07/05/2010

Educação ambiental
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e políticas públicas

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Bonfinópolis, cidade a 35 quilômetros de Goiânia, deu início a coleta seletiva e está com Aterro Sanitário pronto. Trincheira, guarita, lagoas de decantação e vigilância para receber lixo. Mas, antes, partiu para a separação dos recicláveis. Cidade dá exemplo para outros municípios que ainda utilizam somente lixões a céu aberto. O trabalho de educação ambiental começou há vários anos com preparação de professores e alunos em cursos e palestras. E agora está rendendo os melhores frutos.

Caminhão da coleta seletiva de Bonfinópolis vai passar duas vezes por semana recolhendo os recicláveis.

Trevo da saída para Goiânia.
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Cartaz da coleta seletiva e panfleto distribuídos pela cidade.

Cidade limpa, arborizada e em sintonia com o meio ambiente.

Camiseta da campanha.

O morador de Bonfinópolis entrega o primeiro saco com recicláveis no ginásio logo após o lançamento da campanha.

Bandeira do Brasil construída na parede com papel colorido de docinhos de festa.

Bicicleta de latinhas de alumínio.

Integrante da Fanfarra PET de Bonfinópolis, Rafael Martins, 14 anos.

Bolsa de garrafas pet.

As cabaças decoradas de Bonfinópolis.

Carrinho de jornal. Detalhe: rodas são de jornal amassado.

Sacola de pet e croché.

Decoração de bananeira.

Antes do Aterro Sanitário o lixo de Bonfinópolis segue este caminho.

Até o lixão de Bonfinópolis. Uma realidade de 223 municípios de Goiás.

O lixo é despejado enquanto muitos porcos aguardam restos de comida. Com o funcionamento do aterro sanitário essa área vai passar por adequações porque está próxima de nascentes e Área de Preservação Permanente APP.

Reuniões para construção do Aterro Sanitário.

Guarita do Aterro Sanitário.

Trincheira do Aterro Sanitário.

Lagoas de decantação do Aterro Sanitário para recolher o chorume, líquido que sai do lixo em decomposição com chuvas.

Lagoa anaeróbia (privada de ar) e aeróbia (requer a presença de oxigêncio). Tudo cercado e com vigilante para que animais ou pessoas não entrem sem autorização.

Escolas participam da campanha da coleta seletiva.

Alunos na rua no trabalho de educação ambiental e conscientização dos moradores.

Cada casa visitada.

Servidores da saúde e estudantes na campanha porta a porta: saúde ambiental.

A bióloga Eliete e alunos no trabalho de educação ambiental e conscientização pelas ruas de Bonfinópolis para implantação da coleta seletiva. "Essa semana fizemos visitas de casa em casa orientando para separarem os recicláveis do lixo."

Lotérica é um dos pontos do comércio que exibe banner da campanha.

Cartaz da coleta seletiva.

A Prefeitura de Bonfinópolis contou com o apoio e orientação da Secretaria das Cidades para desenvolver o projeto. Lugar onde cada prefeitura deve procurar orientação para também implantar projeto de criação de aterros sanitários.

Local do lançamento da coleta seletiva.

Público presente ao lançamento da coleta seletiva.

Prefeito de Bonfinópolis José Paulino (primeiro a direita): "Vamos sacrificar outras áreas da prefeitura para dar prioridade a esse projeto. Ele será de grande sucesso. É um projeto lento, educativo, de conscientização." O prefeito também disse que o aterro sanitário está pronto aguardando só licença para funcionar. "O problema do lixo é no Brasil inteiro. Estamos fazendo a nossa parte. Cada um de nós somos responsáveis a partir de hoje por esse projeto."

Estudantes de várias escolas de Bonfinópolis no lançamento da campanha.

A bióloga Eliete Amorim apresenta os dois primeiros catadores Fernando e João que vão fazer o trabalho para a prefeitura. "Contamos com o apoio de todos vocês. Só assim vamos diminuir o impacto ambiental e contribuir com o meio ambiente". Eliete também falou que esse projeto não é fácil mas também não é impossível."

Vice-prefeito Kelton Pinheiro (de camiseta): "Coleta seletiva não é só do poder público. Ela é nossa. Não vamos jogar no lixo o que não é lixo."

O morador Geraldo Magela ou Geraldinho Pereira leva o primeiro saco com recicláveis. Campanha lançada com apoio da população. "É o nosso símbolo de esperança que o projeto dê certo", diz Geraldinho.

Representando a Secretaria Estadual do Meio Ambiente apresentei números que ilustram a importância da coleta seletiva. Diagnóstico da Semarh de setembro de 2009 mostrou que havia apenas 9 municípios que tratavam o lixo em Goiás: Anápolis, Aparecida de Goiânia, Chapadão do Céu, Cidade Ocidental, Goiânia, Goianésia, Rio Verde, Senador Canedo e Trindade. No Brasil, 80% do lixo ainda vai para lixões a céu aberto. E sabemos que lixo no lugar errado é igual a poluição da água, transmissão de doenças, alteração da qualidade do ar, possibilidade de enchentes. Lembrei também que 210 milhões de quilos de lixo são produzidos por dia no Brasil. Um milhão e 200 mil quilos de lixo são levados por dia para o Aterro Sanitário de Goiânia, mas com coleta seletiva em Goiânia só em abril foi coletado 1 milhão e 300 mil quilos de recicláveis. Ou seja: pelo menos 1 dia a menos de lixo por mês para o aterro foram conduzidos para as cooperativas de catadores. Citei também que hoje já se sabe que duas toneladas de recicláveis é igual a um emprego de salário mínimo. Portanto, os recicláveis geram renda.

Fanfarra PET de Bonfinópolis.

Meninas do Castelo Branco com minis de jornal cantaram e dançaram.

Essa frase de Antoine Lavoisier diz muito e tem tudo a ver com coleta seletiva e reciclagem.

A natureza se vinga... E o homem em cima da Terra é uma das principais vítimas dessa vingança com transformações ambientais.

Manequim feito de papel reciclado.

Yuara Crescencio na exposição das escolas no Ginásio de Bonfinópolis.

Coleta seletiva é opção importante.

"Biloquê", panela de pressão: brinquedos de latinha de alumínio e latinhas de metal.

Bonecos de pet.

Cabaças coloridas.

Cesta feita de papel reaproveitado.

Carrinho para decoração de papel reaproveitado.

Vidros decorados.

Escola Hermínio Lemes é uma das escolas da cidade que participam da coleta seletiva.

Artesanato.

Bonecos de embalagens.

Cada criança pode fazer a decoração do vidro que vai colocar bolachas, docinhos.

As alunas Jaqueline Martins e Ana Cláudia de 9 anos, da Escola Hermínio Lemes.

O detalhe das forminhas de papel dos docinhos que formam a bandeira.

Mas uma escola: Vilson Gonçalves.

Panela de pressão de latinha de alumínio.

Quanto metal já foi para o lixão. Mas metal também é reciclável, além de poder se tornar um importante artesanato ou brinquedo.

A aluna Ângela Maria, 9 anos, mostra o que produziu com rolinho de papel higiênico e forminha de papel de docinhos.

A girafa da aluna Iohanna Pacheco de 9 anos.

Boneca de retalhos.

Uma estrela de tampinhas.

Boneca de pano que não foi para o lixo.

Tijela de jornal.

Cadeira com almofada feita de pet.

Flor de pet.

Bolsa de pet.

Outra cor.

Mais um detalhe.

Bolsa com tampinhas de latas de alumínio.

A pedagoga Yuara Crescencio experimentou.

Decoração em vidros.

Lembrancinha para colocar na geladeira com imã.

Detalhe da lembrancinha: abertura do projeto Coleta Seletiva.

No banner o telefone para todas as informações da coleta seletiva. Que dia o caminhão da coleta passa, como separar, como participar efetivamente.

Sacola de pet.

A professora diz que a arte é de sua vizinha.

Detalhe: pet e croché.

Escola João Natal e Almeida.... Presente!

Latinha de leite em pó virou um coelhinho.

Outro coelhinho cor de rosa.

E ficou bonito.

Boneca de vidro.

Professoras mostram a produção de alunos, professores e artesãos de Bonfinópolis. "Trabalho motiva alunos a estudar. Pais passam a participar mais com trabalhos da escola. Motivação vai primeiro dos alunos para os pais", diz a professora Cirlene Maria Lemes (primeira a direita).

Vaso de papelão.

Colorido.

Álbum para xilografia.

Páginas do álbum.




Um belo quadro com rosas vermelhas.

Flores cor de rosa. Parabéns a Bonfinópolis que dá exemplo para muitos municípios do Brasil mostrando que é possível sair do lixão para o Aterro Sanitário e coleta seletiva buscando ajuda dos órgãos ambientais estaduais e federais.
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