27/03/2012

ENTREVISTA MICHÈLE SATO

“O educador ambiental não
consegue entender a pluralidade”

“Temos de sair da egologia para a ecologia, algo maior”

Com um sorriso nos lábios e carisma que atrai educadores ambientais das mais diversas áreas. Mas também provocativa em sua palestra apresentando imagens de conflitos históricos brasileiros e mundiais como o de 1989 quando o estudante enfrentou sozinho tanques de guerra durante ditadura na China e depois apareceu morto, a polêmica sobre a transposição do Rio São Francisco, o uso de transgênicos, a construção da Usina de Belo Monte e sobre o novo Código Florestal. E mostra ainda em fotos históricas o ano de 1968 com os protestos estudantis sufocados por governos autoritários, apartheid, Woodstock, tropicália para em seguida falar de educação ambiental. “No mundo da educação ambiental é muito comum a gente falar em harmonia. Talvez porque o mundo seja tão caótico que a gente precisa buscar inseri-la. Mas nesses anos... eu aprendi que é bom a gente evocar os conflitos. É bom a gente falar de tristeza. No momento de maior tristeza da vida de vocês, lá no fundo do poço é que vem a energia. E essa energia é que a gente tem de sugar e aprender”. Michèle Sato é paulista, com licenciatura em biologia, mestrado em filosofia e morou na Inglaterra, no Canadá e na África. É professora da Universidade Federal do Mato Grosso – UFMT e trabalha principalmente com os temas fenomenologia, ecologia, sustentabilidade, arte e mitologia. Nesta entrevista concedida durante o II Congresso Brasileiro de Educação Ambiental realizado em João Pessoa – Paraíba, Michèle Sato não quis apresentar o que chama de “receitas” para educadores ambientais e explica por que. Tece também críticas a “ótica do capital”: “Não podemos viver sob a ótica do capital porque ele destrói os territórios e promove as desterritorializações. O capital, a gana, o mercado, o dinheiro, a competição, o individualismo é que destruiu tudo. Essa ótica tem de ser abandonada”. Abaixo, entrevista gentilmente concedida a Educação Ambiental em Goiás

Wagner Oliveira - Por que prefere o conceito de sociedades sustentáveis, trabalhado pela senhora desde sua tese de doutorado, ao conceito de desenvolvimento sustentável?
Michèle Sato - Frequentemente recomendo que as pessoas leiam não só minha tese de doutorado, mas tenho também inúmeras publicações que debato mais fecundamente esse tema. O ponto básico dessa questão é que sou contra a noção desenvolvimentista que se apregoa no mundo inteiro, não só no Brasil, e acho que esse desenvolvimento está sempre ligado a um consumo exagerado, a uma qualidade de vida incompatível. 20% da minoria rica do mundo consomem 80% dos recursos e isso é a noção desenvolvimentista impregnada. É exatamente essa noção que tenho combatido e tenho apregoado que é necessário sociedades sustentáveis. Mais do que desenvolvimento econômico, a sociedade e a ecologia em primeiro lugar.


“As pessoas estão invisibilizadas. E essa invisibilidade das pessoas faz com que se tornem excluídas”

Wagner Oliveira – A senhora disse na palestra que o maior dano do zoneamento ambiental é porque ele afeta as bacias hidrográficas?
Michèle Sato - Exemplo típico é quando você vê na imagem do satélite o Estado do Mato Grosso - a área mais conservada é a terra indígena do Xingu. Todas as bacias, todas as nascentes dos rios estão fora da área do Xingu. Autorizando o agronegócio avançar polui-se a cabeceira dos rios. Esse rio sobe para o Xingu, sobe até a Amazônia, vai para o mundo, acaba o planeta. A bacia hidrográfica é um comprometimento no Estado do Mato Grosso.


“O território ou a falta do território constrói as identidades. Educação ambiental tem de trabalhar essas especificidades”

Wagner Oliveira - Quando o ambiente é desmatado 99% dos que sofrem são os pobres?
Michèle Sato - Se compararmos um terremoto no México com um terremoto no Japão há muito mais mortes no México do que no Japão. Porque o Japão tem muito mais infra-estrutura, logística, dinheiro, mais arquitetos para construir suas casas e as populações pobres não têm e são as que mais padecem em um impacto ambiental. No maior evento de radiação do mundo, que foi em Goiânia, os maiores afetados foram os trabalhadores.

Wagner Oliveira - Não existe exclusão social? As pessoas estão incluídas?
Michèle Sato - As pessoas estão invisibilizadas. E essa invisibilidade das pessoas faz com que se tornem excluídas. Mas elas estão totalmente incluídas, elas existem. As pessoas é que não querem vê-las.

Wagner Oliveira - A senhora fez trabalho na comunidade quilombola de Mata Cavalo. Temos também quilombolas em Goiás no município de Cavalcante. De que forma as comunidades quilombolas podem melhorar suas condições sociais e ambientais?
Michèle Sato - Existem várias alternativas. Essa não é muito a minha praia. Não trabalho com economia solidária, nem com empreendedorismo, nem com incubar encubar deira. Trabalho educação ambiental, processo formativo, processo de investigação da crença dos sujeitos, da forma de vida, da expressão e da espiritualidade deles. Mas existem inúmeras iniciativas que você pode recorrer à literatura que trabalha a contribuição com comunidades mais carentes.

Wagner Oliveira - Como a senhora vê a luta pelos atingidos por barragens e a educação ambiental? Um paralelo.
Michèle Sato - Um paralelo é exatamente tentar revelar que o território ou a falta do território constrói as identidades. Educação ambiental tem de trabalhar essas especificidades. Não adianta eu falar - porque ta na moda falar sobre educação ambiental e consumo sustentável - para uma comunidade que está morrendo de fome que não é para consumir. Essas especificidades são importantes. Como há uma orientação sempre geral de que território e identidades estão imbricados, também considerar que territórios e identidades estão imbricados dentro deste contexto da formação, da identidade e da educação ambiental.

"Tem de fazer educação ambiental conforme a identidade e o território"

Wagner Oliveira - Na sua palestra a senhora falou sobre barragens e citou Belo Monte. Como a senhora se posiciona em relação a construção de Belo Monte, grandes usinas hidrelétricas e preservação do meio ambiente?
Michèle Sato – Em um país da biomassa e da biodiversidade não cabe mais usina hidrelétrica.

Wagner Oliveira – A área do Estado do Mato Grosso é formada por 65% de Amazônia e, em segundo lugar, por Cerrado. Ao mesmo tempo o Estado é recordista em desmatamento. A educação ambiental está funcionando no Mato Grosso?
Michèle Sato - Educação ambiental não resolve problema. Nenhuma área do conhecimento resolve problema. A matemática não resolve problema. Geografia não resolve problema. Biologia não resolve problema e educação ambiental não resolve problema. O que você está entendendo como educação ambiental? Se você entende que educação ambiental é uma varinha mágica que faz “plin” e funciona então podemos resolver problema. Eu entendo que educação ambiental tem um campo epistemológico próprio. Ela é uma área do conhecimento próprio com metodologias, preconceitos e, portanto, não resolve problemas. Isso é uma visão utilitarista que a modernidade colocou de que vamos resolver algum problema. Ela talvez entenda o problema e, a partir dessa compreensão, magnifique determinadas soluções mas para irmos lá combatê-las. Mas não podemos atribuir isso à educação ambiental porque onde está o restante da humanidade que não está fazendo nada? Só a educação ambiental é que vai resolver o problema? Não! O governo tem de fazer, a matemática, todas as áreas do saber precisam fazer.

Wagner Oliveira - A senhora citou Antônio João com a frase do poema de cordel “O problema do Nordeste não é a seca. O problema do Nordeste é a cerca”. E a senhora complementa: “O problema do Brasil é a cerca”. Por quê?
Michèle Sato - É o abismo que segrega as pessoas. É a diferença. O Brasil está no 84º lugar no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH 2011). Mas em um índice que mostra desigualdade social (relatório do Programa das Nações unidas para o Desenvolvimento – PNUD sobre América Latina e Caribe - 2010) ele está em terceiro lugar. O que é essa desigualdade social? É a cerca. É a fronteira que separa rico de pobre. O abismo cada vez maior.

Wagner Oliveira - Políticas públicas só são possíveis no Brasil com políticas afirmativas? Como devem ser essas políticas afirmativas?
Michèle Sato - Da forma como estão sendo construídas, especificamente com cada movimento social onde cada qual, cada segmento tem o seu olhar, sua reivindicação e sua história. O que não pode acontecer é o privilégio de uma política pública em detrimento de uma política global. Essas coisas são tecidas simultaneamente. Não se pode defender só o negro e esquecer o índio, a mulher, o portadores de deficiência. Tem de ser pautado de forma global.

“Política econômica sem entrelaçamento ambiental está fadada ao fracasso”

Wagner Oliveira - Para os indígenas a espiritualidade depende da natureza, o espírito bebe água. É importante considerar a espiritualidade na construção de políticas públicas?
Michèle Sato - Também. Não só. Políticas públicas quando são construídas não levam em consideração a espiritualidade. E afirmo que é preciso colocar sim a questão espiritual no meio da política.

Wagner Oliveira - A senhora se emocionou ao citar o caso do menor de 15 anos que matou outro menor de 17 anos com 100 facadas no Mato Grosso. Como a senhora vê meio ambiente e violência?
Michèle Sato - A grande violência do Estado do Mato Grosso, por exemplo a disputa por terra, é uma questão ambiental e social. Quem é que promove a queimada? Pecuaristas e a agricultura mecanizada de grande porte. É uma questão social, de exclusão social, de disparidade, de aumento do fosso entre ricos e pobres. De miséria absoluta, de riqueza para a minoria dentro desse contexto ambiental de provocação, de queimada. Essa é a relação que não podemos esquecer. As agressões humanas têm íntima relação com as agressões ambientais.

“Somos uma espécie em extinção. Ninguém é contra veladamente a questão ambiental. Mas não vai à rua. Não é causa”

Wagner Oliveira - Presidente do Congresso Nacional de Educação Ambiental Miguel Bordas perguntou na abertura do evento se junto com o mercado de capitais há um desenvolvimento de pessoas. Está ocorrendo esse desenvolvimento de pessoas?
Michèle Sato - Precisamos definir o que é desenvolvimento. O que significa desenvolvimento? Matar outra pessoa com 100 facadas é um desenvolvimento humano? Acho que precisamos definir o que é desenvolvimento para depois tentar responder essa pergunta. As pessoas estão melhores? Sim, por um lado. Mas há agressões por outro. Na vida há partes boas e ruins. Você precisa contextualizar em um contexto não só espacial, mas também temporal. Antigamente cantávamos “o teu cabelo não nega mulata porque és mulata na cor”. Isso é politicamente incorreto hoje. Então é preciso ser revista a temporalidade. O que é um desenvolvimento humano? Acho que não precisamos de desenvolvimento humano. Precisamos é de envolvimento humano. Essa é a crítica que faço.

Wagner Oliveira - A senhora diz que lança uma outra forma de olhar. De que forma o educador ambiental deve olhar a conjuntura econômica e ambiental?
Michèle Sato - É uma pergunta extremamente abrangente que não vamos conseguir responder em uma entrevista. Mas o que é preciso entender é que toda política econômica que não traz o entrelaçamento ambiental está fadada ao fracasso. Você não consegue mais pensar hoje em sistema econômico se não pensar no ambiental.

“Não podemos viver sob a ótica do capital porque ele destrói os territórios e promove as desterritorializações

Wagner Oliveira - A senhora diz que quebra de tradição significa que podemos mudar paradigmas. Em relação ao meio ambiente é possível, a curto ou médio prazo, mudar paradigmas do Mato Grosso?
Michèle Sato - Tomara que sim. Inclusive o abandono dessa palavra paradigma. Ninguém aguenta mais modelos, leis, sistemas fechados para serem seguidos. Tomara que a gente consiga ser livre, autônomo, suficiente para poder traçar trajetórias de vários caminhos sem precisar usar essa estruturazinha básica fechada.

Wagner Oliveira - A participação do educador ambiental não pode ser só em eventos de educação ambiental dentro de auditórios. A proposta deve ser debatida e incorporada ao bojo?
Michèle Sato – A todo o momento. Desde a educação familiar. Educação na escola, fora da escola, com amigos. O que digo é que não pode ser um parêntesis na vida do sujeito. Os fóruns, os eventos não podem ser esses parêntesis. As pessoas têm de incorporar mais a luta no seu cotidiano. Não ficar só pontualmente nesses modelos.

Wagner Oliveira - A senhora diz que no Mato Grosso se consegue reunir somente meia dúzia numa praça por questões ambientais. Por que não se consegue reunir mais pessoas no Mato Grosso por questões ambientais?
Michèle Sato - Não é só no Mato Grosso. Eu duvido que em Goiás você consiga reunir uma multidão de ecologistas e educadores ambientais na rua para protestar contra a degradação do meio ambiente. Duvido que se faça isso. Ninguém consegue.

Wagner Oliveira - Por que não se consegue?
Michèle Sato - Somos uma espécie em extinção. Ninguém é contra veladamente a questão ambiental. Mas não vai à rua. Não é causa. As pessoas vão à rua por causa própria. Sindicatos vão à rua por salário. Lutas diretas daquilo que é perceptível no cotidiano deles. O planeta está muito longe.

“Ninguém aguenta mais modelos, leis, sistemas fechados para serem seguidos”

Wagner Oliveira - Em tempos de Big Brother, globalização, internet e redes sociais tais como Facebook como ficam as identidades regionais?
Michèle Sato - Varridas pelo sistema perverso da globalização que é realmente macabra e cada vez mais a gente precisa tentar fazer emergir as identidades regionais. Em contato com a globalização, mas evidenciar mais o local, o chão, as pessoas, o Nordeste, a Paraíba, o bairro, o quilombo.

Wagner Oliveira - O educador ambiental fala muito em diversidade biológica mas não consegue entender a pluralidade?
Michèle Sato - É. Ele entende muito da diversidade biológica mas não consegue falar da diversidade cultural. E não é só o educador ambiental. As pessoas de uma forma geral não conseguem entender o diferente. O que pensa diferente de você é excluído ou evitado. Poucas pessoas se aventuram nessa convivência, nesse enfrentamento. Obviamente tem de discernir que o diferente não é o opressor. O opressor tem de ser combatido. O diferente, não. Tem de ser exercitado na sua convivência. Conheço quem fala “Eu não tenho nada contra homossexual desde que não chegue perto de mim.” Então não está sendo legitimamente correto. É preciso saber conviver com eles.


Wagner Oliveira - Educação ambiental só na teoria não funciona. Como deve ser a educação ambiental na prática?
Michèle Sato - De diversas formas, experiências vividas. Não há uma regra, não há uma receita. Cada universo vai agir e atuar e descobrir a sua própria trajetória.

Wagner Oliveira - Como deve ser a formação do educador ambiental?
Michèle Sato - Não tenho uma receita. Se você não considerar o território, o contexto, o texto, as pessoas... eu posso dar o modelinho básico que trabalho no Mato Grosso. Mas isso não vai servir para a realidade do Amazônas, São Paulo, Santa Catarina, China ou para a Europa. Se tiver uma regra única, tem é de fazer educação ambiental conforme a identidade e o território daquele local. Considerar a realidade do local.


“Educação ambiental para mim é meu projeto de vida. Não sou educadora ambiental na universidade. Sou educadora ambiental em todo momento”

25/03/2012

Todo dia era dia de índio!

Valter Machado da Fonseca*

Este é o título da letra da canção de Jorge Ben Jor, brilhantemente interpretada por Baby Consuelo ou “Baby do Brasil”. Este título serve para que iniciemos uma reflexão acerca do “Dia do Índio”, comemorado, todo ano, no dia 19 de Abril. Mas, quem são esses povos chamados de “índios” ou “indígenas”? De onde vieram? Para onde foram? Digo, para onde foram, porque parece que já não existem mais. Na verdade, uma pequena amostra desses povos está por aí, na indigência de um país colonizado e dominado pelos europeus. De fato, esses povos deveriam ser chamados de autênticos brasileiros, se é que este país pode ser chamado de Brasil, uma vez que a árvore com este nome, assim como os “indígenas”, parece que já não existe mais.

Quando digo que eles deveriam ser chamados de autênticos brasileiros, não o faço simplesmente pelo direito inalienável à posse dessas terras majestosas, mas, sobretudo, pelo amor que demonstraram por elas e, mais que isso, pela relação que sempre mantiveram com elas, esses povos, barbaramente denominados selvagens “colonizadores” ocidentais. Mas, por que são chamados selvagens? Será porque não se subjugaram à escravidão imposta pelos povos ocidentais, visando à exploração implacável e desmedida dos recursos naturais das terras que pertenciam a eles mesmos? Será porque jamais se submeteram à cultura “branca” e machista imposta pelos povos europeus? Ou, será que eram “pagãos e selvagens” por não adorarem as mesmas santidades e idolatrias das religiões dos povos ditos “civilizados”?

Eis aí, boas indagações sobre as quais necessitamos refletir. Como autênticos brasileiros esses povos tinham por “deuses” a natureza que os provinham. Adoravam os elementos da Terra, mantiveram com eles uma relação de amor e respeito sublime. Adoravam as montanhas, as florestas, os campos, os animais, os vales, o sol, a lua. Estes eram os seus deuses! Onde eles viam as fontes de sua sobrevivência, os europeus “civilizados” enxergavam a fonte de exploração irrefreável, de cobiças, de matanças, de destruição, ganância, de lucro. Esses povos ditos selvagens diziam inexplicável a “lógica” dos povos brancos europeus. Para eles [os indígenas], as árvores só têm sentido quando de pé, pois, somente assim, dão frutos para saciar a fome, fazem sombra para o descanso da labuta. E, quando morrem, são sepultados à sua sombra e, assim podem descansar da longa batalha da vida. Assim, onde os europeus viam apenas fonte de acumulação de riquezas, de lucro desenfreado, esses povos [selvagens] viam a fonte eterna de sobrevivência. Aí, cabe a pergunta: quem eram os selvagens? Quem eram os civilizados?

Pois bem! Meus caros leitores! Esta é a filosofia de vida desses povos que não se curvaram à ganância e à escravidão impostas pelos povos [civilizados] europeus. Esta é a filosofia de vida dos povos, onde a organização social destaca a sabedoria das experiências acumuladas dos mais velhos, dos anciãos. É a filosofia de vida de um modelo de sociedade, na qual os jovens respeitam os mais velhos, onde os jovens não têm a última palavra, onde a experiência de vida é sempre respeitada, como sinal da intervenção prática e real de homens e mulheres no mundo também real e concreto.

Hoje, a crise europeia demonstra o que os povos civilizados fizeram a eles mesmos. No continente Sul-americano e, em especial no Brasil, assistimos ao resultado da exploração desordenada dos nossos recursos naturais, ensinada pela supremacia dos povos “civilizados” da Europa Ocidental. Hoje, para os remanescentes desses povos guerreiros, altivos, que não se vergaram, diante da exploração europeia só restam lembranças dos tempos em que as terras eram sua fonte de vida. Hoje, para o que sobrou deles ficam as angústias de um tempo “moderno”, verdadeiramente selvagem, onde seus representantes são queimados vivos na capital do planalto central do Brasil. Só restam a eles a dor, os gritos, os sofrimentos e os lamentos dos diversos “Galdinos”, que morrem à mingua em cada rincão deste imenso país. E, a natureza já dá mostra de cansaço, já dá sinais de que sente saudades! Que sente saudades dos tempos de outrora, dos tempos nos quais todo dia era dia de índio.



* Escritor. Geógrafo, mestre e doutorando pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Pesquisador e professor da Universidade de Uberaba (Uniube). machado04fonseca@gmail.com



24/03/2012

Goiás tem de 'importar'
o araticum-do-cerrado

Considerado 'quase extinto' em Goiás, os frutos comercializados nas ruas da capital vêm de municípios de Minas Gerais distantes até 900 quilômetros que passaram a preservar antes de acabar. João Justino Paz, com ajuda de seu sobrinho, diz que vende até 500 unidades por dia. E o preço do araticum em Goiânia chega a 25 reais. "Quem gosta não passa sem parar e compra na hora", conta sorridente João Justino que vende os frutos ao lado da BR-060 no Parque Oeste Industrial

O araticum-do-cerrado lembra uma ata com sementes envolvidas pela parte carnosa. São dezenas de gomos e quando maduro como o da foto é bem docinho. Um fruto do cerrado aprimorado pela natureza há milhões de anos já que cientistas frisam que o cerrado existe há pelo menos 60 milhões de anos. O sabor é marcante, único, o que chamo de sabor de fruta selvagem

Goiânia está comprando o araticum-do-cerrado de cidades que estão a 600 ou até 900 quilômetros de distância, em Minas Gerais

Demonstração de como o vendedor expõe os araticuns bem próximo da BR-060. Com essa estratégia, em horário de pico, a todo momento alguém para para comprar. O nome araticum é de origem tupi e pode significar árvore de fibra rija e dura, fruto do céu, saboroso. As folhas da árvore também são rígidas como muitas outras típicas do cerrado

Parece uma ata grande. Mas é araticum com seu sabor marcante e adocicado. seu nome científico é Annona crassiflora Mart. Pode ser feito de araticum sorvete e picolés encontrados há poucos anos somente em Goiânia e Brasília. Agora outros estados também estão saboreando o fruto no palito. Não são muitos os frutos em cada árvore mas os frutos podem ter de meio quilo a 4 kg

Dois gomos cheios de polpa. A parte carnosa amarela é que se come. Parece detalhar muito para quem conhece araticum. Mas é preciso porque hoje muita gente não conhece esse fruto do cerrado. E um detalhe importante é que para termos esse fruto interessante e gostoso é preciso preservar também os bezourros porque são eles os princiapais polinizadores dos araticuns. Agora o proprietário de terras normalmente limpa toda a área para plantar o capim ou mesmo soja, milho ou cana. Sem vegetação natural dos cerrados os polinizadores também não serão os mesmos. E mesmo que deixe a árvore de araticum no meio do pasto, sem polinizadores não haverá frutos. Portanto, a existência dos frutos nativos do cerrado dependem da existência das árvores, dos insetos polinizadores, das aves, dos peixes... A natureza se adaptou para ser como é hoje durante milhões de anos e qualquer interferência pode causar consequências

Hummm. Que delícia! Fruto tem sementes envolvidas por polpa e a "cada 100 gramas há 52 calorias (Almeida et al., 1990 apud Almeida et al., 1998)". Na boca tira-se a semente chupando a polpa cremosa, rica em proteína, potássio, ferro, vitamina C, vitamina A e vitamina B1 e B2. Mas não adianta plantar em qualquer lugar a semente. Muitas sementes do cerrado tem dormência e só germinam se for quebrada essa dormência. No caso do araticum a semente é dura e para germinar é preciso ser escarificada mecanicamente e plantar com parte de areia. A escarificação tão necessária hoje para não deixar o araticum ser extinto pode ter sido feita na natureza ao longo dos milhares de anos por animais por exemplo que buscavam o fruto. Sem os animais no cerrado o homem precisa dar uma ajudinha para que a semente germine. Mesmo assim pode demorar meses ou até um ano para germinar. E por que precisam demorar tanto para germinar? Se os frutos ficam maduros no final do período chuvoso no cerrado se germinassem rapidamente morreriam no período seco. A natureza então se encarregou de fortalecer a semente para que só no próximo período chuvoso estivesse prontinha para germinar e a planta tivesse água suficiente para crescer. Muito interessante né? Conhecer para preservar. Sem conhecer fica difícil preservar

O araticum deve mesmo ser vendido nas ruas. Até porque se não soubermos o valor do fruto não vamos preservar. Mas a colheita deve ser feita em no máximo 75% dos frutos de cada árvore para não comprometer a espécie e servir também como alimento para animais silvestres. "A terra do araticum em Goiás era o município de Rio Verde e hoje só tem plantação de cana", diz João Justino

Maduro é fácil partir o fruto ao meio só com as mãos. E com a polpa pode-se fazer também doces, geleias, bolos, bolachas, licores ou vitaminas. O fruto também já foi utilizado na zona rural como remédio para regular a menstruação e curar diarreia. Só um dica do potencial que precisa ser melhor estudado pelos nossos pesquisadores

Vendido em Goiânia, na BR-060 que dá acesso a Rio Verde, sudoeste do Estado de Goiás e onde era fácil encontrar araticum no cerrado até a décadas de 80. A árvore do araticum pode chegar a 8 metros de altura com produção de frutos entre novembro e março. Nesta época ocorre a maior produção

Olha a alegria do vendedor João Justino Paz que mora em Minas Gerais e vende araticum a mais de 700 quilômetros de distância, em Goiânia. Ele diz que em Goiás ainda se encontra araticum em quantidade rasuável em Damianópolis e Sítio D'Abadia, municípios quase na divisa com Minas Gerais e Bahia

Engenheiro Florestal da Emater Léo Lince do Carmo Almeida: "O araticum já está quase extinto em Goiás"

Maurício Augusto, 30, lembra de araticum de sua infância a partir de tio, mãe e avó. Com a expansão de Goiânia bairros foram construídos onde antes existiam essas árvores: "Fruto hoje pouco encontrado no cerrado de Goiás que tem um sabor muito bom", diz Maurício Augusto que comprou dois araticuns. E ele continua: "Quando eu era menino de 10 anos andava no cerrado pegando pequi e outros frutos e quando víamos um pé de articum saíamos correndo para ver se encontrava algum fruto. No setor Alphaville tinha cerrado. Hoje tudo foi desmatado para fazer conjunto habitacional"

A semente do araticum é muito, muito, muita dura. Utilizei uma faca de mesa para cortá-la ao meio e não foi fácil. Pelo menos uns dois minutos tentando

Quando abri vi uma massa tipo castanha bem aquosa. Não experimentei, não sei se é comestível

Mas a parte dura é essa marrom. Não é muito grossa mas é extremamente dura. Daí por que não germina rápido necessitando escarificação ou passar uma lixa na pontinha para ajudar na germinação. Lá no meio ambiente não precisaria de escarificação porque por vários meses sem chuvas a semente receberia sol muitos dias e talvez uma boa pisada de anta, capivara, tamanduá ou outro animal do cerrado em busca de comida. Os insetos também atuariam. Mas atualmente esses animais de grande porte são raros. É realmente perfeita e encantadora a natureza


Receitas com araticum
de minhasfrutas.blogspot.com


Doce de Araticum com Acerola
Ingredientes
1 araticum grande
400 g de acerola
400 g de açúcar
1,5 L de água
Preparo
Descasque o araticum, faça o suco da acerola, coe o suco e acrescente-o à polpa do araticum e o açúcar
Leve ao fogo no tacho de cobre. Tire a calda ao ponto de fio.
Tempo de Preparo: 4 horas
Rendimento: 1,5 kg
Araticum é uma fruta típica do cerrado e sua época é a mesma da quaresma.

Bolo mousse de laranja e araticum

Pão-de-ló de laranja
Ingredientes
4 ovos
2 xícaras de açúcar
3 xícaras de farinha de trigo
200 ml de suco de laranja
1 colher (sopa) de fermento em pó
Preparo
Separe em dois recipientes as claras e as gemas. Bata as claras em neve e em seguida as gemas. Junte as claras e as gemas e adicione o açúcar ao poucos continuando a bater. Junte o suco de laranja.
Coloque a velocidade da batedeira no mínimo e adicione a farinha já misturada com o fermento. Coloque em forma untada e enfarinhada.
Leve a asse por mais ou menos 30 minutos.

Calda de araticum

Ingrediente
100 g Araticum

200 ml Leite
Preparo
1. Combine todos os ingredientes (com exceção da essência e do
licor) e leve à fervura.
2. Ferva por 2 minutos. Retire do fogo.
3. Tampe a panela e deixe em infusão até esfriar.

Doce de Araticum
Ingredientes
200 g de polpa de araticum
200 g de açúcar
200 g de suco de laranja
Preparo
Passar a polpa por uma peneira e juntar com os outros ingredientes. Levar ao fogo numa panela até ficar pastoso. Retirar do fogo, deixar esfriar e colocar em um recipiente.

Mousse de araticum

Ingredientes

350 ml leite integral

3 gemas
50 g de açúcar refinado
1 sache de gelatina sem sabor
200 ml creme de leite fresco
qb Canela em pó
250 g doce de araticum
qb Raspas de laranja
Preparo
1. Leve o leite ao fogo com metade do açúcar e as raspas de
laranja.
2. Após ferver despeje o leite sobre as gemas batidas com o açúcar
restante
3. Leve ao banho-maria para engrossar.
4. Hidrate a gelatina em água fria e acrescente-as ao creme.
5. Retire do banho-maria
6. Resfrie (mas não deixar gelatinizar) e acrescentar o creme
de leite batido em picos médios
7. Dar continuidade a montagem do bolo mousse.
Montagem do bolo mousse de laranja e araticum
1. Unte uma superfície de um aro com óleo.
2. Corte o pão de ló de laranja no formato do aro (se o bolo
estiver alto cortar ao meio em camadas com uma linha)
3. Forre o fundo com um disco de pão de lo e pincele com a
calda de araticum
4. Passe uma camada de doce de araticum
5. Coloque metade da mousse de araticum
6. Coloque mais um disco de pão de ló de laranja e pincele com a calda
7. Passe mais uma camada de doce e cubra com a mousse
8. Uniformize a superfície
9. Leve ao freezer para refrigerar
10. No momento de servir retire o aro.
11. Decore com raspas de laranja ou sementes de araticum.

Biscoito de araticum
INGREDIENTES
  • 1 xícara de polpa de araticum (chá)
  • 6 xícaras de farinha de trigo (chá)
  • 1.5 xícaras de açúcar (chá)
  • 1 xícara de manteiga (chá)
  • 1 colher de sobremesa de fermento em pó
  • 1 colher de café de suco de limão
  • 1 unidade de ovo
PASSO A PASSO
  1. Bata bem a polpa do araticum no liquidificador e passe em um pano
  2. Em separado, bata a
    manteiga e o açúcar até o ponto de creme
  3. Junte o ovo e o limão, batendo bem
  4. Logo em seguida,
    acrescente a polpa de araticum
  5. Adicione o sal, o fermento e a farinha
  6. Amasse bem e deixe na
    geladeira por dez minutos
  7. Divida a massa, sove bem e depois abra na espessura de meio centímetro
  8. Corte os biscoitos em modelos variados
  9. Asse em forma untada.

Licor de araticum

Ingredientes e Preparo:
  • 300 gramas de açúcar
  • 250 ml de água;
  • 250 ml de aguardente (cachaça) ou álcool de cereais.
  • 500 gramas de araticum sem caroço, em gomos.
Preparo:
  1. Colocar o araticum em infusão no álcool ou na aguardente durante 3 dias.
  2. Coar, fazer o xarope (água e açúcar). Misturar o xarope frio na infusão de araticum já coado.
  3. Filtrar e engarrafar. Servir depois de 2 a 3 meses.
Fonte das receitas: minhasfrutas.blogspot.com

23/03/2012

Fórum Brasileiro começa na
quarta-feira em Salvador


O Fórum Brasileiro de Educação Ambiental (FBEA) é o mais importante evento da Educação Ambiental no país. A sua sétima edição acontece em Salvador (BA), de 28 e 31 de março de 2012 com o tema “Educação Ambiental: Rumo a Rio +20 e às Sociedades Sustentáveis”.

A principal base do VII FBEA é a reunião dos educadores ambientais que compõem a Rede Brasileira de Educação Ambiental (REBEA) e seu fortalecimento.

O Fórum incentiva e difunde a cultura de organização em padrão rede, proporcionando experiências e conhecimentos que fortaleçam sua compreensão e prática. Ao mesmo tempo em que apresenta o campo da Educação Ambiental para novos militantes e educadores, incentiva a reflexão crítica para aqueles que nele atuam a partir da sociedade civil, do mercado e do Estado.

O VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental acontecerá no Centro de Convenções da Bahia. Rua Jardim Armação, s/nº – Praia da Armação, em Salvador. Veja mapa

(Fonte: http://viiforumeducacaoambiental.org.br)


PROGRAMAÇÃO:

DIA 28 - QUARTA-FEIRA


Horário
Atividade (28/03) Local
08h00 às 18h00 Credenciamento Piso 4 – Hall F
08:00h às 09:00h Tai Chi Chuan (com Claudio Carvalho) Piso 3 – Hall E (Tenda Sagrada)
09h00 às 12h30 Encontro de Estruturas Educadoras, Juventude e Envelhecimento
com Camila Santos Tolosa Bianchi e Joamara Mota Borges (org)
Piso 4 -21 – Oxumaré
Encontro da Rede Universitária de Programas em Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis (RUPEA)
com Claudia Coelho e Luiz Antonio Ferraro Junior (org.)
Piso 4 – Sala 16 – Yansã
09:00h às 10:00h Corpo, Dança & Integração Piso 3 – Hall E (Tenda Sagrada)
10h00h às 12h30 Café Social da Rede das Redes (REBEA)
com Marcello Pedroso e Vivianne Amaral
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Piso 4 – Auditório Xangô 1, 2 e 3
10h30 às 16h00 Encontro de Povos Indígenas
com Cacique Robson Miguel e Índia Tikuna We’e’na Miguel (org)
Piso 4 – Sala 28 – Oxalá 2
10h30 às 17h00 Encontro GT Educação Ambiental e Agenda 21 do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais (FBOMS)
com Doroty Martos e Pedro Aranha (org)
Piso 4 – Sala 19 – Ossain
Encontro: Diálogos de Educação Ambiental nas Unidades de Conservação
com Fabiana Prado e Thais Ferraresi (org)
Piso 4 – Sala 27 – Oxalá 3
Encontro da Associação Brasileira para Educação Ambiental em Áreas de Manguezal (EDUMANGUE)
com Everaldo Lima de Queiroz e Andressa Lemos Fernandes (org.)
Piso 4 – Sala 18 – Oxossi
10h30 às 23h00 Abertura dos stands das Redes e da Feira Sustentável
(agroecológica, das artes, dos empreendimentos solidários e das Reservas Extrativistas).
Piso 3 – Hall D
12:00h às 16:00h Espaço de manifestação espontânea Piso 3 – Hall E (Tenda Sagrada)
12h30 às 13h30 Almoço livre Piso 3 – Hall E1 (Praça de Alimentação)
13h30 às 16h30 Café Social da Rede das Redes (REBEA)
com Marcello Pedroso e Vivianne Amaral
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Piso 4 – Auditório Xangô 1, 2 e 3
13h30 as 17h Encontro: 49ª Reunião da Câmara Técnica de Educação, Capacitação, Mobilização Social e Informação em Recursos Hídricos – CTEM do Conselho Nacional de Recursos Hídricos
Com Suraya Damas de Oliveira Modaelli e Franklin de Paula Junior (org.)
Piso 4 – Sala 21 –Oxumaré
Encontro do Fundo Brasileiro de Educação Ambiental (FUNBEA)
Com Haydee Torres de Oliveira e Semíramis Biasoli (org.)
Piso 4 – Sala 7/14 – Stela Maris/Flamengo
Encontro da Educação Gaia
Com Denise Noronha (org.)
Piso 4 – Sala 11 – Ribeira
Encontro das CIEAS (Comissões Interinstitucionais de Educação Ambiental)
Com Renata Rozendo Maranhão e Neusa Helena Rocha Barbosa (org.)
Sala 5/12 – Chega Nego/Armação
Encontro de Educação Ambiental com os Catadores e suas Organizações
Com Angela Martins Baeder (org.)
Piso 4 – Sala 25 - Oxalá 4
Encontro: Reunião da Rede Brasileira de Agendas 21 Locais (REBAL)
Com Carlos Frederico Castello Branco (org.)
Piso 4 – Sala 20 – Oxum
Encontro da Rede de Educação Ambiental da Bahia (REABA)
Com Isabelle Blengini e Érika de Almeida (org.)
Piso 4- Salas 6/13 – Paranama/Pituba
Encontro de Salas Verdes e da Rede Centro de Educação Ambiental (CEAs)
Com Jader Alves de Oliveira e Zanna Maria Rodrigues de Matos (org)
Piso 4 – Sala 24 – Oxalá 5
Encontro Olhares da Juventude sobre o Tratado de Educação Ambiental – Rio+20 – Programa Nacional da Juventude e Meio Ambiente (PNJMA)
Com Adrielle Saldanha e Ananandy Cunha (org.)
Piso 4 – Sala 29 – Oxalá 1
Encontro de Educomunicação
Com Débora Menezes (org)
Pissso 4 – Sala 22 – Omolu 5
14h00 às 15h30 Encontro das Chapadas (Diamantina, Veadeiros, Guimarães)
Com Maria Cristina Vieira (Tita) (org.)
Piso 3 – Hall E (Tenda Sagrada)
15:30h às 17:00h Espaço de manifestação espontânea Piso 3 – Hall E (Tenda Sagrada)
17h00 às 18h00 Cerimonial com tradições espiritualistas
Com o cacique Robson Miguel, a india Tikuna We’e'na Miguel, o budista Celso Marques (Agapan -RS), representantes da Casa das Religiões Unidas e União de Sociedades Espiritualistas (Unisoes -BA)
Piso 3 – Hall E (Tenda Sagrada)
19h00 às 21h00 Solenidade de abertura:
* 20 anos de REBEA
Piso 3 – Auditório Yemanjá
21h00 às 23h00 Abertura dos stands institucionais Piso 4 – Hall F Principal

DIA 29 - QUINTA-FEIRA


Horário Atividade (29/03) Local
08:30h às 11:30h Jogo das Equações (Oficina) Piso 3 – Hall E (Tenda Sagrada)
08h30 às 12h30 Canção para o verde, mantras e dança
Com Radha Vitoria, e participação especial do músico Ivis Shakar e da dançarina Mel Borba
Piso 4 – Auditório Oxalá Pleno
Mesa Redonda: “Visões de Mundo e suas Relações com a Educação Ambiental”
com Michele Sato (UFMT), Marcos Arruda (PACS), Celso Marques (Agapan – RS) e Marcos Terena
Oficinas e Minicursos Confira na página dessa atividade
(cont.) Encontro de Salas Verdes e da Rede Centro de Educação Ambiental (CEAs)
Com Jader Alves de Oliveira e Zanna Maria Rodrigues de Matos (org)
Piso 4 – Sala 24 – Oxalá 5
(cont.) Encontro Olhares da Juventude sobre o Tratado de Educação Ambiental – Rio+20 – Programa Nacional da Juventude e Meio Ambiente (PNJMA)
Com Adrielle Saldanha e Ananandy Cunha (org.)
Piso 4 – Sala 29 – Oxalá 1
(cont.) Encontro de Educomunicação
Com Débora Menezes (org)
Pissso 4 – Sala 22 – Omolu 5
Encontro de Educação Ambiental e a Política Nacional de Recursos Hídricos
Com Andréa Paula de Carestiato Costa e Franklin de Paula Junior (org.)
Piso 4 – Sala 19 – Ossain
Encontro de Coletivos Educadores
Com Semíramis Biasoli e Renata Rozendo Maranhão e Silvana Vitorassi (org.)
Piso 4 – Sala 30 -
10h00 as 12h00 A Escola na Feira Sustentável
(visitação preagendada)
Piso 3 – Hall D
10h00 as 11h00 Atividade Cultural na Feira Sustentável
Projeto Brasileco
Piso3-Hall E1 (Praça de Alimentação)
12h30 às 13h30 Almoço Piso 3 – Hall E1 (Praça de Alimentação)
13h30 às 14h30 Sessão de Painéis 1 Hall G
Roda de Conversa: “Educação Ambiental na Agricultura Familiar”
Com Adriana Chaves (MMA)
Piso 4 – Sala 18 – Oxossi
Roda de Conversa: “Educação Ambiental em Coleta e Reciclagem de Óleo Vegetal”
Com Nadja Soares e Celly Santos (Bio-Bras)
Piso 4 – Sala 19 – Ossain
14h30 às 14h45 Ecocine: MoVA Caparaó (Mostra de Vídeos Ambientais da Região do Caparaó Capixaba) Espaço Ecocine – Sala 22 (Auditório Omolú)
14h30 às 17h30 Mesa Redonda: “Políticas Públicas de Educação Ambiental no Brasil”
Com Marcos Sorrentino (Esalq/USP), José Vicente de Freitas (Cgea/MEC), Nilo Diniz (Dea/MMA), Haydée Torres de Oliveira (Ufscar), Vania Marcia Guedes Cesar (Sema-MT)
Piso 4– Oxalá Pleno
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Open Space – Espaço Aberto Piso 4 – Sala 30, 31 (Auditório Xangô 1 e 2).
14h45 às 18h Plantas medicinais e homeopatia no cultivo das plantas (oficina)
Com Denise Dinigri (Ecobairro), Alessandra Aziz e Filipe Pereira Giardini Bonfim (Grupo Entrefolhas – Viçosa/MG)
Espaço Ecocine – Sala 22 (Auditório Omolú)
15h00 as 17h00 A Escola na Feira Sustentável
(visitação preagendada)
Piso 3 – Hall D
15h30 as 16h30 Atividade cultural na Feira Sustentável
Projeto Boca do Lixo
Piso3 – Hall E1 (Praça de Alimentação)
17:00h às 19:00h Vivência “Ecologia interior: cuidar do mundo começa dentro de você” (Shamarda e Susie). Tenda Sagrada
17h30 às 18h30 Sessão de Painéis 2 Piso 4 -Hall G
18h30 às 21h30 II Jornada Internacional do Tratado de Educação Ambiental para Sociedade Sustentável e Responsabilidade Global
Com Moema Viezzer (Coordenação Internacional da Jornada), Rachel Trajber (Instituto Marina Silva), Jacqueline Guerreiro (REARJ), Diogo Damasceno (REJUMA), Michele Sato (UFMT)
Piso 4 – Oxalá Pleno
Colóquio: Intervenção Socioambiental nos Territórios e Resíduos Sólidos
Com Maria Cristina Vieira -Tita (REABA, Coordenadora geral VII FBEA), Francisco Javier Guevara (Facultad de Psicología, Departamento de Artes y Humanidades UPAEP / México), Eda Tassara (USP), Ronalda Barreto (UNEB) e Joilson Santana (Camapet), Angela Baeder (Centro Universitário Santo André)
Piso 4 – Salas 30, 31 (Xangô 1 e 2)
19:00h às 21:30h Danças Circulares Sagradas (Grupo Giramundo). Tenda Sagrada
21h30 às 23h30 Atividades culturais, lançamento de livros e outras publicações. Piso 3 – Hall D e Hall E (Tenda Sagrada)

DIA 30 - SEXTA-FEIRA

Horário Atividade (30/03) Local
08h30 às 12h30 Ecocine: “Boca do Lixo” (Dir: Flavio Frederico, 1h30min); “Estamira” (Dir: Marcos Prado, 1h20mim). Seguido de debate com Helena Tassara e Marcelo Tassara Espaço Ecocine – Sala 22 (Auditório Omolú)
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10h00 as 12h00 A Escola na Feira Sustentável (visitação preagendada) Piso 3 – Hall D
10:00h às 12:00h Música, Movimento e Ancestralidade (Susan Manjula e Leonardo da Cunha). Tenda Sagrada
10h30 as 12h30 “Estado da Arte” da Organização da Rio +20. Informações Essenciais.
Com Rubens Harry Born (Instituto Vitae Civilis)
Piso 4 – Auditório Yemanjá (balcão e plateia)
12h30 às 13h30 Almoço Piso 3 – Hall E1 (Praça de Alimentação)
13h30 às 14h30 Sessão de Painéis 3 Hall G
Roda de Conversa: “Educação Ambiental na Agricultura Familiar” Com Adriana – MMA Piso 4 – Sala 18 – Oxossi
Roda de Conversa: “Educação Ambiental e Mobilização Social em Saneamento”
Com Terezinha Loiola (Empresa Baiana de Aguas e Saneamento – Embasa/BA)
Piso 4 – Sala 19 – Ossain
13h30 as 15h00 Roda de Conversa: O lugar de Brincar – Território dos SONHOS (criança, brinquedo e natureza)
Grupo das 5 Pedrinhas – Com Lydia Hortélio
Piso 4 – Sala 20 – Oxum
14h30 às 16h00 Ecocine: “Mostra vídeo ambiental da escola – Que ambiente que temos? Que ambiente queremos ter?”
Projeto identificação (SEC-BA)
Espaço Ecocine – Sala 22 (Auditório Omolú)
14h30 às 17h30 Mesas-redondas simultâneas: “Contribuições da Educação Ambiental para a Rio+20: diálogos com especialistas”
1) Gestão dos Resíduos Sólidos, trabalho e inclusão social;
Com Viviane Junqueira (IEB), Tonia Vasconcelos (SEDUR-BA), Tarcisio de Paula Pinto e Fabio Cidrin (WWF).
Piso 4 – Balcão do Auditório Yemanjá;
2) Economia Verde, erradicação da pobreza e Governança Global;
Com Maíra Padgurschi (Unicamp); Rubens Harry Born (Vitae Civilis) e Ladislau Dowbor (PUC-SP)
Piso 4 – Sala 32 – Auditório Xangô
3) Meio Ambiente, Cultura e Educação;
Com Erika De Almeida, Martha Tristão (Universidade Federal do Espírito Santo), Maria Eugênia Milet, Lu Bezerra, Jorge (Dó) Galdino (Movimento Cultural Art Manha), Linda Rubim (Facom – UFBA – a confirmar)
Piso 4 -Sala 26 – Nana
4) Mudanças Climáticas/Justiça Social e Ambiental;
Com Irineu Tamaio (UNB), Pablo Ángel Meira Cartea (Universidade de Compostela – Galícia – Espanha), Rachel dos Santos Zacaria (Universidade Federal de Juiz de Fora-UFJF), Representante do Conselho Federal de Psicologia
Piso 4 – Espaço Ecocine – sala 22- Auditório Omolu
5) Sustentabilidade da Agricultura Familiar e Soberania Alimentar;
Com Valdemiro Conceição, Jerônimo Rodrigues (MDA), Ubiramar Bispo de Souza (Coordenação Estadual de Territórios – CET), Wilson Dias (SUAF/Seagri), Valda Aroucha (Agendha)
Piso 4 – Sala 23 – Oxalá
6) Gestão das Águas e Educação Ambiental;
Com Maria Castellano, Franklin de Paula Junior (MMA), Luiz Roberto Moraes (UFBA), Evandro Albiach Branco (Comitê de Bacia Hidrográfica do Alto Tietê), Sandro Tonso (Unicamp)
Piso 4 – Sala 24 – Oxalá 5;
7) Economia Solidária/Consumo Consciente;
Com Fabíola Zerbini (Faces do Brasil), Genauto Carvalho de França Filho (Incubadora Tecnológica de Economia Solidária e Gestão do Desenvolvimento Territorial – UFBA), Débora Nunes (Rede dos Profissionais Solidários pela Cidadania), Roberto Marinho (MTE)
Piso 4 – Sala 27 – Oxalá 3;
8) Mulheres, Mídia e Democracia Participativa;
Com Vereadora Edilene Paim (REABA), Terezinha Vicente Ferreira (Articulação Mulher e Mídia), Célia Regina Savacho (Movimento Nacional de Extrativistas), India Tikuna We’e'na Miguel (Movimento Nacional de Mulheres Brasileiras Indígenas – Libra).
Piso 4 – Sala 28 (Oxalá 2);
9) Responsabilidade Socioambiental;
Com Mariana Meireles (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável – CEBDS), Nelton Miguel Friedrich (Itaipu Binacional), Andrée Ridder (Instituto Supereco), José Meneses Lima Junior (Banco do Nordeste), Nair Goulart (Força Sindical-BA)
Piso 4 – Sala 29 (Oxalá 1);
10) Turismo Sustentável de Base Comunitária;
Com Luiz Afonso Vaz Figueiredo (Centro Universitário Fundação Santo André), Zysman Neiman (Universidade Federal de São Carlos – Campus Sorocaba / Instituto Physis-Cultura & Ambiente), Lincoln Daniel de Souza (Prefeitura São Bento do Abade / MG)
Piso 4 – Sala 30 (Auditório Xangô 1);
11) Biodiversidade e Floresta: Código Florestal
Com Paulo Kageyama (Esalq /USP), Luiz “Zarref” Henrique Gomes de Moura (MST)
Salas 31 (Auditório Xangô 2).
14h30 às 17h30 Open Space – Espaço Aberto Piso 4 – Sala 20 (Oxum)
15h00 as 17h00 A Escola na Feira Sustentável
(visitação preagendada)
Piso 3 – Hall D
15h00 as 16h00 Atividade Cultural na Feira Sustentável
Projeto Brasileco
Piso3-Hall E1 (Praça de Alimentação)
16h00 as 17h15 Ecocine: Em Busca da Terra Sem Veneno (documentário, 39 min)
Seguido de discussão com a Professora Milena Maria Sampaio de Araujo (UFBA)
Espaço Ecocine – Sala 22 (Auditório Omolú)
17h30 às 20h30 Ecocine: Mostras “Cine 5 Elementos” e “Circuito Tela Verde – Dea/MMA” (Sessão 1) Espaço Ecocine – Sala 22 (Auditório Omolú)
18h00 às 21h Show: “Capoeira Chorada” , Com Lula Cazeneu (Direção musical e violão), Luiz Codes (violão) e Atila Piso 4 – Auditório Yemanjá (balcão e plateia)
Conferência: “Globotomia, Ciência e Discurso – A Educação Ambiental 20 anos depois”
Com Marcos Sorrentino (Esalq/USP), Aramis Latchinian (ex Ministro de Meio Ambiente do Uruguai), Antônio Donato Nobre (INPE) e Eda Tassara (USP).
21h00 Cortejo “Rumo a Rio+20” Centro Histórico PelourinhoSaida do Centro de Convenções para o Pelourinho


DIA 31 - SÁBADO

Horário Atividade (31/03) Local
08h30 às 12h30 Mesa Redonda: “Olhares da Educação Ambiental” – Educação Ambiental Popular, Educação Ambiental Crítica, Ecopedagogia, Alfabetização Ecológica, Educação Ambiental Transformadora, Educação Ambiental Vivencial e Educação Gaia.
Com Maria Rita Avanzi (UnB), May East (Fundação Gaia – Finhorn / Escocia), Marcos Sorrentino (Esalq/USP), Carlos Rodrigues Brandão (Unicamp), Paulo Roberto Padilha(Instituto Paulo Freire), Rita Mendonça (Instituto Romã)
Piso 4 – Auditório Oxalá Pleno
08h30 às 10h00 Ecocine: Mostras “Cine 5 Elementos” e “Circuito Tela Verde – DEA/ MMA” (Sessão 2) Espaço Ecocine – Sala 22 (Auditório Omolú)
08h30 as 11h30 Oficinas e Minicursos Confira na página dessa atividade
10:00h às 12:30h Experiência Tambores Mágicos (Zédi) Tenda Sagrada
10h às 13h Ecocine: “Jardim das Folhas Sagradas” (2h17 min)
Seguido de debate com o diretor Pola Ribeiro
Espaço Ecocine – Sala 22 (Auditório Omolú)
10:00h às 12:30h Experiência Tambores Mágicos (Zédi) Piso 3 – Hall E (Tenda Sagrada)
12h30 às 13h30 Almoço Piso 3 – Hall E1 (Praça de Alimentação)
14:30h às 17:30h Oficina de Palhaços (Companhia Pé na Terra – Igor Sant’Anna e Zédi). Tenda Sagrada
13:30h às 18:00h Colheita do VII Fórum: Partilha de resultados a partir dos eixos:
* Fortalecimento dos educadores ambientais em Rede
* Rio+20
* Jornada Internacional do Tratado
Piso 4 – Auditório Oxalá Pleno
18:00h Encerramento Próximo ao Centro de Convenções

(Fonte: http://viiforumeducacaoambiental.org.br/)