01/07/2011

63ª Reunião Anual da SBPC
em Goiânia - Goiás
- 10 a 15/07
Clique no cartaz para ver ampliado
Cartaz retrata potencial e problemas do bioma cerrado
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Publicado no site da SBPC
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De autoria da designer gráfica Sarah Ottoni, o cartaz de divulgação da 63ª Reunião Anual da SBPC retrata o potencial e os problemas de um dos principais biomas do Brasil: o cerrado. A composição das fotos usadas no cartaz também mostra um pouco das pesquisas científicas que são realizadas na região, a exemplo da imagem da cagaiteira (
Eugenia dysenterica DC.), fruta nativa do cerrado, que está em primeio plano no cartaz.

A foto foi tirada no campo de pesquisa da Escola de Agronomia e Engenharia de Alimentos da Universidade Federal de Goiás (UFG), onde o professor Ronaldo Veloso Naves e uma equipe de pesquisadores desenvolvem estudos com frutíferas do cerrado. Com tronco retorcido, casca suberosa e fendada, a cagaita é um exemplo do potencial produtivo de algumas frutas do cerrado, uma vez que uma única árvore na mesma safra pode render até mais de 1.500 frutos.


No lado direito do cartaz, outra imagem, de autoria de Margi Moss, retrata o paradoxo do Rio dos Mortos, que se encontra na Bacia Tocantins/Araguaia e desemboca no rio Araguaia, 7km a montante de São Félix do Araguaia (MT). À margem esquerda, vê-se a erosão causada pelo desmatamento indiscriminado para a formação de pastos na criação de gado. Já na margem direita vê-se o cerrado virgem, ainda não tocado pelo homem. A foto foi retirada de um trabalho da professora Selma Simões, do Instituto de Estudos Sócio-Ambientais (IESA) da UFG, que estuda o cerrado e suas áreas devastadas.


Também conhecido como Rio Manso, o Rio das Mortes foi batizado com esse nome pelos índios xavantes, devido às batalhas que travaram com os bandeirantes às suas margens, por volta de 1600, quando uma matança dizimou as tribos locais e abriu caminho para os garimpeiros.


Brotando da cagaiteira surge um ramo novo, antes do florescimento, que aponta para cima e representa a riqueza do cerrado em sua diversidade e seu potencial para o futuro. À esquerda da árvore, a flor e os frutos da cagaita. Acima imagens de áreas irrigadas por pivot na região, obtidas pelo Google Maps e que representam o manejo da água
para produção de alimentos. A imagem foi obtida com a orientação dos professores Manoel Eduardo Ferreira e Laerte Guimarães Ferreira Jr., e da pesquisadora Janete Rego, do Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento (LAPIG/IESA) da UFG, que desenvolvem estudos sobre desmatamento do cerrado a partir de imagens via satélite.

Abaixo dos pivots, o cultivo do girassol, potencial para alimentação e energia (biodiesel) e da cana-de-açúcar, também fonte de energia (álcool). Ambos acompanham a soja, numa imagem que mostra a presença do homem e a importância de sua atuação neste cenário da produção de alimentos. O homem está na base, próximo ao solo e à raiz da cagaita. Como agente principal, deve manter a postura de cuidar de todos estes elementos. A forma de tocar os grãos com as mãos traz a ideia do cuidado, respeito e abundância de alimento.

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