06/02/2012

CONFERÊNCIA REGIONAL EM LUZIÂNIA

Do ouro ao meio ambiente
Momento de inscrições de delegados e participantes da Conferência Regional de Meio Ambiente em Luziânia. Evento contou com representantes de Abadiânia, Água Fria de Goiás, Corumbá de Goiás, Cristalina, Formosa, Luziânia, Mimoso de Goiás, Valparaíso de Goiás, Novo Gama, Cocalzinho, Padre Bernardo, Águas Lindas e Alexânia

Luziânia é um município no Estado de Goiás distante 240 quilômetros de Goiânia e 55 quilômetros de Brasília. Em 1746 o povoado foi chamado de Santa Luzia e logo já teria 10 mil pessoas atraídas pela notícia de existência de ouro. Com o declínio da mineração de ouro antes de 1800 muitas famílias abandonaram o povoado e fixaram-se na zona rural dedicando-se à lavoura e criação de gado

Jéssica Gonçalves de Luziânia realizando sua inscrição na conferência regional realizada no município

Secretário estadual de Meio Ambiente Leonardo Vilela

"A participação de cada município, de cada região do Estado é fundamental e tenho a certeza absoluta de que a participação da sociedade colocando as suas demandas, colocando os desejos, os anseios, os problemas e as soluções para o meio ambiente em cada município serão fundamentais para enriquecer nossa conferência estadual"


A representante do secretário estadual do Meio Ambiente Leonardo Vilela, secretária Executiva da Semarh Jacqueline Vieira

"Fala-se muito que Goiás é uma potência agrícola. Mas também o secretário Leonardo Vilela tem falado muito que Goiás também é uma potência ambiental. Se somos uma potência ambiental nossos negócios precisam ser pensados dessa forma. Se continuarmos negociando com a lógica do capital não teremos desenvolvimento sustentável"

Sementes de árvores do cerrado foram distribuídas pela prefeitura aos participantes da Conferência Regional de Meio Ambiente em Luziânia

Momento de votação nas propostas elaboradas em Luziânia

Igreja de Nossa Senhora do Rosário que foi construída em 1763. Na Casa de Cultura há registros de que trabalharam na construção mais de 400 escravos. Moradores da rua do Rosário dizem que cerca de 20 pessoas moreram durante o período de construção. Detalhe interessante é que há 87 túmulos em baixo do piso de madeira da igreja mas não se sabe de quem são

Gerente de Educação Ambiental da Semarh Hugo Leonardo na plenária para aprovação de propostas

Prefeitura montou uma Kombi da Leitura para levar livros para crianças de Luziânia

Grupos de resíduos sólidos e agroextrativismo (ao fundo) discutindo e elaborando propostas em Luziânia

Centro de Cultura e Convenções professor Abigail Brasil da Silveira

Formação da mesa com autoridades

Placa turística na Rua do Rosário, em Luziânia

Evento realizado no Centro de Convenções

Foto histórica de equipe trabalhando na construção de uma barragem no canal (Setor Mandu) para fornecimento de energia elétrica

Delegação de Corumbá de Goiás com o secretário de Meio Ambiente Wesley de Oliveira

Casa de Cultura Rui Carneiro, em Luziânia, na rua do Rosário. No local o visitante pode observar um acervo com peças e fotos que mostram a história do município

Participação de Liosório de Jesus Meireles, de Luziânia

Iluminação em casa na Rua do Rosário

Delegados escolhidos em Luziânia

Detalhe de casa na Rua do Rosário. Um morador que preferiu não ser identificado diz que as casas que permaneceram são as caçulas pois as mais antigas não resistiram ou foram demolidas. Mesmo assim há várias casas de mais de 200 anos restauradas e preservadas e algumas necessitando restauração

Equipe da Semarh que trabalhou na realização da Conferência Regional de Meio Ambiente em Luziânia

O antigo e o moderno na rua histórica do Rosário em Luziânia

Luziânia, diferentemente de Pirenópolis e Cidade de Goiás, não interditou suas ruas históricas (Rosário e São Benedito) para tráfego de caminhões. Eles passam bem perto de casas com mais de 200 anos, abalando toda a estrutura

Casa do artísta plástico DJ Oliveira precisa de reforma. O artista faleceu em 2005

Foto histórica mostra o atacadista de alimentos Sr. Daniel Matos abastecendo o município com mercadorias que vinham de Vianópolis por meio da estada de ferro

Placa em uma das casas antigas

Moradores da Rua do Rosário dizem que esta casa tem 258 anos de construção. Outra em frente e onde funciona um restaurante também teria a mesma idade

Caminhão recolhendo eleitores na época de eleição em Santa Luzia, hoje Luziânia

Casa de Elisa Gomes Curado que está com 90 anos e é neta de escravos. Fiz a foto dela na janela mas ela pediu para não publicar. Seu filho Jarbas disse que a casa tem mais de 200 anos e vão fazer uma reforma. "Não estamos preparados para recebermos turistas agora. Vamos reformar a casa". Jarbas relembrou partes da história de Luziânia. Ele diz que um rego de água chamado Rego Saia Velha foi construído por 2000 escravos durante dois anos e percorrendo 42 quilômetros de onde hoje é o Gama até Luziânia e a água era utilizada para lavar o ouro. "Quando eu era menino subia no morro e via o rego d'água cortado pelos escravos".

Foto a partir de foto exposta na Casa de Cultura de Luziânia. Mostra o acampamento da Missão Cruls, em 1892, na antiga Santa Luzia, hoje Luziânia

Baú de madeira que foi utilizado para guardar ouro durante o período de mineração

Naquela época o transporte era com carro de boi que vinha da zona rural e passava pela cidade

O artista plástico DJ Oliveira e sua casa em obra do artista Japão de 2010

Funcionários da Casa de Cultura em Luziânia que funciona na Rua do Rosário e guarda importantes peças da história do município. Fui bem recebido e o segurança da casa, José Carlos Brito, foi quem me apresentou o acervo. Na foto a coordenadora da casa Rosana Roriz Lima e a atendente Maria da Conceição Oliveira

Extensas lavouras de soja ao lado da estrada, em Luziânia, na volta a Goiânia. Um detalhe: nuvens indicando chuva no céu e sol que são importantes para a soja ficar madura e poder ser colhida no tempo certo

bateia utilizada para separar o ouro que impulsionou a criação de Santa Luzia

Na volta a Goiânia uma parada em Silvânia. Com lua no céu e um casal de bem-te-vis observando seu filhote que caiu do ninho

Dois garotos pegaram o filhote no chão e improvisaram um ninho para ele nas folhas de um coqueiro

Nos dois lados da estrada extensas lavouras de soja, em Luziânia, no mês de fevereiro de 2012

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