05/05/2012

Goianos avistaram
meteoro caindo? .


Lua cheia vista a partir de Goiânia. As 0h35 deste domingo ela está no perigeu e mais próxima da Terra se apresenta 14% maior e 30% mais brilhante - "Superlua"

Gosto muito de olhar o céu, principalmente durante a noite. Assim, fiz o registro da lua hoje e de um suposto meteoro visto a partir de Goiânia no dia 2 de maio na direção noroeste. Hoje, três dias depois a BBC de Londres publica que queda de meteorito desencadeia caçada por pedaços na Califórnia e fragmentos podem valer até US$ 1 mil o grama. Não sei se o que foi observado em Goiânia seja o mesmo que caiu na Califórnia mas há semelhanças entre as imagens e se alguém tiver mais informações pode comentar abaixo. De acordo com a BBC o corpo celeste caiu em vale próximo da cidade de Coloma, nos Estados Unidos, e teria o tamanho de um micro-ônibus antes de entrar na atmosfera. Ao entrar se desintegrou. Pelas fotos que fiz abaixo percebe-se que ainda não havia se desintegrado.
 
Suposto meteoro visto a partir de Goiânia dia 2 de maio de 2012. Pode ser observado durante alguns minutos

Suposto meteoro visto a partir de Goiânia dia 2 de maio de 2012 com ampliação e recorte

Foto a partir do Setor Bueno por volta das 17h30 de 2 de maio de 2012 com ampliação de 4 vezes. No momento passava um avião e isso ajuda na comparação de tamanhos

Meteoro observado em Goiânia seria o que caiu na Califórnia? Se sim, sugiro possível trajeto do meteoro entrando na atmosfera antes de cair na Califórnia


Vídeo

"Meteoros e Meteoritos


Meteoro ou estrela cadente é o fenômeno luminoso que ocorre na atmosfera terrestre, proveniente do atrito de um corpo sólido, oriundo do espaço, com os gases da atmosfera terrestre. Os bólidos ou bolas de fogo são os meteoros muito luminosos de brilho igual ou superior ao dos planetas mais brilhantes. O corpo sólido que se move no espaço exterior, de tamanho inferior ao de um asteróide, em geral da ordem de um miligrama a alguns quilogramas, denomina-se meteoróide. Se sua dimensão é inferior a 1 mm de diâmetro (que é o mais baixo de limite visual), emprega-se a denominação de micrometeoróide. As partículas oriundas dos meteoros ou meteoritos, de dimensões inferiores ao micrometeoróide, são as poeiras meteóricas ou meteoríticas.



Os meteoróides, ao penetrarem na atmosfera, dão origem aos meteoros que, ao atingirem a superfície terrestre, recebem o nome de meteoritos. A vaporização dos meteoróides na atmosfera dá origem a um rastro luminoso e ionizado, de curta ou longa duração, respectivamente, denominado esteira ou rastro persistente.


Em certas épocas do ano observa-se maior incidência de meteoros; tal fenômeno é o que se denomina chuva de meteoros ou estrelas cadentes. Recebem o nome da constelação da qual parecem originar-se. Os meteoros não associados a nenhuma chuva chamam-se meteoros esporádicos.
Os meteoritos constituem enormes massas de matéria sólida que ao penetrar em nossa atmosfera se consomem total ou parcialmente antes de atingir eventualmente o solo. O fenômeno luminoso que surge associado ao meteorito é às vezes acompanhado de explosões e ruídos semelhantes a uma trovoada muito afastada. Os meteoritos pesando mais de duas toneladas, são felizmente pouco freqüentes. Os meteoritos recebem o nome da cidade ou localidade na qual foi encontrado.

São inúmeros os bólidos que ao se chocarem com a Terra, produziram enormes crateras meteoríticas. Uma das mais célebres se encontra no Arizona, EUA - mede 1267 m de diâmetro e sua profundidade ultrapassa 180 m. Em 30 de junho de 1908, um enorme meteorito caiu na Sibéria. Seus inúmeros fragmentos cavaram mais de duzentas crateras e a explosão devastou a floresta, num raio de 100 km. Segundo cálculos astrofísicos, esse imenso bólido teria uma massa de aproximadamente 40 mil toneladas. Duas são as principais espécies de crateras meteoríticas: as crateras de explosão e as de impacto.

As crateras de explosão são de grandes dimensões: de 100 metros a vários quilômetros de diâmetro.
Quando o grande meteoro produz a cratera, ele se desfaz completamente no instante do choque, distribuindo fragmentos por toda a vizinhança da cratera.
As crateras de impacto são menores e raramente, atingem diâmetros superiores a 100 metros. O fundo dessas crateras não é pulverizado. Um terceiro tipo de cratera é um modelo intermediário, resultante da fragmentação do meteoróide em meteoritos diferentes em suas dimensões."

Trecho do livro Explicando o cosmos de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão.






Um comentário:

  1. Nossa vi algo caindo do céu em goiânia igual a suas fotos mas foi ontem domingo dia 12/08/12

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