18/03/2012

COLETA SELETIVA CORUMBAÍBA
Aula de 'reciclar' do
Corumbá ao Paranaíba


Ana Júlia, 9 anos e Sara, 5 anos, estudam na zona rural do município de Corumbaíba (cidade a 220 quilômetros de Goiânia) e aprenderam com a professora Emília a separar os recicláveis. Durante trabalho de educação ambiental da Semarh mostraram para os coleguinhas o que já sabiam e aprenderam mais ainda

Corumbaíba é um município focado na pecuária leiteira e tem grande indústria de laticínios. O que reflete em trabalho e renda para a população

Clique nas fotos para salvar
Dinâmica de educação ambiental com participação de Ângela Bispo. A foto é de Gabriela Padilha na Escola Municipal Couto Magalhães, em Corumbaíba

Serra da Galga. "A história de Corumbaíba tem suas raízes numa lenda. Conta-se que, na área do município, coberta por densa mata virgem, havia uma loba branca, que foi batizada pelo nome de Galga, que uivava frequentemente. Quem tivesse a sorte de ver o animal, seria muito feliz. Manoel Cândido das Neves, grande fazendeiro da região, teria visto a loba, e, agradecendo pela sorte, mandou erguer uma capela em louvor a Bom Jesus da Cana Verde, em torno da qual surgiu o núcleo de habitantes. Manoel Cândido doou 200 alqueires de terras para a formação do povoado. Primeiro, o local foi chamado de "Arraial dos Cupins" e, depois, "Arraial dos Paulistas" (em homenagem ao próprio Manoel, que era paulista). Com a Lei Estadual nº 351 de 1909 o povoado passou a se chamar Vila Corumbaíba, porque o local era banhado pelos Rios Corumbá e Paranaíba. Pela Lei 389, de 1912, Corumbaíba passou a município, desmembrando-se de Catalão" (Site da Prefeitura Municipal de Corumbaíba)

Trabalho de educação ambiental realizado nas escolas de Corumbaíba Ascendino Celestino, Santa Terezinha (rural/Areião), Couto Magalhães, Geane, Professor Alberto Moraes de Holanda (Ponte/Rural), Ozório Cardoso e Pedro Coelho (Bálsamo/rural)

Município dedica-se também ao trabalho nas cerâmicas: trabalho e renda

Olha a atenção para assunto tão importante em Corumbaíba

Corumbaíba é cortado por estrada que vai até Caldas Novas. Muitos turistas passam pela cidade em busca das águas quentes de Caldas Novas. E turista gosta muito de artesanatos bonitos

Olha o tempo de decomposição do lixo. Nossa, temos de separar para reciclar

Prédios antigos preservados no centro de Corumbaíba

Secretário municipal de meio ambiente Antônio Carlos Júnior: "Estamos implantando na cidade a coleta seletiva. Cada criança aprendeu bastante como fazer a separação dos recicláveis. Agora é explicar para o papai e para a mamãe como separar e vamos ter os dias certos para recolher. A coleta de orgânicos será segunda, quarta e sexta, e de inorgânicos terça e quintas-feiras". Na foto também a professora Emília Amaral (vermelho) e a aluna Ana Júlia da Escola do Bálsamo

Corumbaíba 100 anos de emancipada em 28 de maio de 2012. Mas há casas antigas com mais de 100 anos preservadas e que foram construídas com resistentes aroeiras. Uma observação do motorista Esron: "Para tirarmos a madeira aroeira para construir uma casa como essas a árvore tem de ter pelo menos uns 150 anos. Com mais 100 anos de construída a casa temos uma história de mais de 250 anos"

Participação da Vitória da Escola Ascendino: "Não podemos prender os animais, cortar as penas das aves"

Com professores da Escola Municipal Ascendino Celestino da Silva

Transporte escolar e a turminha lá dentro levando as mensagens de preservação do meio ambiente para a cidade e zona rural de Corumbaíba

Secretária de educação Maria Goretti: "Todos nós somos responsáveis pelo meio ambiente. Temos de levar esses ensinamentos para toda a população e cada um tem de fazer sua parte"

Orlando Cardoso, 81 anos, proprietário do Supermercado Cardoso diz que tem sítio em Corumbaíba com mais de 20 alqueires e com maior reserva legal da região: "Quanto mais damos atenção às pessoas mas recebemos atenção. Onde você chega sua áurea chega antes. Quem faz o bem tem sempre áurea boa"

Corumbaíba ao anoitecer a partir da estrada que dá acesso a Catalão

Escola na Zona Rural Areião

Prédio da antiga cadeia hoje é utilizado como bibliteca com livros e computadores para acesso a internet e realização de pesquisas

Diretor da Escola na zona rural de Corumbaíba Wanderley Fagundes

Artesanato em Corumbaíba: tucanos

Secretária Municipal de Educação Maria Goretti, engenheiras ambientais Ângela Bispo e Gabriela Padilha e o secretário Municipal de Meio Ambiente Antônio Carlos Júnior acompanharam todo o trabalho de educação ambiental em Corumbaíba. "Plano de Educação Ambiental implantado", comemora Ângela Bispo

Grades da antiga cadeia que foi reformada e hoje é utilizada como biblioteca

'O sol nascer quadrado'. Alguém lembra dessa frase? Foto dentro da biblioteca. Nas janelas ainda algumas grades da antiga cadeia

Até os pequenos e inclusive os pequenos refletindo sobre preservação do meio ambiente

Antiga cela hoje está repleta de estantes com livros

Olha a participação das crianças de Corumbaíba

Mas na cadeia também há janelas com taramelas. Que saudade da casa da vovó...

Distribuição de brindes no final da palestra

Escola Municipal Couto Magalhães na cidade de Corumbaíba

Igreja na Praça Américo Abílio de Araújo, Centro de Corumbaíba

Olha a participação na Escola Couto Magalhães

Escola Municipal Couto Magalhães no matutino e no vespertino

Lago Bonito Sergino Novais de Araújo em Corumbaíba

A tia Yuara Crescencio mostrando o tempo de decomposição do lixo na Escola Municipal Ascendino Celestino da Silva

Fomos bem recebidos na cidade e na zona rural. Em cada cantinho tinha alguém ouvindo a mensagem

Aluna Lídia Damasceno Souza, 7 anos, da Escola Rural Professor Alberto Moraes de Holanda (Próximo a ponte na divisa entre Goiás e Minas Gerais): "Eu vi uma passarinho cair no chão e comecei a cuidar dele. Peguei e coloquei ele em uma caixa de papelão e a mamaezinha dele viu e buscou ele. Vejo passarinho preso e dá vontade de soltar. Gosto de ver passarinho é solto", disse com os olhos brilhando

Espaço democrático. Quem sabe fala ao vivo na Escola Municipal Ascendino Celestino da Silva

Diretora da Escola Municipal Professor Alberto de Morais Holanda na zona rural preparou uma ata que ficou prontinha no final da palestra: "O trabalho foi ótimo. Os alunos participaram. Muito dinâmico, criativo, de grande valia para a escola"

"Wagner apresentou para todos alunos e funcionários o tema meio ambiente de forma criativa (os alunos participaram com muita atenção)"

Ponte sobre o rio Paranaíba com 1200 metros. De lá, Minas Gerais e caminho para Araguari

"Foi excelente a apresentação da equipe, os alunos cantaram e participaram com espontaneidade"

Na Escola Municipal Professor Alberto de Morais Holanda

Placa mostra divisa entre Minas Gerais e Goiás

Guilhermo Eduardo, da Escola Ascendino, 6 anos: "Não podemos por fogo em orgânico, nos matos, nem jogar ponta de cigarro na estrada porque pode causar incêndio e o bombeiro vai ter de ir apagar o fogo que queima os animais. Não podemos serrar as madeiras porque se não os rios vão secar e vamos ficar nesse calorão. E como vamos beber água com os rios secos?"

Em cima da ponte sobre o Rio Paranaíba. Apontando para Goiás

Aluno explica como separar os recicláveis. Município de Corumbaíba se prepara para cuidar dos resíduos sólidos

Olha a participação dos alunos da Escola Municipal Couto Magalhães que fica no Centro da Cidade. Escola construída na década de 40 mas que está toda reformada

Escola Municipal no Bálsamo, Zona Rural de Corumbaíba

Escola na zona rural tem de ser pertinho da fazenda. E a foto mostra isso. Alunos contentes no intervalo jogando bola no campo de futebol que também passa o gado de Corumbaíba

Tava apertadinho mas bem interessante no Bálsamo

João Pedro, 5 anos: "Eu entendi que não devemos cortar as penas dos passarinhos, nem cortar as árvores, nem matar os bichos..." Entendeu tudim, tudim então... rsrsrs

Secretário municipal de Meio Ambiente Antônio Carlos Júnior dá exemplo de como fazer a separação dos recicláveis. "Vamos trazer para as escolas coletores como estes mas maiores"

A aluna Elaine Silvério, 11 anos, da Escola Rural do Básamo, contou para os colegas que quando estudava em Ipameri viu uma tartaruga que morreu amarrada com uma mangueira. "Eu senti dó da tartaruga. Mas já estava morta"

"Educar é semear com sabedoria e colher com paciência." Frase da camiseta de Elaine Silvério da Escola Municipal (na Zona Rural) Pedro Coelho, no Bálsamo

Equipe com a diretora da Escola Municipal (rural) no Bálsamo

Motorista Esron avistou um lobo atropelado na estrada entre Caldas Novas e Piracanjuba e avisou

Estava saindo... Mas não antes de conhecer os trabalhos dos alunos Ana Júlia, 9, Marceli Silvestre, 9, Jonata Alves, 10, e Brenda Bernardes, 10. Vieram me mostrar que também fazem reaproveitamento de recicláveis. Olha só como ficaram bonitos

Gabriel da escola na zona rural contou um fato que viu acontecer na fazenda do seu pai perto do Bálsamo: "Um bezerro nasceu e no outro dia vimos que a onça tinha comido ele. Era uma onça pintada, tiramos fotos. Antes lá era cheio de mato. Meu pai foi morar na 'casa da onça'."

Cena lamentável. Na volta a Goiânia, na estrada entre Caldas Novas e Piracanjuga, vimos esse lobo adulto morto. Na estrada vimos marcas de freada de carro mas que não foram suficientes para parar o veículo. Um animal a menos no meio ambiente. E lobo atualmente é muito raro de se ver. Só vi uma única vez no Parque Nacional das Emas em 1994. O lobo saí a procura de alimentos que não encontra mais no cerrado ocupado pelas lavouras (soja na foto) e ao atravessar a estrada, principalmente à noite, é atropelado pelos carros. Fica a reflexão depois do trabalho de educação ambiental realizado no município de Corumbaíba.

Nenhum comentário:

Postar um comentário