27/12/2008


Parque Estadual

da Serra de Caldas


Um parque repleto de
espécies do Cerrado

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Por-do-sol nas escarpas do Parque Estadual da Serra de Caldas Novas que dão vista a municípios como Rio Quente e Marzagão

O Parque Estadual da Serra de Caldas Novas (Pescan) é o primeiro parque estadual implantado em Goiás e recebe a cada mês a visita de até 1000 pessoas de Goiás, de outros estados ou de vários outros países. Ele foi criado pela Lei 7.282 de 25 de setembro de 1970 e está entre os municípios de Caldas Novas e Rio Quente, a 180 quilômetros de Goiânia, em uma área de aproximadamente 125 quilômetros quadrados. É gerido pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos - Semarh de Goiás.


Mirante que dá vista

a Rio Quente


“O parque é constituído de um mosaico de ambientes, que inclui vários dos tipos de vegetação que, segundo Eiten (1994) caracterizam a Província do Cerrado. A maior parte da área do plateau é coberta por cerrado sensu lato que, em alguns locais é mais denso e em outros mais aberto; em uma faixa ao norte há ocorrência de cerradão. Nas faixas laterais das drenagens ocorre floresta de galeria e na região leste do parque encontra-se uma área de ‘campo rupestre’. Em muitos locais, particularmente nas bordas do pateau, em torno das nascentes e, eventualmente, ao longo dos trechos iniciais ao longo dos pequenos cursos d’água, existem áreas de ‘vereda’.” (Dados entre aspas extraídos do projeto padrões de diversidade de cupins no Parque Estadual da Serra de Caldas Novas, do professor da Universidade Federal de Goiás Divino Brandão e alunos de biologia).


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Mirante que dá vista a Esplanada, Pousada do Rio Quente no município de Rio Quente


A Serra de Caldas é uma elevação com cume aplainado. Quem nunca subiu a serra não imagina isso. Lá em cima a imagem é de um platô, de um local plano com 15 km por mais ou menos 9 km. Uma estrada de terra de duas pistas corta a serra em sua extensão e várias outras menores levam aos limites desse platô Em termos técnicos diz que é “remanescente de erosão com topo tabular formando uma chapada em forma elipsoidal e escarpas em desníveis da ordem de 150 metros em relação à área de entorno” (Almeida e Sarmento, com adaptação).


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Escarpas e paredões com até 150 metros de altura. Esta é vista ao lado do Mirante que dá vista a Pousada do Rio Quente. Está a 11 quilômetros da sede do parque e o acesso é feito somente em veículo autorizado pela administração do parque. Um visual deslumbrante a partir do Parque Estadual da Serra de Caldas Novas.


A Serra de Caldas está a 1.043 metros de altitude em relação ao nível do mar e é uma das mais importantes áreas de recargas do aqüífero termal da região de Caldas Novas e Rio Quente. A criação do Parque Estadual da Serra de Caldas foi motivada pelo rápido crescimento dos municípios de Caldas Novas e Rio Quente com perfuração de muitos poços artesianos em busca de águas termais.

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Cachoeira da Cascatinha. Final de uma trilha dentro da mata com várias espécies do cerrado.

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Trilha que dá acesso à Cachoeira do Paredão. Ao fundo é possível ver prédios de Caldas Novas. Nessa trilha espécies típicas do cerrado aberto. Há também um mirante que possibilita ver bela vista da cidade de Caldas Novas e da sede do parque.

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Turistas de São Paulo em visita ao Parque da Serra de Caldas Novas. Oportunidade de ver pequi ou piqui no pé. Já que não há mais cerrado em São Paulo, só mesmo encontrando um parque com essas espécies nativas.

Na trilha Diversiflora só numa pequena área de 77 metros quadrados já foram identificadas 23 espécies vegetais. Algumas delas são pau-terra Qualea multiflora (reflorestamento), pau-santo Kielmeyera coriacea (fornece cortiça), erva-de-lagarto Casearia sylvestres (reflorestamento), marmelada de cachorro Alibertia edulis (espécie medicinal), Sobro Emmotum nitens (potencial madeireiro), bacupari Salacia crassifólia (potencial frutífero), carvoeiro Sclerolobium paniculatum (reflorestamento), lixeira Curatella americana (ornamental), bate-caixaPalicourea rígida (ornamental), sucupira preta Bowdichia virgilioides (medicinal), vinhático Plathymenia reticulata (medicinal), corriola Pouteria torta (frutífera), laranjinha-do-campo Styrax ferrugineus (medicinal), pequi Caryocar brasiliense (frutífera), pindaíba Xylopia aromatica (paisagismo), embaúba Cecropia sp. (paisagismo), mangaba Hancornia speciosa (frutífera), marmeladinha Alibertia sessilis.


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Seriema. No parque várias manhãs acordei com o canto de seriemas. Muitas. Pelo menos quatro cantavam perto da sede do parque, sendo duas a duas. Uma canta, outra responde. Outra canta e outra responde. Um dos cantos mais lindos do cerrado é o da seriema. Por várias vezes também encontramos com elas. Normalmente avistamos o casal já que não gostam de viver sozinhas. Diferentemente de lobos e tamanduás que só procuram companhia para acasalar.

Ouça canto de seriemas

Fazenda Lageado




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Os pequizeiros dentro do Parque da Serra de Caldas Novas estavam com frutos no mês de dezembro. O detalhe é que encontrei esse fruto já aberto, como mostra a foto: processo natural para germinação. Dessa forma, com chuva, sol, vento e sofrendo a ação de roedores a semente do cerrado vai perdendo a dormência.

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A Serra de Caldas possibilita múltiplos ângulos. Este é um deles. Coberta pela vegetação do cerrado que se reveza em campos rupestres, cerrados abertos e fechados e matas ciliares.

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Campo úmido e mata no cerrado: refúgio para animais e aves. Este local fica próximo a antiga sede do parque. Local normalmente não aberto à visitação de turistas, mas de acesso a pesquisadores.

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Esta foto é melhor visualizada ampliada. Clique nela e veja a dimensão das escarpas esculpidas na Serra de Caldas Novas. Há trilhas que levam a mirantes que possibilitam belíssimas vistas. No local gaviões, urubus e outras aves fazem sobrevoos e é possível avistar um horizonte de dezenas de quilômetros. Antes da criação do parque era utilizado para vôos de asa delta. Com a criação do Parque da Serra de Caldas a rampa foi desmontada em 1986, mas ficou o belíssimo visual.

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Entrada do Parque Estadual de Caldas Novas. Acessó fácil a partir da cidade de Caldas Novas e um belíssimo passeio para quem sabe valorizar o cerrado e a natureza.

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Alojamentos para pesquisadores, estudantes, bombeiros ou quem passar à noite no parque. É permitido dormir no parque somente com autorização.



Míriam Jacinto é coordenadora de apoio à unidade Parque Estadual da Serra de Caldas Novas. Veja entrevista com ela no final desta matéria.

Acesso às várias partes do parque é feito por estradas de terra conservadas. Importante parceria com a Prefeitura de Caldas Novas possibilita manutenção das estradas.

Cachoeira do Paredão. Uma das trilhas de acesso aberto ao público. Vale a pena ver e é permitido tomar banho desde que não use sabonete, xampu ou outros produtos químicos. Ao lado, paredões; mas não é permitido escalar.

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Ao subir a Serra de Caldas é que percebemos que lá em cima é plano. Um imenso platô de aproximadamente 15 quilômetros por 9 quilômetros. Um espaço magnífico para preservação das espécies do cerrado.

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Lago de Corumbá, ao lado da Cidade de Caldas Novas, visto a partir do Mirante de Caldas Novas, dentro do Parque Estadual da Serra de Caldas.

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Mangaba. Uma delícia do cerrado que nem todos que moram no cerrado conhecem. Ainda mais o mundo. Fruto que merece ser preservado e, além disso, plantado para comercialização. Lembrando uma frase de Niède Guidon, arqueóloga: "Chegamos à conclusão de que a única maneira de proteger é pelo desenvolvimento econômico e social". Então, a frase de Niède Guidon se aplica perfeitamente ao nosso cerrado. É preciso plantar mangaba, gabiroba e muitos outras delícias do cerrado que quase foram à extinção com a expansão das lavouras de monocultura para exportação. A cada dia sabemos mais o valor dos frutos nativos que encontramos ainda em parques e reservas de preservação ambiental. Encontramos ainda em propriedades rurais de fazendeiros conscientes da importância de preservação dessas espécies. Proprietários rurais que contribuem com a existência do bioma cerrado e não pensam somente na produção agricola para exportação.

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Sr. Antônio trabalha há 25 anos no Parque Estadual da Serra de Caldas Novas. Ele mostra local onde há uma grande piscina natural formada pelas águas que descem pela Rua de Pedra. "Aqui aprendi a respeitar o parque. Vi ele crescer. Vi várias vezes bandos de emas, alcatéias de lobos, muitos veados, tatu-bola, tatu-galinha e buracos de tatu canastra"

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Sr. Antônio mostra detalhe de escarpas próximas da Rua de Pedra. Dentro dos Cânios I e II elas chegam a 150 metros de altura. Mas esses locais não são abertos a visitação de turistas porque são áreas de acesso restrito e de refúgio para os animais.

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Rua de Pedra: formações em pedras que seguem por mais de 2 quilômetros. A água corre entre essas pedras e vai formando piscinas naturais de grande importãncia para animais, flora e aves da região. O local funciona como um grande refúgio para esses animais. O acesso não é permitido para turistas justamente para garantir as condições ideais de sobrevivência dos animais. No passado, antes da criação do parque foi iniciada a exploração de manganês no local. Sr. Antônio recorda que foi divulgado que no local foram perfurados 450 buracos de 2 metros por 3 metros de profundidade para análise do manganês que seria explorado. Mas ficou apenas na pesquisa porque com a criação do parque a área foi preservada.

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Trilha que dá acesso ao Mirante que possibilita ver a Esplanada do Rio Quente. A trilha passa entre espécies como pau-santo, pau-terra, canelas-de-emas, cajuzinho-do-cerrado e várias outras espécies.

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Mirante que possibilita ver a Esplanada do Rio Quente. Local para os turistas apreciarem o horizonte e magnífico para ver o por-do-sol, principalmente em meses antes do início das chuvas. Mas é preciso ter atenção e não sair da trilha.

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De cima da para ver escarpas, paredões, serras, várias formações de cerrado e início de canions. Em outra parte do parque há dois grandes canions que se destacam.

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Acesso de turistas ao mirante que dá vista à Esplanada do Rio Quente é feito somente por carro autorizado.

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Cidade de Caldas Novas vista do alto do Parque Estadual da Serra de Caldas


Pegada de cachorro-do-mato ou rapozinha em areia na Rua de Pedra. Animais encontram refúgio em várias partes do parque que não são abertas à visitação de turistas.

“Pretendemos fazer com que a comunidade local conheça não só o Parque da Serra de Caldas Novas, mas também todos os outros, tenha amor por eles, faça visitação, interaja com a unidade de conservação. Para que a comunidade saiba o que é um parque, o que representa para a comunidade. Vamos procurar trazer a comunidade local para participar das ações que serão implementadas dentro do parque. Dentro do que se prevê o plano de manejo queremos ouvir toda a comunidade para todos terem uma idéia de como melhorar e fazermos avaliação dessas idéias e poder colocá-las na unidade de conservação, desde que o plano de manejo permita” Greide Ribeiro Júnior, Gerente de Áreas Protegidas - Semarh.



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Gabiroba, uma delícia do cerrado que lembra jabuticaba. Um detalhe interessante para quem quiser chupar gabiroba é olhar sempre se não tem cobra embaixo do arbusto. Isso porque as cobras gostam de ficar nesses lugares esperando os animais que vêm se alimentar de gabiroba. Pequenos roedores tornam-se assim presas das cobras. Estratégias de sobrevivência dos animais na natureza.

Educadora ambiental Odália Machado e a coordenadora de apoio à unidade Mírian Jacinto, próximo à sede antiga do Parque Estadual da Serra de Caldas Novas.

Trilha que dá acesso à Cachoeira da Cascatinha. Crianças ou adultos podem conhecer mais as belezas e potencialidades do cerrado.

Ver, fotografar, mas não levar nada. É regra básica para visitar áreas protegidas.

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Casal de Minas Gerais visitou Caldas Novas e trilhas do parque: duas principais trilhas estão bem sinalizadas.


“O que mais gostei foi ver a água da cachoeira (Cascatinha) caindo. É interessante a conservação e abertura para esse tipo de turismo e a natureza é maravilhosa.” Alberto Moreira.

“Achei deslumbrante (a Cascatinha). Muito perfeita, adorei. Para mim o que mais me deslumbrou foi ver aquela água.” Isabela Cristina.

Moro em Foz do Iguaçu. Já morei em Caldas Novas. Estamos desenvolvendo esse curso e utilizando o parque como laboratório para apresentar as trilhas, os recursos naturais. Apresentar o cerrado e o que pode ser desenvolvido de educação e interpretação ambiental. Todo esse pessoal aqui é de Caldas Novas ou Rio Quente. Estou mostrando para eles porque já morei aqui e conheço a região. Já fizemos outras trilhas e hoje fizemos a trilha que vai em direção ao laboratório e ao mirante para observarmos Caldas. Fizemos observação e interpretação da fauna local” Cláudio de Souza (de roupa preta) é instrutor do curso condutor de trilhas.


Atuo na região de Rio Quente, Caldas Novas, Marzagão e Morrinhos levando cursos e treinamentos do Cath, por meio do Ministério do Turismo, buscando o desenvolvimento da comunidade. Minha função principal é qualidade nos treinamentos e envolvimento da comunidade, principalmente hoteleiros, donos de restaurantes, sindicatos, em busca da melhoria da qualidade, do atendimento na região das águas quentes” Priscila Junqueira (de preto).


“Vimos o veado campeiro, a gralha, o gavião carcará. Além de insetos como cupim, tanajura e marimbondo. Com esse passeio, além de ser prazeroso, estamos cumprindo uma função do parque que é a de conscientização. Aqui são pessoas que estão se formando para serem condutores de guias” Walter Luiz mora em Caldas Novas (de camiseta amarela).

“Sou um terceirizado do Centro de Cultura e Aperfeiçoamento de Talentos Humanos - Cath. Temos organizado neste último ano em Caldas Novas e Rio Quente uma série de cursos voltados à área de turismo e hotelaria. Fizemos essa parceria com o Parque Estadual de Caldas Novas – Pescan para que a gente possa trabalhar a parte prática do nosso curso. Vão ocorrer mais cursos gratuitos durante 2009 para a comunidade com instrutores de altíssimo nível para que possamos capacitar e até fomentar o Parque Estadual da Serra de Caldas.” Rildo Prado.


Sou de Brasília, mas moro na região de Rio Quente há 6 anos. Estou fazendo curso de condutor de trilha para trabalhar com a condução no Rio Quente Resorts. Pudemos presenciar a flora e a fauna local. Muitos animais que vimos hoje como o veado não temos o costume de encontrar. A vivência de você estar em um parque e saber que realmente o governo investe no meio ambiente. Algumas coisas precisam ser melhoradas mas já há uma estrutura legal para a população e turistas de Caldas Novas” Fábio Barbosa, conhecido como Mocotó.


Achei ótimo, excelente. É uma integração com a natureza e um conhecimento a mais. Achei interessante ver o veadinho, as plantas. Levo uma boa impressão do Parque de Caldas”. Diva, moradora de Caldas Novas


Para saber mais sobre cursos de guias para o Parque Estadual de Caldas Novas entre em:

www.cathcultura.com.br ou (64) 3455-6755




As pedras dessa parte do Parque da Serra de Caldas Novas são esculpidas na parte externa que fica exposta ao sol, vento e à chuva. São buracos circulares esculpidos em dezenas, centenas ou milhares, milhões de anos. Se são lembranças de fundo de mar ou trabalhos da natureza bem mais recentes, o que importa é que são como uma identidade local, livros que contam a história do cerrado e da formação da Serra de Caldas Novas. Um convite à imaginação de como tudo isso foi formado. Seria por movimentação de placas, material como o magma em altíssimas temperaturas que subiu a partir do interior da terra? Vulcão? Esse mistério com algumas teorias se divergindo é que faz do Parque Estadual da Serra de Caldas Novas um lugar muito interessante.


Motorista Nélio acompanhou os educadores ambientais Wagner Oliveira e Odália Machado, da Semarh, durante trabalho no Pescan

Campo de arnicas dentro do Parque Estadual da Serra de Caldas Novas


Antiga sede do Parque da Serra de Caldas Novas foi transformada em casa do pesquisador.

Pedra do Amor. Local fica ao lado do Mirante de Caldas Novas. Com a criação do parque não foi mais permitido permanecer no local durante à noite. Possibilita uma bela vista da cidade de Caldas Novas.

Essa espécie de coqueiro quase desapareceu da área antes da criação do parque porque era utilizada para fabricação de vassouras. Caminhões e mais caminhões saiam carregados da Serra de Caldas Novas. Observei em várias partes do parque essa espécie e especialmente em áreas que hoje não são abertas à visitação pública.

Pequi ou piqui. O fruto com espinhos cai no chão e se abre. As sementes ficam expostas a sol e chuva e quebram a dormência. Aí germina o pequi no cerrado. Este clique foi em uma das trilhas do Parque Estadual de Caldas Novas. A perfeição da natureza: o fruto caí em dezembro quando está chovendo e a terra úmida. Campo preparado para a germinação das espécies do cerrado.

Tamanduá-bandeira. Flagrante que captei quando este tamanduá entrava no cerrado do parque de Caldas Novas. Poucos segundos. Mas nem tentei fazer outra foto. O respeito aos animais e à flora local é o mínimo que podemos fazer. Além disso, eles estão em suas casas e nós é que somos os entrusos. Ele parou, fiz a foto e ele se foi sem sentir nenhuma ameaça minha. Um momento mágico é o do encontro com os animais nativos. Nem ele me ameaçou, nem amecei ele. Só respeito e admiração.

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Festa de confraternização de servidores do Parque de Caldas contou com a presensa do Superintendente de Fiscalização Greide Ribeiro. Foi quando estávamos desenvolvendo este trabalho no parque.


ENTREVISTA

MÍRIAM JACINTO

Coordenadora de apoio à unidade


O que o visitante do Parque Estadual de Caldas Novas poderá ver?

Míriam - Ver mirantes, cachoeiras, espécies da flora e fauna do cerrado. Temos a Cachoeira Cascatinha e a Cachoeira Paredão. O Paredão é uma cascata dentro de um lugar fechado, mas a caminhada para lá é em trilha aberta no cerrado. Assim, é melhor ir pela manhã porque vai estar mais exposto ao sol. Já a caminhada para Cascatinha é em trilha de mata fechada e pode ser feita na parte da manhã e à tarde. O visitante pode tomar banho nas duas cachoeiras. Não pode é utilizar sabonete, bronzeador. Na Cachoeira Cascatinha é proibido saltar.

Quais espécies existem no Parque Estadual da Serra de Caldas?

Míriam - Cajuzinho, pequi, mangaba, barbatimão, baru e várias outras. Na fauna existe tatu, seriema, veado, gavião carcará, gavião pega-pinto, arara-canindé, tucano, uma onça já foi vista e vários outros animais.

Escolas podem visitar o parque?

Míriam - De segunda a quarta-feira escolas municipais de Caldas Novas podem visitar o parque sem nenhum custo, apenas com pedido feito por meio de ofício. Esses dias foram escolhidos porque quinta-feira, sexta-feira, sábado e domingo recebemos muitos turistas.

Se uma escola de Goiânia ou outra cidade quiser vir até o Parque Estadual da Serra de Caldas com seus alunos eles poderão alojar no parque?

Míriam - Podem. Temos alojamento que pode comportar até 100 pessoas. Podem ser estudantes, pesquisadores que queiram ficar mais de um dia no parque. Podem se alimentar na cidade ou mesmo serem feitas as refeições no parque. Tudo pode ser agendado e combinado. Aqui tem uma estrutura muito boa.

Quais são os meses mais indicados para visitar o parque?

Míriam - Os meses mais críticos são novembro e dezembro quando ocorrem chuvas com relâmpagos. Quando isso acontece não permitimos que turistas entrem para evitar acidentes nas trilhas.


Qual o horário de visitação?

Míriam - Das 8 às 17 horas sem fechar para almoço. Preço de 5 reais para turista e em grupos acima de 10 pessoas é cobrado 4 reais por pessoa. Moradores de Caldas que comprove endereço como talão de água ou energia ou idosos pagam apenas 2 reais. Não há necessidade de guia porque o parque está bem sinalizado. Trilhas da Cascatinha e do Paredão estão bem sinalizadas.

Não é autorizada a visitação em todas as áreas do parque. Onde o turista pode ir?

Míriam - O turista tem direito de ir às trilhas da Cachoeira Cascatinha e da Cachoeira Paredão. E se quiser ir ao passeio que leva ao mirante que dá vista a Pousada do Rio Quente tem de subir a Serra de Caldas em carro do parque porque não é autorizado subir em carro próprio.

Em um parque o turista pode encontrar algo interessante. Ele pode levar uma pedra, planta, fruto, animal ou inseto do parque para sua casa?

Míriam - Não pode levar. Fiscalizamos em todos os sentidos. E não adianta tirar algo do parque que lá fora não há validade nenhuma. Nem planta nem animal vai sobreviver em outro local. Para serem preservados devem permanecer dentro do parque.

Moradores próximos já reconhecem a importância do Parque da Serra de Caldas?

Míriam - Há alguns anos os moradores da região já sabem o valor do Parque Estadual da Serra de Caldas.

Qual a importância da Educação ambiental no Parque Estadual da Serra de Caldas?

Míriam - É essencial dentro de um parque de preservação ambiental.

Quem são os pesquisadores que desenvolvem trabalhos no parque?

Míriam - Pesquisadores de universidades de Goiás, Minas Gerais, Brasília, São Paulo e de vários outros Estados. Eles fazem projetos e apresentam para a Semarh pedindo autorização para fazer pesquisa no parque. A Semarh analisa se não vai ocorrer impacto no parque e se não tiver libera a licença. Ao final do trabalho os pesquisadores repassam relatório do que foi feito.

Como está a recuperação do parque depois da queimada?

Míriam - De um dia para outro já começou a brotar.

A sra. está fazendo um trabalho diferenciado com os fazendeiros. Que trabalho é esse?

Míriam - Vamos ao entorno do parque e conversamos com os fazendeiros e qualquer eventualidade que eles vêem, como pessoas sem autorização entrando no parque, ligam e vamos lá para verificar. Percorremos pelo menos três vezes por semana esse entorno. E todos os dias percorremos o parque internamente. É um trabalho de prevenção. Estamos fazendo essa parceria com fazendeiros.

Como a Sra. avalia a recepção dos fazendeiros. Eles são receptivos à preservação do parque?

Míriam - Eles nos recebem sempre bem. Eles não têm nenhuma restrição. Acham ótimo fazer essa parceria.

Qual orientação sobre queimadas no entorno do Parque Estadual da Serra de Caldas é repassada à população e fazendeiros?

Míriam - Se for fazer queimada no entorno do parque orientamos quais são os procedimentos e pedimos para nos avisarem. Porque se o fogo passar para o parque vamos estar preparados e o corpo de bombeiros informado. Fazemos esse trabalho com os fazendeiros para evitar que fogo clandestino apareça. Mas no entorno do parque isso não está ocorrendo.


Folder distribuído há alguns anos no Parque Estadual da Serra de Caldas Novas. Na época era gerido pela Agência Ambiental de Goiás, hoje Secretaria Estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos - Semarh.

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COMENTÁRIOS:


COMENTÁRIO 1:

Gostei muito do Blog e das suas colocações principalmente quanto ao respeito aos animais.

Parabéns!

Simone Berger - Rio de Janeiro - REBEA@yahoogrupos.com.br
em 29-12-2008"

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COMENTÁRIO 2:

CONCORDO COM A MINHA AMIGA e ex-aluna Simone Berger;

Gostei muito do Blog e das suas colocações principalmente quanto ao respeito aos animais. Parabéns!

Gosto MUITO do local e tambÉm de mangaba, pequi, etc...

sds. FLUVIAIS;

prof. jorge rios = www.profrios.kit.net

REBEA@yahoogrupos.com.br - em 29-12-2008

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COMENTÁRIO 3:

Bom dia Wagner!

Obrigada pela mensagem instrutiva.

Que em 2009 você possa continuar com sua missão.

Fica com DEUS e um ano novo cheio de realizações.

Abraço, Sandra Regina - Semarh. Em 29-12-2008
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COMENTÁRIO 4:

As fotos e as notícias são ótimas.
Walquiria Cabral, de Goiânia. Em 6 de janeiro de 2009.

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COMENTÁRIO 5:

Olá Wagner, um belo trabalho!!!

Aqui é o Emmerson Kran do programa Conexão Ambiental da Rádio Difusora, em Goiânia. Sempre buscamos informações sobre ações da Semarh na página oficial. Vejo que aqui as coisas fluem... Parabéns!!! Conte conosco na divulgação. Um Abraço. Em 7 de janeiro de 2009.

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COMENTÁRIO 6:

Oi Wagner. Sua matéria ficou excepcional! Demais! Muito educativa. Parabéns! O mundo precisa de pessoas assim como você. Fiquei muito feliz de poder compartilhar este momento maravilhoso com você e todos que estiveram e que vão ter a oportunidade de vivenciar tudo isto. Muito obrigada. Gostaria de um dia participar de um congresso de educação ambiental. Parabéns Wagner! Vou mostrar isto ao mundo. Felicidades. Um forte abraço.

Vivian – Parque Estadual da Serra de Caldas Novas, em 12 de janeiro de 2009.


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