23/08/2013


IV CICLO DE PALESTRAS DE ENGENHARIA AMBIENTAL


P R O G R A M A Ç Ã O
Seção 1 – Palestras
Dia 26 de agosto de 2013 (segunda feira)
Local: Anfiteatro da Biblioteca da UNIUBE
Horário: das 19:00 horas às 22h: 30 min.
19 às 20:00
"O uso de indicadores de integridade biótica como ferramenta para a gestão de recursos hídricos em Minas Gerais"
Palestrante 1: Prof. Dr. Paulo dos Santos Pompeu.
Graduado em Ciências Biológicas - 1995 (Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG). Mestrado em Ecologia, Conservação e Manejo de Vida Silvestre - 1997 (Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG). Doutorado em Hidráulica e Recursos Hídricos - 2005 (Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG). É professor da Universidade Federal de Lavras (UFLA), coordenando a Pós-Graduação em Ecologia Aplicada desta instituição. Sua linha de pesquisa é Ecologia e Conservação de Peixes Neotropicais.
Palestrante 2: Prof. MSc. Carlos Bernardo Mascarenhas Alves.
Biólogo, Mestre em Ecologia, Conservação e Manejo de Vida Silvestre (UFMG), Consultor na área de ictiofauna, Coordenador do Subprojeto S.O.S. Rio das Velhas (Projeto Manuelzão - UFMG), Biólogo do Nuvelhas (Núcleo Transdisciplinar e Transinstitucional de Revitalização da Bacia do Rio das Velhas).
20 às 20:40
"A pesquisa e a prática de “peixamento” do Rio Grande a partir das experiências de Volta Grande".
Palestrante: Profª. MSc. Alessandra Gomes Bedore.
Graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Uberlândia (1995), mestrado em Biologia Celular pela Universidade Federal de Minas Gerais (1999), especialização em Gestão e Direito Ambiental pela UNIUBE. Bióloga pesquisadora na Estação Ambiental da UHE/Volta Grande.
20:40 às 22:20
“O Geoprocessamento com ferramenta de estudos e análises ambientais”.
Palestrante: Prof. Dr. Leonardo Campos de Assis.
Mestrado e doutorado em Engenharia Civil/Informações Espaciais na linha de pesquisa Geoprocessamento com ênfase em Sensoriamento Remoto pela Universidade Federal de Viçosa. Bacharel em Sistemas de Informação pela Universidade de Uberaba com experiência na área de Geociências e Hidrologia atuando principalmente nas seguintes linhas de pesquisa: Sensoriamento Remoto, Análises Espaciais em Sistemas de Informações Geográficas e Simulação de Processos Hidrológicos. Professor do curso de Engenharia Ambiental da Universidade de Uberaba (UNIUBE).
Seção 2 – Oficina e Relatos de pesquisas
Dia 27 de agosto de 2013 (terça feira feira)
Local: Anfiteatro da Biblioteca da UNIUBE
Horário: das 19:00 horas às 22h: 30 min.
14 às 16:30
Oficina: “Sistemas e processos de monitoramento de água campo/cidade/indústria”
Local: sala 2Z107
Responsáveis:
Engenheira Ambiental Juliana de Fátima Silva
Bacharel em Engenharia Ambiental pela Universidade de Uberaba – UNIUBE. Experiência na docência em Educação Ambiental. Experiência na área de produção de espécies nativas do Cerrado e na área de pesquisa com Recursos Hídricos, especificamente na área de monitoramento hídrico.
Engenheiro Ambiental Aires Humberto de Oliveira.
Bacharel Em Engenharia Ambiental pela Universidade de Uberaba (UNIUBE). Atualmente é OPI - Vale Fertilizantes - SA. Tem experiência na área de Engenharia Ambiental, com ênfase em Recursos Hídricos.
19 às 22:30
Apresentação de relatos de pesquisas na área da UHE/Volta Grande/CEMIG,  com os seguintes trabalhos:
*        “Metodologias de avaliação de habitats e suas relações com qualidade de água e biodiversidade bentônica: rede de pesquisas e abordagens de trabalho.” (UFMG)
*        “Aspectos geográficos associados à avaliação ambiental no entorno do reservatório de Volta Grande”. (UFMG)
*        “Aspectos sedimentológicos dos cursos d'água afluentes ao reservatório de Volta Grande”. (CEFET/MG)
*        “Estrutura e composição da comunidade de macroinvertebrados bentônicos em riachos da bacia de Volta Grande”. (UFMG)
*        “Avaliação da condição ecológica dos riachos de cabeceira da região de Volta Grande utilizando macroinvertebrados bentônicos como bioindicadores”. (UFMG)
*        “Diversidade de Ephemeroptera (Insecta) bioindicadores de qualidade de água em riachos tributários do reservatório de Volta Grande”. (UFMG)
*        “Peixes de riachos da região de Volta Grande como indicadores ambientais”. (UFLA)
*        “Macroinvertebrados bentônicos como bioindicadores na avaliação da qualidade ambiental no reservatório de Volta Grande”. (UFMG)
*        “Assembleia de peixes do reservatório de Volta Grande: Composição específica,  estrutura da comunidade e espécies exóticas”. (PUC/MG)
*        “Dieta da ictiofauna do reservatório de Volta Grande”. (PUC/MG)
Apresentações de Banners:

*        Macroinvertebrados bentônicos em riachos em condições de referência na bacia do reservatório de Volta Grande. (UFMG)
*        Fotodocumentação científica: macroinvertebrados bentônicos bioindicadores de qualidade de água nos riachos tributários do reservatório de Volta Grande. (UFMG)
Exposições
*        Exposição itinerante de macroinvertebrados e peixes. (UFMG/UFLA)

04/08/2013

Cientistas descobrem o que está
matando as abelhas, e é mais
grave do que se pensava

10 milhões de colmeias, no valor de US $ 2 bilhões, morreram nos últimos seis anos nos EUA
As vendas de fungicidas cresceram mais de 30% e as vendas de inseticidas também cresceram significativamente no Brasil durante o primeiro trimestre de 2013. Divulgou a suíça Syngenta, uma das maiores empresas de agroquímicos e sementes do mundo. Crédito: Ben Margot/AP

Publicado por www.institutoecofaxina.org.br
Fonte: Quartz News
 

Como já é sabido, a misteriosa mortandade de abelhas que polinizam US $ 30 bilhões em cultura só nos EUA dizimou a população de Apis mellifera na América do Norte, e apenas um inverno ruim poderá deixar os campos improdutíveis. Agora, um novo estudo identificou algumas das prováveis causas ​​da morte das abelhas, e os resultados bastante assustadores mostram que evitar o Armagedom das abelhas será muito mais difícil do que se pensava anteriormente.
 
Os cientistas tinham dificuldade em encontrar o gatilho para a chamada Colony Collapse Disorder (CCD), (Desordem do Colapso das Colônias, em inglês), que dizimou cerca de 10 milhões de colmeias, no valor de US $ 2 bilhões, nos últimos seis anos. Os suspeitos incluem agrotóxicos, parasitas transmissores de doenças e má nutrição. Mas, em um estudo inédito publicado este mês na revista PLoS ONE, os cientistas da Universidade de Maryland e do Departamento de Agricultura dos EUA identificaram um caldeirão de pesticidas e fungicidas contaminando o pólen recolhido pelas abelhas para alimentarem suas colmeias. Os resultados abrem novos caminhos para sabermos porque um grande número de abelhas está morrendo e a causa específica da DCC, que mata a colmeia inteira simultaneamente.

Quando os pesquisadores coletaram pólen de colmeias que fazem a polinização de cranberry, melancia e outras culturas, e alimentaram abelhas saudáveis, essas abelhas mostraram um declínio significativo na capacidade de resistir à infecção por um parasita chamado Nosema ceranae. O parasita tem sido relacionado a Desordem do Colapso das Colônias (DCC), embora os cientistas sejam cautelosos ao salientar que as conclusões não vinculam diretamente os pesticidas a DCC. O pólen foi contaminado, em média, por nove pesticidas e fungicidas diferentes, contudo os cientistas já descobriram 21 agrotóxicos em uma única amostra. Sendo oito deles associados ao maior risco de infecção pelo parasita.

O mais preocupante, as abelhas que comem pólen contaminado com fungicidas tiveram três vezes mais chances de serem infectadas pelo parasita. Amplamente utilizados, pensávamos que os fungicidas fossem inofensivos para as abelhas, já que são concebidos para matar fungos, não insetos, em culturas como a de maçã.

"Há evidências crescentes de que os fungicidas podem estar afetando as abelhas diretamente e eu acho que fica evidente a necessidade de reavaliarmos a forma como rotulamos esses produtos químicos agrícolas", disse Dennis vanEngelsdorp, autor principal do estudo.

Os rótulos dos agrotóxicos alertam os agricultores para não pulverizarem quando existem abelhas polinizadoras na vizinhança, mas essas precauções não são aplicadas aos fungicidas.

As populações de abelhas estão tão baixas que os EUA agora tem 60% das colônias sobreviventes do país apenas para polinizar uma cultura de amêndoas na Califórnia. E isso não é um problema apenas da costa oeste americana - a Califórnia fornece 80% das amêndoas do mundo, um mercado de US $ 4 bilhões.

Nos últimos anos, uma classe de substâncias químicas chamadas neonicotinóides tem sido associada à morte de abelhas e em abril os órgãos reguladores proibiram o uso do inseticida por dois anos na Europa, onde as populações de abelhas também despencaram. Mas Dennis vanEngelsdorp, um cientista assistente de pesquisa na Universidade de Maryland, diz que o novo estudo mostra que a interação de vários agrotóxicos está afetando a saúde das abelhas.

"A questão dos agrotóxicos em si é muito mais complexa do acreditávamos ser", diz ele. "É muito mais complicado do que apenas um produto, significando naturalmente que a solução não está em apenas proibir uma classe de produtos."

O estudo descobriu outra complicação nos esforços para salvar as abelhas: as abelhas norte-americanas, que são descendentes de abelhas europeias, não trazem para casa o pólen das culturas nativas norte-americanas, mas coletam de ervas daninhas e flores silvestres próximas. O pólen dessas plantas, no entanto, também estava contaminado com pesticidas, mesmo não sendo alvo de pulverização.

"Não está claro se os pesticidas estão se dispersando sobre essas plantas, mas precisamos ter um novo olhar sobre as práticas de pulverização agrícola", diz vanEngelsdorp.
 
Fonte: Quartz News