14/11/2011

Rio Verde ligado
no meio ambiente


Virgínia, da Superintendência Municipal de Meio Ambiente de Rio Verde, e Andreza, estudante do IFG de Itarumã participaram da I Conferência Regional de Meio Ambiente em Rio Verde que foi bem organizada e com conferencistas participativos na elaboração, aprovação ou rejeição de propostas
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Michele Thayana e Camila de Montividiu aprovando proposta apresentada em plenária por um dos grupos de trabalho
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Superintendente Executiva da Semarh Jacqueline Vieira: "O desenvolvimento sustentável considera três componentes: o econômico, o social e o ambiental. Um outro componente para ser incluído é a articulação política, que está na Carta de Brasília elaborada no Encontro Brasileiro de Secretários de Meio Ambiente que ocorreu há duas semanas. Quando temos articulação política e mobilização social é possível garantir o desenvolvimento sustentável. É possível garantir efetividade para nossas propostas"
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Conferencistas participativos aprovaram ou rejeitaram propostas apresentadas pelos grupos de discussão. Rio Verde e Mineiros são, por exemplo, municípios pioneiros na agricultura em grande escala no Cerrado de Goiás e também primeiro viram a importância de preservação, de conservação de nascentes. Tanto que já estão implantando projetos de outros Estados como o de Minas Gerais que prevê pagamento para proprietários rurais que preservam nascentes
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Uma árvore solitária do Cerrado restou na entrada de uma gande lavoura em Rio Verde
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Auditório lotado com participantes da I Conferência Regional de Meio Ambiente em Rio Verde
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Superintendente Executiva da Semarh Jacqueline Vieira: "Quando a Rio+20 estiver sendo discutida em junho no Rio de Janeiro nós teremos condições de acompanhar as discussões"



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Cada proposta foi apresentada e podia ser aprovada, rejeitada ou receber observações
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Crianças da Escola Municipal Ana Maura Jayme cantaram na abertura do evento
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Lavouras e matas no Cerrado em Rio Verde: legislação ambiental e conscientização
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Reginaldo Passos representando a Comigo de Rio Verde apresenta observações
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Subtemas discutidos foram Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), Comitês de Bacias Hidrográficas, Agroextrativismo, Unidade de Conservação e ICMS Ecológio e Política Estadual de Resíduos Sólidos
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Daniela Carneiro de Mineiros usa crachá azul de delegada e levanta bandeira vermelha para uma das propostas
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Usina de álcool em Rio Verde vista em meio a lavouras
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Escolha de delegados para representação na Conferência Estadual de Meio Ambiente em 2012
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Os municípios querem crescer economicamente mas estão atentos a preservação ambiental do Cerrado de Goiás
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Escolha de delegados por votação
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A estátua do Cristo Redentor na Avenida Presidente Vargas em Rio Verde
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Mais uma escolha de delegados também por votação
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O verde de Rio Verde na agricultura e na preservação
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Delegados que vão representar Rio Verde na Conferência Estadual de Meio Ambiente
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Rio Verde que te quero verde
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Grupo Comitê de Bacias Hidrográficas elaborando propostas
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Luciana Leão, Zuleima Cristiana e a fotógrafa Keny Conceiração trabalharam no evento de Rio Verde
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Local do evento: Faculdade Almeida Rodrigues em Rio Verde
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Grupo Unidade de Conservação e ICMS Ecológico elaborando propostas
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Em lanchonete em Rio Verde
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A secretaria de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Meio Ambiente de Rio Verde Marion Kompier apresentou projeto de pagamento de proprietários rurais de Rio Verde que conservam nascentes - "Copiamos projeto de Extrema , Minas Gerais"
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Jackeline Fleury, da Semarh, concedendo entrevista em Rio Verde: "As propostas aprovadas vão ser apresentadas na Conferência Estadual em Goiânia"
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Grupo Política Estadual de Resíduos Sólidos elaborando propostas
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Secretária Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento Marion Kompier mostra números de nascentes em cada propriedade
.Parte da equipe de Rio Verde e da Semarh que trabalharam em Rio Verde durante a Conferência Regional de Meio Ambiente . .
EA EM CALDAS NOVAS
Privé já apresenta
sua coleta seletiva
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Funcionários assistiram palestra sobre redução de desperdício e sustentabilidade no Centro de Convenções em Caldas Novas. O trabalho de educação ambiental desde 2010 já apresenta números positivos com recicláveis de vários empreendimentos sendo destinados realmente para a reciclagem
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Cinco empreendimentos do grupo estão participando de projeto piloto de coleta seletiva. O Hotel Privé é um deles. Foram apresentados primeiros resultados e gráficos e em breve todos os resultados serão divulgados.
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Sâmia e sua turma logo após palestra sobre Redução de desperdício e sustentabilidade
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Algumas etapas antes da preparação dos recicláveis para transportar para a reciclagem na indústria em São Paulo
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Palestra da Semarh sobre Redução de Desperdício e Sustentabilidade no Centro de Convenções do Privé
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No início apenas uma camionete para transportar os bags cheios de recicláveis
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Rapaz na separação dos recicláveis: emprego e uso de EPIs - Equipamento de Proteção Individual
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Agora já utilizam um caminhão para transporte dos recicláveis
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Praça no Centro de Caldas Novas
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Domingos mostra satisfação com os resultados da coleta seletiva
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Papa lâmpadas com reaproveitamento dos componentes. Demonstração foi feita por Wilson Batista dos Santos e Alba Valéria Passos logo após a palestra. Os empreendimentos vão contar agora com mais esse trabalho que evita que lâmpadas que contém mercúrio sejam destinadas ao aterro sanitário de Caldas Novas
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Arara vermelha faz pose em cima de muro em Caldas Novas
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Trabalho começou com exigência do Ministério Público. Mas agora o Privé dá continuidade e mostra que é possível cada um dos empreendimentos em Caldas Novas fazer sua parte na redução dos resíduos destinados ao aterro sanitário. E uma cidade turística tem mesmo de dar seu exemplo. Parabéns ao Privé e seus empreendimentos
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Números preliminares mostram onde precisa ser mais trabalhado para evitar o desperdício e reduzir também resíduos para o aterro

Funcionários de vários empreendimentos participaram da palestra
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Muitos funcionários do restaurante do Privé acompanharam atentos a palestra
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Na recepção do evento
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Glauco Passarinho: "Queremos a redução do desperdício na fonte. Nos restaurantes, onde gera o resíduo. Na cozinha, na preparação do alimento; na lanchonete, na preparação de um suco. Estamos sensibilizando nossos colaboradores, nossos funcionários para reduzirem na fonte porque na fonte se evita que o resíduo vá para o aterro sanitário, se perca nas ruas da cidade. Na fonte é que se reduz"
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Cada funcionário assinou lista de presença do Recursos Humanos do Privé. Servidor qualificado precisa ser conhecido pela empresa, valorizado pela empresa pela sua dedicação, pelo seu interesse em aprender e contribuir
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Maria Aparecida (primeira a direita) e colegas de trabalho do Hot Star: "Tenho um pé de curriola onde moro e está carregado de frutos", revelou após a palestra
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Servidores de vários empreendimentos durante palestra
. Glauco Passarinho, João Umberto, Yuara Crescencio, Wagner Oliveira, Esron Francisco e Marilda Ferreira Teles
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Demonstração de como é o reaproveitamento dos componentes de lâmpadas fluorescentes em frente ao Centro de Convenções. Empresa informa que cada tambor pode armazenar o gás de até 1100 lâmpadas
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Assinatura de lista de presença de funcionários
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Novos coletores de recicláveis foram instalados no Privé e em outros empreendimentos
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A cada palestra lista de presença do Recursos Humanos
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Engenheiro ambiental Glauco Passarinho em frente ao Privé Boulevard: "Foi um trabalho de muito sucesso. Agradeço a Semarh mais uma vez por nos atender. Um trabalho muito bem feito de sensibilidade aos colaboradores do grupo Privé. Estamos realmente é precisando desse envolvimento dos nossos funcionários. E o tema da palestra foi exatamente a questão do desperdício. Só veio a casar as informações passadas com a nossa necessidade de fazer o melhor uso do nosso material, evitando desperdício."

Leia também:

Educação Ambiental no Privé de Caldas Novas


Águas termais de 2 mil anos

Parque Estadual da Serra de Caldas Novas


13/11/2011

Parques de veredasFoto Wagner Oliveira de veredas no Jardim de Maytrea da Chapada dos Veadeiros em agosto de 2011

Subsistemas do Cerrado,
da Amazônia e da Caatinga

Prof. MS. Valter Machado da Fonseca*


O nosso Cerrado sempre foi considerado um bioma secundário, marginal, justamente pelas características de sua fitofisionomia. Os aspectos principais que marcam a fitofisionomia do Cerrado brasileiro são os tipos predominantes de vegetações de folhas ásperas com galhos e troncos retorcidos, árvores tortuosas, dentre outros aspectos. Geralmente, grande parte de observadores e até mesmo de estudiosos e cientistas usam a Amazônia como parâmetro de comparação para definir o Cerrado.


E, é justamente por isso que se cometem os maiores equívocos de formulações e análises, conceitos incorretos. Apesar de os ecossistemas serem interdependentes e interligados, cada um deles deve ser observado em separado, porém, sem jamais se perder a visão do conjunto, da totalidade dos ecossistemas e de suas partes constitutivas. Assim, diante da magnitude, da majestosidade da Amazônia, classificam equivocadamente o nosso Cerrado como um ecossistema secundário e marginal, sem nenhuma significação para a ciência.


Ora, para se pesquisar sobre quaisquer temas é preciso que se leve em consideração as diversas categorias de análises a eles relacionados, sob pena de se construir um resultado forçado e totalmente equivocado. Por exemplo, ao analisar nosso Cerrado é preciso que atentemos para seus aspectos particulares, singulares. Ele se constitui de inúmeras espécies de extrema beleza. A beleza das espécies do Cerrado é marcada exatamente pela sua simplicidade, pela leveza singela de suas flores, pela riqueza de sua fauna de roedores, de pequenos mamíferos, de aves, anfíbios, répteis, quelônios e pela enorme diversidade de peixes em suas águas. É importante dizer que grande parte da flora do bioma sequer foi ainda catalogada e se desconhece o princípio ativo de boa parte de suas espécies vegetais.


É importante ainda salientar que o Cerrado é a grande caixa d’água que abastece a maior parte do continente sul americano. Grande parte das nascentes que formam os principais rios e corpos d’água superficiais localiza-se exatamente no cerrado. Isto sem mencionar que nas entranhas de seu subsolo localiza-se um dos maiores aquíferos do mundo: O Guarani. O Guarani é um aquífero que constitui uma das principais reservas estratégicas de água potável [extremamente pura] do mundo e que, infelizmente já está sendo poluída em diversos pontos, em decorrência do despejo massivo de insumos agrícolas, pesticidas, herbicidas, dentre outros agrotóxicos usados de forma cada vez mais agressiva no plantio de lavouras de monoculturas, em especial a soja e a cana-de-açúcar.


E as veredas? Qual sua importância?


Se o cerrado como um todo já é marginalizado, os parques de veredas o são, ainda de forma mais desoladora. Quantas vezes já se ouviram comentários como: “para que serve um punhadinho de palmeiras e coqueiros espalhados no Cerrado?” Ou “essas palmeiras do Cerrado só servem para criar áreas pantanosas ou, então, para atolar os tratores e as máquinas agrícolas”. Na verdade, escondem-se os verdadeiros significados e importância dos parques de veredas com o objetivo de tirar os entraves que poderiam emperrar a superexploração desordenada do Cerrado, em função, principalmente, das atividades ligadas ao agronegócio.


Na verdade, não se pode dizer que as veredas sejam um tipo específico de fitofisionomia do Cerrado, uma vez que elas são encontradas como enclaves dentro da Floresta Amazônica, nas bordas da Caatinga nordestina, ou nas áreas de transição dos diversos biomas. As veredas sempre foram marcas dentro do Cerrado, em especial no planalto central do Brasil, Goiás, Mato Grosso e na região norte/noroeste do Estado de Minas Gerais, onde se destaca o Parque Nacional Grande Sertão e Veredas, principal fonte de inspiração do exímio e magnífico escritor e poeta João Guimarães Rosa.


Mas, quais as funções dos parques de veredas nos ecossistemas?


Podemos afirmar, sem nenhum medo de errar, que as veredas são indicativos de ambientes ecologicamente equilibrados. Nas áreas onde os parques de veredas estão em bom estado de conservação o ambiente como um todo está preservado e conservado. As veredas possuem como características fitofisionômicas a presença de palmeirais, cujas espécies mais comuns são os buritis. A existência das formações de buritizais indica, sempre, a presença de água ou nascentes. Indica que o lençol está próximo ou aflorando na superfície do terreno. Assim, as veredas são indicativos fortes de presença de água e, dessa forma, de maneira direta ou indireta, se ligam à dinâmica das bacias de drenagens e às nascentes.


A destruição dos subsistemas de veredas em quaisquer dos biomas irá gerar desequilíbrios ambientais nesses ecossistemas principalmente nas áreas de nascentes e na dinâmica fluvial do bioma como um todo. Então, cabe aos gestores, aos educadores ambientais, aos ambientalistas seriamente comprometidos com a preservação dos ambientes equilibrados e com a conservação e manejo correto dos recursos hídricos propor e estimular ações efetivas que visem à preservação dos parques de veredas, bem como alavancar campanhas explicativas acerca do significado e importância deste subsistema, para desfazer esta imagem de marginalidade e colocando as veredas no lugar de destaque que elas merecem, lugar que elas sempre deveriam ter ocupado, devido à sua espetacular relevância na conservação dos ambientes terrestres e aquáticos.

* Escritor. Técnico em Mineração e Geólogo pela UFOP. Geógrafo, Mestre e doutorando pela Universidade Federal de Uberlândia/MG (UFU). Pesquisador das temáticas “Alterações climáticas” e “Impactos sobre os ecossistemas terrestres e aquáticos”. Professor da Universidade de Uberaba (Uniube).

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06/11/2011

Compostagem fácil

Composteira prática que atende de 5 a 12 pessoas já é usada em Curitiba. É importada da Suíça e custa cerca de 1500 reais. Para utilizá-la basta colocar as sobras de orgânicos com um pouco de serragem e rodar a composteira para misturar tudo. Isso porque o composto precisa ficar sempre bem aerado. O tempo médio para o adubo orgânico ficar pronto é de três semanas. Depois só colocar em seu jardim ou horta. Se é tão prática pode inspirar novos fabricantes de modelos de composteiras e o preço cair também. Uma ótima ideia para quem não quer continuar contribuindo com o crescimento de imensos aterros sanitários ou mesmo lixões no Brasil. No vídeo abaixo, que foi ao ar em reportagem no Paraná, é possível ver como funciona. Mais detalhes sobre o produto e sobre compostagem visite o site da empresa que importa a composteira: jorabrasil.com

Veja o vídeo
Reportagem do e-Manhã


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02/11/2011

Terra:

de habitantes e um mundo em ruínas

Valter Machado da Fonseca *

Ontem, o jornal americano “The New York Times”, trouxe em suas manchetes que o nosso planeta atingiu os sete bilhões de habitantes e pode chegar à marca dos dez bilhões até o final do século. Estes dados são significativos, intrigantes e alarmantes, quando realizamos uma reflexão acerca do atual estágio de desenvolvimento econômico, se comparado com o gigantesco desequilíbrio socioambiental que marcou essa primeira década do século XXI.


É notório que o desenvolvimento tecnológico, por um lado, trouxe consigo uma parcela de bem estar social para uma parte da população mundial, mas, por outro lado, trouxe desemprego, terceirização, trabalho informal, sobretrabalho, superexploração e, acima de tudo, miséria e desigualdade social para a parcela majoritária da população mundial. Esta situação de precariedade das “condições de vida da maioria X bem estar social para a minoria” traçou uma linha divisória no globo terrestre. Esta linha separa a concentração da riqueza no Hemisfério Norte, da concentração da pobreza no Hemisfério Sul do planeta.


No hemisfério Sul, observa-se a situação de penúria das populações de grande parte dos países do continente sul-americano, da América Central e do Caribe. Ainda no Hemisfério Sul estão as nações africanas, cujas populações participaram diretamente da produção das divisas dos países ricos, especialmente à época das grandes colônias, via processo de escravização de seus povos. Nas nações africanas em especial, estão as maiores concentrações de miséria no mundo. Isto dá para se observar, com nitidez, em nações como Somália, Etiópia, Uganda, Nigéria, dentre outras, onde a maioria do povo não tem energia sequer para caminhar, para se locomover.


Aliado ao problema da pobreza extrema observam-se as grandes problemáticas ambientais, que emergem neste limiar do século XXI: o aquecimento global, a rarefação da camada estratosférica de ozônio, as grandes alterações climáticas que se manifestam na forma de enchentes, inundações, nevascas, maremotos, furacões, dentre vários outras manifestações climáticas a atmosféricas verificadas, com mais intensidade, neste início de século. Mas, o mais grave de tudo é a superprodução de lixo doméstico, radioativo, hospitalar e industrial produzidos às milhares de toneladas em todos os pontos do planeta. Podemos afirmar que, ao lado da grande crise energética que se avizinha, a superprodução de efluentes sólidos e líquidos, domésticos e industrial, tem sido considerado o maior problema do século XXI. Onde depositar tanto resíduo? O que fazer para frear a superprodução de lixo? Além dos tipos de resíduos citados, somam-se os resíduos espaciais, tais como restos de carcaças de foguetes, sonares, radares, satélites, que giram em torno do planeta Terra. É uma das mais novas modalidades de lixo: o lixo espacial. Nos anos 60 o grande problema que se supunha era a possibilidade da falta de alimentos para a população, hoje, os principais problemas são a crise de energia e a superprodução de resíduos.


Quando verificamos que a Terra atingiu os sete bilhões de habitantes e que não está longe de atingir a casa dos dez bilhões, indagamos: quais serão as condições que as futuras gerações irão encontrar neste planeta? Como elas lidarão com o problema da superacumulação de lixo? Uma coisa é certa, caros (as) leitores (as): neste ritmo o planeta estará mergulhado em montanhas de resíduos e sua população estará mergulhada na fome e na miséria. A grande promessa de felicidade humana no século XXI, que se expressa nos avanços da Terceira Revolução Tecnológica, além de transformar tudo em supérfluo, transformará o ser humano em resíduo humano, em objeto inútil e descartável, que será depositado em gigantescas montanhas, onde o principal rejeito serão as vidas humanas.


* Escritor. Geógrafo, mestre e doutorando em Educação pela UFU. Pesquisador das temáticas ambientais. Professor da Universidade de Uberaba (Uniube). machado04fonseca@gmail.com