07/02/2011

O colapso das abelhas
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Elas desaparecem também no Brasil


Reportagem da Rede Globo mostrou o colapso das abelhas que já ocorre também no Brasil. Há seis anos o mistério foi observado nos Estados Unidos, atingiu outras partes do mundo como a Europa e intriga pesquisadores até hoje. As abelhas estão desaparecendo e abandonando as colmeias. Mas não aparecem mortas.

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Cientistas não afirmam o que pode estar provocando a fuga. Mas agrotóxicos e até mudanças climáticas são possíveis causas. As abelhas além de produzirem mel são grandes polinizadoras. No caso do Sul do Brasil, em Santa Catarina, elas desempenham importantíssimo papel na polinização de lavouras de maçãs. Sem abelhas a polinização fica ameaçada e os frutos tão desejados também.
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Graves consequências para o meio ambiente com a diminuição dessas talvez insubstituíveis transportadoras de pólem das anteras para o estigma da flor. As abelhas fecundam as flores com o pólem e desempenham um trabalho tão grandioso e tão oculto para nós que nem percebemos. Apenas esperamos os frutos que sem a ação das "pequenas gigantes" operárias certamente não vingarão.

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Cerca de 100 culturas podem ficar sem polinizadores – e a produção em larga escala de certas culturas poderá se tornar inviável. Ainda teríamos milho, trigo, batatas e arroz, mas muitas frutas e legumes que consumimos rotineiramente – como maçãs, mirtilos, brócolis e amêndoas – poderão se tornar alimentos de privilegiados", escrevem Diana Cox-Foster e Dennis VanEngelsdorp no artigo Campos Silenciosos.
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Nós e outros especialistas também suspeitamos que a defesa natural das abelhas pode estar enfraquecida por má nutrição. As abelhas, assim como os polinizadores selvagens, não têm mais o mesmo número ou variedade de flores disponíveis porque nós, humanos, tentamos 'arrumar' nosso ambiente. Por exemplo, plantamos uma grande extensão de culturas sem deixar áreas com fl ores, mato ou cerca viva. Mantemos enormes gramados sem ervas como o trevo ou o dente-de-leão. Mesmo as beiras de estradas e parques refletem o nosso desejo de manter as coisas arrumadas, sem mato. Mas para as abelhas e outros polinizadores os gramados extensos são como desertos. A alimentação das abelhas que polinizam grandes áreas de uma cultura pode carecer de nutrientes importantes, comparados aos polinizadores que se alimentam de fontes variadas, como seria típico em um ambiente natural. Os apicultores vêm tentando administrar essa preocupação desenvolvendo suplementos de proteínas para a alimentação das colônias – embora os suplementos em si não tenham evitado o CCD", frisam Diana Cox-Foster e Dennis VanEngelsdorp também em Campos Silenciosos

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Isto pode trazer sérias consequências para a segurança alimentar mundial e acarretará um imenso impacto econômico negativo. A morte das abelhas melíferas é um aviso para todos nós de que a saúde do planeta corre perigo. As abelhas são os mais importantes agentes polinizadores e tem uma função vital na cadeia alimentar – estima-se que um terço do alimento humano dependa da polinização das abelhas", diz o artigo O desaparecimento das abelhas melíferas - jornal Naturo Verda.

"Os pesticidas neonicotinoides atuam descontrolando o Sistema Nervoso Central dos insetos. Quando as abelhas entram em contato com estes pesticidas ficam menos hábeis em se alimentar, em voar, em se comunicar e em aprender. O mapeamento do genoma das abelhas mostrou que elas tem uma reduzida capacidade para remover venenos tóxicos em comparação com os outros insetos, devido ao elevado número de receptores neurológicos para os neonicotinoides.


As abelhas vivem em colônias com cerca de 50000 abelhas por colmeia, dessas, cerca de 10000 são responsáveis pela alimentação da colônia. Quando elas retornam para a colônia, elas executam uma dança particular que comunica às outras abelhas a direção de voo de acordo com o por do sol e a distância a percorrer até o néctar. Outro comportamento complexo das abelhas é a construção do favo como uma hexagonal perfeita. Estas habilidades são baseadas em comportamentos padrões inatos e aprendidos que dependem da integridade do sistema nervoso, onde cada sinapse é crucial. Portanto, a desordem neurológica na sinalização das abelhas pelos neonicotinoides, provocará desorientação.

Os pesticidas impedem a comunicação; impedem a habilidade de procurar comida e retornar para a colmeia; prejudicam o voo; o olfato (o cheiro é vital na comunicação das abelhas); o aprendizado e o enfraquecimento do sistema imunológico", completa o artigo O desaparecimento das abelhas melíferas - jornal Naturo Verda. Leia os textos completos nos links abaixo do vídeo.


Veja o vídeo:
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Itália proibe agrotóxicos neonicotinóides associados à morte de abelhas
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O desaparecimento das abelhas melíferas
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Campos silenciosos
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