28/04/2010

INDÚSTRIA QUÍMICA DO ESTADO DE GOIÁS
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Educação Ambiental
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na indústria Iquego


No dia 29 de abril foi realizada palestra de educação ambiental da Gerência de Educação Ambiental da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos na Indústria Química do Estado de Goiás - Iquego.

Apresentado o trabalho da Semarh com foco principal na Educação Ambiental realizada pelo órgão em Goiânia e Goiás a partir da solicitação por ofício.

Servidores da Iquego durante a palestra de meio ambiente. Bioma cerrado, Brasil, mundo e universo: tudo está interligado quando se pensa em meio ambiente. E o homem tem papel importante na redução do impacto ambiental.

A importância de preservação do meio ambiente em que vivemos para equilíbrio do planeta com práticas começando em casa como a seleção dos recicláveis para diminuir o lixo destinado ao aterro sanitário, melhor aproveitamento da água e importância da preservação do verde para a manutenção de ciclo hidrológico e de um bom clima, entre outos assuntos importantes.

Texto publicado no site da Iquego

27/04/2010

Colaboradores da indústria têm
palestra sobre meio ambiente


Os colaboradores da parte industrial da Indústria Química do Estado de Goiás (Iquego) participam amanhã, dia 28 de abril, às 14h30, de uma palestra com temática ambiental.


A iniciativa é do Departamento Médico da estatal, que, por meio de pesquisa realizada entre os empregados, apurou quais assuntos os funcionários da Iquego apontaram como prioridades para serem abordados ao longo do primeiro semestre.

A palestra será ministrada pelo educador ambiental da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), Wagner Oliveira

Nesta palestra, serão abordados temas como aquecimento global e suas conseqüências para o Planeta Terra, a questão da produção de lixo e como reduzir, reutilizar e reaproveitar materiais, as interferências nocivas que o homem realiza em relação à natureza, como a poluição, o desmatamento, o consumo excessivo de bens supérfluos, o desperdício, entre outras.

Cerrado

Segundo Wagner, parte da palestra será destinada à questão da destruição do Cerrado. “Como vivemos no bioma Cerrado e com ele temos uma relação direta desde crianças, é necessário abrirmos um espaço para discutirmos a situação do Cerrado, que está altamente ameaçado de extinção em áreas não-protegidas nos próximos 50 anos”, observa.

A palestra de amanhã é a terceira realizada neste ano, com temas escolhidos pelos próprios colaboradores. A primeira, em janeiro, tratou da questão da segurança do trabalho.

A realizada em março foi sobre a reforma ortográfica da Língua Portuguesa.e a próxima, prevista para maio, deverá abordar a saúde do trabalhador. (Adalberto Araújo)
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25/04/2010

Filme Povos do Xingu
contra a construção de Belo Monte
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O projeto da Usina de Belo Monte é a maior obra do PAC.
Vai desviar 80% da água do Rio Xingu.
Se construída será a terceira maior hidrelétrica do mundo.
Valor da obra de 17 a 30 bilhões de reais.
Grande impacto ambiental.
Beneficia indústrias como a do alumínio que consome muita energia, emprega pouco e tem tarifas subsidiáriadas.
Existem fontes de energia limpa e de menor impacto ambiental como a eólica e outras que podem ser alternativas e outros países já estão utilizando.

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Leia também O Xingu que morrerá - Várias fotos

Entenda a polêmica sobre a Usina de Belo Monte
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24/04/2010

Cartilha para baixar

O que é biopolítica?

O Que é Biopolítica? Baixe Aqui

Importante: Cartilha bem pesada. Aguarde abrir e salve no computador para ler. Tem muitas ilustrações e texto. Se for ler no site pode demorar para abrir as páginas.
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Cartilha para baixar


Cartilha O Olho do Consumidor - Baixe aqui
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15/04/2010

ARAGARÇAS - GOIÁS
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Educação Ambiental

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e Vigilância Sanitária
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Trabalho de educação ambiental com palestra em Aragarças. Trabalho da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos - Semarh, solicitado pela Secretaria de Saúde e Vigilância Sanitária de Aragarças.

Palestra sobre meio ambiente e os resíduos líquidos e sólidos no Fórum de Aragarças durante o I Seminário de Ações em Vigilância Sanitária de Aragarças.

Comerciantes, moradores, servidores públicos e estudantes no auditório do Fórum de Aragarças.

Cerca de 100 pessoas participaram do evento.

Diretor do Núcleo de Vigilância Sanitária José Orlando desenvolve trabalho que busca adequação de depósitos de recicláveis em Aragarças. O objetivo é transferir os depósitos para área fora da cidade.

Coordenador Municipal de Meio Ambiente Gilmar Messias respondeu perguntas durante o I Seminário de Ações em Vigilância Sanitária de Aragarças.

Professor Gilmar Messias.

Gilmar Messias, José Orlando, Wagner Oliveira e o secretário de Saúde Vladimir Marcelo da Silva no encerramento da palestra.


Fiscal da Vigilância Sanitária Mariane Ferreira e a educadora ambiental Yuara Crescencio

Aragarças, Rio Araguaia e a Serra Azul de Barra do Garças, no Mato Grosso, ao fundo.

Motorista da Semarh Edimar

Palmeira imperial está em Goiás. A Serra Azul está no Mato Grosso. No meio o Rio Araguaia cortando Aragarças e Barra do Garças.

Avenida Beira Rio

A Praia Quarto Crescente fica logo abaixo da Avenida Beira Rio. No mês de julho local fica lotado de carros e pessoas durante a Temporada de Praia do Rio Araguaia.

José Orlando mostra um dos problemas que a Prefeitura de Aragarças está enfrentando. Há quem ainda joga lixo em ruas de bairros mais afastados.

Pneu, roupas, plásticos, pets que acumulam água parada e podem ajudar na transmissão de doenças como a dengue.

Lixo espalhado pelas ruas da periferia de Aragarças. A população precisa se conscientizar e ajudar na limpeza da cidade.

Há também o trabalho de catadores. Mas nem tudo é recolhido e prioriza-se recicláveis que são mais valorizados.

Separação de recicláveis. Mas prefeitura considera que local não está adequado e vai exigir mudanças.

José Orlando mostra local onde recicláveis são separados e enfardados. Há cobertura, prensa, mas ainda não é adequado. Parte dos recicláveis fica exposta a chuva e ao sol.

Fardos prontos com plástico e papel que vão direto para reciclagem em indústria.

Recicláveis de Aragarças que não terminaram no lixão e vão ter destinação correta.

Mas existe também o problema de outros locais na cidade que pessoas trabalham com os recicláveis mas tabém não estão em local adequado, sem cobertura, sem condições de salubridade: condições mínimas de trabalho e para não causar outros problemas como contaminação do solo.

Remédios podem contaminar o meio ambiente. A destinação correta não poderia ser essa nem mesmo das embalagens e em um local que trabalha com recicláveis. Avanços na legislação podem ocorrer com a aprovação da Lei Nacional de Resíduos Sólidos que já passou pela Câmara e segue para o Senado. Mas levou 19 anos só para ser aprovada na Câmara dos Deputados e ninguém sabe quanto tempo ainda vai tramitar e se será aprovada e sancionada.

Tudo a céu aberto em uma área próxima de uma nascente não pode ser considerado um bom trabalho de reciclagem.

Conhecemos de perto a realidade e apresentamos idéias e exemplos como o de Goiânia que já deu início a coleta seletiva e o de Paulínia, São Paulo, que utiliza usina Central de Gerenciamento de Resíduos que faz vários serviços além do aterro sanitário como biorremediação (tratamento de solo contaminado), usina de entulho (transforma entulho em areia ou brita), central de biogás e outros.

Muito diferente de só separar o reciclável.

E deixar exposto a chuva e ao sol.

O papel molhado pode perder valor e até não ter nenhum valor para a reciclagem. Então depois de ser recolhido nas ruas é preciso separar e cuidar dos recicláveis.

A indústria compra o papel devidamente separado e enfardado.

Recicláveis em locais inadequados colocam em risco a saúde pública de moradores de Aragarças.

O ferro que vem da terra e volta a terra. Mas para reciclar não pode ficar assim.

Copos de plástico em local inadequado, sem separação só pode ser mesmo lixo.

José Orlando mostra local onde a Prefeitura de Aragarças está fazendo adequação, urbanização.

Neste local matéria orgânica (restos de galhos e folhas de árvores) estão sendo depositadas na tentativa de conter erosões nas nascentes do córrego Rola.


Muitas residências de Aragarças estão cheias de recicláveis. Uma preocupação para a Vigilância Sanitária já que o material pode juntar água parada.

E água parada em tempo de chuvas pode ajudar e muito no aumento de mosquitos e na transmissão da dengue.

Carro de um dos moradores de Aragarças que utiliza sua própria residência para juntar os recicláveis antes de vendê-los. A população precisa se conscientizar e mudar hábitos, separando os recicláveis da forma correta e que não coloque em risco a saúde pública.

Leia também:
Coleta Seletiva em Goiânia

Arte em Pets em Goiânia


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11/04/2010

ARTIGO
Tempestades,
calor e epidemias


Mudanças climáticas introduziram epidemias em regiões anteriormente livres

Drauzio Varella
Justificar

Fico desnorteado quando escuto falar de aquecimento global. Ouço as justificativas dos que o consideram uma ameaça à vida na Terra e fico com a impressão de que estão certos. Depois ouço opiniões contrárias, opostas até, e não encontro argumentos para contradizê-las.

O aforismo de que, numa discussão em que os contendores defendem hipótesesantagônicas, a verdade estará no meio termo, não deve ser aplicado em ciência pela simples razão de que uma das partes pode estar completamente equivocada. É o caso da evolução das espécies por seleção natural versuscriacionismo, por exemplo.

A ignorância crassa em climatologia não é a única culpada de minha incapacidade de interpretar os estudos que servem de base para conclusões tão díspares. Os interesses econômicos, a politização e as paixões envolvidas nesse debate confundem e dificultam o entendimento.

Sem me envolver nessas controvérsias, no entanto, tomo a liberdade de resumir um artigo que acaba de ser publicado na revista "The New England Journal of Medicine" pela infectologista Emily Shuman, da Universidade de Michigan, sob o título "Mudanças Climáticas Globais e Doenças Infecciosas".

De forma bem simplificada, leitor, podemos dizer que as mudanças do clima acontecem como resultado do desequilíbrio entre as radiações que penetram e as que deixam a atmosfera. Ao entrar na atmosfera, parte das radiações solares é absorvida pela superfície da Terra e reemitida como radiação infravermelha.

Esses raios infravermelhos acabam absorvidos pelos gases liberados principalmente pelos combustíveis fósseis (metano, gás carbônico, óxido nitroso e outros), que deixaram de ser removidos da atmosfera por causa do desmatamento e da produção excessiva. Como esse processo de absorção gera calor, recebe o nome de efeito estufa.

Porque a queima de combustíveis fósseis e o desmatamento atingiram níveis altos, as temperaturas globais têm subido num ritmo mais rápido do que em qualquer época, desde que começaram a ser medidas nos anos 1850. E, as estimativas são de que ainda aumentem de 1,8 ºC a 5,8 ºC, até o fim deste século.

O aquecimento modificará o ciclo da água. Uma vez que o ar mais quente retém mais água do que o frio, em algumas regiões haverá muita chuva; em outras, as secas se repetirão. Tempestades e ondas de calor insuportável serão cada vez mais frequentes.

Tais variações climáticas terão forte impacto na incidência das doenças transmitidas por insetos e naquelas disseminadas através da água contaminada.

Os insetos se tornam mais ativos no calor. O mosquito da malária, por exemplo, requer temperaturas acima de 16 ºC para completar seu ciclo de vida e necessita de água para botar os ovos. Temporadas de calor e chuvas torrenciais poderão causar milhões de novos casos da doença.

Ao contrário, epidemias como as do vírus do Nilo Ocidental, doença transmitida ao homem por mosquitos que picaram pássaros infectados, costumam disseminar-se nas secas, quando aves e insetos ficam mais próximos dos poucos reservatórios de água remanescentes.

Já há evidências de que mudanças climáticas introduziram epidemias em regiões anteriormente livres delas. É o caso da malária que hoje se espalha pelas terras altas do leste africano em razão de um clima muito mais quente e úmido do que o habitual na área.

Da mesma forma, diarreias epidêmicas, parasitoses intestinais e outras enfermidades transmissíveis por meio da água contaminada têm sua incidência aumentada, tanto por causa das dificuldades de saneamento nas secas, quanto por contaminação com esgotos, lixo e dejetos de animais durante as enchentes.

No ano 2000, a Organização Mundial da Saúde calculou que doenças atribuíveis a mudanças climáticas haviam sido responsáveis pela perda de 188 milhões de anos de vida por morte prematura ou incapacidade física, apenas na América Latina e Caribe; na África, foram 307 milhões de anos; no sudeste asiático, 1,7 bilhão. Esses números contrastam com os dos países industrializados: 8,9 milhões.

Independentemente das especulações sobre o futuro do clima, fica claro que os mais pobres já estão pagando a conta do desmatamento e das emissões de gases dos países desenvolvidos e das economias que crescem em ritmo acelerado como a chinesa e a indiana.

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NEGÓCIO QUE VALE MILHÕES
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Espuma feita de pet

Vídeo exibido pelo Pequenas Empresas & Grandes Negócios de hoje. O empresário desenvolveu a técnica de fabricar espuma com parte da matéria-prima a partir de pet. Negócio que pode render milhões de reais e evitar que recicláveis se tornem apenas lixo. Veja o vídeo abaixo.


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Pet substitui até 42%
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de derivados de petróleo
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O empresário Aires Mauro de Freitas também investiu no segmento de reciclagem. Ele descobriu uma fórmula que transforma a garrafa pet em espuma. O negócio começou com R$ 30 mil reais e hoje vale milhões.

“Pelas informações que eu tenho, pelo o que eu tenho observado no mercado realmente é um produto inovador, uma grande descoberta”, diz o empresário. Formado em tecnologia, o empresário substituiu parte dos derivados de petróleo na produção de espuma por matéria prima ecológica: o pet reciclado.

É que normalmente as espumas são feitas de derivados de petróleo que emitem o GEE – gás de efeito estufa. Para muita gente o desafio era impossível.

“Quando mostrei minha idéia na faculdade para alguns amigos todos diziam que não funcionava. E alguns químicos e algumas empresas também me fecharam as portas dizendo que era impossível, que não funcionaria.”

Foram dezenas de testes para se chegar ao produto final. Mas o tecnólogo não desistiu. Misturou o pet com aditivos químicos e derivados de petróleo. Em um condensador tudo vira uma pasta.
Depois o material seco é tansformado em pó. Ganha propriedades físicas especiais.

O processo altera as moléculas do pet. A mistura ganhou poder de reação química. E vai aumentando de tamanho dezenas de vezes em segundos. É o pet em pleno processo de expansão, transformando-se em espuma.

O empresário patenteou a fórmula. Com ela é possível controlar a densidade do produto e fazer vários tipos de espumas. Elas são vendidas para indústrias de colchões, de refrigeradores e de móveis. A descoberta animou o mercado.

O pet substituiu até 42% dos derivados de petróleo que fazem espuma e custa menos da metade do preço. Isso sem falar que o reciclado não polui. É uma produção limpa. “O que ocorre é que temos um processo limpo onde só usamos mesmo energia elétrica.”

Depois de provar que é possível fazer espuma com pet surgiram interessados no mundo todo. O empresário fez parceria com investidor e modernizou a fábrica. Hoje só em equipamentos a empresa está avaliada em R$ 3 milhões.

O empresário vende 580 toneladas do pet em pó por mês para todo o Brasil. E também já tem pedidos dos Estados Unidos e Europa. Mas por enquanto não consegue atender toda a demanda. O desafio agora é se preparar para um grande mercado.

“Este mercado é estimado em torno de umas 5 mil toneladas por mês do produto em pó, micronizado. Enquanto produzimos estamos vendendo. O mercado nacional é realmente muito grande.”

(Reportagem exibida no programa Pequenas Empresas & Grandes Negócios)

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09/04/2010

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Chuvas não é
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sinônimo
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de catástrofe

Tempo chuvoso não é tempo ruim como é noticiado. Ruins são nossas práticas sócio-ambientais.

Ary Soares dos Santos *

O monge beneditino d. Eric James Deitchman, norte-americano de nascença e goiano por opção, dedicou a maior parte de sua vida tentando conciliar as ambições humanas com a manutenção dos aspectos ecológicos, costumava dizer que “(...) uma das poucas coisas que recebemos inteiramente de graça são as águas das chuvas, e não as valorizamos (...)”.

Dom Eric viveu em Mineiros, Sudoeste de Goiás, onde levava a efeito seus atos monásticos. Viveu como poucos o pretenso desenvolvimento sustentável. Teve indiscutível contribuição no desenvolvimento econômico da região, lutou pela valorização do ser humano e foi pioneiro na defesa ambiental. Ele criou e presidiu a Fundação Emas e defendia, com conhecimento de causa, uma moratória para o cerrado desmatamento zero.

O início, ou melhor, o transcorrer de cada estação chuvosa renova sempre a saudade de d. Eric. Não valorizamos as chuvas, e as mesmas, ano após ano redundam sempre em catástrofe mundo afora e o Brasil se mantém fiel neste noticiário.

Deslizamento de encostas, rios e córregos transpondo seus leitos. Fenômenos previsíveis que provoca efeitos colaterais que bem conhecemos: rodovias bloqueadas, pontes arrastadas, plantações inundadas, moradas destruídas. Perda de vidas humanas se associam quase que automaticamente a estes acontecimentos, que resultam em grandes prejuízos financeiros a particulares e ao governo em seus mais diferentes níveis.

O noticiário comprova que tais eventos não são exclusividade brasileira. China, Estados Unidos, Europa enfim, o mundo convive com estes aspectos da natureza. O Brasil, por suas dimensões físicas, riquezas naturais e leis ambientais existentes poderia ser diferente, deve ser diferente.

Detemos uma extensão física invejável – “somos um dos maiores países do mundo”. esta área associada a condições naturais ímpares, nos posiciona como um país megadiverso em riqueza biológica. A área física em si deveria ser suficiente para um planejamento habitacional, onde no mínimo fossem evitadas as tais “áreas de risco”. Se evitaria assim, entre outros dissabores, perdas humanas. Por outro lado tais áreas não sendo ocupadas, contribuiriam para uma maior sobrevida de nossa flora e fauna. Ganharíamos duas vezes. Praticaríamos de fato, parte do que preconiza uma boa política ambiental.

As leis ambientais necessitam de pouco ou de nenhuma adequação. Ela, por si só já é uma espécie de contrato social. Falta, infelizmente, determinação em cumprir tal contrato. Entre tantas cláusulas, este contrato social é claro na defesa dos aspectos sociais ao proibir a ocupação de áreas de risco, visto que tais áreas são nada mais, nada menos, que as denominadas áreas de preservação permanente (encostas com acentuada declividade; nascentes e margens de córregos e rios são algumas das áreas contempladas neste quesito).

Este ato: a defesa inconteste das áreas de preservação permanente, como dito, já previsto em lei.É apenas um exemplo de como o mero cumprimento da lei já seria um importante atenuante, tanto na proteção de natureza, quanto na proteção de seres humanos.

O respeito à inexorabilidade previsível da resposta da natureza às nossas formas de uso e ocupação, são vitais para que deixemos de freqüentar o noticiário enquanto catástrofe. Tempo chuvoso, não é tempo ruim como é noticiado. Ruins são nossas práticas sócio-ambientais.

* Ary Soares dos Santos é superintendente do Ibama/GO. Texto publicado pela primeira vez em 2003
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08/04/2010

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19º Vídeo selecionado
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Melhores de Educação
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Ambiental em Goiás




A Formação da Terra em 3 minutos - Prof. Ueldnei Ferreira – Faculdade de Tecnologia e Ciências

07/04/2010

RIO DE JANEIRO E AS CHUVAS DE ABRIL

Era manguezal

* Patrícia Moreira Mendonça


O processo de impermeabilização da cidade do Rio de Janeiro e todas as grandes cidades, em geral, em função da expansão desordenada das áreas construídas, gerou consequentemente intervenções urbanísticas que buscam "doutrinar" as dinâmicas ambientais dos recursos naturais instalados na cidade.

Atividades como retificação de cursos de rios, supressão de vegetação de APPs, impermeabilização do solo com asfaltamento e ocupação do uso do solo, dentre outras, promovem a descaracterização e interferência nas dinâmicas naturais.

Precisamos entrar de cabeça em um projeto que contemple a construção de uma cidade realmente sustentável, com a re-naturalização de áreas com função ambiental, tendência já muito difundida na Europa, onde todos os projetos de urbanismo já possuem um olhar acurado voltado às questões de gestão da paisagem ou ecologia da paisagem.

No Rio de Janeiro cito como exemplo a Praça da Bandeira, que era uma área de manguezal, ou seja, ecologicamente é uma área de depósito de sedimentos carreados dos morros e encostas. Com sua vegetação promove a redução da velocidade da água, auxilia na penetração da água no solo para reabastecer o lençol freático, dentre muitas outras funções ecológicas.

Historicamente, recebe as águas do Maciço da Carioca e sempre irá inundar por causa da descaracterização de suas características naturais, que por sua vegetação, tipo de solo e posicionamento geográfico amenizavam os impactos das precipitações de forma natural. Ali era uma localidade que abrigava um grande manguezal, e onde as águas que vertem dos rios do Maciço da Tijuca vão encontrar a Baía de
Guanabara.

O não desempenho da função ambiental da vegetação de manguezal, que existia no local, promove historicamente inundações e prejuízos à
todos. Entender e respeitar as dinâmicas naturais é fundamental para construirmos uma relação sustentada com o ambiente natural urbano.


“... o mau desenvolvimento, na prática, tem se mostrado predatório, penoso e injusto. O progresso, entendido apenas como avanço técnico, material e crescimento econômico, está sendo obtido dentro de um padrão de produção, de consumo, de acumulação e de vida insustentável” (LEFF, 1999).

* Patrícia Moreira Mendonça e Silva é geógrafa, gestora socioambiental - FGV/RJ e mestranda em Ciência Ambiental - PGCA/UFF

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05/04/2010

P$iuuuuu!!!

Petroleira dos EUA
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deu US$ 50 milhões
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a céticos do clima


ANDREA MURTA

Folha de S. Paulo

Um relatório divulgado pela ONG Greenpeace acusa umas das maiores companhias de petróleo dos EUA, a Koch Industries, de canalizar discretamente quase US$ 50 milhões em uma década (metade disso só entre 2005 e 2008) a uma rede de estudiosos e "think tanks" para "minar a confiança na ciência do clima e promover oposição à energia limpa, nos EUA e internacionalmente".

Entre os grupos que mais receberam fundos da Koch estão os influentes Instituto Cato (mais de US$ 5 milhões de 1997 a 2008), Heritage Foundation (US$ 3,3 milhões no período), Mercatus Center (US$ 9,2 milhões de 2005 a 2008) e Americanos pela Prosperidade (US$ 5,2 milhões de 2005 a 2008), segundo o Greenpeace.

No total, segundo o texto, a Koch ajudou a pagar operações de mais de 20 organizações que "repetidamente reproduziram e espalharam a história do chamado "climagate" [divulgação de e-mails de climatólogos, revelando tentativa de negar informação a céticos do clima]". Também financiaram um estudo "suspeito" que nega que ursos polares estão em perigo e um instituto dinamarquês que produziu material usado como crítica à energia eólica.

O relatório indica que o conglomerado, baseado no Kansas, gastou quase três vezes mais do que a petrolífera ExxonMobil entre 2005 e 2008 --US$ 25 milhões contra US$ 9 milhões-- no financiamento de grupos antimudança climática. Também empregou US$ 43,7 milhões com lobby direto e campanhas políticas. "É hora de a Koch Industries abandonar sua campanha suja e de bastidores contra a ação para combater a mudança climática", disse ontem Kert Davies, diretor de pesquisas do Greenpeace nos EUA.

O conglomerado não nega os números, mas afirma que o relatório oferece uma representação incorreta de suas atividades e "distorce o histórico ambiental de suas empresas". "As companhias Koch há muito apoiam a pesquisa e o diálogo científicos sobre a mudança climática e as propostas de resposta [ao fenômeno].

Tanto a sociedade livre quanto o método científico exigem um debate aberto e honesto de todos os lados, não a demonização e o silêncio daqueles com os quais você discorda", disse a Koch em comunicado à imprensa. Sem nenhuma empresa operando com o nome, mas dona de marcas como a Lycra e os copos de plástico Dixie, a Koch tem operações em mais de 60 países, que rendem US$ 100 bilhões anuais em vendas. Emprega cerca de 70 mil pessoas --é atualmente o segundo maior grupo privado dos EUA, atrás da Cargill.

No Brasil, o grupo tem quatro subsidiárias em operação: três em São Paulo (Koch Chemical Technology Group, Georgia-Pacific e Invista) e uma no Rio de Janeiro (Koch Exploration, de petróleo e gás natural). Procurado pela Folha, o presidente do Instituto Cato, Ed Crane, disse em nota que "o Greenpeace parece mais interessado em nossas fontes de financiamento do que na precisão das pesquisas sendo financiadas".

"O "Climagate" fala por essa precisão. Dito isso, 95% de nosso orçamento vem de fontes não relacionadas [aos irmãos] Charles Koch e David Koch [controladores do conglomerado], e nenhuma verba dos Koch jamais foi designada para um projeto específico." O Cato tem em seu time o climatologista Pat Michaels, um dos mais célebres céticos, que esteve no Brasil nesta semana.

Fonte
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