O Parque Estadual da Serra de Caldas Novas (Pescan) é o primeiro parque estadual implantado em Goiás e recebe a cada mês a visita de até 1000 pessoas de Goiás, de outros estados ou de vários outros países. Ele foi criado pela Lei 7.282 de 25 de setembro de 1970 e está entre os municípios de Caldas Novas e Rio Quente, a 180 quilômetros de Goiânia, em uma área de aproximadamente 125 quilômetros quadrados. É gerido pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos - Semarh de Goiás.
Mirante que dá vista
a Rio Quente
“O parque é constituído de um mosaico de ambientes, que inclui vários dos tipos de vegetação que, segundo Eiten (1994) caracterizam a Província do Cerrado. A maior parte da área do plateau é coberta por cerrado sensu lato que, em alguns locais é mais denso e em outros mais aberto; em uma faixa ao norte há ocorrência de cerradão. Nas faixas laterais das drenagens ocorre floresta de galeria e na região leste do parque encontra-se uma área de ‘campo rupestre’. Em muitos locais, particularmente nas bordas do pateau, em torno das nascentes e, eventualmente, ao longo dos trechos iniciais ao longo dos pequenos cursos d’água, existem áreas de ‘vereda’.” (Dados entre aspas extraídos do projeto padrões de diversidade de cupins no Parque Estadual da Serra de Caldas Novas, do professor da Universidade Federal de Goiás Divino Brandão e alunos de biologia).
Na trilha Diversiflora só numa pequena área de 77 metros quadrados já foram identificadas 23 espécies vegetais. Algumas delas são pau-terra Qualea multiflora (reflorestamento), pau-santo Kielmeyera coriacea (fornece cortiça), erva-de-lagarto Casearia sylvestres (reflorestamento), marmelada de cachorro Alibertia edulis (espécie medicinal), Sobro Emmotum nitens (potencial madeireiro), bacupari Salacia crassifólia (potencial frutífero), carvoeiro Sclerolobium paniculatum (reflorestamento), lixeira Curatella americana (ornamental), bate-caixaPalicourea rígida (ornamental), sucupira preta Bowdichia virgilioides (medicinal), vinhático Plathymenia reticulata (medicinal), corriola Pouteria torta (frutífera), laranjinha-do-campo Styrax ferrugineus (medicinal), pequi Caryocar brasiliense (frutífera), pindaíba Xylopia aromatica (paisagismo), embaúba Cecropia sp. (paisagismo), mangaba Hancornia speciosa (frutífera), marmeladinha Alibertia sessilis.
Os pequizeiros dentro do Parque da Serra de Caldas Novas estavam com frutos no mês de dezembro. O detalhe é que encontrei esse fruto já aberto, como mostra a foto: processo natural para germinação. Dessa forma, com chuva, sol, vento e sofrendo a ação de roedores a semente do cerrado vai perdendo a dormência.



Lago de Corumbá, ao lado da Cidade de Caldas Novas, visto a partir do Mirante de Caldas Novas, dentro do Parque Estadual da Serra de Caldas.


Cidade de Caldas Novas vista do alto do Parque Estadual da Serra de Caldas
Pegada de cachorro-do-mato ou rapozinha em areia na Rua de Pedra. Animais encontram refúgio em várias partes do parque que não são abertas à visitação de turistas.“Pretendemos fazer com que a comunidade local conheça não só o Parque da Serra de Caldas Novas, mas também todos os outros, tenha amor por eles, faça visitação, interaja com a unidade de conservação. Para que a comunidade saiba o que é um parque, o que representa para a comunidade. Vamos procurar trazer a comunidade local para participar das ações que serão implementadas dentro do parque. Dentro do que se prevê o plano de manejo queremos ouvir toda a comunidade para todos terem uma idéia de como melhorar e fazermos avaliação dessas idéias e poder colocá-las na unidade de conservação, desde que o plano de manejo permita” Greide Ribeiro Júnior, Gerente de Áreas Protegidas - Semarh.

“O que mais gostei foi ver a água da cachoeira (Cascatinha) caindo. É interessante a conservação e abertura para esse tipo de turismo e a natureza é maravilhosa.” Alberto Moreira.
“Achei deslumbrante (a Cascatinha). Muito perfeita, adorei. Para mim o que mais me deslumbrou foi ver aquela água.” Isabela Cristina.
“Moro em Foz do Iguaçu. Já morei em Caldas Novas. Estamos desenvolvendo esse curso e utilizando o parque como laboratório para apresentar as trilhas, os recursos naturais. Apresentar o cerrado e o que pode ser desenvolvido de educação e interpretação ambiental. Todo esse pessoal aqui é de Caldas Novas ou Rio Quente. Estou mostrando para eles porque já morei aqui e conheço a região. Já fizemos outras trilhas e hoje fizemos a trilha que vai em direção ao laboratório e ao mirante para observarmos Caldas. Fizemos observação e interpretação da fauna local” Cláudio de Souza (de roupa preta) é instrutor do curso condutor de trilhas.
“Atuo na região de Rio Quente, Caldas Novas, Marzagão e Morrinhos levando cursos e treinamentos do Cath, por meio do Ministério do Turismo, buscando o desenvolvimento da comunidade. Minha função principal é qualidade nos treinamentos e envolvimento da comunidade, principalmente hoteleiros, donos de restaurantes, sindicatos, em busca da melhoria da qualidade, do atendimento na região das águas quentes” Priscila Junqueira (de preto).
“Vimos o veado campeiro, a gralha, o gavião carcará. Além de insetos como cupim, tanajura e marimbondo. Com esse passeio, além de ser prazeroso, estamos cumprindo uma função do parque que é a de conscientização. Aqui são pessoas que estão se formando para serem condutores de guias” Walter Luiz mora em Caldas Novas (de camiseta amarela).
“Sou um terceirizado do Centro de Cultura e Aperfeiçoamento de Talentos Humanos - Cath. Temos organizado neste último ano em Caldas Novas e Rio Quente uma série de cursos voltados à área de turismo e hotelaria. Fizemos essa parceria com o Parque Estadual de Caldas Novas – Pescan para que a gente possa trabalhar a parte prática do nosso curso. Vão ocorrer mais cursos gratuitos durante 2009 para a comunidade com instrutores de altíssimo nível para que possamos capacitar e até fomentar o Parque Estadual da Serra de Caldas.” Rildo Prado.
“Sou de Brasília, mas moro na região de Rio Quente há 6 anos. Estou fazendo curso de condutor de trilha para trabalhar com a condução no Rio Quente Resorts. Pudemos presenciar a flora e a fauna local. Muitos animais que vimos hoje como o veado não temos o costume de encontrar. A vivência de você estar em um parque e saber que realmente o governo investe no meio ambiente. Algumas coisas precisam ser melhoradas mas já há uma estrutura legal para a população e turistas de Caldas Novas” Fábio Barbosa, conhecido como Mocotó.
“Achei ótimo, excelente. É uma integração com a natureza e um conhecimento a mais. Achei interessante ver o veadinho, as plantas. Levo uma boa impressão do Parque de Caldas”. Diva, moradora de Caldas Novas
Para saber mais sobre cursos de guias para o Parque Estadual de Caldas Novas entre em:
www.cathcultura.com.br ou (64) 3455-6755


Míriam - Ver mirantes, cachoeiras, espécies da flora e fauna do cerrado. Temos a Cachoeira Cascatinha e a Cachoeira Paredão. O Paredão é uma cascata dentro de um lugar fechado, mas a caminhada para lá é em trilha aberta no cerrado. Assim, é melhor ir pela manhã porque vai estar mais exposto ao sol. Já a caminhada para Cascatinha é em trilha de mata fechada e pode ser feita na parte da manhã e à tarde. O visitante pode tomar banho nas duas cachoeiras. Não pode é utilizar sabonete, bronzeador. Na Cachoeira Cascatinha é proibido saltar.
Quais espécies existem no Parque Estadual da Serra de Caldas?
Míriam - Cajuzinho, pequi, mangaba, barbatimão, baru e várias outras. Na fauna existe tatu, seriema, veado, gavião carcará, gavião pega-pinto, arara-canindé, tucano, uma onça já foi vista e vários outros animais.
Escolas podem visitar o parque?
Míriam - De segunda a quarta-feira escolas municipais de Caldas Novas podem visitar o parque sem nenhum custo, apenas com pedido feito por meio de ofício. Esses dias foram escolhidos porque quinta-feira, sexta-feira, sábado e domingo recebemos muitos turistas.
Se uma escola de Goiânia ou outra cidade quiser vir até o Parque Estadual da Serra de Caldas com seus alunos eles poderão alojar no parque?
Míriam - Podem. Temos alojamento que pode comportar até 100 pessoas. Podem ser estudantes, pesquisadores que queiram ficar mais de um dia no parque. Podem se alimentar na cidade ou mesmo serem feitas as refeições no parque. Tudo pode ser agendado e combinado. Aqui tem uma estrutura muito boa.
Quais são os meses mais indicados para visitar o parque?
Míriam - Os meses mais críticos são novembro e dezembro quando ocorrem chuvas com relâmpagos. Quando isso acontece não permitimos que turistas entrem para evitar acidentes nas trilhas.
Qual o horário de visitação?
Míriam - Das 8 às 17 horas sem fechar para almoço. Preço de 5 reais para turista e em grupos acima de 10 pessoas é cobrado 4 reais por pessoa. Moradores de Caldas que comprove endereço como talão de água ou energia ou idosos pagam apenas 2 reais. Não há necessidade de guia porque o parque está bem sinalizado. Trilhas da Cascatinha e do Paredão estão bem sinalizadas.
Não é autorizada a visitação em todas as áreas do parque. Onde o turista pode ir?
Míriam - O turista tem direito de ir às trilhas da Cachoeira Cascatinha e da Cachoeira Paredão. E se quiser ir ao passeio que leva ao mirante que dá vista a Pousada do Rio Quente tem de subir a Serra de Caldas em carro do parque porque não é autorizado subir em carro próprio.
Em um parque o turista pode encontrar algo interessante. Ele pode levar uma pedra, planta, fruto, animal ou inseto do parque para sua casa?
Míriam - Não pode levar. Fiscalizamos em todos os sentidos. E não adianta tirar algo do parque que lá fora não há validade nenhuma. Nem planta nem animal vai sobreviver em outro local. Para serem preservados devem permanecer dentro do parque.
Moradores próximos já reconhecem a importância do Parque da Serra de Caldas?
Míriam - Há alguns anos os moradores da região já sabem o valor do Parque Estadual da Serra de Caldas.
Qual a importância da Educação ambiental no Parque Estadual da Serra de Caldas?
Míriam - É essencial dentro de um parque de preservação ambiental.
Quem são os pesquisadores que desenvolvem trabalhos no parque?
Míriam - Pesquisadores de universidades de Goiás, Minas Gerais, Brasília, São Paulo e de vários outros Estados. Eles fazem projetos e apresentam para a Semarh pedindo autorização para fazer pesquisa no parque. A Semarh analisa se não vai ocorrer impacto no parque e se não tiver libera a licença. Ao final do trabalho os pesquisadores repassam relatório do que foi feito.
Como está a recuperação do parque depois da queimada?
Míriam - De um dia para outro já começou a brotar.
A sra. está fazendo um trabalho diferenciado com os fazendeiros. Que trabalho é esse?
Míriam - Vamos ao entorno do parque e conversamos com os fazendeiros e qualquer eventualidade que eles vêem, como pessoas sem autorização entrando no parque, ligam e vamos lá para verificar. Percorremos pelo menos três vezes por semana esse entorno. E todos os dias percorremos o parque internamente. É um trabalho de prevenção. Estamos fazendo essa parceria com fazendeiros.
Como a Sra. avalia a recepção dos fazendeiros. Eles são receptivos à preservação do parque?
Míriam - Eles nos recebem sempre bem. Eles não têm nenhuma restrição. Acham ótimo fazer essa parceria.
Qual orientação sobre queimadas no entorno do Parque Estadual da Serra de Caldas é repassada à população e fazendeiros?
Míriam - Se for fazer queimada no entorno do parque orientamos quais são os procedimentos e pedimos para nos avisarem. Porque se o fogo passar para o parque vamos estar preparados e o corpo de bombeiros informado. Fazemos esse trabalho com os fazendeiros para evitar que fogo clandestino apareça. Mas no entorno do parque isso não está ocorrendo.

COMENTÁRIO 2:
CONCORDO COM A MINHA AMIGA e ex-aluna Simone Berger;
Gostei muito do Blog e das suas colocações principalmente quanto ao respeito aos animais. Parabéns!
Gosto MUITO do local e tambÉm de mangaba, pequi, etc...
sds. FLUVIAIS;
prof. jorge rios = www.profrios.kit.net
REBEA@yahoogrupos.com.br - em 29-12-2008
COMENTÁRIO 3:
Obrigada pela mensagem instrutiva.
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COMENTÁRIO 5:
Olá Wagner, um belo trabalho!!!
Aqui é o Emmerson Kran do programa Conexão Ambiental da Rádio Difusora, em Goiânia. Sempre buscamos informações sobre ações da Semarh na página oficial. Vejo que aqui as coisas fluem... Parabéns!!! Conte conosco na divulgação. Um Abraço. Em 7 de janeiro de 2009.
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Oi Wagner. Sua matéria ficou excepcional! Demais! Muito educativa. Parabéns! O mundo precisa de pessoas assim como você. Fiquei muito feliz de poder compartilhar este momento maravilhoso com você e todos que estiveram e que vão ter a oportunidade de vivenciar tudo isto. Muito obrigada. Gostaria de um dia participar de um congresso de educação ambiental. Parabéns Wagner! Vou mostrar isto ao mundo. Felicidades. Um forte abraço.
Vivian – Parque Estadual da Serra de Caldas Novas, em 12 de janeiro de 2009.
computador31@yahoo.com.br
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