13/06/2010

INDÚSTRIAS E EDUCAÇÃO AMBIENTAL
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Sobrevivência das empresas
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depende do meio ambiente

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Heribaldo Egídio: “Ciclo do progresso era com indústrias com chaminé saindo fumaça. Atualmente o setor empresarial é consciente da importância de trabalhar a sustentabilidade ambiental aliada ao desenvolvimento econômico-social garantindo sempre a condição da empresa sustentável em competir no mercado nacional e internacional.”
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Em seminário na Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) foram discutidos os avanços do setor em relação ao meio ambiente. O presidente da Equiplex e do Conselho Temático de Comércio Exterior da Fieg Heribaldo Egídio participou de mesa redonda e fez alerta aos empresários. Participaram também o presidente da Fieg Paulo Afonso Ferreira, o secretário estadual de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos Roberto Gonçalves Freire, o superintendente do Ibama em Goiás Ary Soares dos Santos, presidente da Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma) Clarismino Luiz Pereira Júnior. Leia abaixo trecho do discurso do empresário farmacêutico Heribaldo Egídio.

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“Nos últimos 20 anos as empresas deixaram de ser vistas apenas como instituições com responsabilidades apenas econômicas: o que produzir? Como produzir? Para quem produzir? Passaram a se voltar às questões de caráter social, político-ambiental. Preocupadas com controle, poluição, segurança, qualidade dos seus produtos, com a assistência social, sobretudo também preocupada com a situação dos grupos minoritários.

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A sociedade moderna está atenta a esse comportamento das empresas. Porque as pessoas têm preocupação sobretudo com a qualidade de vida. Precisamos assimilar, incorporar os novos valores tão importantes aos procedimentos administrativos. Aliar todo esse aspecto da sustentabilidade do setor produtivo. Vivemos a chamada exigência de mercado. Se não nos posicionarmos não vamos ser capazes nem de produzir.
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As empresas terão de adequar-se realmente. Não só socialmente, mas também ambientalmente. Precisam crescer, evoluir para poder competir a nível global. Nosso cliente não é só goiano, só brasileiro, é global. Precisamos nos ajustar a esse novo desafio e as questões sócio-ambientais devem ser incorporadas no dia-a-dia, no ambiente dos negócios.
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Há um grupo muito receptivo à responsabilidade sócio-ambiental. E há os que preferem não se adaptar ao novo modelo. Preferem ficar mais longe, ignorar. As empresas acabam ganhando quando têm a responsabilidade sócio-ambiental. Melhoram sua imagem institucional e isso pode se traduzir em mais consumo, mais vendas, melhores oportunidades de trabalho, melhores fornecedores aproximando dessas empresas. Teremos mais acesso a mercado de capitais.
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Uma empresa que assume o compromisso de realizar corretamente um trabalho de gestão ambiental possui vantagens estratégicas em relação àquela que não tem preocupação, não está preocupada com a imagem, com esse público que é muito importante. Adequando essas empresas às exigências que devem ser cumpridas - da legislação ambiental – e que influenciam muito, as portas do mercado se abrem.
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A proteção ao meio ambiente deixou de ser uma exigência passiva às punições e sanções. Passou a ser também um quadro de ameaças e também de oportunidades onde as conseqüências transformam posições na concorrência e na própria permanência ou na saída de mercado. A proteção ambiental deixou de ser função exclusiva da produção para se tornar uma função da administração da empresa que deve ter o cuidado de envolver-se nesta seara todos seus colaboradores, clientes, todos que fornecem insumos para as empresas.
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O meio ambiente passou a ser assunto obrigatório nas agendas dos executivos, das nossas empresas. Os empresários estão cada dia mais preocupados, o governo está preocupado. A globalização dos negócios deve atender padrões de qualidade ambiental. Temos de repensar nossas estratégias. E se não tivermos nem estratégias definidas? Muitos empresários apenas ouvem, leem, mas não tomam posições, não pensam estratégias. Acham complicado. Temos de fazer esse alerta.
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Há espaço para que as empresas realizem seu marqueting ambiental. Há muito espaço para isso. Nós da Fieg, eu como empresário, as indústrias goianas, estamos buscando a compatibilização das atividades com a preservação do meio ambiente. Várias empresas já têm estratégia de negócio com sustentabilidade que comprova ganhos tangíveis adquiridos com redução, por exemplo, do uso de energia elétrica e também de água. Desse modo, as indústrias estão buscando adequar sua produção de empresa à legislação ambiental não só por temer as sanções, mas por não querer ver a imagem negativa do seu negócio perante a sociedade. Cada vez mais de olho no verde, consciente. E a sobrevivência humana depende muito do trabalho das empresas, da nossa conscientização.”
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