11/11/2010

ESPECIAL:
HOMEM PRÉ-HISTÓRICO DE GOIÁS – PARTE I


Traço rupestre
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de Serranópolis
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"O cerrado tem quantidade e variedade de pinturas rupestres que estão entre as mais exuberantes do mundo"

O arqueólogo Dr. André Isnardis afirma que o cerrado tem quantidade e variedade de pinturas rupestres que estão entre as mais exuberantes do mundo. Mas é preciso mudar a relação das pessoas com o patrimônio para que essa riqueza seja preservada e decifrada. Pouco até hoje se sabe e muito pode ser estudado. Há vários anos já se observa perdas importantes desse patrimônio por efeitos naturais como chuvas ou antrópicos por meio da expansão da agricultura nos cerrados. Dr. André Isnardis, da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, realiza palestras sobre Estudos Contemporâneos de Arte Rupestre no Brasil: um breve exame de perspectivas e abordagens. Ele veio a Goiânia para participar da II Jornada de Arqueologia no Cerrado – Múltiplas abordagens e Interdisciplinaridade, na PUCGoiás, e concedeu entrevista a Educação Ambiental em Goiás. André Isnardis frisa que é preciso conhecer as pinturas rupestres de Goiás para que essa riqueza seja preservada. Em seguida, fazer levantamentos mais sistemáticos porque existem várias e ricas áreas no Estado.


Em palestra André Isnardis mostrou slides para mostrar que muitos desenhos pré-históricos, em vários locais do país, foram sobrepostos. Abordagens para conhecer nosso passado.


“Expressões gráficas. As abordagens atravessam os grafismos para falar de algo que está fora deles. Está supostamente numa realidade por eles retratada. Acho mais interessante assumir as formas de grafismo como uma expressão gráfica e investigar como expressão gráfica. Então vai ter uma seleção de repertório, arranjo entre figuras, forma de compor as figuras, forma de estabelecer relações entre as figuras, forma de construir uma paisagem por meio das figuras. Assumir o trato das pinturas como significantes, encarar a análise dos significantes muito mais do que dos significados parece ser mais frutífero”

EAemGoiás - O senhor fez uma convocação, um convite para que pesquisadores estudem mais as pinturas rupestres de Serranópolis, de Goiás. O que poderia ser feito?

Isnardis - Pode ser feito tudo. Temos publicações que descrevem as pinturas de Serranópolis. Há descrição sistemática de alguns sítios, análises superficiais, mas dá para abordar sob outras perspectivas. Mais imediato é discutir Serranópolis com outras áreas do Brasil Central. Pensar de a possibilidade ou não de Serranópolis ser relacionado com conjuntos classificatórios que já foram propostos, que na bibliografia de Serranópolis não tem. Daria para fazer belíssimos estudos da arqueologia da paisagem com as pinturas de Serranópolis. Daria para investir em organização espacial e de relação entre as figuras porque os sítios são muito ricos. São sítios com quantidade significativa de grafismo. Dá para trabalhar com regularidades, identificar recorrências. É uma região tão rica. A arqueologia de Serranópolis sempre teve um papel central nas discussões arqueológicas para o Brasil Central e pode ter também para pinturas rupestres.

EAemGoiás - Já podemos entender, já foi decifrado o que significam as pinturas de Serranópolis como as araras, emas, macacos, figuras de vários animais do cerrado?

Isnardis - Não tem uma decifração. Não sabemos o que aquelas pinturas significam. Elas podem significar coisas muito variadas. E a dificuldade em saber o que elas significam é porque não sabemos quando foram feitas, não temos outros elementos das culturas que as produziram ou há poucos. É muito difícil interpretá-las, mas dá para observar coisas que são típicas, regulares, recorrentes. Agora não sabemos o que as figuras que parecem araras querem dizer. Poderia dizer as coisas mais variadas para quem as fez. Pode ser a arara, mas a arara pode ser uma representação de identidade coletiva, pode haver com uma narrativa tradicional. Pode haver com algum grupo social. Pode ter muitos significados.

“Como uma forma de expressão, os conjuntos gráficos rupestres vão ter uma lógica que os organize. Há uma gramática ou algumas gramáticas dessa forma de expressão"


EAemGoiás - Podemos fazer uma comparação de pinturas rupestres de Raimundo Nonato, no Piauí, com pinturas rupestres de Serranópolis, em Goiás?

Isnardis - Há afinidades sim. Em Serranópolis, há conjuntos que fazem lembrar alguns conjuntos do sudeste do Piauí; há semelhanças. Conjuntos do sudeste do Piauí que vemos na imprensa, que o pessoal de lá soube dar visibilidade a aquele patrimônio maravilhoso. Pinturas semelhantes acontecem em várias regiões do Brasil. Há pinturas parecidas com aquelas em muitas outras áreas. Esse é um problema que precisamos enfrentar. Por que são semelhantes em distâncias tão grandes? O que aconteceu? Esses grupos eram aparentados? Eles compartilhavam algumas ideias ou alguns repertórios culturais?

EAemGoiás - Pesquisadores sugerem que pinturas rupestres de Serranópolis tenham até 11 mil anos. Em outras partes do Brasil como Minas Gerais ou no Piauí pode haver pinturas rupestres mais antigas?

Isnardis - Não há pintura rupestre com datação segura que seja mais antiga do que isso. Há algumas datações mais antigas no Piauí, mas elas têm problemas técnicos na elaboração. Métodos têm problemas e não estamos ainda confiando muito nesses métodos. Há outras datações pelo Brasil, mas nenhuma que tenha datação segura excede a casa de 10 mil anos. A maior parte das datações está no período que chamamos de Holoceno Médio ou Holoceno Recente, ou seja, até 5 mil anos.

Pinturas rupestres em São Raimundo Nonato, no Piauí

“A bibliografia brasileira sempre insiste em destacar a necessidade de se conectar os grafismos rupestres com outros elementos do registro arqueológico. Mas fazer essa conexão tem sido muito difícil. São poucos os casos que essa conexão pode ser feita com alguma segurança. Essa conexão normalmente é cronológica”

EAemGoiás - Como o senhor vê o maltrato às pinturas rupestres com pichações. Atrapalha o estudo?

Isnardis - Essas pichações mais recentes nos painéis com pinturas ou gravuras antigas em si são legítimas. São uma forma de expressão como as outras. Porém, acabam prejudicando termos acesso a essas formas de expressão gráficas mais antigas. Elas estragam efetivamente alguns conjuntos. O que precisa acontecer para que as pessoas não escrevam em cima, para que possamos continuar tendo acesso às figuras mais antigas, é que elas façam sentido para as pessoas. É preciso que as pessoas percebam aquilo como patrimônio, como algo interessante, e ajudem a conservar. Se não, não faz sentido. Falar que não pode escrever? Não pode por quê? O outro desenhou, por que eu não posso desenhar também? Desenhar é igualmente legítimo, mas talvez seja melhor escolher outro suporte para mantermos os desenhos antigos também. Se a pessoa valorizar vai ter uma atitude diferente.

EAemGoiás - Sobre o retoque nas pinturas rupestres de Serranópolis feito por um carpinteiro que trabalhava próximo. Como o senhor viu isso?

Isnardis - É um caso interessante porque podemos ver que as pintura podem ser lidas, valorizadas e apropriadas por parte da população. É claro que nenhum de nós gostaria que ele tivesse retocado as pinturas pré-históricas. Mas isso pode provocar para nós uma série de questões para reflexões. Inclusive a nossa relação de arqueólogos com as comunidades tradicionais locais. Em algumas áreas vemos que as pessoas mantêm um vínculo afetivo, inclusive preservacionista com as pinturas pré-históricas. Elas não se conectam historicamente a elas, não falam que são de descendentes, mas prezam as pinturas rupestres. Diamantina tem um caso desses. Várias áreas são muito ocupadas por garimpeiros de cristal, coletores de flores e o pessoal não intervêm nas pinturas. Já vimos um caso em que extraíram minérios em volta e deixaram o painel pintado inteiro. Sem que nenhum órgão ou arqueólogo tivesse intervindo nessa história. Agora para fazer as pinturas ficarem legíveis novamente para que elas possam ser apreciadas, interpretadas pela população contemporânea, podemos utilizar outros recursos que não sejam intervenções diretas nas pinturas. Pode ser feita reprodução sistemática e mostrar as questões dessa reprodução. Chamar a atenção na reprodução para aquelas questões que são difíceis de ver na parede. Mas conserva-se a parede da maneira que ela se apresenta. Se for pensar em intervenções para painéis de pintura um elemento que deve ser levado em conta é a reversibilidade dessa intervenção. Fazer intervenções que sejam discretas e reversíveis. Porque normalmente a conservação dos painéis envolve uma gama muita alta de variáveis que a gente nem sempre controla. Às vezes você faz uma intervenção e o resultado é exatamente oposto ao que pretendia. Como exemplo, em um painel foi feita uma canaleta em torno das pinturas para escorrer a água que vinha descendo pela parede e que estava degradando. O suporte ressecou e a parede caiu com todas as pinturas. Se a intervenção fosse reversível com o diagnóstico do problema poderíamos ter tentado voltar.

Vários desenhos dentro de um mesmo desenho

“A partir de um exame sistemático dessas sobreposições começamos a observar que o que parecia ser uma sobreposição caótica na verdade trazia em si um jogo muito sofisticado de encaixe de figuras. Em Diamantina, dentro das figuras que poderiam ser colocadas dentro dessa categoria de classificação da tradição Planalto, você tem uma continuidade de temas e uma diversidade de estilos. O jeito de fazer as figuras muda, as dimensões, o interesse por detalhes. Mas apesar da mudança há uma continuidade muito grande na composição dos painéis. As figuras interagem diretamente com as figuras precedentes.”


EAemGoiás - Qual comparação o senhor faz das pinturas de Serranópolis e de outras partes do mundo como da Europa?

Isnardis - O cerrado tem uma quantidade e uma variedade de pinturas rupestres que está entre as mais exuberantes do mundo. Essas áreas têm um potencial tão grande ou maior do que outras áreas muito pintadas também. É um potencial muito grande, muito vasto. E que de fato precisa ser valorizado. O sertões goiano, mineiro e baiano têm um acervo que encantam qualquer pesquisador de qualquer região do mundo. São de uma preciosidade muito especial.


Desenhos sobrepostos


“Algumas pesquisas estão sendo construídas no sentido de rever os conjuntos, discutir o alcance dos conjuntos e a possibilidade de falar de territórios ou afinidades, divergências entre comunidades humanas pretéritas. Mas agregando às análises de expressão gráfica dimensões que envolvam padrões de escolha culturalmente orientadas e comportamentos no momento de realizar os grafismos”


EAemGoiás - O acervo de Serranópolis precisa ser mais bem estudado?

Isnardis - Serranópolis tem um acervo muito importante. Importante inclusive na história da arqueologia do Brasil Central, em todos os aspectos, e sobre as pinturas rupestres também. Um dos motivos que me fez apreciar o convite para vir a Goiás foi saber que há patrimônio grande e poucas pessoas trabalhando. Eu gostaria que fosse conseqüência desse encontro e de outros vários é que as pinturas rupestres de Goiás voltassem a ser objeto de pesquisa sistemática. E Serranópolis está entre elas. Há trabalhos feitos sobre Serranópolis, mas há muito tempo ninguém publica mais nada. E Serranópolis não está esgotado. Absolutamente, não! Os trabalhos feitos dão várias possibilidades, é possível tratar de jeito diferente. Serranópolis, Serra Geral, outros lugares que sabemos que possuem pintura precisam ser estudados. Uma das coisas que eu queria vindo aqui é convidar os jovens estudantes de arqueologia e pesquisadores goianos para tomar esse patrimônio que é sensacional como objeto de pesquisa.


Foto em Serranópolis, Pousada das Araras. A única foto desta entrevista que mostra desenhos pré-históricos em Goiás. Outras fotos são de sítios arqueológicos em outras partes do Brasil como Piauí e Minas Gerais. Mas as sobreposições também acontecem em Serranópolis e estudos de outras partes do Brasil e do mundo podem contribuir na decifração de pinturas de Serranópolis. Para isso é preciso novos estudos já que o patrimônio de Goiás é grande e importante. Várias fotos de pinturas pré-históricas de Serranópolis e outros locais de Goiás serão publicadas nas próximas partes de O HOMEM PRÉ-HISTÓRICO DE GOIÁS.
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08/11/2010

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SEMINÁRIO
Política Nacional
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de Resíduos Sólidos
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Dia 18 de novembro em Goiânia.
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03/11/2010

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Resíduos Sólidos Urbanos:
Aterro Sustentável
para Municípios
de Pequeno Porte

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30/10/2010

MINÉRIO QUE POVOOU GOIÁS

Pegadas do
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Boi de Ouro

Pedro Jesus Vital, 70 anos, é um dos últimos garimpeiros de Anicuns que trabalhou na mina do Boi de Ouro. Ele conta que toda sexta-feira 130 caixas com 14 barras de ouro em cada uma saíam da mina em avião rumo aos Estados Unidos ou Europa. Antes, o transporte foi feito em carro por cerca de 30 anos. Muito ouro extraído de Anicuns. Muito ouro extraído de Goiás.
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Na rocha a cabeça de um boi esculpida possivelmente por índios da tribo Guanicuns que habitaram a região bem antes das expedições dos bandeirantes. Guanicuns era uma ave muito bonita. A foto mostra entrada para uma das galerias de centenas de metros embaixo da cidade de Anicuns, que fica a 74 quilômetros de Goiânia. Galerias que foram perfuradas por garimpeiros a procura de ouro. E muito ouro foi encontrado, retirado, derretido e enformado e remetido para o exterior. A cidade surgiu a partir da grande descoberta do metal precioso. Mas foi a própria cidade que impediu a retirada de mais ouro. (Foto-montagem ilustrativa do Boi de Ouro).
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Nas amostras de rocha retiradas durante a pesquisa estão os sinais de ouro.
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"O ouro é a principal potencialidade mineral da área, podendo ocorrer na Seqüência Anicuns-Itaberaí, em lodes associados com as rochas máficos- ultramáficas ou acompanhando sulfetos nas rochas metavulcânicas félsicas a intermediárias. Na Seqüência Córrego da Boa Esperança há evidências de ouro em aluviões e em zonas de cisalhamento." (Nilo Sérgio de Vargas Nunes - Geologia e potencial mineral da região de Anicuns - GO - Universidade de Brasilia)
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Poço Boi de Ouro: hoje com água represada. As entradas para as galerias estão abaixo do nível da água. Para fazer o trabalho era preciso que bombas ficassem o tempo todo bombeando a água para o rio. Mergulhadores profissionais, bombeiros, já mergulharam no lago e não conseguiram descer muito. Ao sair disseram que é muito difícil mergulhar no local, que a água é pesada. Pedro Vital acredita que o poço no centro do lago tenha 600 metros de profundidade por 6 metros de largura. Depois do fim da mineração, o lago foi esvaziado um vez, em 1991, para ser retirada a bomba d'água. "Levou um mês e meio para esvaziar", lembra Pedro Vital.
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Embaixo de Anicuns há várias galerias escavadas pelos garimpeiros que extraiam o ouro. Uma delas já tinha 900 metros de extensão e foi parar embaixo da igreja de São Francisco de Assis. Ao encontrar ouro no local foi detonada uma bomba. A igreja tremeu toda, vidros quebraram e a imagem de Nossa Senhora caiu do altar e se quebrou. "O padre mandou parar a mineração, em 1969", diz Pedro Jesus Vital.
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Conhecemos o local que fica no Centro de Anicuns ou parte antiga da cidade. A atividade fez parte do Simpósio Regional em Meio Ambiente e Educação realizado em Anicuns.
. Pedro mostra como encontrava o ouro. Nas galerias tiravam as rochas. Em certos locais o "veio" descia e subia logo a frente. Nesse momento bombardeavam as rochas e tiravam tudo em carrinhos sobre trilhos. "Fizemos as galerias seguindo o veio de ouro que tem de 8 a 10 centímetros de altura."
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Pequenas manchas na pedra são resquícios de ouro. Sem valor comercial, desprezados pelo garimpo, mas lembranças e prova de que embaixo de Anicuns ainda existe muito ouro.
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Casas antigas no Centro de Anicuns onde a cidade foi surgindo com a descoberta do ouro.
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"Ao Norte limita-se com Itaberaí e Americano do Brasil, a, Sudoeste com Turvânia a Oeste com Mossâmedes, ao Sul com Nazário e a leste com Avelinópolis. A hidrografia de Anicuns é bastante rica, tendo como destaque os rios dos Bois, Anicunzinho e Turvo, além contar com uma grande quantidade de córregos e nascentes. Devido a condição topográfica do município ele se destaca como divisor de duas bacias fluviais, a do Prata e o da Amazonas. (Ribeiro J. Carlos - Graduado em Geografia com especialização em Mineração e Recuperação de areas degradadas)
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Moradora Iraci Bispo é proprietária de uma das casas mais antigas de Anicuns que fica na Rua São Francisco.

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O município começou a ser ocupado em l752, tendo como principal atividade a mineração de ouro, que era abundante e de fácil extração. Após o declínio da exploração do ouro, os habitantes locais passaram a dedicar ao cultivo da terra e à exploração da pecuária. Constituía-se também na região um ponto estratégico de pousada de tropeiros, o que era uma atração de migrantes para a região, visto que a divulgação das riquezas locais era divulgada pelos viajantes. O distrito de Anicuns foi criado pela Resolução Provincial nº 2 de 7 de junho de 1841. Pela Lei Estadual nº 388 de 07 de junho de 1911, e foi elevado à categoria de Município, com denominação de Anicuns, desmembrando-se do município de Alemão, hoje município de Palmeiras de Goiás." (Ribeiro J. Carlos - Graduado em Geografia com especialização em Mineração e Recuperação de areas degradadas)
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Muitas casas mereciam ser restauradas para que a história de Anicuns e de Goiás da época do ouro não se perca.

"Com base na história, Bartolomeu Bueno da Silva Filho, em 1749, criou para os boiadeiros que iam em direção a Goiás um ponto de parada, nesse lugar se deparou com índios da tribo Guanicuns enfeitados com colar de pedras de ouro, então Bartolomeu pediu a ajuda da índia Damiana para conseguir influenciar os índios levando-os a conversão à religião católica, iniciando um período de exploração". (brasilescola.com)

. Anicuns teve a sua origem na mineração. Os primeiros elementos humanos que para ali convergiam foram em busca de ouro que se encontrava com abundância e de fácil extração. Posteriormente à época da mineração, dada a fertilidade do solo, e a excelência do clima, foram reduzidos os aventureiros, que regressaram. Trocaram a ambição do ouro pelo cultivo da terra e pela pecuária, fixando residência na localidade. Era também a localidade escolhida para ponto de pousada de tropeiros, o que, de certa forma, contribuiu para o seu conhecimento em outras paragens do Pais. (biblioteca.ibge.gov.br)
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Lembrança do tempo áureo. A placa mostra que a casa foi construída em 1947, época auge da exploração de ouro em Anicuns. Dezenas de garimpeiros trabalhavam dia e noite na extração do minério.
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Pedro mostra as rochas que eram extraídas com a pesquisa e plaquinhas com numeração que as identificavam. Se encontrasse ouro no local da extração a rocha era bombardeada.
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Casa restaurada na parte antiga da cidade e que foi primeiramente habitada a partir da descoberta e extração de ouro em Anicuns.
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O prefeito de Anicuns era Domingos Valadão, mostra a placa de endereço da época de construção da casa.
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Ouro: "Esse metal raro e precioso surgiu do mesmo jeito que todos os outros elementos químicos: por causa de uma fusão nuclear. No período de formação do Sistema Solar, 15 bilhões de anos atrás, núcleos dos átomos de hidrogênio e hélio, os elementos mais simples, combinaram-se a altíssimas temperaturas, dando origem a elementos mais complexos, como o ouro", afirma o geólogo Roberto Perez Xavier, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Na Terra, formada há 4,5 bilhões de anos, o ouro apareceu na forma de átomos alojados na estrutura de outros minerais." (Revista Mundo Estranho - Editora Abril)
. As amostras de rocha que foram pesquisadas estão hoje espalhadas pelo local. Poderiam ser organizadas, catalogadas e servirem para resgatar a história de Anicuns.
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Os armazéns, os traços do comércio das primeiras décadas do século passado.
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O transformador é uma das peças do garimpo que ainda está no local. Os carrinhos do garimpo subiam pelos trilhos puxados por cabos de aço movidos a um potente motor elétrico. Centenas de quilos de rochas iam para a trituração. O motor foi transferido para Goiânia com algumas bombas. O que Pedro Vital sempre quis foi conseguir ajuda da prefeitura municipal ou governo do Estado para tornar o Poço do Boi de Ouro um local adequado para a visitação turística. Podem ser feitas trilhas e restaurados trilhos, casas de máquinas... Resgataria a história de Anicuns e geraria renda para guias turísticos.
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Um dos carrinhos utilizados na mineração. Em 1969, quando a mineração foi interrompida, trabalhavam no local 32 pessoas. Extraiam o cascalho de onde separava-se o ouro da rocha. "Subiamos as pedras nesse carrinho para quebrá-las no moinho. Na época, pensaram até em tirar a cidade de Anicuns daqui. O proprietário queria comprar outras terras e transferir a cidade para continuar extraindo o ouro", lembra Pedro Vital. Na foto, professora Divina Pinto Paiva e uma das coordenadoras do Simpósio Regional de meio ambiente e educação, Tatiane Curado (de óculos).
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Na etiqueta no carrinho está o nome da Mineradora Barro Alto.
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Dentro de um carrinho uma das bombas utilizadas para retirar água do poço.
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Pedro mostra que os trilhos por onde os carrinhos subiam ainda estão no local. O mato cobre tudo. Para adequar o local para visitação turística é preciso fazer um mínimo de infra-estrutura.
. Trilhos que descem para dentro do lago, antiga mina de ouro.
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Cartaz do evento afixado na Faculdade de Anicuns.
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Entrada da Faculdade Anicuns.
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Realizei palestra dentro do evento em Anicuns.
. Tema: coleta seletiva dentro do contexto do Universo. A origem de muitos minerais está na criação do universo, das estrelas, das galáxias. Foi necessário milhões ou bilhões de anos para termos hoje ouro, diamantes ou até mesmo petróleo. Se não reciclamos perdemos minerais em quantidades finitas na Terra e não vamos conseguir produzir outros facilmente em laboratórios. Está aí a importância da coleta seletiva e da reciclagem.
. Equipe de Educação Ambiental da Semarh: André Luiz, Igor Esteves, Yuara Crescencio e equipe organizadora do evento: Simone Jácomo,Tatiane Curado e Suêd Canoto.
. Poço do Boi de Ouro, na saída de Anicuns para Americano do Brasil.
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Local onde há pouco tempo existia a casa mais antiga de Anicuns. Mas, sem restauração, a construção se perdeu com o tempo. Perde-se também a história da cidade.
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Uma das casas antigas que ainda não caiu mas está em péssimo estado de conservação, com parte do telhado destruído. O ouro não deixou riqueza para a cidade nem para o centro histórico de Anicuns.
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27/10/2010

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16º Simpósio Ambientalista
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Brasileiro no Cerrado
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De 17 a 19 de novembro
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Auditório da Faculdade

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de Direito da UFG

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e Área I da PUC Goiás

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Praça Universitária


Programação:

Dias: 17, 18 e 19 de Novembro de 2010
Goiânia-Goiás


Dia: 17 /11/2010 – Quarta-feira

Abertura solene

Local: Auditório da Faculdade de Direito – UFG – Pça Universitária
Horário: 19h
Apresentação cultural - Orquestra de Violeiros de Goiás - AGEPEL
- Musicista Alba Franco – ITS/PUCGoiás
Homenagens:

Palestras:

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Tema: SISNAMA e CERRADO: Responsabilidade de Todos
Palestrante: Drª Flora Cerqueira – Diretora do SISNAMA –DSIS – MMA (a confirmar)
Abertura da Expo-cerrado
Local: Área I – PUC Goiás – Setor Universitário
Horário: 21h30min
Dia: 18 /11/ 2010 – Quinta-feira


Minicursos

Local: Área I – PUC Goiás
Horários: 08h às 11:30 - 14h às 17:30

01 - Gestão da Arborização Urbana e Rural

Esp. Mariana Nascimento Siqueira – Gerente de Arborização Urbana - AMMA
Drª. Luciana Domingues Bittencourt Ferreira – Pesquisadora - EMATER-GO

02 – Gestão de Bacias Hidrográficas

Eng. Agron. Henrique Luiz de Araújo Costa -Gerente de Proteção de Mananciais – SANEAGO
M Sc. Karla Maria Silva de Faria -Gerente de Contenção e Recuperação de Erosões e Afins – AMMA.

03 – Gerenciamento de Monitoramento de Resíduos Sólidos

Téc.Celma Alves dos Anjos – Gerente de Resíduos - AMMA
Biol..Pedro Henrique Baima Paiva – Técnico - AMMA
Prof. M Sc.Milton Luiz Pereira – Chefe de DVFCS – AMMA
Geo. Wellington Heberling de Oliveira – Chefe Div. Aterro Sanitário – AMMA


04 – Fiscalização Ambiental

Esp.Patrícia Alencar de Mendonça – Gerente de Programação Fiscal – AMMA
Esp.Isabel Santos de Jesus - Fiscal Ambiental - AMMA
Helen de Fátima Ribeiro – Analista Ambiental – IBAMA/GO

05 – Licenciamento Ambiental

Prof. Esp.Adriano Paixão – Supervisor fiscal – AMMA
M Sc. Márcia Barnabé – Analista SEMARH

06 - Sustentabilidade das fruteiras do cerrado

Eng.Fl. Léo Lince do Carmo – Supervisor de Agroecologia e Meio Ambiente - EMATER-GO
Profª. M Sc. Aparecida de Fátima Bozza – Pesquisadora do ITS/PUCGoiás

07 - Cidades Sustentáveis: a construção de possibilidades nos limites da contradição

Profª. Drª.Karla Emanuela Ribeiro - UFG
Prof. M Sc. Denis Castilho - UFG

08 - Biodiversidade da Fauna do Cerrado

Prof.M Sc. Roberto Malheiros - ITS/PUCGoiás

09 – Agroextrativismo

Drª Andréia Pizaia Ornellas – Consultora Ambiental -SSEMEAR
Clóvis José de Almeida – Sócio proprietário dos Frutos do Brasil/Rede Milka

10 - Educação Ambiental

Sg. Darildo José Leite – Educador Ambiental - BPMAmbiental

11 - Plantas medicinais do Cerrado

Prof.M Sc. João Carlos Mohn - Pesquisador – HMA


Dia: 19 /11/2010 – Sexta-feira

Local: Auditório da Faculdade de Direito UFG
Horário: 8h às 12h
Apresentação Cultural

Mesa Redonda

Tema: Código Florestal na Gestão Sustentável do Cerrado
Palestrantes: - Sen.Marina Silva (a confirmar)
- Nelson Ananias Filho - CNA
Mediador: Prof. M Sc.Marco Antônio Vezzani – Presidente SABC

EVENTOS INTEGRADOS


11º Jovem ABC – Goiânia - 10 e 11 de novembro de 2010

Local: Vila Ambiental – Parque Areião – S. Pedro Ludovico
Horário: 08h às 11h e 14h às 17h

Feira ExpoCerrado –Goiânia – 17, 18 e 19 de novembro de 2010

Local: Área I – PUCGoiás – Setor Universitário
Horário: 08h às 21h

Inscrição


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