07/12/2011

Dinossauros do Brasil

Simulação de eclosão de ovos de dinossauros em Peirópolis
.

Peirópolis é uma pequena vila situada a 21 Km do centro de Uberaba, no Triângulo Mineiro, que possui entre os seus principais atrativos um sítio paleontológico com grande quantidade de fósseis datados em cerca de 80 milhões de anos, um museu e o Centro de Pesquisas Paleontológicas Llewellyn Ivor Price, parque com réplicas de dinossauro em tamanho natural que retratam um pouco do que existia há milhões de anos onde hoje é o Brasil


Réplica de Titanossauro construída pelo escultor paulista Norton de Azevedo e doada ao município de Peirópolis

O primeiro a realizar escavações na região em 1947 foi o gaúcho Llewellyn Ivor Price (1905-1980) depois de ficar sabendo que ossos grandes foram descobertos durante a extração de calcário
..
“Llewellyn Ivor Price foi um dos primeiros paleontólogos brasileiros e seus trabalhos contribuíram para o desenvolvimento da paleontologia brasileira e mundial. Foi o paleontólogo que coletou o Estauricossauro, o primeiro dinossauro encontrado no território brasileiro. Filho de pais estadunidenses, estudou química e se graduou em zoologia e geologia na Universidade de Oklahoma nos Estados Unidos da América. Após ser professor em Harvard, voltou ao Brasil. Llewllyn Ivor Price é considerado o pai da paleontologia de vertebrados no Brasil e foi fundamental para o desenvolvimento da pesquisa paleontológica nacional. No Brasil, Price investiu na criação de laboratórios de pesquisa, treinamento de pessoas e ampliação de bibliotecas. Estudou répteis, anfíbios, mamíferos, peixes e entre seus maiores achados estão o Peirosaurus torminni e do Baurusuchus pachecoi, duas espécies de crocodilomorfos do cretáceo (período da era Mesozóica, compreendido entre 145 milhões e e 65 milhões de anos atrás). Essa descoberta incentivou a criação de linhas de pesquisa para o estudo de registros pré-históricos do animal, marcando um grande passo para a história da paleontologia no Brasil.” (Wikipédia)

Placa com sinalização turística
.
Curso Analisar o passado para compreender o presente: um estudo geológico, paleontológico e paleoclimático do Sítio Paleontológico de Peirópolis foi realizado pelo professor Valter Machado


“As jazidas de fósseis existentes na região de Uberaba (MG) foram descobertas na década de 1940. Embora haja registros de moluscos e vegetais, predominam fósseis de vertebrados, que aqui viveram há cerca de 80 milhões de anos. Como o clima, naquela época, era semi-árido, os ossos dos animais mortos, expostos ao sol, tornavam-se leves e porosos. Provavelmente as enxurradas os transportavam para o fundo dos lagos, onde foram impregnados pelo carbonato de cálcio, presente na água - o que favoreceu sua preservação.” (www.peiropolis.com.br)


Vértebras caudais de titanossauro

.
“O Sítio Paleontológico de Peirópolis constitui-se numa das principais bacias fossilíferas em pesquisa científica em tempo contínuo do mundo. É um acervo fossilífero riquíssimo em informações no campo da Geologia, Paleontologia, Paleoclimatologia e Paleogeografia da região de Peirópolis, as quais podem ser inferidas para a região de Uberaba como um todo. Esta bacia fossilífera, constitui-se num importante objeto de investigação científica que nos fornece importantes informações e indícios acerca da evolução geológica, climática e ambiental desde o período geológico do Cretáceo superior (há cerca de 60 a 70.000.000 de anos) até os dias atuais. Compreender estas transformações nos possibilita entender o processo da evolução climática, da vegetação, das bacias hidrográficas, das formações rochosas e dos aspectos da pedologia da região de Uberaba e do Triângulo Mineiro. Estas informações podem ser muito úteis para que as geociências possam planejar o uso, a gestão e o manejo corretos dos recursos naturais de Uberaba e região. Neste sentido, estas informações são de fundamental relevância para todos os setores das engenharias e demais campos do conhecimento que se interessam pelas questões geológicas, paleontológicas, climáticas e ambientais. (Valter Machado)


A viagem para Peirópolis contou com uma parada no município de Ponte Alta, onde os alunos visitaram a Cachoeira de Ponte Alta. Esta queda d’água é importante porque a observação de seus paredões fornece informações científicas sobre os dois derrames de basalto ocorridos na região, bem como acerca da formação dos sedimentos da formação Marília, nos quais são encontrados os vestígios fossilíferos de Peirópolis.


Fósseis no laboratório

“Mas não só titanossauros foram encontrados em Peirópolis. Restos de moluscos (bivalves), tartarugas, peixes, crocodilomorfos, um sapo e um lagarto também fazem parte da biodiversidade que existia naquela região há 80 milhões de anos. Ovos também foram encontrados, tanto de titanossauros como de dinossauros terópodes” (Ciência Hoje- UOL)


O primeiro momento se deu em aula de campo junto aos pontos 1 e 2 de escavação de fósseis, o segundo momento consistiu em aula no laboratório de preparação de fósseis e o terceiro momento foi a visitação ao Museu dos Dinossauros e ao galpão de exibição de réplicas da Universidade Federal do triângulo Mineiro, onde os alunos, puderam observar a mais recente descoberta: uma espécie de “Preguiça Gigante”, com idade aproximada de 4 milhões de anos (período bem mais recente do que o Cretáceo), encontrada às margens da BR 050, no trecho entre Uberaba e Uberlândia


Púbis de Titanossauro

Banner no Centro de Pesquisas Paleontológicas Llewellyn Ivor Price

Crocodilo de Uberaba viveu há 70 milhões de anos
.
. “Dezenas de novos exemplares foram coletados – o maior destaque é o Uberabasuchus terrificus , um dos crocodilomorfos mais completos encontrados em rochas do Cretáceo Superior do Brasil. O fóssil do Uberabasuchus ocupa uma posição central do Museu, próximo a uma reconstrução em vida do animal. Também foi realizada, em uma das paredes da instituição, a reconstrução de um dinossauro titanossaurídeo, feito com partes de diversos indivíduos.” (Ciência Hoje-UOL)


Ismael é técnico e preparador de fósseis da Universidade de Uberaba - Uniube

O professor Valter Machado da Fonseca ministrou para 45 alunos um curso de extensão em Geologia e Paleontologia, envolvendo os aspectos da bacia fossilífera do Sítio Paleontológico de Peirópolis. O objetivo foi de compreender, por intermédio de estudos comparativos do depósito fossilífero do Sítio Paleontológico de Peirópolis, o processo de evolução e transformação do ambiente e das condições paisagísticas e climáticas da região de Uberaba. O evento foi uma realização do curso de Engenharia Ambiental da Universidade de Uberaba, com o apoio direto do seu diretor professor André Fernandes.


Laboratório repleto de fósseis mostram um pouco do passado de onde hoje é o Brasil

Alunos que participaram do curso em Peirópolis

Simulação de eclosão de ovos de dinossauros

Professor Valter Machado e o diretor da Universidade de Uberaba Professor André Fernandes

Nenhum comentário:

Postar um comentário