23/11/2012

Seminário de boas práticas
em Educação Ambiental
na agricultura familiar e publicação de experiências
Taguatinga (DF) - Pioneira na agricultura orgânica no Distrito Federal, a produtora rural Massae Watanabe afirma que nos últimos anos a procura por alimentos produzidos sem agrotóxicos aumentou significativamente

O Ministério do Meio Ambiente, por intermédio do Departamento de Educação Ambiental da Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, convida sua instituição / organização para participar do evento: “Seminário de Boas Práticas em Educação Ambiental na Agricultura Familiar”, de 28 a 30 de novembro de 2012, em Brasília/DF.

Programação do evento:

Dia
28/11 às 18h30 - abertura do evento e lançamento do livro "Boas Práticas em Educação Ambiental na Agricultura Familiar", com 25 experiências selecionadas, provenientes de todo o país. Local: SCEN, Trecho 2, Auditório do IBAMA - Sede (na via L4 Norte).

Dias 29/11 das 08h30 as 18h00 e 30/11 das 08h30 as 12h00  - realização do seminário que visa apresentar as principais experiências selecionadas, refletindo sobre diretrizes da Educação Ambiental junto à Agricultura Familiar, em diálogo com o Programa de Regularização Ambiental (PRA/MMA), a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (PNAPO) e a Política Nacional de Juventude Rural (em formulação).
Local: SEPN 505, Lote 2, Bloco B, Edifício Marie Prendi Cruz - Auditório do MMA (próximo a via W3 Norte).
 
Plantação de hortifrutigranjeiros em Almirante Tamandaré (PR). Foto Wikipédia

O Seminário será aberto, com entrada franca, no dia 28 de novembro, às 18h30, no auditório do Ibama-Sede, em Brasília, logo após o primeiro dia da plenária 108 do CONAMA, quando será feito o lançamento do livro das Boas Práticas.

 
PRIMEIRO DIA - 28/11/1214:00h – 16:00h: CREDENCIAMENTO E MONTAGEM DE PAINÉIS

16:15h – 18:00h: EXPOSIÇÃO DE PAINÉIS DAS EXPERIÊNCIAS DE BOAS PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA AGRICULTURA FAMILIAR
 
18:30h – 20:30h: ABERTURA E LANÇAMENTO DO LIVRO COM ENTREGA DE CERTIFICADOS
 
SEGUNDO DIA - 29/11/12

08:30h – 10:15h: APRESENTAÇÃO DAS EXPERIÊNCIAS DE BOAS PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA AGRICULTURA FAMILIAR - REFERÊNCIA DOS BIOMAS
10:30h-12:00h: TRABALHOS EM GRUPO – TROCA DE EXPERIÊNCIAS
 
14:00h – 16:00h: MESA REDONDA – EDUCAÇÃO AMBIENTAL E AGRICULTURA FAMILIAR: CONTRIBUIÇÕES PARA A REGULARIZAÇÃO AMBIENTAL, A JUVENTUDE RURAL E A AGROECOLOGIA
 
16:15h – 18:00h: TRABALHOS EM GRUPO: CONTRIBUIÇÃO DA EDUCAÇÃO
AMBIENTAL
PARA A REGULARIZAÇÃO AMBIENTAL DAS PROPRIEDADES RURAIS, A POLÍTICA NACIONAL DE JUVENTUDE RURAL E A POLÍTICA NACIONAL DE AGROCOLOGIA E PRODUÇÃO ORGÂNICA

TERCEIRO DIA - 30/11/12
08:30h – 10:15h: APRESENTAÇÃO DOS TRABALHOS DOS GRUPOS E DEBATE
 
10:30h-12:00h: PLENÁRIO DE FECHAMENTO E ENCERRAMENTO
Neste Seminário haverá a exposição de experiências de Boas Práticas de Educação Ambiental na Agricultura Familiar, demonstrando os diferentes aspectos e abordagens existentes neste tipo de ação.
Por
meio de painéis e grupos de trabalho pretende-se compartilhar conhecimentos, gerar aprendizagem e  refletir sobre a contribuição da Educação Ambiental para a Regularização Ambiental das Propriedades RuraisPolítica Nacional de Juventude Rural, em formulação, e a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica.
Após a exposição das experiências, mesa redonda e as discussões em grupo, haverá no final uma conclusão dos trabalhos realizada em plenária.

PARCERIA: ICMBio, IBAMA, SEDR/MMA, MDA, SNJ. CONVIDADOS:

Expositores das 25 experiências selecionadas para apublicação;
representantes
do MMA e suas vinculadas, SEMAS, CIEAs, membros do GT PEAAF,
representantes
de órgãos governamentais federais (MEC, MDA, INCRA, MAPA,
FUNASA,
Secretaria Nacionalde Juventude, MDS, Casa Civil, MinC, MCTI, Universidade, Institutos Federais), representantes de Conselhos (CONAMA, CNRH, CGEN, CONAFLOR, CONJUVE, CONSEA, CONDRAF, CNPCT), representantes de movimentos sociais do campo (Sindicais, Trabalhadores(as) Rurais, Camponeses, Quilombolas, Extrativistas, Mulheres Camponesas, etc), movimentos de juventude,Agentes de ATER (Assistência Técnica e Extensão Rural) e REAF (Reunião Especializada sobre Agricultura Familiar do Mercosul). PÚBLICO: 100 pessoas
DATA
: 28, 29 e 30 de novembro de 2012.
LOCAL
: Brasília/DF
Fonte do texto: MMA - http://www.mma.gov.br/publicador/item/8757


18/11/2012

Dia 20 de novembro:
Terno de congada Azul e Pedro Cassimiro (já falecido) no 1º Encontro de Congada em Goiânia - Praça da Igreja Matriz em 15 de maio de 2005 

           dia da consciência de todos os oprimidos

Prof. Dr. Valter Machado da Fonseca*
Neste 20 de novembro de 2012 é chegado o momento de outra reflexão sobre o Dia Nacional da Consciência Negra. Como acontecem todos os anos nesta data, existem duas formas distintas de reflexão acerca do significado simbólico deste dia. Existem aqueles que acreditam ser uma data comemorativa, festiva, com farta distribuição de bombons, flores e homenagens individuais, enfim, apenas mais uma data festiva, objetivando o aquecimento do comércio. Porém, por outro lado, há outros que acreditam que a data seja um momento propício para os debates em torno do significado de “liberdade” e, portanto, a data demanda uma reflexão aprofundada dos caminhos e lutas (sempre árduos) para se conquistar o “estado de liberdade” plena, condição sine qua non para a construção da essência da consciência plena dos indivíduos em ser, num mundo em que a maioria simplesmente se contenta em estar.    
É essencial que salientemos que a liberdade é um estado de consciência plena dos indivíduos, decorrentes das ações práticas desses sujeitos em um mundo real e habitado por seres reais, inseridos também numa vida real, na qual os sujeitos estão sempre em interação plena, mediada por relações socais. Então, daí pode-se concluir que o ato de ser no mundo é totalmente adverso ao estado de simplesmente estar nesse mundo. 
A condição de ser neste mundo se complexifica ainda mais quando nos defrontamos com um mundo que, a cada dia, se torna mais artificial, sintético, onde os valores morais e éticos (aqui não me refiro à ética edificada pela sociedade capitalista) vêm sendo, sistematicamente, substituídos pelos valores vazios, superficiais, etéreos, alicerce das práticas consumistas da sociedade moderna. Nesta direção interpretativa, concluímos que liberdade não é algo palpável, sólido, não se encontra à venda e nem pode ser medida pelos valores e o marketing do consumismo, marcas indeléveis desta sociedade do supérfluo e do descartável. Ao contrário, a liberdade é um estado abstrato, subjetivo e que leva à sensação de realização da essência do ser social do indivíduo que vive e convive com outros indivíduos, num mundo mediado por relações humanas.
Assim, este dia 20 de novembro constitui-se num momento privilegiado, altamente significativo, para questionarmos nossa própria consciência de ser ou simplesmente estar nesse mundo regido pelo controle, normas e essência da mais-valia capitalista. Então, a cada dia que passa mais necessário se faz uma reavaliação e novas reflexões acerca do estado de consciência plena necessário para se atingir essa tal liberdade. Faz-se preponderante que reavaliemos nossas ações num diálogo aberto, franco e fraterno com nossas próprias consciências. E, infelizmente, nem todos possuem a coragem suficiente para realizar este diálogo, pois, em grande parte das vezes, sua consciência já não mais habita em seu corpo, em sua própria matéria 
Então, caros (as) leitores (as)! A nossa luta deve se dar tanto num patamar externo, contra as injustiças, os preconceitos e discriminações, como em sua dimensão interna, contra a opressão que nós mesmos nos impomos, de forma extremamente dolorosa em nossa própria essência, em nossa própria consciência. É preciso que tomemos a dosagem certa de cuidado para que bem no fundo de nossa essência, de nossa própria consciência, não estejamos abrigando, refugiando ou escondendo os valores que mantém vivo o monstro da opressão de nós mesmos e de nossa própria espécie. Faz-se urgente que prendamos o monstro da opressão e libertemos os milhares de zumbis que habitam nosso íntimo, se, de fato, queremos atingir a tal sonhada liberdade.  



* Escritor. Geógrafo, Mestre e Doutor pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), professor e pesquisador da Universidade de Uberaba (UNIUBE). machado04fonseca@gmail.com 
 

12/11/2012

Tem cagaita no pé e
na boca em Goiânia
 .
Jhenifer Brunet de Araújo, 12 anos, saboreia pela primeira vez toda uma frutinha de cagaita: "Muito boa. Tem gosto maravilhoso que lembra a docuça da goiaba"

As crianças que moram hoje na cidade dificilmente conhecem a cagaita. Um fruto delicioso do cerrado que ficou restrito a zona rural. Mas esses estudantes encontraram em Goiânia "cagaitas no pé" e não perderam a oportunidade de saboreá-las logo após a aula. São árvores que estavam em áreas de cerrado e resistiram a ocupação humana com novos loteamentos. Moradores que conhecem os frutos e plantas medicinais do cerrado construíram suas casas mas deixaram espécies do cerrado que este mês estão repletas de frutos. A grande oportunidade de os jovens conhecerem os frutos nativos de Goiás
Galhos cheios de frutinhas verdes ou já amarelas. As verdes são as prediletas, mas as amarelas tambem são muito gostosas
Abri esta com uma mordida para ver a polpa. É carnuda, molhadinha, um pouco mais consistente do que a jabuticaba e normalmente só tem uma semente grande no centro da fruta. Mas encontrei algumas frutinhas com mais de uma semente. Ao morder na fruta bem madura às vezes esguincha um pouco do líquido. A casca é bem fina e come-se até com a casca
Jhenifer Brunet e seu irmão Mateus Araújo, 10 anos, gostaram e voltaram para chupar mais cagaita
Polpa bem molhadinha. Algumas não tão doces. Outras bem docinhas e lembram o sabor da goiabinha do cerrado com um pouco mais da consistência da que tem a jabuticaba. É nesse momento que a fruta cai no chão que deve ser evitado o seu consumo porque pode já ter sido fermentada e aumentar a possibilidade de causar diarreias principalmente se estiver quente - o que é bem comum quando está no chão.
O nome científico é Eugenia Desynterica Dc, da família Myrtaceae. Nome popular é cagaita, conhecida por seus efeitos laxativos quando ingerida quente do sol. O contrário das folhas que são utilizadas para combater a diarréia. Mas essa fruta chama mais a atenção de cientistas por ter grande quantidade de vitamina C e também antioxidantes 
Yuri Keven, 11 anos, e Mateus Araújo não resistem e chupam muitas outras frutinhas de cagaita: "Uma delícia"
Com a gagaita é possível fazer suco, polpa, licor, picolé, sorvete, geleia, compota. A fruta contém cerca de 90% de água e também proteínas, lipídios e carboidratos. A cor amarelada vem de substâncias como  carotenóides 
Moradores dos bairros lembram que logo após as primeiras chuvas vieram os frutos da cagaita. Normalmente florescem de agosto a setembro e frutificam entre setembro e novembro. Essas fotos são de 5 de novembro
Maurício Amorim Vaz só precisa atravessar a rua para saborear cagaita no pé. Dé férias ele não perde tempo. Mas também chama a atenção para a forma de colheita empreendida pelas crianças. Ele diz que alguns jogam pedaços de madeira e maltratam muito a árvore. E já teve até quem cortou parte da casca do tronco para fazer remédio. Mesmo assim este ano a cagaiteira "carregou" de frutos belos e saborosos. Maurício Amorim observou que após ter seus frutos tempo depois a cagaiteira perdeu suas folhas e parecia estar morrendo. Nada disso. Próximo ao período de chuvas ficou repleta de flores brancas perfumadas e logo surgiram os frutos. Passei pelo local e vi a quantidade imensa de flores mas não fotografei no momento
São frutos belos, maiores do que os da jabuticaba e com bastante líquido
Detalhe do tronco com as cascas grossas adaptadas para a região dos cerrados e para o fogo tão comum no bioma e das folhas novas no mês de novembro depois das primeiras chuvas. É uma árvore corticeira que pode ter entre 1 e 2 centímetros de espessura. Plantada em viveiro há uma expectativa de que produza a partir do quarto ano
A cagaita é uma frutinha que tem sabor ácido. Preferi o sabor das verdes ou de vez. E como não podia deixar de comprovar a lenda ligada ao nome da fruta experimentei um só fruto maduro e quente do sol das 9 horas da manhã. Em 10 ou 15 minutos senti o efeito laxante. Não recomendo ninguém em viagem experimentar uma cagaita madura quente do sol. rsrsrs. Fiquei também imaginando. Se o efeito da cagaita madura e quente é tão conhecido por que não se pesquisa mais a frutinha para fabricação de medicamentos principalmente para mulheres que sofrem com intestino preso? Faltam pesquisas ao mesmo tempo que o cerrado vai sendo desmatado e espécies vegetais como esta, tão importantes, correm risco de serem extintas sem nem mesmo serem melhor pesquisadas
A cagaiteira é uma árvore de médio a grande porte. Experimentei um, dois, três frutos de vez ou verdes... Até sentir um arranhadinho na garganta. Gosto de falar que os frutos do cerrado têm sabores selvagens... rs. Mas continuei gostando do sabor que não é enjoativo. Agora essa árvore também teve a grande sorte de ter germinado em um local fora do projeto da pavimentação asfáltica e da propriedade do morador. Nessa mesma rua há outro pé de cagaita, várias árvores de pequi, barbatimão, pau-terra e outras espécies nativas do cerrado
Segundo Senhor Clóvis de Almeida, socio proprietário do Frutos do Brasil, são apenas 19 dias desde que a cagaita começa a florar para que surjam os frutos. No início de novembro os frutos caem e logo estão todos no chão se não forem colhidos. Nesse momento as sementes da cagaita têm grande pressa de germinar para aproveitar o período chuvoso. Diferentemente dos vários outros frutos do cerrado que possuem dormência e suas sementes precisam de alguma ajuda para germinar somente no próximo período chuvoso. A semente da cagaita não precisa sofrer quebra de dormência, ela está pronta e apressada para se tornar nova árvore. Então para ajudar só precisamos plantar essas sementes que vão se tornando tão raras
Jhenifer Brunet não resistiu e depois que foi a sua casa e deixou os livros voltou para saborear mais algumas frutinhas de cagaita. "Nunca tinha comido uma inteira. Adorei"
Sem folhas em parte do ano quando surgem as primeiras chuvas surgem também folhas novinhas, as flores e logo após os frutos. E podem ser muitos, mais de 1000, 2000 frutos em uma só árvore. Quantidade suficiente para alimentar aves e animais no cerrado que podem ser dispersores dessas sementes
O melhor da reportagem é saborear também as delícias do cerrado. Não perdo a oportunidade. Um detalhe interessante é que neste momento estava nublado, sem sol quente, rsrsrs e escolhi as verde ou de vez
Se os moradores das cidades que ocuparam os cerrados preservassem as árvores nativas e até plantassem novas mudas nas ruas poderíamos novamente saborear todas essas frutinhas aqui mesmo. Pequi plantado nas calçadas, cagaitas, gabirobas nos jardins, araticum no quintal. Araticum? Mas aí é que surgem os problemas. Não basta só plantar e plantar muitas vezes essas espécies requer conhecimentos porque muitas espécies têm sementes dormentes que precisam de alguns cuidados para perder essa dormência ou de polinizadores que foram embora com o fim das frutinhas, como é o caso do araticum. No caso da cagaita é uma árvore hermafrodita, polinizada por abelhas
Então melhor preservar do que ocupar todos os espaços de cerrado não só na zona rural mas também nas cidades. Projetos de arborização de cidades no cerrado deveriam incluir mais cagaiteiras. Como possuem frutos suculentos poderiam ser plantadas no interior de praças e locais onde não causassem problemas como de deslizamento, escorregamento de pneus de carros e motos - o que acontece em Goiânia depois que a cidade recebeu grande quantidade de árvores de jamelão que agora precisam ser substituídas. A cagaita então pode e deve compor o paisagismo público nas cidades e ser plantada em grande escala na zona rural agregando valor e beleza a zona urbana e geração de emprego e renda para agricultores que comercializarem seus deliciosos frutos.


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Receitas do Folder 
Aproveitamento alimentar cagaita 
Publicado pela Embrapa Cerrados

Fiz a receita da Embrapa e o doce ficou uma delícia com sabor que lembra o araçá verde ou goiabinha do cerrado. Acompanhe abaixo


Receita de compota:

1/2 kg de cagaitas semimaduras (de vez)
1/2 kg de açúcar
canela em pau

Modo de fazer:

Lavar bem as frutas e deixá-las escorrer em peneira
Parti-las ao meio retirando as sementes (cumbuquinhas)

Passar em água quente e deixar escorrer em peneira

Numa panela fazer uma calda rala


Colocar as frutas aferventadas e a canela dentro da calda e permanecer no fogo por 15 minutos.

Retirar do fogo, deixar esfriar e guardar em frascos de vidro de boca larga, esterilizados.




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Receita de doce cascão:

Ingredientes:
1/2 kg cumbuquinhas de cagaita
1 xícara (chá) de água
3 xicaras (chá) de açúcar

Modo de fazer
Fazer uma calda bem grossa com água e açúcar
Colocar as frutas aferventadas dentro da calda e permanecer no fogo
Mexer até dar o ponto de puxa
Colocar em tabuleiro untado e deixar esfriar
Enrolar as bolinhas ou retirar as colheradas






10/11/2012

Frutíferas nativas: 'ouro a
ser descoberto no cerrado'
.
A estudante Thayssa Monteiro da Faculdade Araguaia toma suco de mangaba do cerrado no intervalo da mesa redonda Empreendedorismo sustentável: teorias e práticas do 18º Simpósio Ambientalista Brasileiro no Cerrado. Uma delícia mas que só se tornou possível porque ainda existem esses frutos em alguns municípios de Goiás. E o alerta do mais conhecido empreendedor sustentável no cerrado, o sócio proprietário da Frutos do Brasil, Clóvis Almeida, é de que o cerrado serrado precisa ser replantado pelo menos para termos quantidade suficiente de frutos para produzir mais sucos, sorvetes, picolés, licores, doces e geleias. Empreendedorismo que pode ser sustentável e lucrativo porque a procura é grande, inclusive de outros países, mas a quantidade de ofertas de frutos nativos do cerrado está baixa
Mesa redonda Empreendedorismo Sustentável: teorias e práticas realizada no 18º Simpósio Ambientalista Brasileiro no Cerrado
Presépio na cabaça exposto na Expocerrado do 18º Simpósio Ambientalista Brasileiro no Cerrado. O trabalho é dos artesãos de Orizona, Goiás
Observa só a atenção dessa mesa formada por Ministério Público, empresário da Frutos do Brasil, Fieg, Semarh e Emater... Eles estão ouvindo o representande da Embrapa que defende linha do agronegócio no cerrado

Sócio proprietário da Frutos do Brasil Clóvis de Almeida falou por 20 minutos em mesa redonda do 18º Simpósio Ambientalista Brasileiro no Cerrado. Ele relata que locais onde comprou safra de frutos do cerrado na Bahia no ano passado este ano não produziu nada. "Passei por um trecho de 100 quilômetros e só vi desmatamento. Minha empresa só pode crescer 20% ao ano porque não temos frutos do cerrado suficientes" - sinalizou o empresário que obteve sucesso com picolés e sorvetes com sabores do Cerrado e sinaliza qual é o norte do empreendedorismo sustentável para estudantes e profissionais presentes no evento. Então quem quer ganhar ganhar muito dinheiro planta frutos do cerrado
Grande panela de ferro na decoração da mesa das autoridades do 18º Simpósio Ambientalista Brasileiro no Cerrado
Representante da Fieg o professor da PUC-GO Dr. Wellington da Silva Vieira participou da Mesa Redonda Empreendedorismo sustentável no cerrado: teorias e práticas

Servidores da Secretaria Municipal de Educação, Emater e monitores do 18º Simpósio Ambientalista Brasileiro no Cerrado no auditório da Faculdade de Direito da UFG acompanhando mesa redonda
Arte em arte de Silvio Di Oliveira sobre aro de pneu descartado. Arte com reaproveitamento na Expocerrado do 18º Simpósio Ambientalista Brasileiro no Cerrado
Representante da Semarh a médica veterinária Márcia Barnabé participou da Mesa Redonda Empreendedorismo Sustentável no Cerado: teorias e práticas
A culinária goiana também depende dos frutos do cerrado e os frutos do cerrado dependem da preservação das espécies do bioma
Vários órgãos discutindo teorias e práticas que podem mostrar o melhor rumo para o cerrado, bioma brasileiro mais antigo e de grande riqueza muitas vezes desconhecida
A estudante da PUC-GO com golfinho produzido com pneu descartado. O trabalho é do artista Silvio Di Oliveira e foi exposto na Expocerrado do 18º Simpósio Ambientalita Brasileiro no Cerrado
Parte da equipe do Simpósio Ambientalista Brasileiro no Cerrado com o sócio proprietário do Frutos do Brasil Clóvis Almeida
Suco de Umbu do cerrado no intervalo da mesa redonda Empreendedorismo no Cerrado: teorias e práticas
Ivair Lima é jornalista aposentado que agora quer se dedicar a produzir frutos do cerrado. Participou do evento atento a cada detalhe: "Estou aqui para aprender. Vou plantar e estou conseguindo as mudas com a Emater. Estou aposentado e vou me dedicar ao cerrado"
Suco de mangaba para os participantes do 18º Simpósio Ambientalista Brasileiro no Cerrado. Mas que delícia... e milhares de pessoas não conhecem atualmente o sabor da mangaba. Estão aí as oportunidades para os empreendedores sustentáveis do cerrado
Tarcisio Cobucci da Emater na Mesa Redonda do 18º Simpósio Ambientalista Brasileiro no Cerrado no auditório da Faculdade de Direito da UFG
Momento do suco de mangaba e umbu ao lado de Mariusa da Saneago. Ao lado o jornalista Ivair Lima que atuou no Diário da Manhã e atualmente aposentou-se e quer cuidar do Cerrado em sua propriedade produzindo frutos nativos da região
Luminária com reaproveitamento de latas de bebidas de alumínio com chapa perfurada. Muitos objetos o artista Silvio Di Oliveira obtém de peças automotivas descartadas
Um clique ao lado de Clóvis de Almeida, exemplo de empreendedor sustentável no cerrado
Produtos do Hospital de Medicina Alternativa HMA presente no 18º Simósio Ambientalista Brasileiro no Cerrado
Tijolo ecológico: feito de entulhos de construção e terra, economiza em até 40% o custo da construção, construção mais rápida e bom acabamento porque dispensa reboco e pintura. O tijolo ecológico foi exposto na Expocerrado do 18º Simpósio Ambientalista Brasileiro no Cerrado
Aparecida Pinheiro da Associação dos Artesãos de Orizona presente na Expocerrado do 18º Simpósio Ambientalista Brasileiro no Cerrado. Bonecas em palha de bananeira, milho, presépios em cabaças e muito mais
Bonecas produzidas com fibras de bananeira, palha de milho e outros. Trabalho dos artesãos do município de Orizona, interior de Goiás
Parte da equipe do Hospital de Medicina Alternativa no 18º Simpósio Ambientalista Brasileiro no Cerrado
Artesãs mostram trabalho em tapetes na Expocerrado do 18º Simpósio Ambientalista Brasileiro no Cerrado
Nilton Marques da Mag Life no 18º Simpósio Ambientalista Brasileiro no Cerrado
A arte de Silvio Di Oliveira na Expocerrado do 18º Simpósio Ambientalista Brasileiro no Cerrado. Nesta obra o artista trabalhou com pneus descartados
Parte do público presente na abertura do evento 18º Simpósio Ambientalista Brasileiro no Cerrado
Decoração da mesa dos palestrantes, para o próximo ano o tema do Simpósio Ambientalista Brasileiro no Cerrado poderá ser Povos do Cerrado
Palestra de Leolince do Carmo na mesa redonda Empreendedorismo no Cerrado: teorias e práticas
Grande panela de ferro na decoração da mesa das autoridades do 18º Simpósio Ambientalista Brasileiro no Cerrado. Detalhe com pequi e baru em cima da panela ou dentro e ao lado jatobá
Presença dos estudantes no 18º Simpósio Ambientalista Brasileiro no Cerrado
Público presente no 18º Simpósio Ambientalista Brasileiro no Cerrado
Estudantes Carol e amiga conhecem as topiarias e quadros do cerrado produzidas com sementes e essências aromáticas. As estudantes vão fazer trabalho para a universidade sobre as topiarias
Estande do artista Silvio Di Oliveira na Expocerrado do 18º Simpósio Ambientalista Brasileiro no Cerrado
Luminária produzida a partir de um filtro de madeira descartado. Trabalho do artista Silvio Di Oliveira exposto na Expocerrado do 18º Simpósio Ambientalista Brasileiro no Cerrado
Servidores da Secretaria Municipal de Educação de Goiânia no 18º Simpósio Ambientalista Brasileiro no Cerrado

 Estande da Saneago no 18º Simpósio ambientalista Brasileiro no Cerrado
Silvio Di Oliveira com luminária de teto produzida com reaproveitamento. Arte exposta na Expocerrado do 18º Simpósi Ambientalista Brasileiro no Cerrado
Caixa de sabão em pó vira sacola reutilizável nas mãos dos artesãos de Orizona. Trabalho exposto na Expocerrado do 18º Simpósio Ambientalista Brasileiro no Cerrado
Grande casco de tartaruga da Amazônia. O que vocês acharam? É uma espécie rara. Exemplar único capturado nas ruas de Goiânia depois de ser descartado. O trabalho é de Silvio Di Oliveira, o artista do cerrado que molda animais com pneus abandonados no meio ambiente