03/02/2010

Praias e
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coliformes
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fecais

O exemplo do Rio de Janeiro merece atenção já que em Goiás temos praias de rios como o Araguaia (foto) que, durante alta temporada, também sofre com queda na qualidade da água. Aqui os níveis normalmente ficam entre os aceitáveis, mas há o risco de chegar a níveis críticos também em praias que recebem milhares de pessoas como em Aruanã.

O monitoramento de rios em Goiás é realizado todos os anos, antes pela Agência Ambiental, atualmente Secretaria Estadual do Meio Ambiente, para informar à população em que condições estão as águas para banho, pesca, esportes nauticos e lazer de forma geral.

Cuidar do meio ambiente com a destinação correta do lixo, separ recicláveis, não jogar restos de alimentos no rio nem mesmo para cevar peixes, afastar banheiros sanitários e jiraus do rio pelo menos 20 metros e não poluir o rio com óleos de embarcações ou produtos químicos como detergentes ou sabão são práticas que contribuem para manter a qualidade da água. Principalmente nos acampamentos durante a alta temporada quando mais de 50 mil pessoas acampam no Rio Araguaia ou mais de 1 milhão de turistas passam somente por Aruanã, uma das cidades que margeiam o Rio Araguaia em Goiás mais procuradas durante a temporada de praia.

A matéria abaixo foi publicada pela Folha de S. Paulo on line.


Praia de Ipanema tem mais de 30 mil coliformes fecais em 100 g de areia, diz pesquisa

Diana Brito

Folha de S. Paulo Online

Um estudo sobre a qualidade da areia das praias cariocas divulgado nesta terça-feira pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente do Rio mostra que Ipanema, um dos lugares mais famosos na zona sul da cidade, apresentou um dos piores resultados do levantamento e, por isso, não é recomendada aos banhistas. Segundo o relatório, tanto Ipanema como Arpoador apresentaram 30 mil coliformes fecais em cada 100 gramas de areia.

O resultado da pesquisa apontou também que não são recomendadas a praia da Barra da Tijuca e a de Sepetiba, ambas na zona oeste, a José Bonifácio, em Paquetá, e a praia da Bica, na Ilha do Governador (zona norte).

A secretaria informou que o boletim corresponde ao período de coleta do dia 9 ao dia 23 de janeiro. As únicas praias que registraram a qualidade da areia considerada ótima por especialistas foram a da Reserva e Prainha, ambas na zona oeste.

Nos exames dos trechos não recomendados e regulares, foi encontrado grande número da bactéria Escherichia coli, que indica a presença de fezes humanas e de animais. O resultado da análise foi divulgado hoje no "Diário Oficial".

Novos exames serão feitos a cada 15 dias. A secretaria estuda o uso de placas nas praias para avisar sobre a qualidade da areia aos banhistas.

Resultado

Veja a lista completa dos resultados do estudo:

Até 10 mil coliformes - Classificação: ótima

Prainha
Recreio - Praia da Reserva

De 10 mil a 20 mil coliformes - Classificação: boa
Recreio - Praia do Pontal
Recreio - Praia da Macumba
São Conrado - Pouso da Asa Delta
Leblon - Bartolomeu Mitre
Leme
Copacabana - República do Peru
Copacabana - Barão de Ipanema
Botafogo
Flamengo
Ramos
Engenhoca - Ilha do Governador

De 20 mil a 30 mil coliformes - Classificação: regular
Praia Vermelha - Urca
Brisa - Sepetiba
Central - Urca
Guanabara - Ilha do Governador
Moreninha - Ilha de Paquetá
Imbuca - Ilha de Paquetá
Ipanema - Praia do Diabo
Copacabana - Souza Lima
São Conrado - Hotel Nacional
Leblon - Visconde de Albuquerque
Barra - Cond. Barramares
Barra - Quebra Mar
Guaratiba
Grumari

Acima de 30 mil coliformes - Classificação: não recomendada
Barra - Ayrton Senna
Barra - Pepe Ipanema - Arpoador
Bica - lha do Governador
Ipanema - Paul Redfern
Ipanema - Maria Quitéria
José Bonifácio - Ilha de Paquetá
Recôncavo - Sepetiba

Link direto para Folha Online

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30/01/2010

A mãe
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natureza
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é cruel

O paleontólogo americano diz que é inútil e perigoso para humanidade, a esta altura da civilização, tentar se reconciliar com a natureza retornando ao estilo primitivo de vida

Entrevista com Peter Ward publicada nas páginas amarelas da Revista Veja

Carlos Graieb

Na mitologia grega, Medeia é a rainha que mata os próprios filhos como forma de vingança contra o marido infiel, o herói Jasão. Segundo o paleontólogo americano Peter Ward, da Nasa e da Universidade de Washington, a natureza é dotada desse mesmo instinto assassino, condenando todos os seres vivos à extinção a longo prazo. A natureza conspira para tornar a Terra um planeta estéril. A tese central de Ward de que a vida é inimiga da própria vida colide frontalmente com algumas das ideias mais estabelecidas do movimento ambientalista. Em seu livro The Medea Hypothesis (A Hipótese Medeia), Ward desmonta a "hipótese Gaia", aventada pelo cientista inglês James Lovelock há cerca de quarenta anos, segundo a qual a natureza teria compromisso com a manutenção da vida sobre a Terra tendendo para a harmonia, situação que teria a ação humana como única ameaça séria de desequilíbrio. Diz Ward: "É falsa a ideia de que a natureza se salvará se nos conciliarmos com ela. A chance de manutenção da vida humana no planeta está no aprimoramento da ciência e da tecnologia".

De cientistas renomados ao filme Avatar, boa parte do discurso ambientalista insiste que o homem precisa "retornar à natureza". Essa ideia faz sentido?
Há muita coisa louvável no ambientalismo, da ênfase na economia de combustíveis e outros recursos à ideia de que é necessário preservar certas regiões do planeta. Mas a utopia do retorno a um mundo mais simples, mais primitivo, mais natural, aponta na direção errada, tanto por motivos práticos quanto por motivos teóricos. Se a população da Terra fosse de 1 bilhão de pessoas, vá lá. Mas, num mundo com 6 bilhões de habitantes, não poderemos abrir mão das conquistas de nossa civilização tecnológica se quisermos cuidar de doenças e produzir alimentos em larga escala, para ficar nas necessidades mais básicas. A civilização pré-industrial dos sonhos ambientalistas resultaria, muito rapidamente, em fome global. A fome acarretaria guerras e há poucas coisas feitas pelo homem mais devastadoras para o ambiente do que a guerra. Esse é um dos motivos por que os "verdes" deveriam deixar de lado sua aversão à tecnologia, e considerá-la uma aliada. Mas há outra razão para abandonarmos a tese do retorno ao primitivismo. A história do planeta mostra o contrário: a vida está sempre conspirando contra si própria, está sempre no caminho da autodestruição. Cabe a nós, humanos, refrear essa tendência, mais uma vez, por meio de nossa inteligência e da tecnologia. Estou falando na busca de soluções sem precedentes de "engenharia planetária", com efeito atenuador sobre a temperatura da Terra e regulador dos ciclos básicos da biosfera.

A natureza não é uma mãe bondosa?
Ao contrário do que propõe uma das teorias mais difundidas nos últimos quarenta anos, a famosa hipótese Gaia, a mãe natureza não cuidará de nós eternamente se apenas voltarmos ao seu seio. Gaia é uma referência à deusa Terra na mitologia grega, cujo nome também pode ser traduzido como "boa mãe". A hipótese tem duas versões. Uma diz que os seres vivos colaboram entre si para manter as condições ambientais dentro de parâmetros compatíveis com a manutenção da vida. A outra, mais radical, afirma que os organismos não apenas estão programados para manter os padrões de "habitabilidade" da Terra, como ainda conseguiriam melhorar a química da atmosfera e dos oceanos. Essas duas versões da hipótese Gaia estão totalmente erradas. Tomados em conjunto, os organismos existentes na Terra interagem com o ambiente de tal maneira que, a longo prazo, a vida tende a desaparecer. A natureza se comporta como Medeia, a mãe impiedosa que, na mitologia grega, mata os próprios filhos.

Por que a vida seria inimiga da vida?
Isso se deve a um efeito colateral do processo de evolução. As espécies evoluem, mas a biosfera não. A cada etapa evolutiva, as espécies, individualmente, vão aprimorando as características que permitem a cada uma triunfar no jogo da sobrevivência e, com frequência, isso significa desenvolver arma s letais para as outras espécies.

Quais são os furos na hipótese Gaia?
Se as teses de Gaia estivessem corretas, alguns fenômenos comprobatórios já teriam sido observados. O contínuo aumento da diversidade das formas de vida bem como da biomassa (o volume total de organismos vivos) seria um formidável indicador empírico da validade de Gaia. Seria um resultado consistente com a ideia de que, ao longo do tempo, as condições do planeta vão ficando mais acolhedoras para os seres vivos. Não é o que se observa. Os modelos mais recentes indicam que a biomassa atingiu seu ápice em algum ponto entre 1 bilhão e 300 milhões de anos atrás e vem se reduzindo desde então. Quanto à biodiversidade, no melhor dos casos, ela se manteve estável nos últimos 300 milhões de anos.

Em relação à "hipótese Medeia", quais são as evidências de que ela é correta?
Os episódios de extinção em massa registrados no passado geológico do planeta são uma dessas evidências. Quando falamos nesses episódios catastróficos, as pessoas logo pensam nos dinossauros e lembram que o seu desaparecimento está ligado ao choque de um grande asteroide. Isso dá a falsa impressão de que desastres com causas externas seriam o principal risco para a nossa biosfera. O caso dos dinossauros, no entanto, é uma exceção em meio a um grande número de episódios nos quais processos conduzidos pelos próprios seres vivos acarretaram reduções dramáticas na biomassa. Meu exemplo preferido é o da grande extinção no fim do período permiano, cerca de 250 milhões de anos atrás, quando pereceram 90% das espécies marinhas e 70% do total da biota. Por algum tempo acreditou-se que essa extinção também estava relacionada à queda de um asteroide. Essa tese hoje está quase abandonada. Outra teoria que emergiu com força aponta bactérias como as assassinas responsáveis por essa hecatombe.

Poderia explicar melhor?
Há um grupo de bactérias que produz, como resultado de seu metabolismo, uma substância altamente tóxica, o gás sulfídrico (H2S). Ele é mortífero para plantas e animais até mesmo em baixas concentrações. Estudos recentes mostram de maneira bastante robusta que, no permiano tardio, esse tipo de micróbio proliferou de maneira incomum, a tal ponto que o gás sulfídrico que ele produz não apenas envenenou os oceanos como ainda entrou na atmosfera. A consequência disso foi a aniquilação de seres vivos em todo o planeta. Conhecemos pelo menos outras oito ocasiões em que esse processo se repetiu no passado, ainda que em escala menor.

O que causou a proliferação anormal dos microrganismos assassinos?
No caso do permiano, foram os gigantescos volumes de magma lançados por vulcões nos mares e na terra ininterruptamente por milhares de anos. Esse processo potencializou o efeito estufa, aquecendo demais a superfície do planeta, e praticamente eliminou o oxigênio livre nas águas dos oceanos, favorecendo a multiplicação descontrolada das bactérias anaeróbicas assassinas.

Algo semelhante poderia voltar a acontecer no futuro?
Evidentemente, e dessa vez com ajuda humana. Efeito estufa é efeito estufa, pouco importa se causado por vulcões ou por fábricas e automóveis. Quando e se os níveis de CO2 na atmosfera superarem a taxa-limite de 1 000 ppm (partes por milhão), a série de eventos de longo curso que pode levar a uma extinção como a descrita se porá em movimento. A taxa atual é de 380 ppm, e ela está subindo. As estimativas mais pessimistas sugerem que em um século poderemos nos aproximar dos níveis críticos.

O senhor, então, não é um cético do aquecimento global?
É claro que não. Acabo de voltar de uma temporada no Ártico. É espantosa a maneira como a calota polar está retrocedendo. O fato de eu me contrapor a certas ideias do movimento ambientalista não significa que me posicione no lado contrário. De fato, há ocasiões em que eu gostaria de dar uma surra em céticos barulhentos como o dinamarquês Bjorn Lomborg. Esse ceticismo só é útil quando nos leva a refinar hipóteses científicas, mas não quando serve de desculpa para empresas e governos não agirem. Suponha que os céticos estejam certos e que as piores previsões sobre o aquecimento global não se realizem. Ainda assim, lidamos hoje com uma matriz energética que é muito poluente. Faremos mal em desenvolver novas fontes de energia? É claro que não. Uma economia diversificada desse ponto de vista será melhor em todos os sentidos. Digamos agora que a tese do aquecimento está correta. Nesse caso, as consequências serão desastrosas se não nos precavermos. A curtíssimo prazo, veremos nosso modo de vida ser profundamente afetado pelo aumento do nível dos oceanos. Esse seria apenas o primeiro dos desastres.

Na cúpula sobre o clima realizada em Copenhague, no fim do ano passado, o ceticismo ficou em segundo plano. Apesar dos resultados políticos pífios da cúpula, isso não foi um avanço?
Nesse caso, sou eu que me ponho na posição de incrédulo. Nos Estados Unidos é muito fácil retornarmos a uma posição oficial de ceticismo. Os republicanos linha-dura na questão climática, no estilo George W. Bush, não foram extintos. Eles podem voltar ao governo. Se uma administração que se diz atenta à questão do aquecimento global, como a de Obama, nada fez em Copenhague, quais são as causas para entusiasmo?

O senhor mencionou que feitos de "engenharia planetária" são necessários para manter a Terra habitável para o homem e outras espécies. De que estava falando?
A curto prazo, da busca engenhosa de novas fontes de energia. Mas, ainda que consigamos interromper a tendência atual de aquecimento do planeta ensejada pela atividade humana, a longo prazo temos de lidar com outro problema: nosso sol se tornará maior, e enviará mais energia para a Terra. Algumas alternativas já foram aventadas, como a construção de espelhos gigantescos que seriam postos em órbita para reduzir a incidência de luz solar sobre o planeta, ou a cobertura de grandes áreas de terra e mar com material refletivo. Parece ficção científica, mas, diante de um desafio dessa magnitude, não podemos abandonar a nossa imaginação.

O efeito estufa é o único fenômeno que pode disparar um desses eventos em que alguns seres vivos se tornam ameaça para a biosfera como um todo?
Falamos muito sobre os perigos do aumento do CO2. Ironicamente, contudo, uma ameaça ainda maior para a vida na Terra pode ser a diminuição extrema dos níveis desse mesmo gás mais uma vez, causada pelos seres vivos. Corais e outros animais marinhos sequestram quantidades gigantescas de CO2 da atmosfera ao "fabricar" estruturas calcárias como as conchas. Suponha que o efeito estufa tenha sido abortado. Em algumas centenas de milhões de anos 500 milhões, digamos, o que não é muito tempo em termos geológicos , a quantidade de CO2 poderá baixar a um nível tal que as plantas se verão incapacitadas de realizar a fotossíntese. E com isso estaria rompida toda a cadeia de alimentação que permite à vida se reproduzir. Muito gás carbônico, pouco gás carbônico: as duas situações são potencialmente desastrosas. Entre todos os seres vivos, somos os únicos que dispõem de ciência para entender esses perigos e nos contrapor a eles. Teremos de guiar as mudanças no planeta e na biosfera se quisermos continuar aqui por milhões de anos.

Colonizar outros planetas seria uma opção para a espécie humana?
Infelizmente, creio que não. Os planetas vizinhos são hostis demais à vida. É mais fácil colonizar a Antártica do que Marte. E, dadas as distâncias e a escala temporal envolvidas, não vejo como produzir naves capazes de nos levar a planetas distantes. A Terra é só o que temos.
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15/01/2010


ATRAÇÃO FATAL:

O terremoto
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no Haiti e
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a prevenção
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de tragédias

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Alberto Veloso*
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O catastrófico terremoto que atingiu o Haiti na última terça-feira misturou ingredientes da natureza e do homem: magnitude elevada, profundidade focal rasa e epicentro próximo de áreas densamente povoadas – com construções frágeis e inadequadas para suportar altas acelerações do terreno. O resultado não poderia ser diferente: destruição em massa, elevado número de mortos e feridos e uma multidão incalculável de desabrigados. Os próximos dias continuarão difíceis, pois novos terremotos – réplicas – podem acontecer e ampliar a tragédia.

Entretanto, com ajuda especializada, ainda se podem salvar vidas. Inicialmente o país receberá ajuda internacional para minorar seus problemas e para colocar um mínimo de ordem nas coisas. Depois virá a lenta e trabalhosa fase de reconstrução, que se espera seja feita sob a supervisão de organismos internacionais para garantir a adequada aplicação dos recursos financeiros em obras que tragam maior segurança aos haitianos. Este é o desenrolar do script para situações semelhantes que acontecem ao redor do mundo. Mas sempre fica a pergunta: com os conhecimentos e recursos de hoje não seria possível minimizar os efeitos deste e de outros grandes desastres?

A humanidade recebe do planeta que habita um sem número de dádivas; desde o ar que respira aos variados tipos de recursos naturais que explora. Para que isso exista, o Planeta Terra tem que trabalhar continuamente. Às vezes de forma longa e imperceptível, para criar um valioso campo petrolífero; ou de maneira brusca, extravasando material vulcânico na superfície do terreno que acaba se transformando em terras férteis, como as existentes em São Paulo, Paraná e Mato Grosso. A natureza tem seus caprichos. Hoje ela gera uma inundação aqui, um terremoto ali, uma erupção vulcânica, ou um tufão acolá. Assim foi e sempre será. Não deixar um fenômeno natural virar tragédia é competência do homem e nisso já se fala há muito tempo.

Em 1º de novembro de 1755, Lisboa quase desapareceu quando se viu atacada por um tríplice infortúnio. Um forte terremoto destruiu parte da cidade, gerou um tsunami assassino e, como se não bastasse, um incêndio consumiu muito do que ainda continuava de pé. Lisboa se reergueu, mas o desastre surpreendeu a Europa povoada de crenças de que se vivia no melhor dos mundos. Houve até embates filosóficos e deles tiramos um pensamento de Jean-Jacques Rousseau: não foi a natureza que concentrou a população e construiu Lisboa. Os terremotos acontecem e se não existissem casas e pessoas em sua área de influência, nada de ruim teria ocorrido.

Aplicar técnicas modernas de monitoramento de perigos naturais na identificação de zonas de riscos, estabelecer e cumprir normas na ocupação do solo, exigir construções mais seguras e treinamentos periódicos de moradores sujeitos ao perigo são ações que podem reduzir a vulnerabilidade dos grandes aglomerados populacionais. Agindo dessa forma, muitas comunidades sob perigo no Japão, Nova Zelândia e na Califórnia vivem sob risco aceitável. Planos dessa natureza exigem recursos tecnológicos e econômicos custosos, difíceis ou quase impossíveis de serem integralmente praticados por países com recursos escassos. Justamente neles, as cidades são mais expostas ao perigo e a atração para o desastre é permanente. Mesmo assim, um mínimo deveria ser feito, pois os mais humildes são sempre os menos assistidos.

Em futuro não distante, os sismólogos acreditam que será inevitável a ocorrência de terremotos fortes nas proximidades das áreas urbanas de São Francisco, Tóquio e Istambul. Seattle, na costa ocidental americana, é outro alvo. Devido à alta concentração populacional, particularmente nas três primeiras cidades, os desastres deverão ser severos, mas sua verdadeira grandeza dependerá enormemente de como essas cidades se preparam para receber o impacto das ondas sísmicas e de seus subseqüentes efeitos.

Nada indica que a freqüência dos terremotos vem aumentando, mas é inconteste o crescimento da população mundial e nos países menos desenvolvidos ela acontece com maior rapidez. O mundo está mais vulnerável. O aumento de perdas materiais, de vidas humanas e da dramaticidade dos desastres tende a crescer se não ocorrer mudanças radicais na maneira de enfrentar este e outros tipos de fenômenos naturais.
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*Alberto Veloso é geólogo e criador do Observatório Sismológico da UnB. Trabalhou na Organização das Nações Unidas, em Viena (Áustria), na montagem de uma rede mundial de detecção de explosões nucleares.
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A difícil arte de
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predizer terremotos

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Alberto Veloso*
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Ao abalar porções de nosso planeta, um terremoto libera ondas sísmicas que são registradas por algumas das milhares de estações sismográficas espalhadas pelos continentes e ilhas oceânicas. Quase imediatamente, instituições como o Serviço Geológico dos Estados Unidos http://earthquake.usgs.gov divulgam o local da ocorrência do abalo, sua profundidade e magnitude. Com dados suficientes, é possível saber o tamanho e o tipo da falha geológica que originou o terremoto. Isto é um enorme avanço para a sismologia, obtido pelo progresso científico aliado ao aprimoramento das comunicações internacionais. Nunca se monitorou os terremotos com tanta eficiência e exatidão. Mas ninguém pode dizer onde e quando ocorrerá o próximo grande tremor.

Se o homem conhece os processos que acarretam os terremotos, por que não consegue prognosticá-los? Um sismo resulta da quebra da rocha após um longo processo de deformação ocasionado por tensões presentes na crosta terrestre. Em princípio, a solução não parece complicada: bastaria medir as tensões das rochas e observar alguns fenômenos indicativos de sua iminente ruptura. Na prática isto é difícil de ser feito, a geologia varia enormemente em profundidade e não há como acessar os locais onde as rochas estão sendo atritadas. Indiretamente, poderiam ser feitas medições pontuais de tensões, mas seria necessário abarcar dezenas de quilômetros de rochas, tanto em área como em profundidade, o que é técnica e financeiramente, inviável. Fenômenos indicativos seriam pequenas deformações do terreno, mudança na velocidade das ondas sísmicas, alterações do campo elétrico-magnético e na emissão de gás radônio, variações do nível freático, incremento da sismicidade e até o comportamento estranho dos animais. Interpretar sinais sutis, corretamente, antes do aparecimento do sismo, é o que se deseja, mas pela heterogeneidade da Terra, o que funciona em um local pode não se aplicar em outro.

A predição de sismos desafia os geocientistas que, infelizmente, acumulam mais insucessos do que vitórias. Alguns países obtiveram previsões positivas para sismos de pequenas magnitudes. Mas nada se comparou à façanha chinesa de prognosticar um tremor de magnitude 7, na Província de Liaoning, no nordeste do país, em 4/2/1975. Horas antes do sismo, evacuou-se um enorme contingente de pessoas que se livrou dos efeitos do abalo que devastou Haicheng, e danificou severamente a cidade portuária de Yinkou, além de muitas outras povoações menores. Em uma região com 3 milhões de habitantes, pouco mais de mil pessoas morreram. Apesar dos esforços da comunidade sismológica, nunca se conseguiu repetir predição com tal envergadura. O fato é que, pelos conhecimentos atuais, não se pode prever grandes terremotos com a precisão desejada.

Imagens de destruição e sofrimento humano se espalharam pelos quatro cantos com os tremores nas localidades de Chincha Alta, no Peru (agosto de 2007), Sichuan, na China (maio de 2008), e, agora, em L’Aquilla, na Itália. “Amanhã”, fato parecido se repetirá em outra localidade, depois virão outras mais, em uma sucessão sem fim. Aprimorar o padrão construtivo de cidades em áreas de risco sísmico é a solução mais apropriada, embora poucos consigam faze-lo, corretamente. O recente sismo italiano revelou um dado conhecido dos sismólogos, mas nem sempre entendido por muitos. A magnitude do sismo principal girou em torno de 6.0 – 6.3 para os americanos e 5.8 para os italianos. No caso, o importante é frisar que se tratou de um abalo de magnitude apenas moderada. Ele produziu muita destruição porque ocorreu a pouca profundidade e nas imediações de cidades com construções relativamente frágeis. Merece reflexão o fato de o Brasil ter sofrido terremotos com esta ordem de magnitude e nada nos aconteceu pela grande distância dos epicentros aos centros urbanos.

O sábio Chang Heng foi uma espécie de Leonardo da Vinci, chinês. Dentre suas invenções, construiu o primeiro instrumento para detectar terremotos, no longínquo 138 d.C. Por suas incursões na astronomia, teve seu nome posto em uma das crateras da Lua. Não posso deixar de imaginar uma cena surrealista. Sentado à beira de “sua cratera” e vislumbrando a Terra, talvez se espantasse com tanta coisa existente aqui. Alisando os poucos fios de seu cavanhaque poderia dizer: "Com tal progresso, por que não conseguiram ainda predizer terremotos?" Os sismólogos têm um difícil caminho a percorrer para saldar um débito com a sociedade.

*Alberto Veloso – é geólogo e criador do Observatório Sismológico da UnB. Trabalhou na Organização das Nações Unidas, em Viena (Áustria), na montagem de uma rede mundial de detecção de explosões nucleares. Texto publicado em 8-4-2009.
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Tráfico de animais silvestres


Música Dá no pé, louro! (CD Cantando por Liberdade), Letra - Sandovaldo Moura, Música - Messias Messina, Intérprete - Aniely Rodrigues,Vídeo - Sinvaldo Moura.
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10/01/2010


De onde fala
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Boris Casoy?

Por Jaime Amparo-Alves - antropólogo e jornalista

Arrogância jornalística, cinismo cruel e fascismo social

Na noite do dia 31 de dezembro, Boris Casoy fechou em grande estilo o jornalismo da mídia gorda em 2009. Para os padrões éticos da imprensa nacional, não poderia ter sido um fechamento melhor. No intervalo do Jornal da Band, o apresentador deixou escapar uma daquelas verdades guardadas no closet e disfarçadas sob o moralismo dirigido comum aos representantes da meia dúzia de redações do eixo Rio-São Paulo que comandam o jornalismo do país. Sob risos, Boris disparou: “Que merda, dois lixeiros desejando felicidades do alto da suas vassouras. O mais baixo na escala do trabalho”.

Ainda que o comentário, por si só, deixe transparecer o que pensa um dos mais respeitados âncoras do jornalismo brasileiro sobre os garis, a infeliz frase de Casoy apenas expressa a ponta de um complexo emaranhado ideológico que sustenta as distinções/hierarquias sociais em nosso meio e que tem na mídia um dos seus principais instrumentos. Mais do que ofender aos garis e aos telespectadores/as do Jornal da Band – e foi uma ofensa seriíssima -, a frase é expressão do jornalismo hegemônico que consumimos, que por sua vez deve ser contextualizado no campo das nossas relações sociais.

A intelligentsia brasileira já tentou explicar essa arrogância social, esse desqualificar de certos grupos, a partir de uma antropologia do jeitinho brasileiro – destaque para o famoso: ‘você sabe com quem está falando?. Tal antropologia, que tem Roberto Da Matta como seu maior expoente, identificou o desprezo às normas e as estratégias interpessoais de legitimação de poder e distinções sociais como regras da vida cotidiana. Marilena Chauí e Paulo Sérgio Pinheiro identificam na herança do Brasil autoritário (a primeira no mito fundacional do país, o segundo nos períodos de estado de exceção) certo autoritarismo socialmente implantado que faz com que as dominações de gênero, raça e classe social sejam sistematicamente reproduzidas em nossa sociedade e encontrem eco mesmo entre as ‘vítimas’ preferenciais da nossa tradição violenta.

Se o jornalismo, como prática social, é reflexo da sociedade, então é razoável crer que o fazer jornalístico também carrega em si as mazelas e vícios sociais do seu tempo. É razoável, mas poucos têm reconhecido esse pertencimento/afinidade jornalística com os padrões perversos de reprodução das desigualdades e hierarquias. Nas redações a autocrítica nestes termos é quase impensável. Desde a faculdade, jornalistas são semi-deuses/semi-deusas com o dedo em riste, prontos para – a serviço dos patrões – destruir biografias, criminalizar movimentos sociais, negar a existência do racismo, investir no caos.....

É a arrogância jornalística que entra em discussão aqui, não apenas no sentido da arrogância editorial de um veículo se portando como detentor da ‘verdade’, mas também na postura dos/das figurões da mídia gorda – âncoras, comentaristas, apresentadores – que emprestam a cara aos editoriais dos veículos que representam. Seria ingenuidade não considerar um aspecto central neste contexto: o controle dos patrões sobre a atividade jornalística. No entanto, os figurões em questão só o são porque representam bem o discurso dos proprietários dos meios onde trabalham. Todos os dias eles/elas estão aí com o seu moralismo dirigido e sua arrogância – no horroroso jornalismo policial de fim-de-tarde da Band, na estética dissimulada/sofisticada dos editoriais dos telejornais da televisão brasileira - sem falar nos comentários arrepiantes de um tal Arnaldo Jabor no Jornal Nacional.... E por aí não pára.... vide os textos indigestos dos colunistas de jornalões como Folha, O Globo e Estado, replicados na imprensa regional Brasil afora.

Boris Casoy não está só no que pensa sobre os pobres. O seu insidioso comentário tem muito a nos dizer também sobre o que pensam os nomes da mídia grande sobre sua função social. O desprezo pelos pobres e a intimidade com os centros de prestígio e poder não encontra eco apenas no plano político partidário onde uma certa afinidade com o discurso dominante orienta a prática ‘jornalística’ contra os partidos de orientação mais à esquerda. Também no plano social, o preconceito de raça e de classe recebe roupagem moralista e aparece explícito na criminalização dos movimentos sociais, dos moradores das áreas urbanas pobres, das pessoas em situação de rua..... Quem não se lembra das capas históricas da revista Veja sobre o MST (matéria de capa 'A tática da baderna' de 10/05/2000, por exemplo)?.

“Que m..., dois lixeiros desejando felicidades do alto da suas vassouras. O mais baixo na escala do trabalho”. Ta aí.... Boris Casoy bebe da mesma fonte que sustenta o nosso fascismo social – como empregado por Boaventura de Souza Santos - e que é amplamente difundido na humilhação diária a que são submetidos jovens negros no jornalismo policial e seus repórteres com suas justificativas cínicas às mortes de supostos ‘bandidos’ nos ‘confrontos’ em ações da polícia, na adjetivação preconceituosa dos protestos urbanos por moradia ou na criminalização das mobilizações pela reforma agrária, na difamação da luta dos afrobrasileiros por ações afirmativas.

Assim como o presidente-metalúrgico agride a sensibilidade depurada dos nossos ‘gatekeepers’ dos jardins, ao escandalizar Casoy, o gari - “o mais baixo na escala do trabalho”- de certa forma expõe de onde falam os formadores de opinião da mídia gorda. A crítica dissimulada que fazem do poder a partir de uma retórica humanista cínica e vazia, não esconde o lugar social e os valores que representam.

Aperte o cinto: concentrado em meia dúzia de redações no eixo Rio-São Paulo, o jornalismo hegemônico segue firme na sua promessa cretina para 2010. A contar pela maneira como Casoy iniciou o seu ano de trabalho, não há tréguas: as redações continuarão sendo lugar privilegiado para a legitimação de padrões de dominação. A não ser que a sociedade reaja – junto com as/os jornalistas conscientes da sua responsabilidade social - em um movimento amplo pela democratização dos meios de comunicação e pelo controle social da atividade jornalística por meio de um Conselho Federal de Jornalistas – garis, domésticas, nordestino/as, negro/as continuarão sendo objetos da violência simbólica e moral de quem deveria zelar pela dignidade humana. Isso é uma vergonha!

Jaime Amparo-Alves é jornalista e doutorando em Antropologia Social/Universidade do Texas, em Austin.
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09/01/2010

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Mudanças climáticas podem
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ter destruído civilização Maia
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A obsessão por levantar gigantescos templos e pirâmides pode ser uma das causas possíveis do colapso da civilização Maia. Ao construir, os Maias consumiram enormes quantidades de madeira (milhares de árvores) e água, modificando o regime de chuvas. Por abusar do meio ambiente ou por uma grande seca natural os Maias podem ter sofrido importante falta de água que provocou o caos social e o abandono de cidades. Veja o documentário Exploração Maia, da History Channel, capturado por Direstraits25 que encontramos no You Tube.

Parte 1

Parte 2


Parte 3


Parte 4


Parte 5


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31/12/2009


A grande influência do
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Sol no meio ambiente
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Documentário The Sun da Discovery
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Parte 1

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O Sol exerce grande influência sobre a Terra e todo o Sistema Solar. Veja neste documentário exibido pela Discovery capturado e disponibilizado no Youtube por nibiruzinho que "em novembro de 2003 o Sol gerou uma erupção de energia equivalente a 200 bilhões de bombas de hidrogênio lançando uma onda gigantesca de partículas superaquecidas a mais de 9 milhões de quilômetros por hora. Foi uma das maiores tempestades solares já registradas. E seu alvo foi a Terra. Foi uma das tempestades mais rápidas, quentes e fortes já medidas. Castigando a Terra a energia do Sol forçou os astronautas da estação espacial a procurar abrigo nos compartimentos mais protegidos. Luzes se apagaram. Vias de comunicação foram cortadas e vôos foram desviados. Essas tempestades serviram para mostrar que vivemos a mercê do Sol. Ele controla todos os aspectos de nossa vida: nosso clima, nosso alimento, nosso corpo. O Sol está ficando mais potente e em cerca de 5 bilhões de anos o sol vai ficar muito mais poderoso, mais brilhante e muito maior. O Sol é uma entre 200 bilhões de estrelas da Via-Láctea, mas é a mais próxima. Sua luz leva apenas 8 minutos para chegar a Terra. O que acontece no Sol afeta a Terra."

Parte 2




Parte 3




Parte 4




Parte 5




Parte 6



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29/12/2009

Livro auxilia
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criar cartilhas


Título: Educação Ambiental

Conselhos para Educadores Ambientais

Autor: Julis Orácio Felipe

Descrição no site www.clubedosautores.com.br:
"A legislação ambiental brasileira é vasta. Entretanto, fazendo uma análise crítica do sistema jurídico ambiental brasileiro é possível captar-lhe a essência. Essa obra auxilia o educador ambiental a montar uma cartilha permitindo ao educando assimilar melhor nossa legislação e o caráter prevencionista do tema meio ambiente."


Páginas: 40
Edição: 2009
Preço: R$ 25,64
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Desenvolvimento Sustentável nas
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Pastagens com Frutos do Cerrado
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em Bela Vista de Goiás



Fazenda Pequizal: frutos do Cerrado em Bela Vista - Goiás



Vídeo 1 sugerido por Fernando Eleutério: (062) 9605-0637 ou (062) 3551-7029. Vídeo 2 capturado do Jornal do Campo de Goiás. .
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23/12/2009

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Ave no Museu
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de Pires do Rio
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Comentário 55

“Caro amigo, apareceu uma ave em nosso jardim, Museu de Pires do Rio, ficamos empolgados com sua beleza, porém não conseguimos saber o nome da tal.
Será que você poderia fazer o favor de nos ajudar a encontrar o nome dela?

Um abraço

Fidélio Valverdes”

Resposta ao comentário:

Fidélio Valverdes, de acordo com Roberto Hidasi, filho do ornitólogo e educador ambiental José Hidasi, o nome popular da ave é descrito no livro Aves de Goiás como Maria–faceira e o nome científico Syrigma sibilatrix.

Abraço.

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20/12/2009

VEJA MAIS DE 50 FOTOS DE DECORAÇÃO COM RECICLAGEM
Arte em PETs no
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Natal de Goiânia
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Flor com pétalas recortada em pet na decoração ecológica de Natal do Parque Flamboyant de Goiânia. Trabalho de arte, reciclagem e educação ambiental no município com o aproveitamento de milhares de pets de 2 litros e 600 ml.


Anjo construído a partir de centenas de pets


Guirlanda com flor de pets e estrutura de pets desfiadas


Detalhe do boneco das neves em pets e outros materiais recicláveis


Detalhe do anjo com estrutura de metal e fundos das pets recortados


Leds iluminam toda a estutura e dão brilho especial às garrafas pets. Trabalho da Comurg


Leds nas árvores e pets iluminadas nos galhos


Flores de pets no corrimão do Parque Flamboyant


O corrimão ficou lindo. A coordenação geral do trabalho é da Agência Municipal do Meio Ambiente - AMMA
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Uma grande bola de natal de garrafas pet verdes. Coloração da própria pet


Detalhe das pets transparentes desfiadas


A bela Jasmim de Cristo de 10 anos na cadeira de pet do papai noel


Todo mundo quer experimentar a cadeira. Será que resiste? E resiste. Elionay Carlos de 6 anos também posou para foto da família


Plano geral do Parque Flamboyant com o natal de pets


Olha a ponte com muitas pets verdes


Detalhe
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Detalhe e contraste de cores: todos acharam muito lindo


Que lindo


Detalhe


Outro ângulo


Todos querem registrar os anjos. São dois, um em cada entrada do parque
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A mãe tira foto do pai com a filha na frente do anjo


Flores recortadas em pets, com partes das pétalas coloridas de amarelo. O vermelho é saco de cebola ou batata que normalmente é desprezado no Ceasa ou verdurões


Detalhe


Árvore de natal bem ecológica


Cadeiras do papai-noel e acompanhante. Mas todos podem tirar fotos nela


Detalhe da árvore ecológica: bucha que tem é uma estrutura que abriga as sementes de uma árvore que há em vários parques de Goiânia e muito comum em Goiás
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Detalhe da árvore ecológica


No detalhe dá para ver que os pés da árvore de natal são das estruturas que sustentam as folhas do buriti


Que flores lindas. Retratam bem o cerrado, muitas vezes seco, mas cheio de vida e cores. O detalhe interessante é que são apenas galhos de bambu com papel-crepom formando as flores.


Giselle e Karinny fizeram questão de mostrar os detalhes para as crianças. "Ficou lindo, perfeito, criativo e ecológico. Bom para o meio ambiente"


Bonecos de neve viraram bonecos de pet. Formado pelos fundinhos de refrigerante de 600 ml. O verde é a cor natural de sacos de verduras e o verde também. Detalhe, no gorro de natal há uma tampa de garrafão de água que ninguém reaproveita e normalmente vai para o lixo. Ficou perfeito.


Os fundinhos das garrafas pets de 600 ml daquela marca que você conhece bem. Pelo menos aqui não virou lixo.

A todo momento chegam os admiradores.
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Árvore de natal de cerca de 20 metros toda formada com milhares de garrafas pets.


As garrafas foram recortadas e formaram correntes que brilham com as luzes leds


Detalhe das correntes com o brilho das leds


Outro ângulo


Mais um
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E a todo momento o público quer ver os detalhes, pegar, sentir que o artesão trabalhou bem, ficou profissional e bem alternativo.


Calçada do Parque Flamboyant com árvores iluminadas, os anjos e as bolas iluminadas de pets dependuradas.


na chegada do Parque Flamboyant


Depois de perder os frutos do buriti ele ficou assim. Serviu para fazer esse bonito arranjo com corações de espuma
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Coloridos


Detalhe do coração no lugar onde estiveram frutos do buriti


Detalhe das pets nas escadas do mirante
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Escada do mirante


Mais pessoas admirando as simplizinhas mas interessantes flores nos galhos de bambu


Plano geral com as guirlandas refletindo no lago


A ponte também ficou linda para tirar fotos
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Feliz Natal para você também
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