Oeste - tiveram de ser empalhados e levados para RJ e Brasília
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“Temos de sair da egologia para a ecologia, algo maior”
Com um sorriso nos lábios e carisma que atrai educadores ambientais das mais diversas áreas. Mas também provocativa em sua palestra apresentando imagens de conflitos históricos brasileiros e mundiais como o de 1989 quando o estudante enfrentou sozinho tanques de guerra durante ditadura na China e depois apareceu morto, a polêmica sobre a transposição do Rio São Francisco, o uso de transgênicos, a construção da Usina de Belo Monte e sobre o novo Código Florestal. E mostra ainda em fotos históricas o ano de 1968 com os protestos estudantis sufocados por governos autoritários, apartheid, Woodstock, tropicália para em seguida falar de educação ambiental. “No mundo da educação ambiental é muito comum a gente falar em harmonia. Talvez porque o mundo seja tão caótico que a gente precisa buscar inseri-la. Mas nesses anos... eu aprendi que é bom a gente evocar os conflitos. É bom a gente falar de tristeza. No momento de maior tristeza da vida de vocês, lá no fundo do poço é que vem a energia. E essa energia é que a gente tem de sugar e aprender”. Michèle Sato é paulista, com licenciatura em biologia, mestrado em filosofia e morou na Inglaterra, no Canadá e na África. É professora da Universidade Federal do Mato Grosso – UFMT e trabalha principalmente com os temas fenomenologia, ecologia, sustentabilidade, arte e mitologia. Nesta entrevista concedida durante o II Congresso Brasileiro de Educação Ambiental realizado em João Pessoa – Paraíba, Michèle Sato não quis apresentar o que chama de “receitas” para educadores ambientais e explica por que. Tece também críticas a “ótica do capital”: “Não podemos viver sob a ótica do capital porque ele destrói os territórios e promove as desterritorializações. O capital, a gana, o mercado, o dinheiro, a competição, o individualismo é que destruiu tudo. Essa ótica tem de ser abandonada”. Abaixo, entrevista gentilmente concedida a Educação Ambiental em Goiás
“As pessoas estão invisibilizadas. E essa invisibilidade das pessoas faz com que se tornem excluídas”
Wagner Oliveira - Como a senhora vê a luta pelos atingidos por barragens e a educação ambiental? Um paralelo.
Wagner Oliveira – A área do Estado do Mato Grosso é formada por 65% de Amazônia e, em segundo lugar, por Cerrado. Ao mesmo tempo o Estado é recordista em desmatamento. A educação ambiental está funcionando no Mato Grosso?
Todo dia era dia de índio!
Este é o título da letra da canção de Jorge Ben Jor, brilhantemente interpretada por Baby Consuelo ou “Baby do Brasil”. Este título serve para que iniciemos uma reflexão acerca do “Dia do Índio”, comemorado, todo ano, no dia 19 de Abril. Mas, quem são esses povos chamados de “índios” ou “indígenas”? De onde vieram? Para onde foram? Digo, para onde foram, porque parece que já não existem mais. Na verdade, uma pequena amostra desses povos está por aí, na indigência de um país colonizado e dominado pelos europeus. De fato, esses povos deveriam ser chamados de autênticos brasileiros, se é que este país pode ser chamado de Brasil, uma vez que a árvore com este nome, assim como os “indígenas”, parece que já não existe mais.
Quando digo que eles deveriam ser chamados de autênticos brasileiros, não o faço simplesmente pelo direito inalienável à posse dessas terras majestosas, mas, sobretudo, pelo amor que demonstraram por elas e, mais que isso, pela relação que sempre mantiveram com elas, esses povos, barbaramente denominados selvagens “colonizadores” ocidentais. Mas, por que são chamados selvagens? Será porque não se subjugaram à escravidão imposta pelos povos ocidentais, visando à exploração implacável e desmedida dos recursos naturais das terras que pertenciam a eles mesmos? Será porque jamais se submeteram à cultura “branca” e machista imposta pelos povos europeus? Ou, será que eram “pagãos e selvagens” por não adorarem as mesmas santidades e idolatrias das religiões dos povos ditos “civilizados”?
Eis aí, boas indagações sobre as quais necessitamos refletir. Como autênticos brasileiros esses povos tinham por “deuses” a natureza que os provinham. Adoravam os elementos da Terra, mantiveram com eles uma relação de amor e respeito sublime. Adoravam as montanhas, as florestas, os campos, os animais, os vales, o sol, a lua. Estes eram os seus deuses! Onde eles viam as fontes de sua sobrevivência, os europeus “civilizados” enxergavam a fonte de exploração irrefreável, de cobiças, de matanças, de destruição, ganância, de lucro. Esses povos ditos selvagens diziam inexplicável a “lógica” dos povos brancos europeus. Para eles [os indígenas], as árvores só têm sentido quando de pé, pois, somente assim, dão frutos para saciar a fome, fazem sombra para o descanso da labuta. E, quando morrem, são sepultados à sua sombra e, assim podem descansar da longa batalha da vida. Assim, onde os europeus viam apenas fonte de acumulação de riquezas, de lucro desenfreado, esses povos [selvagens] viam a fonte eterna de sobrevivência. Aí, cabe a pergunta: quem eram os selvagens? Quem eram os civilizados?
Pois bem! Meus caros leitores! Esta é a filosofia de vida desses povos que não se curvaram à ganância e à escravidão impostas pelos povos [civilizados] europeus. Esta é a filosofia de vida dos povos, onde a organização social destaca a sabedoria das experiências acumuladas dos mais velhos, dos anciãos. É a filosofia de vida de um modelo de sociedade, na qual os jovens respeitam os mais velhos, onde os jovens não têm a última palavra, onde a experiência de vida é sempre respeitada, como sinal da intervenção prática e real de homens e mulheres no mundo também real e concreto.
Hoje, a crise europeia demonstra o que os povos civilizados fizeram a eles mesmos. No continente Sul-americano e, em especial no Brasil, assistimos ao resultado da exploração desordenada dos nossos recursos naturais, ensinada pela supremacia dos povos “civilizados” da Europa Ocidental. Hoje, para os remanescentes desses povos guerreiros, altivos, que não se vergaram, diante da exploração europeia só restam lembranças dos tempos em que as terras eram sua fonte de vida. Hoje, para o que sobrou deles ficam as angústias de um tempo “moderno”, verdadeiramente selvagem, onde seus representantes são queimados vivos na capital do planalto central do Brasil. Só restam a eles a dor, os gritos, os sofrimentos e os lamentos dos diversos “Galdinos”, que morrem à mingua em cada rincão deste imenso país. E, a natureza já dá mostra de cansaço, já dá sinais de que sente saudades! Que sente saudades dos tempos de outrora, dos tempos nos quais todo dia era dia de índio.
* Escritor. Geógrafo, mestre e doutorando pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Pesquisador e professor da Universidade de Uberaba (Uniube). machado04fonseca@gmail.com

Engenheiro Florestal da Emater Léo Lince do Carmo Almeida: "O araticum já está quase extinto em Goiás"
A semente do araticum é muito, muito, muita dura. Utilizei uma faca de mesa para cortá-la ao meio e não foi fácil. Pelo menos uns dois minutos tentandoDoce de Araticum com Acerola
Ingredientes
1 araticum grande
400 g de acerola
400 g de açúcar
1,5 L de água
Preparo
Descasque o araticum, faça o suco da acerola, coe o suco e acrescente-o à polpa do araticum e o açúcar
Leve ao fogo no tacho de cobre. Tire a calda ao ponto de fio.
Tempo de Preparo: 4 horas
Rendimento: 1,5 kg
Araticum é uma fruta típica do cerrado e sua época é a mesma da quaresma.
Bolo mousse de laranja e araticum
Pão-de-ló de laranja
Ingredientes
4 ovos
2 xícaras de açúcar
3 xícaras de farinha de trigo
200 ml de suco de laranja
1 colher (sopa) de fermento em pó
Preparo
Separe em dois recipientes as claras e as gemas. Bata as claras em neve e em seguida as gemas. Junte as claras e as gemas e adicione o açúcar ao poucos continuando a bater. Junte o suco de laranja.
Coloque a velocidade da batedeira no mínimo e adicione a farinha já misturada com o fermento. Coloque em forma untada e enfarinhada.
Leve a asse por mais ou menos 30 minutos.
Calda de araticum
Ingrediente
100 g Araticum
200 ml Leite
Preparo
1. Combine todos os ingredientes (com exceção da essência e do
licor) e leve à fervura.
2. Ferva por 2 minutos. Retire do fogo.
3. Tampe a panela e deixe em infusão até esfriar.
Doce de Araticum
Ingredientes
200 g de polpa de araticum
200 g de açúcar
200 g de suco de laranja
Preparo
Passar a polpa por uma peneira e juntar com os outros ingredientes. Levar ao fogo numa panela até ficar pastoso. Retirar do fogo, deixar esfriar e colocar em um recipiente.
Mousse de araticum
Ingredientes
350 ml leite integral
3 gemas
50 g de açúcar refinado
1 sache de gelatina sem sabor
200 ml creme de leite fresco
qb Canela em pó
250 g doce de araticum
qb Raspas de laranja
Preparo
1. Leve o leite ao fogo com metade do açúcar e as raspas de
laranja.
2. Após ferver despeje o leite sobre as gemas batidas com o açúcar
restante
3. Leve ao banho-maria para engrossar.
4. Hidrate a gelatina em água fria e acrescente-as ao creme.
5. Retire do banho-maria
6. Resfrie (mas não deixar gelatinizar) e acrescentar o creme
de leite batido em picos médios
7. Dar continuidade a montagem do bolo mousse.
Montagem do bolo mousse de laranja e araticum
1. Unte uma superfície de um aro com óleo.
2. Corte o pão de ló de laranja no formato do aro (se o bolo
estiver alto cortar ao meio em camadas com uma linha)
3. Forre o fundo com um disco de pão de lo e pincele com a
calda de araticum
4. Passe uma camada de doce de araticum
5. Coloque metade da mousse de araticum
6. Coloque mais um disco de pão de ló de laranja e pincele com a calda
7. Passe mais uma camada de doce e cubra com a mousse
8. Uniformize a superfície
9. Leve ao freezer para refrigerar
10. No momento de servir retire o aro.
11. Decore com raspas de laranja ou sementes de araticum.
Licor de araticum