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Atlas das Águas aponta necessidade de investimentos de R$ 70 bi em água e esgoto no Brasil até 2025

22/3/2011

Janaina Garcia
Do UOL Notícias
Em São Paulo

Um investimento de R$ 70 bilhões até o ano de 2025. É esse o montante necessário para obras de água e esgoto no Brasil se o país não quiser enfrentar sérios riscos no abastecimento urbano pelos próximos anos --especialmente nas regiões metropolitanas e grandes conglomerados populacionais das regiões Sudeste e Nordeste.

As constatações integram o Atlas Brasil de Abastecimento Urbano de Água, lançado nesta terça-feira (22) --dia mundial da água --pela ANA (Agência Nacional de Águas). O estudo é realizado desde 2005 por uma equipe multidisciplinar da qual participaram não apenas União, Estados e municípios, como também empresas e órgãos da sociedade civil ligados à gestão de recursos hídricos e à prestação de serviços de saneamento.

Em entrevista ao UOL Notícias, o superintendente-adjunto de planejamento de recursos hídricos da ANA, Sérgio Ayrimoraes, afirmou que o valor de investimento é mais alto do que se previa. “Sempre se trabalha com o conceito de que os índices hidrográficos do Brasil são altos, mas isso prescinde a necessidade de investimento em produção de água. Afinal, de nada adianta ter a rede se não houver água para ser disponibilizada”, afirmou.

Dos R$ 70 bilhões apontados pelo Atlas, a maior parte, R$ 47,8 bilhões, é necessária para investimento em esgoto; os R$ 22,2 bilhões restantes seriam aportes para obras de abastecimento de água.

Fragilidade de projetos

De acordo com o superintendente, chamou a atenção dos pesquisadores no trabalho, o fato de metade dos municípios ainda demandarem projetos para obras de água e esgoto.

Em função disso, o Atlas propõe a estruturação de uma “força tarefa” que permita viabilizar e acompanhar a execução de projetos, principalmente para os municípios de pequeno porte, ou seja, de até 50 mil habitantes.

“Não basta Estado ou União disponibilizarem recursos se os projetos, em geral, não são executados; isso reflete fragilidade e dificuldade em executar esse orçamento mesmo que estivesse disponível”, ponderou Ayrimoraes.

Oferta e demanda

O Atlas Brasil de Águas apontou também que 45% dos municípios brasileiros tem abastecimento satisfatório, ou seja, cerca de 52 milhões de habitantes terão garantia de oferta de água para o abastecimento urbano até o ano de 2015, com parte das ações postergadas até 2025. A maior parte deles, no entanto --55%--, poderá ter abastecimento deficitário até esse ano em razão de problemas com a oferta de água do manancial (superficial e/ou subterrâneo), em quantidade e/ou qualidade, ou com a capacidade dos sistemas produtores, ou, ainda, por ambas as razões.

Dos R$ 22,2 bilhões que o Atlas prevê necessários até 2025 para fins de abastecimento, 75% se refere às grandes regiões metropolitanas e de adensamento populacional, sobretudo nos sistemas integrados da região Nordeste e no Sudeste. Os 25% restantes estão para municípios de até 50 mil habitantes.

Na conclusão do documento, porém, os pesquisadores apontam o Norte e o Nordeste como as regiões que possuem, relativamente, as maiores necessidades de investimentos em sistemas produtores de água (mais de 59% das sedes urbanas). Sobre isso, eles destacam “a precariedade dos pequenos sistemas de abastecimento de água do Norte, a escassez hídrica da porção semiárida e a baixa disponibilidade de água das bacias hidrográficas litorâneas do Nordeste”. Já no Sudeste, os principais problemas são consequência da elevada concentração urbana e da complexidade dos sistemas produtores de abastecimento, “que motivam, muitas vezes, disputas pelas mesmas fontes hídricas”, diz o estudo.

Na distribuição por regiões, o documento aponta necessidade de investimento de R$ 9,1 bilhões (41% do total) para o Nordeste; R$ 7,4 bilhões (33%) para o Sudeste; R$ 2,02 bilhões (9%) para o Sul, R$ 1,9 bilhão (9%) para o Norte e R$ 1,7 bilhão (8%) para o Centro-Oeste.

O Atlas

O material traz uma análise detalhada da oferta e demanda de água em todas as regiões e Estados brasileiros, bem como das bacias hidrográficas que os abastecem. O objetivo, conforme os pesquisadores apontam no levantamento, é a análise da oferta de água no território urbano com alternativas técnicas que resguardem a garantia do abastecimento. São dois volumes: o primeiro, com uma síntese dos resultados para todo o país, e o segundo, com o detalhamento por Estado.

Ao todo, foram gastos cerca de R$ 2 milhões por ano de elaboração, a qual contou com 1.700 visitas de campo e mais de uma centena de reuniões dos 1.200 técnicos no assunto.

BOL Notícias
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