de água para ferver o frango e deixe cozinhar por 20 minutos. Depois de cozido, desenrole do plástico filme e grelhe em uma frigideira grande com azeite. Corte em medalhões de 2 dedos de largura.
Para o molho: Em uma frigideira coloque a manteiga e doure a cebola picada. Acrescente o vinho e deixe cozinhar um pouco. Em seguida coloque o creme de leite e o pequi bem picadinho e cozinhe mais um pouco. Desligue o fogo e coloque a salsinha picada. Adicione o creme por cima do medalhão de frango. Acompanhe com arroz branco.

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Brownie com baru


500g de manteiga
500g de chocolate em barra meio amargo (garoto ou Nestlé)
10 ovos 500g de açúcar mascavo
200g de farinha de trigo 100g de cacau em pó 200g de baru picado
50g de manteiga para untar
2 folhas de papel manteiga

Modo de preparo:

Derreta a manteiga em banho Maria e acrescente o chocolate picado. Na batedeira, bata os ovos e o açúcar mascavo até firmar e junte o chocolate. Acrescente a farinha (aos poucos peneirando), o cacau e o baru à mistura de chocolate. Coloque numa forma retangular o papel manteiga e unte. Despeje a mistura e leve ao forno médio pré-aquecido até dourar as bordas. Sirva morno cortado em quadrados.

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Focaccia com cobertura de baru e ervas

Ingredientes:

400g de farinha de trigo
10g de fermento biológico seco
1 colher de chá de sal
1 colher (sobremesa) de açúcar
1 ovo 250 ml de leite Sal grosso
¼ xícara de azeite Alecrim

Cobertura:

2 tomates sem pele picados
100g mussarela ralada
½ xícara de azeitonas picadas
½ xícara de baru Orégano

Modo de preparo:

Misture a farinha com o fermento, o sal e o açúcar e acrescente o leite. Misture bem e acrescente o ovo. Depois de bem amassado deixe repousar por 20 minutos. Abra a massa e coloque em assadeira ou prato de vidro para pizza, untado com azeite. Faça pressão com os dedos por toda a massa, regue com o azeite, adicione sal grosso e alecrim. Leve para assar por 15 minutos, retire do forno e acrescente a cobertura. Volte ao forno para terminar de assar.

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Torta de carne de sol com requeijão caipira

Massa:

500g de farinha de trigo
250g de manteiga com sal
2 ovos

Recheio:

300g de requeijão caipira
1kg de carne de sol cozida e desfiada
3 dentes de alho 1 litro de creme de leite
3 ovos
1 maço de salsas e cebolinha
4 cebolas grandes
6 colheres de sopa de azeite
2 pimentas de cheiro

Modo de preparo:

Misture a farinha e o sal e incorpore a manteiga aos poucos misturando com as pontas dos dedos até parecer uma farofa. Junte os ovos e trabalhe a massa para ficar homogênea. Abra a massa na assadeira e pré asse no forno médio. Retire do forno quando estiver dourada e reserve. Para o recheio, doure a cebola e o alho no azeite, junte a carne desfiada e as pimentas e salteie. Bata no liquidificador o creme de leite com o requeijão, despeje num bowl e junte os ovos, a salsa e a cebolinha picados. Junte este creme com a carne e despeje sobre a massa e leve ao forno pré-aquecido de 180° até dourar.

Veja também:

Delícias com frutos do Cerrado - PUC de Goiás
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