29/08/2010

Mozarlândia está se preparando para fazer coleta seletiva na cidade. Palestra de educação ambiental da Semarh contribuiu com a formação de estudantes que partem agora para a prática.

Lago: um dos belos lugares de Mozarlândia

A palestra foi realizada na Câmara Municipal de Mozarlândia para estudantes de quatro colégios.

Latinhas já prensadas e prontas para serem enviadas para indústria recicladora. O trabalho é feito por um catador de Mozarlândia que trabalhou por vários anos em Goiânia.

Estudantes durante a palestra sobre Coleta Seletiva de recicláveis.

Manoel Bezerra é o catador. Desenvolve um brilhante trabalho limpando, coletando, diminuindo a quantidade de lixo que vai para o lixão de Mozarlândia. Durante a palestra ele estava bem atento e foi uma das personagens principais da palestra já que sua história serve de exemplo para a cidade.

Um pouco de legislação sobre educação ambiental, história, exemplos, práticas bem-sucedidas e mal-sucedidas em vários locais no tratamento do lixo.

Com a participação desses soldados todos um exército da coleta seletiva deve ser mobilizado em Mozarlândia para separar os recicláveis.

A educadora ambiental Yuara Crescencio e a secretária municipal de Administração Marina Ferreira Mota - que solicitou a palestra. Ela esclareceu que Mozarlândia já tem aterro sanitário iniciado mas falta ainda ser concluído e maquinário para operar. Mas tudo está sendo providenciado, um grupo de trabalho foi montado e a prefeitura buscou orientação e ajuda por exemplo da s secretarias estaduais de Cidades e de Meio Ambiente.

Yuara Crescencio, vereadora Penha e o secretário municipal Lúcio que há cinco anos faz trabalho semelhante a de cooperativa, próximo ao lixão de Mozarlândia, separando recicláveis, gerando trabalho e renda para várias famílias.

Lúcio, Marina, Manoel, Yuara, Penha, Wagner e uma das professoras. A sensibilização continua agora nas residências e nas escolas.

Caminhão da coleta levando o lixo para o lixão.

Outro caminhão da coleta fazendo o trabalho na cidade de Mozarlândia.

Mas como a população ainda coloca todo o lixo misturado com os recicláveis tudo vai junto para o lixão.

Quatro caminhões fazem esse trabalho diariamente e muito reciclável ainda é desperdiçado.

Como tentativa de reaproveitar parte do que vai para o lixão o que é possível ser separado vai para este local que possui prensa para fazer a compactação de pets ou papelão. Grande parte também é de sucatas.

No lixão pets todas no chão depois de uma pré-seleção de catadores.

No depósito já nos bags aguardando para serem prensadas.

Um bag só para pets de óleo de cozinha. Isso porque as pets com óleo não podem ser misturadas com pets de refrigerante. Devem ser recicladas separadamente.

Um dia antes da palestra vi pelas ruas de Mozarlândia Manoel Bezerra conferindo as lixeiras. Encontrava latinhas de alumínio, pets, papelão, outros tipos de papel. Por volta de 23 horas o carrinho já estava quase cheio. Aproximei dele.

Mas sem separação Manoel tinha de abrir muitas sacolinhas para tirar as latinhas. O problema é que em muitas há matéria orgânica como restos de comida. Problema que pode ser evitado com a separação, com uma limpeza mínima dos recicláveis como por exemplo passar água nas embalagens, latinhas, caixas de leite longa vida ou latas de metal. Evita juntar insetos e dá mais condições de higiêne para o trabalho dos catadores.

E cada lixeira era verificada.

Essas embalagens até poderiam servir para reciclagem. Mas isopor que serve para fazer cola em Goiânia não há ainda comercialização em Mozarlândia. A embalagem de pipoca para microondas é com uma papel grosso, pesado, mas está suja. O papel de propaganda é chamado de mista e pode ser reciclado, mas não foi levado, continuou indo para o lixão. Com mais organização e separação maior quantidade de recicláveis podem ser reaproveitados.

Nesta lixeira apenas uma pet e uma latinha.

Apara é um tipo de papel que também pode ser reciclado.

Sucata: Essa Manoel não tinha visto. Olhei na lixeira e vi. Ele não desperdiçou, levou.

Olha só como já está o carrinho de Manoel. Ele diz que chega a lotar três carrinhos de recicláveis por dia.

Fui até sua casa e ele mostrou o resultado do seu trabalho em uma semana. Esses são os plásticos duros.

As sucatas. Mas ele diz que passa longe de geladeiras porque pegou alergia de lã de geladeira e teve que gastar mais do que seu salário de um mês com remédios.

Os papelões recolhidos nas ruas de Mozarlândia durante uma semana. Na foto só aparece parte deles no quintal. Manoel diz que precisa e gostaria de construir um galpão para que os recicláveis não molhassem com as chuvas.

Algumas pets que ainda não foram ensacadas.

Já no beg pets de refrigerante.

Pets de óleo em outro bag separado.

Esse bag está cheinho de plásticos moles. Os saquinhos ou embalagens comuns no comércio que muitas vezes só servem para um único dia, indo tudo para o lixão. Mas todos esses vão agora para a reciclagem.

Pelo quintal de Manoel sacos enormes cheios de pets que escaparam do lixão. Foram coletadas antes nas ruas de Mozarlândia.

Manoel mostra os jornais que também conseguiu coletar.

A quantidade de latinhas que Manoel juntou nos últimos dias.

Ele diz que quando ocorrem shows na cidade fica mais fácil recolher as latas. Enquanto muitos se divertem ele recolhe latas por todos os latos e rapidamente.

Pela manhã pude ver melhor a quantidade de papelão que Manoel está guardando em seu lote para enviar para a reciclagem. Mas tudo organizado e separado.

Neste bag as pets separadas.

Já nesta foto a entrada para o lixão de Mozarlândia. Agora outro visual.

O caminhão da coleta despeja tudo como é coletado na cidade.

Nesse momento só o trabalho de catadores pode tentar resgatar os recicláveis.

Mas o visual não é nada bom. Nem o cheiro. Orgânicos, inorgânicos, tudo misturado como lixo, apenas lixo.

Alguém colocou fogo nesta parte com lixo antigo. Mas nada deve ser queimado. Até mesmo a legislação cobra isso. Na foto dá ver vidros e metais que não foram aproveitados, nem separados pela população para a reciclagem. Nem mesmo os catadores do lixão retiraram. Então continuaram lixo. Nem o fogo conseguiu destruir.

Muito lixo amontoado e queimado. Dinheiro desperdiçado.

Alumínio de marmitex pode ser reciclado. Desde que não chegue ao lixão. Mas tem de separar antes e manter limpo, sem resíduos de alimentos.

Trabalhador no lixão. A imagem é de trabalho insalubre, não é muito agradável. Mas eles fazem um trabalho importante evitando que mais matéria-prima se perca no lixão. Agora melhor seria se eles fossem incorporados em trabalho como de cooperativas em locais cobertos, com mais salubridade, melhores condições de trabalho. É o que um grupo de trabalho formado pela Prefeitura de Mozarlândia está discutindo.

Nessa parte do lixão muitos plásticos, saquinhos e sacos grandes. Plástico que poderia ser reciclado. Mas já sujo e nessas condições nem mesmo os catadores do lixão vão reaproveitá-lo. Vai continuar como lixo mesmo: matéria-prima perdida.

Essa cadeira está sendo reutilizada pelos catadores. Será considera sucata para reciclagem. As condições de trabalho podem sim melhorar, promete o grupo de trabalho. Várias reuniões já foram feitas e estão discutindo a melhor forma de fazer a coleta seletiva.

Evitar que os recicláveis cheguem ao lixão. Bem antes eles devem ser separados.

Separados em casa, separados pelos próprios moradores de Mozarlândia e entregues para a coleta seletiva que vai dar a destinação correta para os recicláveis com o reaproveitamento de matéria-prima, melhorar as condições de trabalho de muitos trabalhadores e gerar renda.

Até porque o lixo pode contaminar os mananciais de água, o lençol freático. A coleta seletiva de Mozarlândia é uma boa notícia que contando com o apoio da população, a conscientização de estudantes e a participação de todos vai apresentar os melhores resultados em breve.
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