19/05/2012

Trabalho de Ifjú Hidasi 
reconhecido com museu
 .
Merecida homenagem com
o Museu de Zoologia Hidasi

O educador ambiental e ornitólogo Ifjú Vitéz Hidasi József Péter (José Hidasi) recebeu merecida homenagem no Dia do Museu (18 de maio) com seu nome estampado na fachada do Museu de Zoologia Professor Hidasi no Zoológico de Goiânia. Na foto para Educação Ambiental em Goiás fiz questão de clicá-lo ao lado da Ave Símbolo de Goiás - Anhuma. Em seu discurso ele lembrou de frase "Em busca do paraíso" dita a um jornalista que conhece, valoriza e publica seu trabalho há muitos anos - reconhecimento!!! Veja vídeo no final desta publicação
A beleza das aves do Brasil encantou José Hidasi que nasceu em Makó, na Hungria e veio para o Brasil realizar seu sonho de conhecer o país tropical abençoado por Deus
Antes da inauguração Hidasi observa chegada de convidados
Corujas nativas da Hungria no Museu de Zoologia Professor Hidasi
Não é todo o sonho realizado mas é uma importante parte. Hidasi construiu um acervo muito maior que precisa ser valorizado e estar nos melhores museus para servir a alunos e cientistas "na eternidade"
Uma das três partes do museu dentro do Zoológico de Goiânia
"Quando eu era criança meu pai encheu minha cabeça dizendo: Você tem de conhecer o Brasil porque lá tem aves que falam e são multicoloridas e a terra é abençoada por Deus. Li todos os livros da biblioteca dele que falavam sobre o Brasil e diziam que era a terra abençoada por Deus e de eterno verão. Falei para meu pai que é uma terra do paraíso. Ele disse que eu teria de ser o melhor aluno, fazer curso superior e depois teria dinheiro e poderia ir. Eu falei isso depois de 70 anos para o jornalista Wagner"



Porco espinho está no acervo do Museu de Zoologia Professor Hidasi junto com mais de outros 1000 outras peças
O 'húngaro-brasileiro' que dedica sua vida ao Brasil e suas belezas naturais
Presidente da Agência Municipal de Meio Ambiente Mizair Lemes assina: Museu de Zoologia Professor José Hidasi
Arara Piranga Ara macao
Capivara, Quati e Raposa do campo
E o público mirim já está visitando o zoológico e o museu
Sidney Dutra, Wagner Oliveira, José Hidasi e seu filho Roberto Hidasi
Coruja
Um clique especial com José Hidasy
O tuiuiu ou jaburu
José Hidasi ao lado do presidente da Amma Mizair Lemes

Vídeo inauguração Museu de Zoologia Professor Hidasi



Veja muito mais em:






05/05/2012

Goianos avistaram
meteoro caindo? .


Lua cheia vista a partir de Goiânia. As 0h35 deste domingo ela está no perigeu e mais próxima da Terra se apresenta 14% maior e 30% mais brilhante - "Superlua"

Gosto muito de olhar o céu, principalmente durante a noite. Assim, fiz o registro da lua hoje e de um suposto meteoro visto a partir de Goiânia no dia 2 de maio na direção noroeste. Hoje, três dias depois a BBC de Londres publica que queda de meteorito desencadeia caçada por pedaços na Califórnia e fragmentos podem valer até US$ 1 mil o grama. Não sei se o que foi observado em Goiânia seja o mesmo que caiu na Califórnia mas há semelhanças entre as imagens e se alguém tiver mais informações pode comentar abaixo. De acordo com a BBC o corpo celeste caiu em vale próximo da cidade de Coloma, nos Estados Unidos, e teria o tamanho de um micro-ônibus antes de entrar na atmosfera. Ao entrar se desintegrou. Pelas fotos que fiz abaixo percebe-se que ainda não havia se desintegrado.
 
Suposto meteoro visto a partir de Goiânia dia 2 de maio de 2012. Pode ser observado durante alguns minutos

Suposto meteoro visto a partir de Goiânia dia 2 de maio de 2012 com ampliação e recorte

Foto a partir do Setor Bueno por volta das 17h30 de 2 de maio de 2012 com ampliação de 4 vezes. No momento passava um avião e isso ajuda na comparação de tamanhos

Meteoro observado em Goiânia seria o que caiu na Califórnia? Se sim, sugiro possível trajeto do meteoro entrando na atmosfera antes de cair na Califórnia


Vídeo

"Meteoros e Meteoritos


Meteoro ou estrela cadente é o fenômeno luminoso que ocorre na atmosfera terrestre, proveniente do atrito de um corpo sólido, oriundo do espaço, com os gases da atmosfera terrestre. Os bólidos ou bolas de fogo são os meteoros muito luminosos de brilho igual ou superior ao dos planetas mais brilhantes. O corpo sólido que se move no espaço exterior, de tamanho inferior ao de um asteróide, em geral da ordem de um miligrama a alguns quilogramas, denomina-se meteoróide. Se sua dimensão é inferior a 1 mm de diâmetro (que é o mais baixo de limite visual), emprega-se a denominação de micrometeoróide. As partículas oriundas dos meteoros ou meteoritos, de dimensões inferiores ao micrometeoróide, são as poeiras meteóricas ou meteoríticas.



Os meteoróides, ao penetrarem na atmosfera, dão origem aos meteoros que, ao atingirem a superfície terrestre, recebem o nome de meteoritos. A vaporização dos meteoróides na atmosfera dá origem a um rastro luminoso e ionizado, de curta ou longa duração, respectivamente, denominado esteira ou rastro persistente.


Em certas épocas do ano observa-se maior incidência de meteoros; tal fenômeno é o que se denomina chuva de meteoros ou estrelas cadentes. Recebem o nome da constelação da qual parecem originar-se. Os meteoros não associados a nenhuma chuva chamam-se meteoros esporádicos.
Os meteoritos constituem enormes massas de matéria sólida que ao penetrar em nossa atmosfera se consomem total ou parcialmente antes de atingir eventualmente o solo. O fenômeno luminoso que surge associado ao meteorito é às vezes acompanhado de explosões e ruídos semelhantes a uma trovoada muito afastada. Os meteoritos pesando mais de duas toneladas, são felizmente pouco freqüentes. Os meteoritos recebem o nome da cidade ou localidade na qual foi encontrado.

São inúmeros os bólidos que ao se chocarem com a Terra, produziram enormes crateras meteoríticas. Uma das mais célebres se encontra no Arizona, EUA - mede 1267 m de diâmetro e sua profundidade ultrapassa 180 m. Em 30 de junho de 1908, um enorme meteorito caiu na Sibéria. Seus inúmeros fragmentos cavaram mais de duzentas crateras e a explosão devastou a floresta, num raio de 100 km. Segundo cálculos astrofísicos, esse imenso bólido teria uma massa de aproximadamente 40 mil toneladas. Duas são as principais espécies de crateras meteoríticas: as crateras de explosão e as de impacto.

As crateras de explosão são de grandes dimensões: de 100 metros a vários quilômetros de diâmetro.
Quando o grande meteoro produz a cratera, ele se desfaz completamente no instante do choque, distribuindo fragmentos por toda a vizinhança da cratera.
As crateras de impacto são menores e raramente, atingem diâmetros superiores a 100 metros. O fundo dessas crateras não é pulverizado. Um terceiro tipo de cratera é um modelo intermediário, resultante da fragmentação do meteoróide em meteoritos diferentes em suas dimensões."

Trecho do livro Explicando o cosmos de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão.






04/05/2012

 Reaberto Zoológico de Goiânia 
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Com substituição de grades por vidros blindados crianças e adultos podem agora chegar bem perto dos grandes mamíferos e até de felinos. Maria Fernanda de 3 anos também foi observada de perto pelo leão e pela leoa

 Lagos com ilhas habitadas por macacos que vocalizam muitas vezes por dia

Separados apenas por vidro temperado mas com três camadas que ajudam no isolamento acústico já que o barulho é uma das causas de estresse nos animais. Além disso, o vidro evita que alimentos sejam atirados pelos visitantes

Assim é possível fazer um carinho de rosto no rosto da leoa. E quem não gosta de carinho?

A ararara canindé Ara ararauna está dentro de viveiro de imersão cercado por tela. Mas agora é possível entrar lá dentro e ver a ave bem de perto. A arara canindé tem distribuição geográfica do Brasil a América Central. Hábito alimentar: cocos de palmeira, frutos e nectar de árvores diversas

 Belas imagens para fotos no Zoológico de Goiânia

Veado observado bem de perto. Atualmente há 522 animais de 154 espécies, entre mamíferos, aves e répteis, no Zoológico de Goiânia

Entrada para viveiros de imersão com duas 'paredes de correntes': proteção para não entrarem predadores das aves e nem as aves sairem. A tela também está  em altura suficiente para que as aves façam pequenos voos com segurança

Grou Balearica pavonina. Distribuição geográfica: Namíbia, África do Sul, Suazilândia. Hábito alimentar: peixes, rãs, pequenos répteis, crustáceos e grandes insetos, plantas aquáticas.
 
Para entrar no viveiro de imersão acompanhado de guia o visitante afasta as correntes e passa para o primeiro ambiente. Mas para entrar realmente é preciso passar por outra 'parede de correntes' e um portão com tela. As correntes e o portão são proteções para possibilitar que pessoas entrem nos viveiros mas as aves não voem para fora.

Esqueleto de leão Panthera leo em museu de zoologia no Zoológico de Goiânia

Grazielly Nascimento de Porangatu e Eduardo Machado Limongi de 2 anos e 9 meses já visitaram o Zoológico de Goiânia

Gavião Carcará Poliborus plancus. Distribuição geográfica: América do Sul. Hábito alimentar: pequenos vertebrados e invertebrados. Em cada recinto uma placa passa as principais informações sobre animais e aves

Os vidros onde antes existiam grades são novidades tanto para visitantes quanto para os animais que chegam bem perto e observam cada detalhe dos visitantes

 Macaco se exibindo solto em ilha em lagos do zoológico

 As placas relembram: não alimentar os animais

 Emas características de cerrado no Zoológico de Goiânia

Tigres que vieram do Beto Carrero World. Tigre real de bengala tem o nome científico de Panthera tigris tigris e é animal ameaçado de extinção. Distribuição geográfica: China, Índia, Sumatra, Java e Bali. Hábito alimentar: espécies de vertebrados tais como veados, macacos, aves, búfalos, filhotes de rinocerontes e elefantes, cobras.

Entrada para o Zoológico a partir do Lago das Rosas. Belas imagens de lagos, verde e grandes árvores

Urso pardo Ursus arctos. Distribuição geográfica: América do Norte, noroeste e centro da Europa, Ásia. Hábito alimentar: peixes, mamíferos, frutos e raízes.

Dinah Ribeiro, membro da Sociedade Ambientalista Brasileira no Cerrado recebe um 'cheiro' da leoa

Na entrada rampa ou ponte que balança com as pessoas atravessando. Primeiro atrativo para os visitantes. As crianças vão adorar.

 O Zoológico inicialmente está aberto para visitas agendadas de escolas. 




18/04/2012

Resgate da cultura
indígena no Berohokã


Índia mestiça da Aldeia Meruri, Maria do Carmo Toledo, mostra miniaturas de Índios Kalapalo e Xavante. Ela morou na Ilha do Bananal, mora em Aragarças às margens do Berohokã - o grande Rio Araguaia - e com seu trabalho viajou pelo Brasil mostrando o que o índio produz e usa e, assim, mantém viva a cultura indígena

Cuias de coité para tomar água e instrumentos musicais como o maracá utilizado nas danças indígenas

Foto histórica mostra índio Karajá da Ilha do Bananal na década de 50

Aruanã dos índios Karajá

Foto histórica mostra Xavantes há 50 anos preparado alimentos. "Como a alimentação muda o ser humano. Os índios Xavante tinham estatura de 2 metros de altura e, hoje, estão na faixa de 1,70 metro por causa da alimentação. Antes comiam muitas frutas, peixe, caça e hoje estão comendo muito pão, tomando refrigerante e continuam comendo carne", observa Maria do Carmo em foto exposta em sua loja Bêro Can em Aragarças

Tela com criança Caiapó

Outra foto histórica mostra índio Xavante na década de 50 conduzindo cesto na cabeça

Maria do Carmo: "O artesanato indígena feito dentro de uma aldeia tem uma alma. Quando é feito fora da aldeia fica mestiço como eu"

Reprodução de tela mostrando índio Caiapó

Brincos com penas de aves

Cesto para carregar alimentos ou objetos

Colares confeccionados utilizando sementes

Índio Caiapó em tela de um artista plástico do sul da Bahia

Maria do Carmo: "Na nossa passagem por este planeta, curumim, temos de deixar nossas pegadas"

Tartaruga confeccionada a partir de cabaças: artesanato local de Aragarças

Máscaras do kuarup do Xingu e cestarias Karajá

Artesanato mostra o Aruanã dos índios Karajá

Resina aromatizante

Rio Araguaia em Aragarças, Goiás. O quintal de Maria do Carmo sai na Praia Quarto Crescente. Do outro lado do rio é Barra do Garças, no Mato Grosso

Entrevista concedida em cima do banco xinguano com as cerâmicas dos índios Wuará ao fundo

Tela pintada por Maria do Carmo: índio xinguano

Máscaras indígenas utilizadas no Kuarup no Xingu

"Saí da aldeia com 14 anos, casei com 17 anos e fui embora. Quando retornei achei que meu povo estava perdendo a cultura. Estavam se envolvendo com álcool, as meninas muito cedo já eram mães - meninas com 18 anos já tinha três ou quatro filhos. Eu quis ajudar eles de alguma maneira"

O turista em Aragarças encontra artesanato indígena

Artesanato local: pescador com vara de anzol em Aragarças ou Barra do Garças

Maria do Carmo em sua loja

Maria do Carmo em banco esculpido por índios do Xingu. Detalhe: um animal com duas cabeças.

Maria do Carmo e Yuara Crescencio em Aragarças

"Como eu não era funcionária da Funai, montei uma loja para mostrar a cultura deles criando uma ponte em Barra do Garças, Aragarças, entre o índio do Acre, Rondônia, São Félix do Araguaia, Xingu e de Brasília. Mas para manter essa ponte funcionando pensei no custo que ia ter e na terra de índio não se vende coisa de índio. Então fui obrigada a sair para fora, fazer exposições por todo o Brasil levando o índio para mostrar que realmente era do índio"

Colar confeccionado por índios com "pedras" retiradas da cabeça do peixe curvina. Cada peixe tem duas "pedrinhas" dessas na cabeça

Banco xinguano, peça única na loja

Coités, cestos e maracás

Artesanato: ET. Em Barra do Garças em cima da Serra Azul há um discoporto e há quem diz que já viu Ovinis no local

Um dos colares dos índios xavantes é feito com sementes do capim navalha

Maria do Carmo no seu quintal na beira do Rio Araguaia

Outro ângulo da loja

Banco esculpido por índios do Xingu

Cuias e o maracá de coite utilizado durante as danças indígenas

Cerâmica dos índios Waurá do Xingu: peças utilitárias. Cerâmica para uso no dia-a-dia

Cerâmica dos índios Karajá que mostra mais a pintura corporal

Puçá é um tipo de rede indígena utilizada pelos índios para pescar



Veja também vídeo que mostra o trabalho da índia mestiça do Berohokã

A Cultura Indígena Extrapola Fronteiras


Índios do Brasil


Índios do Brasil 2