28/06/2010

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Pequi ecológico
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e industrializado


A química, doutora em ciências biológicas e professora pesquisadora, Rosilene Naves Domingos, e o professor e engenheiro florestal, Fernando Carvalho da Silva, da Unitins, apresentaram em Brasília - dentro do VI Ciência para a Vida - pesquisa para aproveitamento total do pequi com a produção de vários produtos.


Valor alimentício agregado com a produção de vários produtos

Fernando Carvalho explicou para Educação Ambiental em Goiás que a idéia surgiu quando observou que as pessoas ingerem o pequi roendo o caroço, mas normalmente não se come a castanha e não se guarda o pequi para consumir na época da seca. “O problema é o espinho e graças ao espinho estou aqui”, comemora.

Os pesquisadores desenvolveram duas máquinas já patenteadas. Uma delas separa os espinhos e despolpa o pequi. A outra é extratora de castanha. “Vou fazer um extrativismo não predatório, não vou destruir a natureza e vou fazer também um reaproveitamento com resíduo zero. O lixeiro vai passar pela indústria e não vai ter nada para levar. Vai ser um negócio ecologicamente correto.”
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Além do licor de pequi e de castanha de pequi pode se produzir também óleo da polpa e da castanha, farinha da casca, sabão e sabonete. E todos os resíduos são destinados para produção de adubo orgânico. “Aproveito 8% da polpa, 2% do caroço, 80% da casca e 10% da parte do espinho. Com nosso projeto de aproveitamento integral do pequi a nível industrial fecho o ciclo e aproveito 100%”, frisa.

E.A em Goiás – Quantos reais pode render esse negócio?
Fernando Carvalho - Estamos fazendo um plano de negócios para uma futura indústria. Estou pré-encubado. Ainda não somos empresa. Faço as contas da produtividade. Sei que a casca rende 34% do pequi para aproveitamento. Mas não sei quanto custa ainda o litro de licor de castanha porque ninguém ainda fez licor de castanha. Não sei quanto é no mercado. Sei que para fazer um licor especial de castanha preciso de vários ingredientes. Mas não tenho ainda o custo. Como pré-encubado estou fazendo o estudo.


E.A em Goiás - O senhor patenteou, pretende fazer a própria indústria? Fernando Carvalho - Patenteei as máquinas. Agora vou desenvolver farinha de polpa do pequi e pequi em pó e quero patentear esses produtos.

E.A em Goiás - Alguma empresa já interessou em produzir esses produtos do pequi?
Fernando Carvalho -
Muitas empresas já entraram em contato e na feira de ciências muitos querem saber onde comprar. Até o programa Globo Rural da Rede Globo já procurou para filmar minha máquina. Eu disse que ainda não porque estou trabalhando há quatro anos com recursos próprios da minha aposentadoria. Não sou ligado a nenhuma instituição de pesquisa nem de ensino. Fui professor na Unitins também, mas hoje sou autônomo. Estou na Unitins na qualidade de pré-encubado, fazendo pesquisas.


E.A em Goiás - O senhor faz um trabalho em parceria com sua esposa?
Fernando Carvalho - Minha esposa que trabalha comigo nesse projeto é química e tem doutorado em microbiologia de alimentos.

E.A em Goiás - Qual valor pode ser agregado ao pequi?
Fernando Carvalho -
Acredito que pode agregar valor alimentício de cerca de 300%. Não posso vender uma garrafa de licor de castanha de pequi por menos de 50 reais. É uma bebida fina.


Licor de pequi e licor de castanha de pequi: bebidas finas

Adubo para melhor reaproveitamento e geração mínima de lixo na industrialização do pequi.
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