14/10/2012

11 mil anos de ocupação
do território goiano
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Exposição Patrimônio Arqueológico: 50 anos de proteção, 11 mil anos de ocupação do território goiano está percorrendo Goiânia com fotos e peças que mostram nossa história ao longo de milhares de anos. Estudos, escavações, interpretações que possibilitam conhecer mais da ocupação dos cerrados goianos. Na foto carimbos utilizados para fazer pinturas corporais
A exposição está sendo montada pelo Iphan, Ministério da Cultura e percorre shoppings de Goiânia e já esteve também na Feira do Cerrado
A tecnologia utilizada pelo homem há milhares de anos para ter sua alimentação que muitas vezes vinha do abate de animais do cerrado
Estudante de arqueologia e monitor da exposição, Leonardo Lopes Garcia mostra machado polido do sítio Capivara em Caçu
Reconstituição de urnas funerárias do Sítio Carapina em Catalão. Reprodução de foto do acervo do IGPA/PUC-GO na exposição
Raísa de Sá é estudante de artes e como monitora da mostra apresenta peças em louças e cerâmicas descobertas na escavação do Sítio Casa de Fundição de Ouro na Cidade de Goiás
Pinturas rupestres em Palestina de Goiás. Figuras de homens ou mulheres que viveram no passado na região dos cerrados e foram representadas em rochas
Uma cuscuzeira encontrada e reconstituída mostra utensílios utilizados pelos antigos habitantes do cerrado
Homens e mulhres que viveram no cerrado no passado e estiveram em cavernas deixaram essas marcas. Seriam representações de animais do cerrado como emas e lobos? Cada um pode hoje tentar entendê-las e interpretá-las
"Muitas vezes, as pesquisas arqueológicas apontam para direções e interpretações diferentes daquelas defendidas pela história oficial. Assim, a arqueologia vem revelando uma sociedade goiana não tão enclausurada e decadente como é retratada nos registros históricos" (Texto de folder distribuído na exposição)
"As escavações arqueológicas em sítios urbanos e rurais vêm revelando uma população goiana dos séculos XVIII e XIX preocupada em acompanhar as tendências que vinham da Europa. A presença constante de objetos relacionados à higiêne e uso medicinal e os hábitos de descarte do lixo, em lixeiras coletivas ou depósitos subterrâneos nos fundos de quintas, demonstram uma população atualizada com as preocupações da medicina sanitarista do século XIX" (Texto de folder distribuído na exposição)
Detalhes da Gruta das Araras em Serranópolis - região rica em pinturas rupestres em Goiás
Leonardo Lopes diz que vai conhecer as pinturas rupestres de Serranópolis em breve. Aqui no blog já publicamos matéria sobre o local e você pode ver ou rever neste LINK
Painel com pintura rupestre em Palestina de Goiás - representação humana, de animais e objetos
A monitora da exposição e estudante de arqueologia Stella Camargo fala sobre tipos de raspadores utilizados pelo homem que habitou o cerrado goiano há milhares de anos. Logo abaixo anzol feito em osso, pingente de concha e adorno chamado de tembetá do Sítio Pedra Talhada em Niquelândia
Sítio cerâmico a céu aberto (aldeia), Sítio Jaguarundi em Caçu. "Os vestígios mais antigos dos grupos ceramistas geralmente são encontrados em ambientes de relevo acidentado e também nas camadas mais superficiais de grutas e abrigos, às vezes os mesmos utilizados pelos antigos caçadores-coletores. O que indica uma transição de uma atividade (caça e coleta) para outra (agricultura)" (Texto de folder distribuído na exposição)
Esqueleto do Homem da Serra do Cafezal, Sítio Gruta do Diogo, Serranópolis. "Nos sítios de Serranópolis foram identificados 18 sepultamentos humanos, entre eles o famoso Homem da Serra do Cafezal que viveu há aproximadamente 11 mil anos. Esses grupos se preocupavam com a forma de enterramento de seus mortos. Na maioria dos sepultamentos foram encontrados objetos junto ao esqueleto como colares de diversos materiais" (Texto de folder distribuído na exposição)
A estudante de arqueologia e monitora da exposição Valkíria Fernandes mostra instrumentos de pedra lascada (lesmas) do Sítio Gruta do Diogo, Serranópolis
Há milhares de anos homens e mulhres já habitavam esses locais no cerrado goiano onde deixaram suas marcas com pinturas rupestres e enterraram seus descendentes. Por meio de estudos buscam-se respostas para perguntas como: Como chegaram aqui? Quais eram as tecnologias utilizadas e como evoluíram?
"No Brasil, os sítios arqueológicos são considerados Bens da União e Patrimônio Cultural dos Brasileiros, dispondo de legislação especial de proteção, há mais de de meio século - a Lei 3.924, de 26 de jlho de 1961 - um importantíssimo instrumento de preservação desse patrimônio para as atuais e futuras gerações de brasileiros" (Texto de folder distribuído na exposição). A exposição continua em outros shoppings de Goiânia


Leia mais em:
O Homem pré-histórico de Goiás
 


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