25/03/2011

25 de MARÇO - DIA DO CIRCO
Manifesto no picadeiro

Circenses defendem melhores condições 
de trabalho no Dia do Circo

Em comemoração ao Dia do Circo, a comunidade circense de Goiânia realizou um manifesto por melhores condições de trabalho nas cidades do Estado. O ato público reuniu mais de 60 pessoas entre palhaços, malabaristas, pernas de pau, equilibristas, mulher barbada na sexta-feira 25 de março ao lado da Biblioteca na Praça Universitária.

A manifestação coincide com a campanha nacional da Associação de Famílias e Artistas Circenses - Asfaci: Receba o circo em sua cidade de braços abertos. “Além da falta de terrenos para armar as lonas, são muito altas as taxas cobradas pela permanência temporária do circo em logradouro público”, comenta Maneco Maracá, presidente da Asfaci. Para ele, a falta de incentivo à prática da arte circense se manifesta também na ausência de editais próprios para esta manifestação artística que se declara a “mais antiga do mundo”.

Maneco Maraca diz que há conquistas: em reunião na Agepel ouviram promessa de que Fundo de Cultura poderá conter edital específico para o circo

De acordo com informações da Asfaci é significativo o crescimento de grupos que vivem de atividade circense em Goiás, estimulado por projetos que vêm fortalecendo a organização da classe como o Festival Palhaçada, Festival de Circo da Nossa América, Festival Nacional de Escolas de Circo, Projeto Asas de Picadeiro, entre outros. “Queremos condições mais dignas de trabalho, precisamos de uma política pública que atenda às necessidades específicas do Circo”, defende Maracá

Cerca de 30 famílias do circo tradicional vivem hoje em Goiânia. No Jardim Nova Esperança existe a Rua dos Artistas, onde há grande concentração de circenses residindo. Em geral, essas famílias que sobrevivem da atividade circense estão divididas em três grupos: circo itinerante, circo social e circo de rua.

Quirinópolis
Depois da manifestação na Praça Universitária os artistas seguiram em caravana para Quirinópolis. Segundo Maneco Maracá, o ato simbólico busca estimular os outros municípios goianos a se adequarem para hospedar o circuito itinerante dos circos em espaços próprios para a atividade, com instalações de luz, água e banheiro. “Nesse sentido, Quirinópolis é a única cidade goiana que dá exemplo para o Estado e para o Brasil”, diz.

Grupos manifestantes:
Circo Laheto, Circo Oriental, Circo Roca, Circo Hong Kong, Circo Romanique, Circo Paulistanos, Trupe Pés Nus, Trupe Trip Trapo, Cia Bokemboka (Anápolis), Companhia Itinerante de Teatro e Circo Tem Sim Sinhô! (Anápolis), Palhaço Aleluia (Carroça de Mamulengos - CE), Clube da Folia, Sapequinha Trupe Show, Trupe Remelexo, Palhaço Macarrão e muitos outros artistas e famílias circences que residem no Estado.

Foto de abertura desta matéria: integrante do Sapequinha Trupe-Show
Texto: zeroum comunicação 
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