30/10/2010

MINÉRIO QUE POVOOU GOIÁS

Pegadas do
.
Boi de Ouro

Pedro Jesus Vital, 70 anos, é um dos últimos garimpeiros de Anicuns que trabalhou na mina do Boi de Ouro. Ele conta que toda sexta-feira 130 caixas com 14 barras de ouro em cada uma saíam da mina em avião rumo aos Estados Unidos ou Europa. Antes, o transporte foi feito em carro por cerca de 30 anos. Muito ouro extraído de Anicuns. Muito ouro extraído de Goiás.
.
Na rocha a cabeça de um boi esculpida possivelmente por índios da tribo Guanicuns que habitaram a região bem antes das expedições dos bandeirantes. Guanicuns era uma ave muito bonita. A foto mostra entrada para uma das galerias de centenas de metros embaixo da cidade de Anicuns, que fica a 74 quilômetros de Goiânia. Galerias que foram perfuradas por garimpeiros a procura de ouro. E muito ouro foi encontrado, retirado, derretido e enformado e remetido para o exterior. A cidade surgiu a partir da grande descoberta do metal precioso. Mas foi a própria cidade que impediu a retirada de mais ouro. (Foto-montagem ilustrativa do Boi de Ouro).
.
Nas amostras de rocha retiradas durante a pesquisa estão os sinais de ouro.
.
"O ouro é a principal potencialidade mineral da área, podendo ocorrer na Seqüência Anicuns-Itaberaí, em lodes associados com as rochas máficos- ultramáficas ou acompanhando sulfetos nas rochas metavulcânicas félsicas a intermediárias. Na Seqüência Córrego da Boa Esperança há evidências de ouro em aluviões e em zonas de cisalhamento." (Nilo Sérgio de Vargas Nunes - Geologia e potencial mineral da região de Anicuns - GO - Universidade de Brasilia)
.
Poço Boi de Ouro: hoje com água represada. As entradas para as galerias estão abaixo do nível da água. Para fazer o trabalho era preciso que bombas ficassem o tempo todo bombeando a água para o rio. Mergulhadores profissionais, bombeiros, já mergulharam no lago e não conseguiram descer muito. Ao sair disseram que é muito difícil mergulhar no local, que a água é pesada. Pedro Vital acredita que o poço no centro do lago tenha 600 metros de profundidade por 6 metros de largura. Depois do fim da mineração, o lago foi esvaziado um vez, em 1991, para ser retirada a bomba d'água. "Levou um mês e meio para esvaziar", lembra Pedro Vital.
.
Embaixo de Anicuns há várias galerias escavadas pelos garimpeiros que extraiam o ouro. Uma delas já tinha 900 metros de extensão e foi parar embaixo da igreja de São Francisco de Assis. Ao encontrar ouro no local foi detonada uma bomba. A igreja tremeu toda, vidros quebraram e a imagem de Nossa Senhora caiu do altar e se quebrou. "O padre mandou parar a mineração, em 1969", diz Pedro Jesus Vital.
.
Conhecemos o local que fica no Centro de Anicuns ou parte antiga da cidade. A atividade fez parte do Simpósio Regional em Meio Ambiente e Educação realizado em Anicuns.
. Pedro mostra como encontrava o ouro. Nas galerias tiravam as rochas. Em certos locais o "veio" descia e subia logo a frente. Nesse momento bombardeavam as rochas e tiravam tudo em carrinhos sobre trilhos. "Fizemos as galerias seguindo o veio de ouro que tem de 8 a 10 centímetros de altura."
.
Pequenas manchas na pedra são resquícios de ouro. Sem valor comercial, desprezados pelo garimpo, mas lembranças e prova de que embaixo de Anicuns ainda existe muito ouro.
.
Casas antigas no Centro de Anicuns onde a cidade foi surgindo com a descoberta do ouro.
.
"Ao Norte limita-se com Itaberaí e Americano do Brasil, a, Sudoeste com Turvânia a Oeste com Mossâmedes, ao Sul com Nazário e a leste com Avelinópolis. A hidrografia de Anicuns é bastante rica, tendo como destaque os rios dos Bois, Anicunzinho e Turvo, além contar com uma grande quantidade de córregos e nascentes. Devido a condição topográfica do município ele se destaca como divisor de duas bacias fluviais, a do Prata e o da Amazonas. (Ribeiro J. Carlos - Graduado em Geografia com especialização em Mineração e Recuperação de areas degradadas)
.
Moradora Iraci Bispo é proprietária de uma das casas mais antigas de Anicuns que fica na Rua São Francisco.

"
O município começou a ser ocupado em l752, tendo como principal atividade a mineração de ouro, que era abundante e de fácil extração. Após o declínio da exploração do ouro, os habitantes locais passaram a dedicar ao cultivo da terra e à exploração da pecuária. Constituía-se também na região um ponto estratégico de pousada de tropeiros, o que era uma atração de migrantes para a região, visto que a divulgação das riquezas locais era divulgada pelos viajantes. O distrito de Anicuns foi criado pela Resolução Provincial nº 2 de 7 de junho de 1841. Pela Lei Estadual nº 388 de 07 de junho de 1911, e foi elevado à categoria de Município, com denominação de Anicuns, desmembrando-se do município de Alemão, hoje município de Palmeiras de Goiás." (Ribeiro J. Carlos - Graduado em Geografia com especialização em Mineração e Recuperação de areas degradadas)
.
Muitas casas mereciam ser restauradas para que a história de Anicuns e de Goiás da época do ouro não se perca.

"Com base na história, Bartolomeu Bueno da Silva Filho, em 1749, criou para os boiadeiros que iam em direção a Goiás um ponto de parada, nesse lugar se deparou com índios da tribo Guanicuns enfeitados com colar de pedras de ouro, então Bartolomeu pediu a ajuda da índia Damiana para conseguir influenciar os índios levando-os a conversão à religião católica, iniciando um período de exploração". (brasilescola.com)

. Anicuns teve a sua origem na mineração. Os primeiros elementos humanos que para ali convergiam foram em busca de ouro que se encontrava com abundância e de fácil extração. Posteriormente à época da mineração, dada a fertilidade do solo, e a excelência do clima, foram reduzidos os aventureiros, que regressaram. Trocaram a ambição do ouro pelo cultivo da terra e pela pecuária, fixando residência na localidade. Era também a localidade escolhida para ponto de pousada de tropeiros, o que, de certa forma, contribuiu para o seu conhecimento em outras paragens do Pais. (biblioteca.ibge.gov.br)
.
Lembrança do tempo áureo. A placa mostra que a casa foi construída em 1947, época auge da exploração de ouro em Anicuns. Dezenas de garimpeiros trabalhavam dia e noite na extração do minério.
.
Pedro mostra as rochas que eram extraídas com a pesquisa e plaquinhas com numeração que as identificavam. Se encontrasse ouro no local da extração a rocha era bombardeada.
.
Casa restaurada na parte antiga da cidade e que foi primeiramente habitada a partir da descoberta e extração de ouro em Anicuns.
.
O prefeito de Anicuns era Domingos Valadão, mostra a placa de endereço da época de construção da casa.
.

Ouro: "Esse metal raro e precioso surgiu do mesmo jeito que todos os outros elementos químicos: por causa de uma fusão nuclear. No período de formação do Sistema Solar, 15 bilhões de anos atrás, núcleos dos átomos de hidrogênio e hélio, os elementos mais simples, combinaram-se a altíssimas temperaturas, dando origem a elementos mais complexos, como o ouro", afirma o geólogo Roberto Perez Xavier, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Na Terra, formada há 4,5 bilhões de anos, o ouro apareceu na forma de átomos alojados na estrutura de outros minerais." (Revista Mundo Estranho - Editora Abril)
. As amostras de rocha que foram pesquisadas estão hoje espalhadas pelo local. Poderiam ser organizadas, catalogadas e servirem para resgatar a história de Anicuns.
.
Os armazéns, os traços do comércio das primeiras décadas do século passado.
.
O transformador é uma das peças do garimpo que ainda está no local. Os carrinhos do garimpo subiam pelos trilhos puxados por cabos de aço movidos a um potente motor elétrico. Centenas de quilos de rochas iam para a trituração. O motor foi transferido para Goiânia com algumas bombas. O que Pedro Vital sempre quis foi conseguir ajuda da prefeitura municipal ou governo do Estado para tornar o Poço do Boi de Ouro um local adequado para a visitação turística. Podem ser feitas trilhas e restaurados trilhos, casas de máquinas... Resgataria a história de Anicuns e geraria renda para guias turísticos.
.
Um dos carrinhos utilizados na mineração. Em 1969, quando a mineração foi interrompida, trabalhavam no local 32 pessoas. Extraiam o cascalho de onde separava-se o ouro da rocha. "Subiamos as pedras nesse carrinho para quebrá-las no moinho. Na época, pensaram até em tirar a cidade de Anicuns daqui. O proprietário queria comprar outras terras e transferir a cidade para continuar extraindo o ouro", lembra Pedro Vital. Na foto, professora Divina Pinto Paiva e uma das coordenadoras do Simpósio Regional de meio ambiente e educação, Tatiane Curado (de óculos).
.
Na etiqueta no carrinho está o nome da Mineradora Barro Alto.
.
Dentro de um carrinho uma das bombas utilizadas para retirar água do poço.
.
Pedro mostra que os trilhos por onde os carrinhos subiam ainda estão no local. O mato cobre tudo. Para adequar o local para visitação turística é preciso fazer um mínimo de infra-estrutura.
. Trilhos que descem para dentro do lago, antiga mina de ouro.
.

Cartaz do evento afixado na Faculdade de Anicuns.
.

Entrada da Faculdade Anicuns.
.

Realizei palestra dentro do evento em Anicuns.
. Tema: coleta seletiva dentro do contexto do Universo. A origem de muitos minerais está na criação do universo, das estrelas, das galáxias. Foi necessário milhões ou bilhões de anos para termos hoje ouro, diamantes ou até mesmo petróleo. Se não reciclamos perdemos minerais em quantidades finitas na Terra e não vamos conseguir produzir outros facilmente em laboratórios. Está aí a importância da coleta seletiva e da reciclagem.
. Equipe de Educação Ambiental da Semarh: André Luiz, Igor Esteves, Yuara Crescencio e equipe organizadora do evento: Simone Jácomo,Tatiane Curado e Suêd Canoto.
. Poço do Boi de Ouro, na saída de Anicuns para Americano do Brasil.
.
Local onde há pouco tempo existia a casa mais antiga de Anicuns. Mas, sem restauração, a construção se perdeu com o tempo. Perde-se também a história da cidade.
.
Uma das casas antigas que ainda não caiu mas está em péssimo estado de conservação, com parte do telhado destruído. O ouro não deixou riqueza para a cidade nem para o centro histórico de Anicuns.
. . .

27/10/2010

.
16º Simpósio Ambientalista
.

Brasileiro no Cerrado
.
.
De 17 a 19 de novembro
.
Auditório da Faculdade

.
de Direito da UFG

.
e Área I da PUC Goiás

.
Praça Universitária


Programação:

Dias: 17, 18 e 19 de Novembro de 2010
Goiânia-Goiás


Dia: 17 /11/2010 – Quarta-feira

Abertura solene

Local: Auditório da Faculdade de Direito – UFG – Pça Universitária
Horário: 19h
Apresentação cultural - Orquestra de Violeiros de Goiás - AGEPEL
- Musicista Alba Franco – ITS/PUCGoiás
Homenagens:

Palestras:

.

Tema: SISNAMA e CERRADO: Responsabilidade de Todos
Palestrante: Drª Flora Cerqueira – Diretora do SISNAMA –DSIS – MMA (a confirmar)
Abertura da Expo-cerrado
Local: Área I – PUC Goiás – Setor Universitário
Horário: 21h30min
Dia: 18 /11/ 2010 – Quinta-feira


Minicursos

Local: Área I – PUC Goiás
Horários: 08h às 11:30 - 14h às 17:30

01 - Gestão da Arborização Urbana e Rural

Esp. Mariana Nascimento Siqueira – Gerente de Arborização Urbana - AMMA
Drª. Luciana Domingues Bittencourt Ferreira – Pesquisadora - EMATER-GO

02 – Gestão de Bacias Hidrográficas

Eng. Agron. Henrique Luiz de Araújo Costa -Gerente de Proteção de Mananciais – SANEAGO
M Sc. Karla Maria Silva de Faria -Gerente de Contenção e Recuperação de Erosões e Afins – AMMA.

03 – Gerenciamento de Monitoramento de Resíduos Sólidos

Téc.Celma Alves dos Anjos – Gerente de Resíduos - AMMA
Biol..Pedro Henrique Baima Paiva – Técnico - AMMA
Prof. M Sc.Milton Luiz Pereira – Chefe de DVFCS – AMMA
Geo. Wellington Heberling de Oliveira – Chefe Div. Aterro Sanitário – AMMA


04 – Fiscalização Ambiental

Esp.Patrícia Alencar de Mendonça – Gerente de Programação Fiscal – AMMA
Esp.Isabel Santos de Jesus - Fiscal Ambiental - AMMA
Helen de Fátima Ribeiro – Analista Ambiental – IBAMA/GO

05 – Licenciamento Ambiental

Prof. Esp.Adriano Paixão – Supervisor fiscal – AMMA
M Sc. Márcia Barnabé – Analista SEMARH

06 - Sustentabilidade das fruteiras do cerrado

Eng.Fl. Léo Lince do Carmo – Supervisor de Agroecologia e Meio Ambiente - EMATER-GO
Profª. M Sc. Aparecida de Fátima Bozza – Pesquisadora do ITS/PUCGoiás

07 - Cidades Sustentáveis: a construção de possibilidades nos limites da contradição

Profª. Drª.Karla Emanuela Ribeiro - UFG
Prof. M Sc. Denis Castilho - UFG

08 - Biodiversidade da Fauna do Cerrado

Prof.M Sc. Roberto Malheiros - ITS/PUCGoiás

09 – Agroextrativismo

Drª Andréia Pizaia Ornellas – Consultora Ambiental -SSEMEAR
Clóvis José de Almeida – Sócio proprietário dos Frutos do Brasil/Rede Milka

10 - Educação Ambiental

Sg. Darildo José Leite – Educador Ambiental - BPMAmbiental

11 - Plantas medicinais do Cerrado

Prof.M Sc. João Carlos Mohn - Pesquisador – HMA


Dia: 19 /11/2010 – Sexta-feira

Local: Auditório da Faculdade de Direito UFG
Horário: 8h às 12h
Apresentação Cultural

Mesa Redonda

Tema: Código Florestal na Gestão Sustentável do Cerrado
Palestrantes: - Sen.Marina Silva (a confirmar)
- Nelson Ananias Filho - CNA
Mediador: Prof. M Sc.Marco Antônio Vezzani – Presidente SABC

EVENTOS INTEGRADOS


11º Jovem ABC – Goiânia - 10 e 11 de novembro de 2010

Local: Vila Ambiental – Parque Areião – S. Pedro Ludovico
Horário: 08h às 11h e 14h às 17h

Feira ExpoCerrado –Goiânia – 17, 18 e 19 de novembro de 2010

Local: Área I – PUCGoiás – Setor Universitário
Horário: 08h às 21h

Inscrição


.
.
.

16/10/2010

POLÍCIA MILITAR E EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Taxidermia na
sensibilização

Trabalho de educação ambiental da Polícia Militar de Goiás conta com várias espécimes do cerrado empalhadas ou preservadas para exposição. Durante eventos tendas são armadas e os animais chamam a atenção de adultos e crianças. Antes do trabalho de repressão, o trabalho de sensibilização para que cada um tenha consciência da importância de preservação do meio ambiente sem cometer crimes ambientais. Na foto, crânio de macaco prego Cebus apella apresentado em uma das exposições que acompanhei de perto e você confere abaixo.
.

"Lobo guará: Gwa'rá é nome originário do Tupi que significa vermelho, e o lobo guará tem uma cor pardo avermelhada. Prefere lugares abertos, campos e cerrados. Dificilmente o guará penetra nas florestas. Solitário e escolhendo a noite ao dia, o guará marca um território com fezes e urina. Nessa área de cerca de 30 quilômetros quadrados ele permite apenas a presença da fêmea e seus filhotes. A noite vagueia pelo cerrado, quando a maioria dos animais está dormindo, caçando pequenos roedores, vertebrados e aves" (Trecho da Revista Cerrado)
.

Barco Sucuri utilizado pelo Batalhão Ambiental para trabalhos de fiscalização e educação ambiental em vários rios goianos.
.

Morcego preservado em álcool e água exposto em estande de educação ambiental do Batalhão Ambiental. Oportunidade de o público ver a espécie em praça pública.
.

Detalhe com desenho de animais na van utitilizada pela equipe de educação ambiental: onça e seriema.
.

Jacaré-Açu: observe o tamanho dos dentes do animal e da resistência de cada um.
.

Equipe do Batalhão Ambiental no Rio Araguaia: trabalho de fiscalização.
.

Curicaca empalhada ou trabalhada no processo de taxidermia. São animais que foram apreendidos pelo batalhão ambiental ou encontrados mortos nas estradas.
.

Viatura do Batalhão Ambiental em Aruanã.
.

"Tatu é descendente do animal pré-histórico Gliptodonte, que viveu na era Terciária, há 60 milhões de anos, e tinha até três metros de altura. De hábitos noturnos, permanece na toca, que abre com suas poderosas unhas, durante todo o dia e somente à noite anda pelos cerrados." (Revista Cerrado)
.

Armas apreendidas durante operação: crimes ambientais previstos em lei.
.

Quati também grafado coati (do tupi "nariz pontudo") é um mamífero. Mede de corpo 70 cm. Vive em bandos de oito a dez, é praticamente onívoro e se adapta bem ao cativeiro. São animais diurnos. Alimenta-se de minhocas, insetos e frutas. Aprecia também ovos, legumes e especialmente lagartos. Não gosta de água mas pode nadar bem. Dorme no alto das árvores enrolado como uma bola e não desce antes do amanhecer. (Wikipédia)
.

Predator e presa: onça e capivara. Se as capivaras forem extintas afetará a cadeia alimentar com desequilíbrio. Para ter equilíbio o meio ambiente precisa ter predador e a presa, todos os animais. Um equilíbrio que já ocorre há milhares, milhões de anos. Com a ocupação dos cerrados o homem interfere desajustando. Como consequências pode haver superpopulações por exemplo de insetos, animais.
.

Tamanduá mirim e filhote nas costas. O exemplar foi empalhado depois de ser encontrado atropelado. A mamãe estava grávida e o filhote morreu também. Dá para perceber que ainda não estava bem formado. Muitos são atropelados nas estradas do cerrado.
.

Couro de onça na exposição.
.

Seriema Cariama cristata se alimenta também de cobras, ajudando no controle desses ofídios. Destaca-se no cerrado pelo seu canto ao amanhecer e ao entardecer.
.

Saracura. Muito comum estar viajando e vê-las na beira da estrada logo que amanhece o dia procurando alguma semente (milho, arroz, etc), algo que tenha caído dos caminhões. Normalmente em locais alagados, brejos, baixadas. Também saem em busca de comida no final da tarde.
.

Ema e seus filhotes. As fêmeas botam os ovos mas são os machos que chocam e cuidam dos filhotes protegendo-os dos predadores. Podem correr até 60 quilômetros por hora e pesar 36 quilos. Ingerem gramíneas e até cobras. Os filhotes são muito espertos e normalmente ficam longe das mães que podem não ser carinhosas e até matarem seus filhotes. (Revista Cerrado)
.

Onça pintada. Cada vez mais rara no cerrado ainda existe em vários parques estaduais e Nacional em Goiás. Mas foi muito caçada por apresentar ameaça na zona rural a proprietários de gado. Os bezerros são mais vuneráveis, mas há relatos de também atacar o gado ou cavalos. No Parque de Terra Ronca um cavalo foi morto e arrastado para fora da estrada. Mas é preciso resaltar que a onça caça e pode até entrar nas fazendas porque vê seu habitat ameaçado, reduzido, desmatado.
.

Na exposição o visitante pode ver de perto, fotografar e até tocar nas peças.
.

"Ouriço: Os ouriços são animais principalmente noturnos, que se alimentam de insetos, caracóis, lesmas e de vegetais. Os seus predadores principais são as corujas e os furões. O ouriço conta com a sua coloração como camuflagem, mas quando ameaçado enrola-se como bola expondo apenas a face coberta de espinhos. Geralmente a comunidade científica faz clara diferença entre o ouriço e o porco-espinho (Hystrix cristata), que é um roedor." (Wikipédia)
.
.

Os animais empalhados ficam expostos ao lado de espécies vegetais típicas do cerrado como a lixeira, que tem folhas ásperas que se assemelham a lixas ou marmelada, gueiroba, bálsamo ou ingá.
.

Foto externa do estande de educação ambiental do Batalhão Ambiental em Aruanã.
.

"Cascavel: cobra venenosa que possui chocalho na cauda. A cascavel, por razões não bem entendidas, em vez de sair completamente de sua pele antiga, mantém parte dela enrolada na cauda em forma de um anel cinzento grosseiro. Com o correr dos anos, estes pedaços de epiderme ressecados formam os guizos que, quando o animal vibra a cauda, balançam e causam o ruído característico. Embora no conceito popular o número de anéis do guizo as vezes é interpretado como correspondente a idade desta cobra, isto não é correto, pois no máximo poderia indicar o número de trocas de pele. A finalidade do som produzido pelo guizo é de advertir a sua presença e espantar os animais de grande porte que lhe poderiam fazer mal. É uma ótima chance de evitar o confronto." (Wikipédia)
.

Sucuri: A sucuri, também conhecida como anaconda, é uma cobra sul-americana. Tem a fama de ser uma cobra enorme e perigosa. Existem quatro espécies, das quais as três primeiras ocorrem no Brasil. A sucuri pode viver até 30 anos. As fêmeas são maiores que os machos, atingindo maturidade sexual por volta dos seis anos de idade.
.

Cascudo: Os cascudos caracterizam-se pelo corpo delgado, revestido de placas ósseas, e pela cabeça grande. A boca localiza-se na face ventral e em algumas espécies é rodeada por barbas. Estes peixes vivem nos fundos dos rios, até cerca de 30 metros de profundidade, e alimentam-se de lodo, vegetais e restos orgânicos em geral. (Wikipédia)
.
Fruto do buriti: espécie vegetal muito comum em locais alagados, brejos.
.

"Peixe elétrico: As descargas produzidas por esse peixe prestam-se tanto à subsistência alimentar, sendo utilizadas para atordoar as presas das quais o animal se alimenta (geralmente peixes menores), quando à autodefesa do animal em razão de perigo iminente." (Wikipédia)
.Ped

"Peixe Baiacu ou peixe balão: espécie que tem a propriedade de inchar o corpo quando se sente ameaçada por um predador." (Wikipédia)
.
.
Muçurana: mais conhecida como cobra-do-bem, é uma cobra que devora outras cobras. Sua dieta é composta de cobras peçonhentas e não-peçonhentas como jararacas, cascavéis, etc. Ao serem devoradas, essas cobras picam diversas vezes a muçurana, mas o veneno dessas cobras não tem efeito contra ela, a única cobra que a mata é a cobra-coral. (Wikipédia)
..
Coral verdadeira
.
Perca amarela: "A perca é um conjunto de diferentes espécies de peixes nativos de água doce do mundo inteiro." (Wikipédia)
.
.
"Cobra-d'água: designação comum a diversas espécies de serpentes aquáticas
" (Wikipédia)
.

Professor e educador ambiental José Hidasi criou vários museus com animais empalhados no Brasil e em Goiás fez um trabalho brilhante. E a cada dia é mais valorizado o trabalho de taxidermia diante da possibilidade da extinção de várias espécies. Ver e conhecer no museu para preservar no meio ambiente. O trabalho de educação ambiental do Batalhão Ambiental dá continuidade, de certa forma, ao importante trabalho iniciado por José Hidasi, que recolhia os animais nas estradas e aplicava as técnicas de taxidermia. Vários policiais hoje do Batalhão Ambiental conhecem as técnicas de taxidermia e já preparam as peças. Antes, José Hidasi emprestava os animais empalhados.
.

Casco de tartaruga.
.

Presa do javali.
.

Dezenas de espécies vegetais e animais podem ser conhecidas pelos visitantes do estande de educação ambiental do Batalhão Ambiental.
.

Esta caixa possui muitos exemplos de madeiras. Nas operações do Batalhão Ambiental é preciso conhecer as madeiras que podem ser apreendidas. E se forem protegidas por lei, estiverem sem licença para desmatar/transportar, os responsáveis podem responder por crime ambiental.
.

Exemplo de sucupira.
.

Detalhes das madeiras de ipê amarelo e jatobá.
.

O educador ambiental da Batalhão Ambiental mostra armas apreendidas que foram utilizadas por caçadores, explica como é o funcionamento e fala sobre os crimes ambientais.
.

Exemplo de pesca predatória com espinhel: um fio grosso com vários anzois para pesca de vários exemplares de uma única vez.
.
Arpão ou zagaia também é considerada um tipo de pesca predatória.
.
Bateia. O uso de mercúrio na mineração para separar o ouro vai poluir o meio ambiente.
.

Trabucos. Eles são colocados em locais onde passam os animais como trilhas. Quando o bicho passa aciona a arma que mata o animal.
.

Vários modelos e muitos de construção bem simples, mas normalmente mortais. Se na trilha passar um ser humano certamente será também atingido.
.

Detalhe da corda é que é esticada. O animal empurra a corda que aciona o gatilho.
.

Chifres de vários animais encontrados mortos ou apreendidos com caçadores.
.

Couro de veados.
.
Couro de jacaré.
.

Uma grande tarrafa: pesca predatória e crime ambiental. Pescador que pesca com tarrafa comete crime ambiental.
.

Jequi de varas de bambu é um tipo de armadilha para caçar tatu. Ele entra mas não sai.
.

Outro tipo de jequi de metel para capturar tatu.
.

Em busca de comida o animal entra. Mas para sair as pontas do arame são como lanças ferinas que impedem a saída do bicho.
.

O educador ambiental responde perguntas dos visitantes.
.

Casco enorme de tartaruga da Amazônia.
.

"Quem visita o Stand do Batalhão Ambiental encontra exposto um rico acervo de exemplares de animais da fauna silvestre brasileira taxidermizados, (empalhados) que neste caso trata-se de animais da fauna silvestre brasileira que foram encontrados mortos nas estradas do Estado atropelados por veículos.
Entre os exemplares: mamíferos, répteis, anfíbios e insetos. Além da exposição visual deste material, folders explicativos ao público visitante versando sobre temas específicos como: Dicas Náuticas, Desmatamentos, Fauna, Pichar é crime ambiental e Uso do fogo." (Trecho de site do Batalhão Ambiental)
.

Animais conservados em álcool e água.
.

"Caititu: O caititu é erroneamente chamado de porco-do-mato devido à sua aparente semelhança com os javalis. Entretanto, várias características anatômicas o tornam diferente, tais como a presença de uma glândula odorífera na região dorsal e de uma cauda vestigial de 15 a 55 mm." (Wikipédia)
.
.

Tamanduá-Bandeira em pé. Normalmente ele fica nessa posição quando se sente ameaçado. Fica pronto para fazer sua defesa. E o bandeira tem unhas grandes e fortes e é muito forte. Daí a expressão "Abraço de tamanduá".
.

Crânio de anta.
.

"Veado: Os pulos dos veados podem atingir até três metros de altura e nove metros de comprimento. Mas se não for possível saltar sobre os rios o animal pode atravessá-lo nadando. Eles podem ser vistos estáticos durante alguns segundos e logo após já estarem correndo a mais de 70 quilômetros por hora. No trajeto desviam-se de pedras, árvores e galhos" (Revista Cerrado)
.

Tucanos: belos com seus bicos amarelo ou alaranjados. Destacam-se de longe. Mas também são predadores natos. Estão em galho de uma lixeira.
.

Sucuarana: camuflagem perfeita para as cores do Cerrado seco. Difícil ver uma dessas durante o dia. Imagina percebê-la durante a noite...
.

Papagaio. Com periquitos e araras dão colorido especial aos cerrados, além do som característico durante as manhãs e tardes.
.

Close na capivara com seu olhar assustado. Presa de predadores como a onça, presa também do ser humano que não respeita as leis ambientais.
.

Van da equipe de Educação Ambiental do Batalhão de Polícia Militar Ambiental.
.

Cena muito comum nas estradas de Goiás: tamanduá morto cercado de urubus. Mas muitos atropelamentos desses animais poderiam ser evitados com mais atenção dos motoristas. Mais ainda se os habitats naturais desses animais não fossem tão transformados. Com a expansão da agricultura nos cerrado fica cada vez mais restrita as áreas para esses animais viverem. Ao buscar novas áreas com comida e água atravessam estradas e são atropelados.
.

Crânio de javali. "Os javalis são animais de grandes dimensões, podendo os machos pesar entre 130 e 250 kg e as fêmeas entre 80 e 130 kg. Medem entre 125 e 180 cm de comprimento e podem alcançar uma altura de 100 cm. Os machos são consideravelmente maiores que as fêmeas, além de terem dentes caninos maiores." (Wikipédia)
.

"Tatu é descendente do animal pré-histórico Gliptodonte que viveu na Era Terceária, há 60 milhões de anos, e tinha até três metros de altura. De hábitos noturnos, permanece na toca que abre com suas poderosas unhas, durante todo o dia, e somente à noite saí pelos cerrados." (Revista Cerrado)
.

Banner sobre queimadas
. .
Cabeça de pirarucu
.
Boca imensa.
.

"Jatobá: O fruto é um legume indeiscente, de casca bastante dura. Cada legume costuma ter duas sementes e é preenchido por um pó amarelado de forte cheiro, comestível, com grande concentração de ferro, indicado para anemias crônicas. Doces feitos com esta farinha eram muito comuns até o século XIX." (Wikipédia)
.

Close na ema: o macho é que choca os ovos e protege os filhotes.
.

Close nos filhotes de ema: rápidos e espertos.
.

Banner no estande do Batalhão Ambiental.
.

Banner no estande
.
Tartaruga. Pesca proibida por lei. Quem se arrisca corre risco de responder criminalmente.
.

Crânio de jacaré-açu. Pesadíssimo. Pela estrutura e peso dá para imaginar a força de uma mordida desse predador. Mesmo assim vítima de caçadores.

"O jacaré-açu é uma espécie de jacaré exclusiva da América do Sul. Também conhecido como jacaré-negro, é um predador de topo de cadeia alimentar; exemplares adultos de grandes dimensões podem predar qualquer animal de seu habitat, inclusive outros predadores de topo se forem surpreendidos por esse animal (como onças, pumas, jibóias e sucuris). Normalmente se alimenta de pequenos animais como tartarugas, peixes, capivaras e veados. É uma espécie que esteve à beira da extinção devido ao valor comercial do seu couro de cor negra e da sua carne. Atualmente encontra-se protegido e sua população encontra-se estável no Brasil. É a maior espécie de jacaré, com tamanho médio de 3,5 metros e mais de 300 kg. Já foram encontrados exemplares com mais de 5,5 metros de comprimento e possivelmente meia tonelada." (Wikipédia)

.

Leia também:

O Museu de José Hidasi
.
.
.