27/11/2008


Educação Ambiental

em Aragarças - Goiás


Mais de 2 mil estudantes

atendidos pela Semarh
 
Palestra em Colégio Estadual de Aragarças. Abordagem sobre o Rio Araguaia, diminuição das águas do rio, normas de convivência com o Araguaia principalmente durante o perído de temporada de praia, abordagem sobre características do cerrado, passado, presente e o que pode ocorrer com esse bioma. Um trabalho de educação ambiental realizado em escolas municipais e estaduais do município que fica às margens do Rio Araguaia e recebe milhares de turistas todos os anos. 


Se estamos interferindo no clima, no solo, na vegetação, no ciclo da água, na compactação das cidades, no asfaltamento, na morte de animais dispersores de sementes e, em fim, causando uma transformação ambiental com graves consequências, é claro que vamos colher essas consequências. Ninguém vive nessa Terra sem respirar o ar, sem beber a água, sem sentir o calor do sol. Se o ar e água se tornam contaminados de alguma forma vamos ser afetados. Se ocorre um aquecimento global de alguma forma também vamos sentir esse aquecimento já que estamos no mesmo planeta. Então cuidar do meio ambiente é missão para para cada um de nós e para todos ao mesmo tempo. Sem chances de exclusão.


Palestras da Semarh com Wagner Oliveira e dinâmicas com Odália Machado. Trabalho em conjunto. Aragarças fica na divisa de Goiás com o Mato Grosso e sofre com as grandes queimadas que ocorrem no outro Estado. Durante as palestras teve dia que o céu estava coberto de fumaça e até a Serra Azul de Barra do Garças, município do outro lado do Rio Araguaia, apresentava cor cinza - nada de azul como de costume. As mudanças climáticas então fizeram parte das abordagens.
 
Aragarças é um município com temperaturas elevadas. Um calor típico de Goiás. Mas durante meses de agosto a novembro, quando as chuvas ainda não surgiram fica mais quente ainda. Pior ainda quando as queimadas que ocorreram em 2007 no Mato Grosso abafou completamente a cidade. O trabalho na cidade foi feito em fases. Em viagem posterior tudo foi esclarecido. Carretas e mais carretas e mais carretas e mais carretas vinham do Mato Grosso em direção a São Paulo carregadas de carvão vegetal. As queimadas abafando o Estado do Mato Grosso e Goiás e depois o carvão vegetal seguindo em direção as indústrias. O Mato Grosso segue ampliando suas lavouras no cerrado, afetando o clima e vendendo carvão. A população sofre as cosequências e como a fênix e o cerrado tem de resurgir das cinzas.

Capitão Sérgio, da Prefeitura de Aragarças, acompanhou a equipe da Semarh (na época Agência Ambiental já que foi antes da junção com a Semarh), em quase todas as palestras. Palestras em períodos matutino, vespertino e noturno. Um trabalho desenvolvido em cada escola da cidade. O convite para a realização do trabalho feito feito por meio de ofício enviado pela prefeitura. Uma parceria que dá certo.

A parceria da Semarh com municípios ribeirinhos do Rio Araguaia possibilita a realização de amplo trabalho de educação ambiental. Os turistas sempre chegam e nem sempre seguem as normas de convivência com o rio. É preciso relembar as regras como não jogar lixo nas praias, não matar animais, não pescar com redes, tarrafas, pindas... Todo ano esse trabalho precisa ser feito antes, durante e depois da temporada de praia. Com o trabalho de educação ambiental realizado pelo governo do Estado de Goiás, governo federal, ONGs e pela própria população que se conscientiza já existem grandes avanços. Acampamentos dentro das normas, praias limpas e rio em melhores condições do que anos anteriores. Mas nem sempre é assim. Ainda existem acampamentos que não seguem as normas, jogam restos de comida nos rios com a justificativa de alimentar os peixes e deixam lixo nas praias. São para esses casos que a educação ambiental é indispensável nos rios goianos e principalmente no Rio Araguaia.


Pelo menos 50 mil pessoas passam pelas praias do Rio Araguaia a cada temporada. São principalmente de Goiás mas vêm também de várias partes do Brasil e até do exterior. E a educação ambiental é importante porque o resultado é conferido no final da temporada de praia. Sem orientação o lixo e poluição vão para dentro do rio logo que iniciam as chuvas. E o rio segue por centenas de quilômetros transportando todo esse material. Já houve momentos há mais de 30 anos que o Rio Araguaia foi pejorativamente chamado de Lixão. Sem educação ambiental, sem a conscientização da população, sem a atitude de todos e de cada um o lixo de cidades ribeirinhas ia todo para dentro do rio. O rio tinha de transportar os rejeitos da cidade. Mas e as outras várias cidades que ficam abaixo? Sofriam as consequências com água contaminada, transmissora de doenças.

Mas os moradores de cidades ribeirinhas podem não ser os maiores descumpridores das normas de convivência. Podem ser os turistas desavisados ou despreocupados com o seu papel na preservação que acabam poluindo o rio, pescando peixes fora das normas de convivência, construindo acampamentos com madeiras nativas. Pode ser a agricultura não sustentável que destrói as nascentes  que ajuda diminuir a água do rio. E isso os estudantes precisam saber por meio da educação ambiental. A escola pode desenvolver um bom trabalho, mas o trabalho da Semarh de educação ambiental é complementar e importante porque traz novos pontos de vista, mais informações. Aragarças pôde conferir esse trabalho da Semarh de Goiás. 


Da educação infantil ao prè-vestibular de Aragarças. Repensar nossas práticas com o meio ambiente é indispensável. E as novas gerações têm missão muito importante. Então todos atentos para cada um cumprir o seu papel.

Tem muito estudante que capta tudo só observando. Mas tem muitos outros que captam mais anotando. Um exemplo interessante que ocorreu em Aragarças e em várias cidades que receberam o trabalho de educação ambiental da Semarh em 2007 e 2008. Nesse momento é que os professores podem cobrar trabalhos em cima do que foi abordado nas palestras. O que possibilita a fixação do conteúdo, novos aprendizados. 

Muitos alunos, muitos alunos. Diretores e professores que gentilmente abrem as portas dos colégios e escolas para o trabalho de educação ambiental da Semarh de Goiás. Muitos colégios que já desempenham importante trabalho de educação ambiental, com práticas e até trabalhos de campo.

Brancos, negros, índios. Todos nós podemos contribuir com a nossa parte na manutenção de um meio ambiente em melhores condições. Desenvolver sim, mas com sustentabilidade. 

Cada bairro de Aragarças, cada escola de Aragarças. A equipe de educação ambiental da Semarh foi bem recebida em Aragarças e pôde deixar seu recado. Os estudantes de Aragarças estão de parabéns.

Escola próxima ao Aeroporto de Aragarças. 



Capitão Sérgio e André Luiz Borges que na época era coordenador do Núcleo de Educação Ambiental da Agência Ambiental de Goiás. Hoje Agência e Semarh se uniram e há apenas a Semarh.

André Luiz Borges, Antônio Borba, Luzia Donizeth e Sandra Regina em Aragarças.
 
Nesta escola encontramos um menino que imitava o som emitido por arara. Ara - ara - ara. Muito legal.

Todo mundo na roda.

Tudo pronto para começar.

Todos preparados.

E já. Um abraço para todos vocês de Aragarças com carinho da equipe de Educação Ambiental da Semarh de Goiás. 

Comentário 1:

Wagner, parabéns pelo seu trabalho e pela atenção e carinho em me enviar todos eles.

Logo quero marcar para a equipe da Semarh vir a Bonfinópolis para uma palestra com alunos de Ensino médio,
com os quais desenvolvo projetos de Educação Ambiental. 

Mais uma vez, parabéns !!!!!!!!!!!!!!!!!
Um abraço!

Eliete Amorim

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Comentário 2:

Olá Wagner,

 Obrigada pelas notícias que tem me encaminhado. Assim tenho divulgado na lista da RECEA e tenho ficado mais próxima a essa gente e esse estado maravilhoso! Abraços afetuosos!

 Martha Tristão

Centro de Educação
Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa e Estudo em Educação Ambiental - NIPEEA
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO
Fone: 27 33352890
Rede Capixaba de EA -
www.recea.org.br

 

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