20/02/2011

Palestra de
Luc Vankrunkelsven
em Goiânia


Clique no cartaz para ler ampliado

Dia 24 de março, às 9 horas.

Leia também entrevista de Luc Vankrunkelsven


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E.A. EM VIVEIRO
Passeio pelo

Bird Land

O Bird Land no Hot Parque, em Rio Quente - cidade a 170 quilômetros de Goiânia - é um grande viveiro de 13 metros de altura e 2 mil metros quadrados de área com vegetação original em recinto natural e ecológico que possibilita observar as aves bem de perto e até tocá-las.

Placa na entrada do Bird Land: Terra dos Pássaros. Cerca de 80 espécies e 300 aves que vivem soltas dentro do viveiro. Cada ave tem um nome e são tratadas com carinho.

O viveiro foi construído de acordo com normas em vigor: Ibama, Ministério do Meio Ambiente, Secretaria do Meio Ambiente.

Conhecer para preservar, eis o lema do Bird Land. “Este projeto consiste em uma oportunidade de unir o lazer ao aprendizado, atendendo os alunos da rede pública do Programa de Educação Ambiental – Eco Aula no Hot Park, pois o zoológico, hoje, é visto como uma sala de aula aberta, dinâmica e cheia de emoções, onde o maior objetivo é ensinar sobre a importância de preservar o meio ambiente, através de pesquisa, conservação e educação ambiental.” (Banner na entrada do Bird Land)
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A araracanga (Ara macao) ou arara-piranga é uma arara encontrada do México à Amazônia até o Norte do estado brasileiro do Mato Grosso, Sudeste do Pará, Maranhão e da Bolívia. Tal espécie chega a medir até 89 cm de comprimento, com plumagem geral vermelha com verde, asas em azul e amarelo, e face nua branca. Também é conhecida pelos nomes de aracanga, arara-macau, arara-vermelha, arara-vermelha-pequena e macau. (Wikipédia).

Bela pose da arara canindé. "A arara-de-barriga-amarela ou arara-canindé (Ara ararauna) é uma arara que ocorre da América Central ao Brasil, à Bolívia e Paraguai. Tal espécie chega a medir até 90 cm de comprimento, com partes superiores azuis e inferiores amarelas, alto da cabeça verde, fileiras de penas faciais e garganta negras. Também é conhecida pelos nomes de arara-amarela, arara-azul-e-amarela, araraí, araraúna, arara canindé e arari. As araras canindé na natureza se alimentam frutos e castanhas. Essas aves estão sempre em grupo e são aves barulhentas mas pousam silenciosamente." (Wikipédia).
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"A arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus) é uma ave da família Psittacidae, que ocorre nos biomas da Floresta Amazônica e, principalmente, no do Cerrado. Possui uma plumagem azul com uma pele nua amarela em torno dos olhos e fita da mesma cor na base da mandíbula. Seu bico é desmesurado parecendo ser maior que o próprio crânio. Sua alimentação, enquanto vivendo livremente, consiste de sementes de palmeiras (cocos), especialmente o licuri (Attalea phalerata). Essa arara torna-se madura para a reprodução aos 3 anos e sua época reprodutiva ocorre entre janeiro e novembro. Nascem 2 filhotes por vez e a incubação dura cerca de 30 dias. Depois que nascem, as araras-azuis ficam cerca de três meses e meio no ninho, sob o cuidado dos pais, até se aventurarem no primeiro voo. A convivência familiar dura até um ano e meio de idade, quando os filhotes começam a se separar gradativamente dos pais." (Wikipédia).
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No Bird Land várias placas descrevem nome popular e científico das aves.

"A arara canindé enfrenta vários problemas em relação a extinção, estão sendo ameaçadas principalmente pelo contrabando e pelo comércio ilegal de aves, também é um animal muito procurado como bicho-de-estimação pois é muito dócil, quieto (dependendo das condições do cativeiro) e possuem certa capacidade de fala, além de ser um animal muito belo. Uma vez que formam casal, não mais se separam e botam cerca de 3 ovos e chocam entre 27 e 29 dias. Em cativeiro, vivem aproximadamente 60 anos" (Wikipédia).
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"Faisão é uma ave galiforme de corpo robusto e pernas e asas curtas. O grupo inclui diversos gêneros e espécies. Os machos têm também longas penas posteriores, que se assemelham a uma cauda. As fêmeas incubam os ovos e tratam das crias sozinhas. Um faisão pode viver até vinte anos. Na natureza ele se alimenta de frutas, raízes, insetos, folhas e verduras. (Wikipédia)

Algumas aves são bem mansas e é possível fazer fotos com elas. Se forem fotos de profissionais do Bird Lan é cobrado um pacote, além da entrada.

"O ninho da arara vermelha é feito em ocos de árvores, mas ela também se aproveita de buracos em paredes rochosas para colocar os ovos, os quais são chocados apenas pela fêmea, que fica no ninho. Quem cuida de garantir a alimentação tanto da fêmea como dos filhotes é o macho, que nessa espécie é fiel, mantendo a mesma companheira a vida inteira." (Wikipédia).
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Não lembro o nome desta. Quem souber manda comentário que acrescento aqui.

Comentário: Alejandra Arnaiz do blog tudodebomanimal.blogspot.com enviou comentário para Educação Ambiental em Goiás ajudando na identificação de gênero e espécie. Ela diz que este é o papagaio-galego. Muito obrigado Alejandra. Abaixo descrição da ave.

"O papagaio-galego (Alipiopsitta xanthops) é uma espécie de papagaio sul-americana, actualmente em risco crítico de extinção. O papagaio-galego é endêmico do Brasil e habita o cerrado, caatinga arbórea e zonas secas do estado de Minas Gerais e bacia do Rio São Francisco. O adulto caracteriza-se pela plumagem verde-clara, com barriga e cabeça de cor amarela, e bico rosado. Estes papagaios medem entre 25-27 cm de comprimento e pesam em torno de 300 gramas. A sua alimentação é baseada em frutas locais e sementes. Na época de reprodução, o casal constrói um ninho num tronco oco onde a fêmea põe 1-2 ovos incubados ao longo de cerca de 28 dias. O papagaio-galego não é timido e aprende a falar" (Wikipédia)

Tem canto monótono com cerca de 12 assobios fortes. Apresenta plumagem da cabeça vermelha e são territorialistas no período de reprodução. Habita interior do Nordeste do Brasil, a caatinga e é um dos pássaros muito belos.

O tucano é uma das aves mais belas observadas no cerrado. O contraste do preto e branco com o amarelo, vermelho e azul. No Bird Land o tucano pode ser observado bem de perto."Os tucanos possuem um bico grande e oco. A parte superior é constituída por trabéculas de sustentação e a parte inferior é de natureza óssea. Não é um bico forte, já que é muito comprido e a alavanca (maxilar) não é suficiente para conferir tal qualidade. Seu sistema digestivo é extremamente curto, o que explica sua base alimentar, já que as frutas são facilmente digeridas e absorvidas pelo trato gastrointestinal. Além de serem frugívoros (comerem fruta), necessitam de um certo nível protéico na dieta, o qual alcançam caçando alguns insetos, pequenas presas (como largarto, perereca, etc) e mesmo ovos de outras aves. Possuem pés zigodáctilos (dois dedos direcionados para frente e dois para trás), típicos de animais que trepam em árvores." (Descrição das aves para essa publicação obtida da Wikipédia).
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Normalmente a orientação é para que não se alimente os animais ou aves. Mas nesse momento o tratador estava fazendo o seu trabalho e aproveitei para dar castanha do Brasil para a arara azul. E ela gostou.

Tucano frente a frente, bem pertinho.

Navegando pelas águas do Rio Araguaia é comum ver o ganso do Araguaia.
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Arara canindé Ara ararauna é herbivoro. "Um dos representantes da família dos psitacídeos mais conhecidos é a arara Canindé. Possui o bico preto e uma plumagem caracterizada principalmente pelo azul de suas asas e pelo amarelo de seu ventre podendo chegar a medir até 80 cm de comprimento. Pode ser encontrada desde a América Central até o sudeste do Brasil, Bolívia e Paraguai. Habitam beiras de mata e várzeas de palmeiras. Normalmente é observada voando aos pares ou até mesmo num grupo com três indivíduos, podendo este último ser um filhote. Dormem em bandos com até 30 indivíduos e fazem grandes deslocamentos diários desde a área de alimentação até a área de descanso." (Wikipédia).
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Rio Quente passando dentro do Hot Parque. O rio nasce no pé da Serra de Caldas Novas com águas quentes e corre por vários quilômetros mantendo temperaturas agradáveis que atraem turistas de todo o mundo.

"Papagaio-verdadeiro, também conhecido pelos nomes de acamatanga, papagaio-baiano, acumatanga, ageru, ajuruetê, ajurujurá, camatanga, curau, papagaio-comum, papagaio-curau, papagaio-de-fronte-azul, "papagaio boiadeiro" papagaio-grego e trombeteiro (Amazona aestiva), é uma ave da família Psittacidae." (Wikipédia).
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"O irerê (Dendrocygna viduata) é uma espécie de marreca encontrada na África e na América do Sul. Tais aves medem cerca de 44 centímetros de comprimento, com máscara, calça e luva brancas, asas negras, flancos listrados, bicos e pés plúmbeos. Também são conhecidas pelos nomes de apaleí, arerêi, assobiadeira, assoviadeira, chega-vira-e-sobe, cuchacha, marreca-apaí, marreca-do-paraná, marreca-piadeirinha, marreca-viúva-de-são-pedro, pato-coral, paturía, paturi, piadeira branca e viuvinha-do-leste." (Wikipédia)
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Arara canindé quebrando e tirando a castanha: bico muito forte. "Quando chega a época reprodutiva formam casais que permanecem fiéis por toda vida. Só dá cria a cada dois anos e a postura de ovos compreende os meses de agosto e janeiro, colocando em média 2 ovos com período de incubação de aproximadamente 30 dias. Os filhotes permanecem no ninho até a décima terceira semana, período no qual são alimentados pelos pais que regurgitam o alimento em seus bicos. Nidificam em buracos de troncos ocos, preferindo os ninhos bem profundos para proteger os ovos e filhotes da ameaça de possíveis predadores, como o tucano e primatas de médio porte. Quando os pais encontram um ninho potencial, eles afofam o fundo do mesmo com a madeira triturada, que raspam das laterais da árvore, facilitando a secagem do fundo que ficará repleto de fezes dos filhotes. Os ovos postos são chocados principalmente pela fêmea que é visitada e alimentada pelo macho." (Wikipédia).
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Mais uma castanha do Brasil, ou mesmo do Pará para a arara mais linda do Bird Land.

Essa não é mansa. Só foto mesmo, nem pensar em aproximar o dedo. Um dos visitantes lembrou que periquitos ou papagaios bravos têm bico como alicate. Nossa, então é bom tomar cuidado! Rsrsrs.

A jornalista Dina Sousa de Caldas Novas também contemplando o Bird Land.

Praia do Cerrado.

Outro ângulo da Praia do Cerrado.

Vista de parte do Hot Parque.

Serra de Caldas Novas vista do Hot Parque. Em baixo imagina-se uma serra alta. Mas lá em cima, área do Parque Estadual da Serra de Caldas, é bem plano, um platô.
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Veja também vídeo de quando o biólogo
Sergio Rangel visitou o Bird Land




Matéria Bird Land no programa Maturidade Feliz



Vídeo de divulgação do Bird Land


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17/02/2011

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Ameaça às espécies


.Mudanças no Código Florestal e seu impacto na ecologia e diversidade dos mamíferos no Brasil

“Os ecossistemas florestais do Brasil abrigam um dos mais altos níveis de diversidade de mamíferos da Terra, e boa parte dessa diversidade se encontra nas áreas legalmente protegidas em áreas de domínio privado. As reservas legais (RLs) e áreas de proteção permanente (APPs) representam estratégias importantes para a proteção e manutenção dessa diversidade. Mudanças propostas no Código Florestal certamente trarão efeitos irreversíveis para a diversidade de mamíferos no Brasil. Os mamíferos apresentam papéis-chave nos ecossistemas, atuando como polinizadores e dispersores de sementes. A extinção local de algumas espécies pode reduzir os serviços ecológicos nas RLs e APPs. Outra consequência grave da redução de áreas de vegetação nativa, caso a mudança no Código Florestal seja aprovada, será o aumento no risco de transmissão de doenças, trazendo sérios problemas a saúde pública no Brasil”, resume o artigo Mudanças no Código florestal e seu impacto na ecologia e diversidade dos mamíferos no Brasil, de Galetti, M. et al, publicado em biotaneotropica.

Leia abaixo mais trechos interessantes do artigo.

Lobo guará no Parque Nacional das Emas, em Goiás

“Cerca de um terço dos mamíferos se encontram ameaçados de extinção em nosso planeta, sendo que a sobre-exploração resultante da caça, perseguição e comércio ilegal, introdução de espécies exóticas, e principalmente a perda e degradação de hábitat, são as principais ameaças às espécies (Schipper et al. 2008). O Brasil detém a segunda maior diversidade de mamíferos do mundo (Vié et al. 2009) com 652 espécies nativas (Reis et al. 2006), das quais a grande maioria depende de habitats florestais. O futuro dessa diversidade dependerá de como o homem do século XXI pretende utilizar os recursos do planeta.”

“Se quisermos manter a sustentabilidade dos ambientes naturais nas paisagens modificadas pelo homem, certamente temos que levar em conta o papel dos mamíferos nos ecossistemas.”

Veado campeiro no Parque Nacional das Emas

“No cerrado, as matas de galerias são fundamentais como abrigos para os pequenos mamíferos, pois funcionam como refúgios para as espécies durante as queimadas (Vieira & Marinho-Filho 1998).”

“O mesmo ocorre em áreas incendiadas sazonalmente, como pastos e plantações de cana de açúcar, onde a mata ciliar é usada como abrigo e refúgio pelos mamíferos.”

“A redução da largura das APPs deve acelerar o empobrecimento biológico dessas áreas e acarretar num maior número de extinções locais de espécies. O estreitamento das APPs ripárias implica também na perda ou degradação de serviços ecossistêmicos florestais, tais como a proteção e regulagem dos corpos d’água e a manutenção da conectividade da paisagem mesmo para as espécies florestais que não estão diretamente associadas a ambientes ripários.”

“A redução das larguras das APPs proposta na reformulação do código florestal acarretará um efeito de borda mais acentuado, levando a uma maior taxa de predação de sementes (Fleury & Galetti 2006), maior recrutamento de espécies ruderais (Tabarelli & Peres 2002), aumento da mortalidade de árvores de grande porte (Laurance et al. 1997) que são especialmente importantes na produção de frutos para os mamíferos, aves e peixes (Reys et al. 2009) e, consequentemente, menor diversidade de espécies de aves e mamíferos florestais (Lees & Peres 2008). O empobrecimento das APPs afetará também a produtividade primária da floresta (flores, frutos e folhas), tendo efeitos negativos sobre várias espécies de mamíferos.”

“O não cumprimento do Código Florestal vigente certamente tem tido consequências severas não apenas para a diversidade dos mamíferos, mas também para os serviços ambientais, com repercussões na qualidade de vida humana e saúde pública.”

“Todas as informações científicas atuais indicam a importância da manutenção das reservas legais e áreas de proteção permanente do atual Código Florestal, como medida pró-ativa para prevenir que irreversivelmente os biomas brasileiros atinjam os níveis de funcionamento e perda de diversidade biológica irreversíveis.”

Leia artigo completo em biotaneotropica

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15/02/2011


II Simpósio sobre educação ambiental
e transdisciplinaridade - II SEAT

O II Simpósio sobre educação ambiental e transdiciplinaridade - II SEAT será realizado de 18 a 20 de maio de 2011, no Campus II da Universidade Federal de Goiás, em Goiânia - Goiás.

Evento terá várias atividades voltadas para a compreensão da Educação Ambiental e da abordagem Transdisciplinar, além de contemplar temas e atividades correlatas.

O II SEAT tem o propósito de constituir referências teóricas e atitudes de natureza afetiva e prática para atender aos desafios ambientais globais. E também, propiciar bases necessárias às mudanças de mentalidade e atuação de cada um de nós para assumirmos nosso compromisso com a grande vida.

Valor das inscrições:

Categorias

Do dia 1/02/2011 a 15/04/2011

Do dia 16/04/2011 a 18/05/2011

Graduados

80,00

100,00

Estudantes

40,00

50,00


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O Simpósio está sendo organizado pelo
NUPEAT - em parceria com a UNIPAZ-GO, UNIVERSO e FACOMB/UFG.


Inscrições podem ser realizadas através do site do evento www.iesa.ufg.br/seat ou na página do NUPEAT www.iesa.ufg.br/nupeat com depósito em conta bancária e preenchimento da ficha de inscrição junto ao site do evento.

Veja a programação
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14/02/2011


Cartilha para baixar


"Em sua 5ª edição, a publicação do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia - IPAM está atualizada e responde às principais questões sobre clima, efeito estufa, florestas, suas populações tradicionais e o mecanismo de REDD.

PINTO, Erika de Paula Pedro; MOUTINHO Paulo; STELLA, Osvaldo; CASTRO, Isabel; MAZER, Simone; RETTMANN, Ricardo; MOREIRA, Paula F.. Perguntas e Respostas sobre Aquecimento Global. 5ª edição. Belém, Pará, Brasil. Dezembro, 2010."

A sugestão de leitura foi divulgada inicialmente na REIA-GO por Diogo Damasceno.

Perguntas e respostas sobre aquecimento global. Baixe AQUI
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07/02/2011

Revista CALDAS VIP
destaca entrevista

de Educação
Ambiental
em Goiás



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O colapso das abelhas
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Elas desaparecem também no Brasil


Reportagem da Rede Globo mostrou o colapso das abelhas que já ocorre também no Brasil. Há seis anos o mistério foi observado nos Estados Unidos, atingiu outras partes do mundo como a Europa e intriga pesquisadores até hoje. As abelhas estão desaparecendo e abandonando as colmeias. Mas não aparecem mortas.

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Cientistas não afirmam o que pode estar provocando a fuga. Mas agrotóxicos e até mudanças climáticas são possíveis causas. As abelhas além de produzirem mel são grandes polinizadoras. No caso do Sul do Brasil, em Santa Catarina, elas desempenham importantíssimo papel na polinização de lavouras de maçãs. Sem abelhas a polinização fica ameaçada e os frutos tão desejados também.
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Graves consequências para o meio ambiente com a diminuição dessas talvez insubstituíveis transportadoras de pólem das anteras para o estigma da flor. As abelhas fecundam as flores com o pólem e desempenham um trabalho tão grandioso e tão oculto para nós que nem percebemos. Apenas esperamos os frutos que sem a ação das "pequenas gigantes" operárias certamente não vingarão.

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Cerca de 100 culturas podem ficar sem polinizadores – e a produção em larga escala de certas culturas poderá se tornar inviável. Ainda teríamos milho, trigo, batatas e arroz, mas muitas frutas e legumes que consumimos rotineiramente – como maçãs, mirtilos, brócolis e amêndoas – poderão se tornar alimentos de privilegiados", escrevem Diana Cox-Foster e Dennis VanEngelsdorp no artigo Campos Silenciosos.
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Nós e outros especialistas também suspeitamos que a defesa natural das abelhas pode estar enfraquecida por má nutrição. As abelhas, assim como os polinizadores selvagens, não têm mais o mesmo número ou variedade de flores disponíveis porque nós, humanos, tentamos 'arrumar' nosso ambiente. Por exemplo, plantamos uma grande extensão de culturas sem deixar áreas com fl ores, mato ou cerca viva. Mantemos enormes gramados sem ervas como o trevo ou o dente-de-leão. Mesmo as beiras de estradas e parques refletem o nosso desejo de manter as coisas arrumadas, sem mato. Mas para as abelhas e outros polinizadores os gramados extensos são como desertos. A alimentação das abelhas que polinizam grandes áreas de uma cultura pode carecer de nutrientes importantes, comparados aos polinizadores que se alimentam de fontes variadas, como seria típico em um ambiente natural. Os apicultores vêm tentando administrar essa preocupação desenvolvendo suplementos de proteínas para a alimentação das colônias – embora os suplementos em si não tenham evitado o CCD", frisam Diana Cox-Foster e Dennis VanEngelsdorp também em Campos Silenciosos

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Isto pode trazer sérias consequências para a segurança alimentar mundial e acarretará um imenso impacto econômico negativo. A morte das abelhas melíferas é um aviso para todos nós de que a saúde do planeta corre perigo. As abelhas são os mais importantes agentes polinizadores e tem uma função vital na cadeia alimentar – estima-se que um terço do alimento humano dependa da polinização das abelhas", diz o artigo O desaparecimento das abelhas melíferas - jornal Naturo Verda.

"Os pesticidas neonicotinoides atuam descontrolando o Sistema Nervoso Central dos insetos. Quando as abelhas entram em contato com estes pesticidas ficam menos hábeis em se alimentar, em voar, em se comunicar e em aprender. O mapeamento do genoma das abelhas mostrou que elas tem uma reduzida capacidade para remover venenos tóxicos em comparação com os outros insetos, devido ao elevado número de receptores neurológicos para os neonicotinoides.


As abelhas vivem em colônias com cerca de 50000 abelhas por colmeia, dessas, cerca de 10000 são responsáveis pela alimentação da colônia. Quando elas retornam para a colônia, elas executam uma dança particular que comunica às outras abelhas a direção de voo de acordo com o por do sol e a distância a percorrer até o néctar. Outro comportamento complexo das abelhas é a construção do favo como uma hexagonal perfeita. Estas habilidades são baseadas em comportamentos padrões inatos e aprendidos que dependem da integridade do sistema nervoso, onde cada sinapse é crucial. Portanto, a desordem neurológica na sinalização das abelhas pelos neonicotinoides, provocará desorientação.

Os pesticidas impedem a comunicação; impedem a habilidade de procurar comida e retornar para a colmeia; prejudicam o voo; o olfato (o cheiro é vital na comunicação das abelhas); o aprendizado e o enfraquecimento do sistema imunológico", completa o artigo O desaparecimento das abelhas melíferas - jornal Naturo Verda. Leia os textos completos nos links abaixo do vídeo.


Veja o vídeo:
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Leia também:
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Itália proibe agrotóxicos neonicotinóides associados à morte de abelhas
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O desaparecimento das abelhas melíferas
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Campos silenciosos
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02/02/2011

Proposta para
Estatuto Social FunBEA

Fundo Brasileiro de
Educação Ambiental

Abaixo texto original publicado em
http://consultafunbea.blogspot.com

No final do texto você pode preencher
o formulário de contribuição.

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O QUE É O FunBEA

Como surgiu a idéia de criação do Fundo Brasileiro de Educação Ambiental?

A idéia da criação de um fundo próprio para o financiamento da Educação Ambiental (EA) reflete a experiência cotidiana de mais de uma década dos profissionais militantes da área, diante dos desafios jurídicos e operacionais para o fomento das ações, projetos e programas de EA, principalmente aqueles pequenos projetos desenvolvidos por iniciativa da sociedade civil.

O FunBEA é um fundo de interesse público não-estatal (um fundo privado), cujo objetivo é financiar ações públicas e estruturantes de EA e apoiar as políticas públicas da área vinculadas à Política Nacional de Educação Ambiental.

A iniciativa é de um grupo de profissionais e militantes ligados à Universidade de São Paulo, Universidade de Campinas, Universidade Federal de São Carlos, ao Ministério do Meio Ambiente e ao Ministério da Educação, à Coordenadoria de Meio Ambiente da Prefeitura Municipal de São Carlos e profissionais de áreas correlatas atuantes em diferentes coletivos de educadoras e educadores ambientais no país.

Por que o FunBEA está sendo desenvolvido por meio de um projeto de extensão da UFSCar?

A incubação do Fundo por meio de Projeto de Extensão é uma proposta inédita acolhida pela Pró-reitoria de Extensão da UFSCar. A universidade permite um espaço de inovação e assim que o Fundo estiver estruturado não haverá mais qualquer vínculo.

Como os recursos serão obtidos? Quem pode contribuir?

O Fundo poderá receber doações de pessoa física e de pessoa jurídica. Um plano de captação de recursos aprovado pelo Conselho Deliberativo do FunBEA será posto em prática pela Secretaria Executiva prioritariamente junto ao Setor Empresarial e aos Organismos Internacionais, além do Ministério Público, como, por exemplo, com os TACs – Termos de Ajuste de Conduta.

O FunBEA poderá ajudar qual tipo de ação, projeto ou programa?

O Fundo poderá tanto potencializar as ações públicas já existentes quanto novas propostas, projetos e programas vinculados à Política Nacional de Educação Ambiental e voltados para o enraizamento da EA no país. Poderão ser financiados projetos no ensino formal e não formal, processos formativos em Educação Ambiental popular e comunitária oferecidos por Coletivos Educadores e outras estruturas e espaços educadores, como as Salas Verdes; formação e capacitação de profissionais oferecidos por instituições educativas, além de ações de interação e intervenção educativa voltadas para a sustentabilidade e a responsabilidade global.

Qual a importância da criação de um fundo para a Educação Ambiental? Que mudanças na sociedade são esperadas com este investimento?

Os fundos ligados aos governos apresentam regras muito rígidas e podem deixar de fora uma série de atores, principalmente aqueles menos organizados e que estão inseridos nos contextos sociais que mais demandam recursos estatais. Um fundo público não-estatal poderá atuar em espaços e nichos onde os fundos de governo atualmente não atuam apoiando, portanto, determinados contextos sociais. Além disso, um fundo público não-estatal poderá captar recursos junto à iniciativa privada, grandes ONGs e organismos internacionais, fontes de recursos que raramente são ofertadas aos fundos estatais. Assim, espera-se contribuir para o aperfeiçoamento da Educação e de mais cidadãos e cidadãs preparados e atuantes capazes de formular, implementar e avaliar políticas públicas para a construção de Territórios Educadores Sustentáveis.

Quais os desafios para Educação Ambiental a partir de agora? Quais suas
conquistas?

O FunBEA deve pautar seus investimentos em ações estruturantes para a educação ambiental nacional articulado com as ações dos governos federal, estaduais e municipais. Deve, sobretudo, ser pautado pelas demandas das educadoras e educadores ambientais. A educação ambiental é considerada um importante campo de pesquisa e ação e vem sendo experimentada e executada em diferentes espaços públicos e privados, com atores distintos e diversos. Todavia, uma das dificuldades para consolidar-se como alternativa eficaz para o enfrentamento da crise ambiental reside no financiamento de projetos sintonizados com as políticas públicas na área.

O Lançamento do FunBEA

O evento de lançamento do FunBEA, ocorrido no dia 27 de setembro de 2010 na UFSCar, é considerado um marco histórico na trajetória da Educação Ambiental brasileira, reunindo representantes governamentais das esferas Federal, Estadual e Municipal, de universidades, organizações não-governamentais ambientalistas e o setor empresarial. Ele veio contribuir para repensar os mecanismos e as estratégias para o financiamento da EA enquanto política pública com o objetivo de viabilizar mais ações, projetos e programas e contemplar uma parcela mais significativa da população brasileira, contribuindo para as transformações socioambientais urgentes em tempos de mudanças climáticas e enorme injustiça social.

Um ato simbólico de finalização e aprovação do Estatuto Social após a Consulta Pública neste blog está previsto para o final de março de 2011.

Comissão Organizadora
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Como participar

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O processo de consulta pública do Estatuto Social do Fundo Brasileiro de Educação Ambiental - FunBEA objetiva que educadores e educadoras ambientais contribuam com sugestões, críticas, observações e correções que serão recebidas, analisadas e incorporadas à minuta original, tendo, por fim, um documento que contemple os anseios e desejos de todos (as) e que seja transparente, conduzindo para os fins a que se destina.

Os interessados em contribuir com o processo de consulta pública deverão preencher o formulário de contribuições disponível aqui, e enviá-lo para o endereço consultafunbea@gmail.com.

A consulta pública encerrar-se-á em 1º de março de 2011.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Proposta para Estatuto Social FunBEA - parte 1

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Com o intuito de facilitar a visualização, a Proposta do Estatuto Social FunBEA foi dividida em duas partes: acesse aqui a parte 1 e aqui a parte 2, ou visualize na íntegra na versão para impressão.
Versão para consulta pública

ESTATUTO SOCIAL
FUNDO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL – FunBEA


CAPÍTULO I
Da Denominação, Natureza, Sede e Duração

CAPÍTULO II
Dos Objetivos

CAPÍTULO III
Da Composição Social e Responsabilidades
Seção I – Das Interações Formais e Correspondentes Categorias
Seção II – Dos Associados, Responsabilidade e Preposição
Seção III – Da Admissão
Seção IV – Dos Direitos e Deveres
Seção V – Da Exclusão

CAPÍTULO IV
Das Instâncias do FunBEA
Da Administração
Seção I – Dos Órgãos e Aspectos Gerais
Seção II – Do Conselho Deliberativo
Seção III – Da Composição do Conselho Deliberativo
Seção IV – Das Atribuições do Conselho Deliberativo
Seção V – Das Reuniões Plenárias do Conselho Deliberativo
Seção VI – Das Comissões de apoio ao Conselho Deliberativo e à Secretaria Executiva
Seção VII – Da Comissão de Finanças e Auditoria
Seção VIII – Do Comitê Executivo
Seção IX – Do Presidente do Conselho Deliberativo
Seção X – Da Secretaria Executiva
Seção XI – Do Secretário Geral
Do Conselho Consultivo
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CAPÍTULO V
Do Patrimônio e da Aplicação dos Recursos
Seção I – Do Patrimônio
Seção II – Da Aplicação de Recursos
Seção III – Da Prestação de Contas
Seção IV – Da Extinção
;
CAPÍTULO VI
Das Disposições Gerais


ESTATUTO SOCIAL DO FUNDO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL – FunBEA

CAPÍTULO I

Da Denominação, Natureza, Sede e Duração

Artigo 1º – O Fundo Brasileiro de Educação Ambiental – FunBEA é uma associação civil sem fins lucrativos que se regerá por este Estatuto e pela legislação em vigor; tendo em vista que a Educação Ambiental (EA) no Brasil é reconhecida como um direito social fundamental da sociedade (artigo 225 da Constituição Federal), sendo tratada como Política Nacional pela Lei 9.795/1999, e presente no organograma de distintos órgãos públicos, empresas estatais, organizações não governamentais, movimentos sociais, instituições de ensino superior e empresas em geral.

Parágrafo único – A Educação Ambiental promovida pelo FunBEA pauta-se pelos princípios e diretrizes do Tratado de EA para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global.

Artigo 2º – O FunBEA tem sede e foro na cidade de São Carlos, Estado de São Paulo, na Universidade Federal de São Carlos, na Rodovia Washington Luiz, km 235 - Bairro Monjolinho, CEP: 13565-905, podendo abrir filiais em outras cidades da federação e no exterior.

Artigo 3º – O FunBEA tem duração indeterminada.

CAPÍTULO II

Dos Objetivos

Artigo 4º – O FunBEA tem por finalidade captar e aportar recursos estratégicos para o fomento de ações estruturantes no campo da educação ambiental, em consonância com políticas públicas formuladas para essa área de atuação e outras questões ambientais globais conexas.

§ 1º O FunBEA deve, na consecução de sua finalidade:

I – buscar uma gestão descentralizada e participativa por meio de parcerias com fundos locais e setoriais, com universidades, com as CIEA (Comissões Interinstitucionais de Educação Ambiental) e outros.

II – apoiar a implementação de Políticas Públicas de Educação Ambiental e suas regulamentações com transparência, participação e controle social, voltadas à boa governança, suprindo e fornecendo recursos técnicos, materiais e financeiros para sua execução, de origem própria ou não.

III – promover e participar de parcerias com o Poder Público, com a Sociedade Civil e com a iniciativa privada, no desenvolvimento de suas atividades, mediante convênios e contratos, de modo a assegurar a coordenação e execução de ações concernentes às suas finalidades

IV – fomentar, estimular e promover, mediante convênios e ou contratos ou por próprios recursos:

a) Programas e projetos;
b) Estudos e pesquisas em metodologias participativas, transdisciplinares, avaliativas e outros;
c) Cursos presenciais e à distância;
d) Exposições e Feiras;
e) Eventos artísticos e culturais;
f) Conferências, fóruns, simpósios, seminários, encontros, debates;
g) Produções audiovisuais;
h) Outros eventos e atividades relacionadas às demais finalidades.

V – elaborar estudos e diagnósticos, bem como fazer recomendações sobre ações prioritárias, estratégias e políticas públicas no campo da educação ambiental,

VI – implementar ou apoiar ações de formação em educação ambiental e de fomento de atividades de pesquisa e estudos;

VII – participar e contribuir em eventos e estudos relacionados com o aprimoramento da legislação ambiental, em especial da educação ambiental;

VIII – gerar e disseminar informações, publicar livros, revistas, folhetos, jornais ou outras formas de publicações ou meios de comunicação e mídias digitais destinadas à divulgação de conteúdo relacionado às demais finalidades;

IX – emitir pareceres sobre assuntos e questões de sua alçada;

X – gerir e ter sob sua guarda os bens que lhe forem pertencentes ou destinadas para consecução de seus fins, mesmo que a título precário, sendo que, neste último caso, vinculada ao aceite de sua destinação pelo Conselho Deliberativo;

§ 2º – Para atendimento de suas finalidades, objetivando captar recursos, os quais serão única e exclusivamente direcionados à sustentabilidade do FunBEA e ao desenvolvimento e execução das atividades a que se destina, o FunBEA poderá:

I – Contratar a produção, licenciar e comercializar produtos com a sua logomarca;

II – Publicar e comercializar material técnico-científico e informativo com o seu nome;

III – Desenvolver atividades de cunho educacional, artístico, cultural, editorial, comercial, financeiro e prestação de quaisquer serviços remunerados de formação e assessoria a pessoas físicas ou pessoas jurídicas públicas ou privadas.

Artigo 5º – A atuação do FunBEA será pautada pelos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, economicidade, sustentabilidade, eficiência, esolidariedade aos setores mais carentes da sociedade.

CAPÍTULO III

Da Composição Social e Responsabilidades

Seção I – Das Interações Formais e Correspondentes Categorias

Artigo 6º – As interações formais com o FunBEA se darão nas seguintes categorias:

I – Associados;

II – Parceiros;

III – Doadores; e

IV – Observadores.

Parágrafo único – Aos associados, conselheiros, parceiros, empregados, observadores, benfeitores ou doadores não serão admitidos, por ser incompatível com a personalidade e a configuração jurídica do FunBEA, a distribuição de lucros, eventuais excedentes operacionais, brutos ou líquidos, dividendos, bonificações, participações ou parcelas do seu patrimônio, ou quaisquer outras vantagens pecuniárias auferidas mediante o exercício das atividades do FunBEA.

Artigo 7º – As categorias de interações formais com o FunBEA são assim caracterizadas:

I – Associados, membros de maior vinculação com o FunBEA, nos termos correspondentemente estabelecidos neste Estatuto, principalmente nas demais Seções deste CAPÍTULO;

II – Parceiros, pessoas físicas ou jurídicas, assim reconhecidos por termo de parceria celebrado reciprocamente com objeto relativo aos interesses sociais e a ser submetido a referendo do Conselho Deliberativo;

III – Doadores, pessoas físicas ou jurídicas, ou entes sem personalidade jurídica definida, quais tenham efetuado doações voluntárias ao FunBEA, assim reconhecidos por ato oficial do FunBEA, nos termos estabelecidos neste Estatuto;

IV – Observadores, pessoas físicas ou jurídicas, ou entes sem personalidade jurídica definida, assim reconhecidos por ato oficial do FunBEA, nos termos estabelecidos neste Estatuto.

Parágrafo único – Os associados, conselheiros, parceiros, benfeitores ou doadores que participarem da Assembléia de Fundação do FunBEA agregarão a denominação de “Fundadores”, sem que tal designação signifique direito ou dever distinto da categoria que integrar.

Seção II – Dos Associados, Responsabilidade e Preposição

Artigo 8º – Os associados do FunBEA serão seus conselheiros e não responderão, em qualquer situação, solidária ou subsidiariamente, pelas obrigações sociais.

Parágrafo único – A nenhum associado, conselheiro, parceiro, empregado ou observador do FunBEA será intuída a preposição ou representação da entidade, sem que porte instrumento de outorga ou delegação, expresso e determinado, ou ocupe cargo ou função assentados expressamente neste Estatuto.

Seção III – Da Admissão

Artigo 9º – A admissão dos Associados após a Assembléia de Fundação do FunBEAdar-se-á por decisão da maioria simples dos membros do Conselho Deliberativo, e respeitará as regras de proporcionalidade e representatividade descritas neste Estatuto.
Parágrafo único – Somente serão admitidos como Associados pessoas que, previamente ao disposto no caput, tenham recebido indicação de algum Associado, ou da Secretaria Executiva, observado o disposto neste Estatuto.

Seção IV – Dos Direitos e Deveres

Artigo 10 – Aos Associados caberão decisões sobre a gestão do FunBEA, nos termos deste Estatuto, cumprindo-o e fazendo com que se cumpram suas determinações.

Parágrafo único – Não haverá distinção em direitos e deveres entre os associados fundadores e os outros associados.

Artigo 11 – São direitos dos associados:

I – participar das reuniões ordinárias e extraordinárias e deliberações sobre assuntos que tenham sido submetidos aos órgãos que integre;

II – votar e ser votado para os cargos eletivos do FunBEA;

III – frequentar a sede da entidade;

IV – propor a admissão de novos:

a) Associados;
b) Parceiros;
c) Doadores; e
d) Observadores.

V – Ter acesso a todos os dados e documentação referente ao FunBEA;

VI Excepcionalmente, convocar reuniões nos termos e condições previstas neste Estatuto;

VII Participar, com direito a voz e voto, das reuniões, nos termos e condições previstas neste Estatuto.

Artigo 12 – São deveres dos associados:

I – Cumprir e fazer cumprir as disposições do Estatuto Social;

II – Não adotar condutas que possam macular o bom nome da entidade;

III – Comparecer, quando convocados, às reuniões ordinárias e extraordinárias e às plenárias;

IV – Integrar as comissões para as quais forem designados e cumprir os mandatos recebidos;

V – Desenvolver com empenho e probidade os cargos para os quais forem eleitos.

Seção V – Da Exclusão

Artigo 13 – O Conselheiro que se ausentar, consecutivamente, a 03 (três) reuniões ordinárias do Conselho Deliberativo, sem prévia justificativa, perderá seu mandato.

Parágrafo único – A vacância derivada da aplicação deste artigo deverá ser declarada pelo Conselho Deliberativo e seu preenchimento deverá ter prioridade na substituição periódica estipulada aos membros daquele colegiado.

Artigo 14 – O Associado que se manifestar ou agir contrariamente aos objetivos descritos neste Estatuto e nos códigos de conduta que o FunBEA vier a adotar poderá ser excluído do quadro associativo, mediante decisão do Conselho Deliberativo tomada em reunião plenária especialmente convocada para este fim; até qual será dada ao Associado sujeito a exclusão oportunidade do exercício do direito de ampla defesa.

Artigo 15 – O Conselho Deliberativo decidirá e aplicará penalidades aos Associados doFunBEA, caso e quando couberem.

Artigo 16 – Toda penalidade, inclusive a de exclusão, será proposta, decidida e passível de revisão pelo Conselho Deliberativo.

Artigo 17 – Não será readmitido no FunBEA aquele que tenha sido apenado com a exclusão de seu quadro social enquanto vigorar a sanção estabelecida.

Artigo 18 – O ato de associar-se ao FunBEA designa livre intenção de associação e inclui expressa opção de estipulação de juízo arbitral, nos litígios que envolvam os associados do FunBEA, em relação à instituição e seus órgãos e decisões.

§ 1º – A corte arbitral será composta pelo Conselho Consultivo do FunBEA.

§ 2º – A corte arbitral será convocada e presidida pelo eleito dentre seus membros quando de sua instalação.

§ 3º – A instalação da Corte Arbitral se dará com a presença de pelo menos 20% (vinte por cento) dos Conselheiros Consultivos.

§ 4º – O quorum mínimo para deliberação pela Corte Arbitral é da maioria absoluta dos presentes.

CAPÍTULO IV

Das Instâncias do FunBEA

Da Administração

Seção I – Dos Órgãos e Aspectos Gerais

Artigo 19 – A administração do FunBEA é exercida por seus órgãos, observadas as competências a eles atribuídas neste Estatuto.

Parágrafo Único – O FunBEA poderá adotar Regimento Interno que, depois de aprovado pelo Conselho Deliberativo, que lhe dará a devida publicidade, disciplinará, em conformidade com este Estatuto, seu funcionamento.

Artigo 20 – São órgãos do FunBEA:

I – Conselho Deliberativo;

II – Conselho Consultivo;

III – Comissão de Finanças e Auditoria;

IV – Comissões Técnicas;

V – Comitê Executivo;

VI – Presidência do Conselho Deliberativo;

VII – Secretaria Executiva.

Artigo 21 – Aos membros do Conselho Deliberativo não será atribuída responsabilidade solidária ou subsidiária quanto aos atos praticados e derivados de decisão coletiva, que respeitem o Estatuto e o Regimento Interno do FunBEA e a legislação federal brasileira.

Artigo 22 – Aos associados somente será admitida a percepção de qualquer remuneração, quando atuem efetivamente em sua gestão executiva, e para aqueles que para ela prestam serviços específicos respeitados, em ambos os casos, os valores praticados no mercado na região onde o FunBEA exerce suas atividades.

Parágrafo único – Inobstante o disposto no caput deste artigo, fica ressalvada a possibilidade do FunBEA efetuar o reembolso de despesas, referentes às atividades que lhe sejam pertinentes, aprovadas pelo Conselho Deliberativo e comprovadas perante a administração da entidade.

Artigo 23 – O FunBEA adotará as práticas de gestão necessárias e suficientes para coibir a obtenção de forma individual e coletiva de benefícios ou vantagens pessoais, em decorrência da participação no respectivo processo decisório.

Parágrafo único – Como benefícios ou vantagens pessoais devem ser entendidos aqueles obtidos:

I – Pelos dirigentes da entidade ou seus cônjuges, companheiros e parentes colaterais e afins até o terceiro grau;

II – Por pessoas jurídicas dos quais os dirigentes da entidade ou seus cônjuges, companheiros e parentes colaterais até o terceiro grau sejam controladores;

III – Por pessoas jurídicas dos quais os dirigentes da entidade ou seus cônjuges detenham mais de dez por cento das participações societárias.

Seção II – Do Conselho Deliberativo

Artigo 24 – O Conselho Deliberativo é o órgão supremo do FunBEA, de decisão colegiada, ao qual compete a direção da entidade e a deliberação quanto a seus métodos e fins, observado o disposto no artigo 4º.

Seção III – Da Composição do Conselho Deliberativo

Artigo 25 – O Conselho Deliberativo é composto por pessoas físicas de reputação ilibada, comprometidas com as finalidades e os objetivos do FunBEA, oriundas dos setores sociais indicados no Parágrafo único deste artigo e correspondentes às seguintes categorias de interação, preferencialmente:

I – Associados;

II – Parceiros;

III – Doadores;

IV – Observadores.

Parágrafo único – A composição do Conselho Deliberativo observará a preferência das categorias de interação assinaladas nos incisos do caput e a equivalência de representação entre os seguintes setores:

I – Setor empresarial, correspondente a empresas públicas, privadas e de economia mista, estas não incluídas nos segmentos dos demais incisos;

II – Setor acadêmico, correspondente a pessoas físicas integrantes ou representantes de instituições dedicadas ao ensino, pesquisa ou extensão, estas não incluídas nos segmentos dos demais incisos;

III – Setor não governamental, representantes de pessoas jurídicas não incluídas nos segmentos dos demais incisos;

IV – Setor governamental, representantes da administração pública direta e indireta, estas não incluídas nos segmentos dos demais incisos;

V – Setor representante dos associados em geral que não representem ou não estejam incluídos nos segmentos dos demais incisos.

Artigo 26 – Os membros do Conselho Deliberativo serão indicados em número de 02 (dois) para cada setor.

Artigo 27 – Integrarão o Conselho Deliberativo, na categoria de interação de observadores, 02 (dois) a 04 (quatro) representantes não associados, indicados como representantes do Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental, Ministério da Cultura, Ministério da Saúde ou organismos federais congêneres.

Parágrafo único – No caso destes integrantes não associados, o mandato será submetido ao interesse e determinação governamental, sem que exista prazo previamente determinado para seu cumprimento e sem prejuízo do funcionamento pleno do Conselho Deliberativo.

Artigo 28 – Os integrantes do Conselho Deliberativo, exceto os referidos no artigo 27, terão mandato de 04 (quatro) anos, sendo permitida uma recondução sucessiva.

Parágrafo único – Os integrantes do Conselho Deliberativo tornar-se-ão Conselheiros Consultivos ao término de seu mandato, desde que, antes deste termo, manifestem expressamente o seu interesse à Secretaria Executiva.

Artigo 29 – Os titulares e os suplentes oriundos dos setores sociais previstos no artigo 25 serão escolhidos a partir de indicação de conselheiros ou da Secretaria Executiva, em atendimento ao disposto neste Estatuto, em plenárias dos correspondentes setores sociais, sendo a indicação dentre pessoas:

I – Com interesse e conhecimento nas áreas de atuação do FunBEA;

II – Portadoras de competências específicas e capazes de contribuir para que o FunBEAopere adequadamente na multiplicidade de frentes de trabalho que o cumprimento dos seus objetivos exigirem.

§ 1º Independentemente das indicações por conselheiros ou pela Secretaria Executiva, terão as plenárias dos setores sociais previstos no artigo 25 autonomia de eleger os seus correspondentes representantes de cada setor social para o Conselho Deliberativo, cumprindo os processos próprios para a indicação dos ocupantes preferenciais das vagas existentes e os seus suplentes.

§ 2º As plenárias dos setores sociais referidas no caput e no parágrafo anterior serão compostas por associados, conselheiros, parceiros, observadores e doadores correspondentes a cada setor, na conformidade deste Estatuto e do Regimento Interno, congregadas unicamente para eleger os seus correspondentes ocupantes preferenciais das vagas existentes e os seus suplentes para integrar o Conselho Deliberativo.

Artigo 30 – Os membros do Conselho Deliberativo eleitos na forma do artigo 29 somente poderão ser substituídos por seus suplentes em caráter irretratável.

Seção IV – Das Atribuições do Conselho Deliberativo

Artigo 31 – O Conselho Deliberativo terá por atribuições:

I – definir o programa estratégico e operacional do FunBEA;

II – eleger, entre seus membros da categoria associados, seu Presidente e Vice-Presidente e destituí-los de conformidade com este Estatuto;

III – empossar os membros que preencherão as vagas disponíveis do Conselho Deliberativo e abonar a admissão de novos:

a) Associados;
b) Parceiros;
c) Doadores; e
d) Observadores.

IV – aprovar, até o final de cada ano, o plano de trabalho e a conseqüente proposta orçamentária do FunBEA para o exercício seguinte;

V – aprovar, até 30 de junho de cada ano, em Reuniões Plenárias ordinárias:

a) O relatório anual do FunBEA;
b) A sua prestação de contas relativa ao exercício anterior; e,
c) O parecer do auditor independente.

VI – aprovar as diferentes iniciativas e instrumentos de realização de sua missão e objetivos;

VII – supervisionar e deliberar sobre processos de:

a) Seleção de projetos;
b) Definição dos recursos a eles destinados; e,
c) Acompanhamento da sua execução.

VIII – acompanhar a execução dos planos operacionais anuais aprovados e dos seus respectivos orçamentos;

IX – aprovar normas operacionais, Regimentos Internos e códigos de conduta, bem como suas alterações;

X – aprovar a aceitação de doações com ou sem encargos, bem como outras que possam acarretar ônus de qualquer natureza;

XI – aprovar a aceitação de normas e procedimentos solicitados por doadores;

XII – aprovar a contratação das pessoas que farão a gestão de ativos e auditoria independente;

XIII – selecionar, contratar, por ato de seu Presidente, e demitir o Secretário Geral;

XIV – aprovar alterações estatutárias;

XV – aprovar a extinção do FunBEA e a destinação de seu patrimônio, de conformidade com este Estatuto;

XVI – avocar e, por conseguinte deliberar sobre, em grau de recurso ou revisão, todos os assuntos que digam respeito à gestão da entidade pelos demais órgãos previstos neste Estatuto;

XVII – aprovar quadro de cargos e salários de funcionários do FunBEA, a partir do proposto pelo Comitê Executivo.

Parágrafo único – Serão objeto disponível ao exame do público, devendo o Conselho Deliberativo zelar pela sua publicação em meio eficaz:

I – Relatório anual do FunBEA;

II – Plano de Trabalho geral;

III – Proposta orçamentária;

IV – Prestação de contas relativa ao exercício anterior e parecer de auditor independente.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Proposta para Estatuto Social FunBEA - parte 2

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Com o intuito de facilitar a visualização, a Proposta do Estatuto Social FunBEA foi dividida em duas partes: acesse aqui a parte 1 e aqui a parte 2, ou visualize na íntegra na versão para impressão.

Versão para consulta pública

Seção V – Das Reuniões Plenárias do Conselho Deliberativo

Artigo 32 – O Conselho Deliberativo se reunirá em Reuniões Plenárias:

I – ordinárias – realizadas 2 (duas) vezes ao ano;

II – extraordinárias - realizadas sempre e quando necessário.

Artigo 33 – O direito de convocação das Reuniões Plenárias do Conselho Deliberativo, nos termos deste Estatuto, competirá:

I – Ao seu Presidente; ou,

II – A um quinto de seus membros; ou

III – A um quarto dos membros do Comitê Executivo.

§ 1º – As Reuniões Plenárias Ordinárias obedecerão a calendário fixado no plano anual de trabalho do FunBEA, aprovado pelo Conselho Deliberativo no exercício anterior, sendo uma obrigatoriamente em junho (artigo 32, inciso V), cabendo à Secretaria Executiva diligenciar junto aos Conselheiros, visando ao cumprimento dessa agenda.

§ 2º – A tarefa de divulgação da convocação das Reuniões Plenárias Ordinárias e Extraordinárias caberá à Secretaria Executiva; a qual, com a devida antecedência, dará ciência a todos os associados, sempre quão possível com a comprovação do encaminhamento e/ou recebimento dessa informação, podendo valer-se, para tanto, dos meios de comunicação eficazes disponíveis.

§ 3º – A data das Reuniões Plenárias Ordinárias e Extraordinárias deverá ser mudada por solicitação subscrita por 50% (cinqüenta por cento) dos membros do Conselho Deliberativo, dirigida a seu presidente, resguardado o cumprimento de prazos estabelecidos neste estatuto.

§ 4º – No caso das Reuniões Plenárias que não forem convocadas pelo Secretário Geral, a mesa será constituída por quatro associados, escolhidos na ocasião.

Artigo 34 – A Reunião Plenária do Conselho Deliberativo ocorrerá:

I – Em primeira chamada, se presentes ao menos 1/3 (um terço) de seus membros efetivos em exercício;

II – Em segunda e última chamada, 30 (trinta) minutos após a primeira chamada, em qualquer número de seus membros efetivos em exercício.

§ 1º – As decisões em Reunião Plenária do Conselho Deliberativo serão tomadas por maioria simples dos votantes, observados os limites deste Estatuto.

§ 2º Todos os membros efetivos do Conselho Deliberativo em exercício terão direito a voto nas Reuniões Plenárias do Conselho Deliberativo, ressalvados os impedimentos e restrições deste Estatuto.

§ 3º O que ocorrer nas Reuniões Plenárias do Conselho Deliberativo deverá constar de atas próprias, aprovadas pelos membros presentes.

Seção VI – Das Comissões de apoio ao Conselho Deliberativo e à Secretaria Executiva

Artigo 35 – O Conselho Deliberativo poderá organizar Comissões, com o objetivo de:

I – Orientar, de modo específico, ao cumprimento dos múltiplos objetivos e obrigações do FunBEA;

II – Catalisar as competências específicas dos membros do Conselho, agrupando-as de tal forma que possam melhor servir às necessidades do FunBEA.

§ 1º – As Comissões serão instâncias de análise, aconselhamento e recomendação ao Conselho Deliberativo e à Secretaria Executiva do FunBEA, podendo, extraordinariamente, exercer capacidade decisória, por delegação expressa e determinada do Conselho Deliberativo.

§ 2º – Os membros das Comissões serão designados pelo Conselho Deliberativo e poderão ser em até sua totalidade membros do Conselho Consultivo e associados.

§ 3º – Os coordenadores das Comissões e seu Vice-Coordenador deverão ser indicados entre seus integrantes associados.

§ 4º – Ainda que tenha por escopo agregar competências específicas, a composição das Comissões procurará atender ao princípio de representatividade dos setores que compõem o Conselho Deliberativo.

Artigo 36 – As Comissões serão criadas ou extintas pelo Conselho Deliberativo, sempre que este as considerar necessárias ou desnecessárias, devendo fazer menção a:

I – Objetivos específicos;

II – Composição definida;

III – Prazo de existência, quando temporárias.

Artigo 37 – Pelos trabalhos, andamentos e resultados das Comissões responderá seu Coordenador e, na ausência dele, seu Vice-Coordenador.

Artigo 38 – As Comissões deverão contar com agendas e calendários próprios de trabalho, definidos em função da distribuição de suas obrigações no programa de trabalho anual do FunBEA.

Seção VII – Da Comissão de Finanças e Auditoria

Artigo 39 – A Comissão de Finanças e Auditoria é a única Comissão obrigatória e permanente do FunBEA, exercendo as funções de conselho fiscal e com competência para opinar sobre os relatórios de desempenho financeiro e contábil, bem como sobre as operações patrimoniais realizadas, emitindo pareceres para os organismos superiores da entidade.

Parágrafo Único – A Comissão de Finanças e Auditoria se reunirá, ordinariamente, três vezes ao ano e, extraordinariamente, sempre que necessário.

Artigo 40 – O Conselho Deliberativo nomeará anualmente a Comissão de Finanças e Auditoria para acompanhamento da aplicação do orçamento e operações patrimoniais.

§ 1º – A Comissão de Finanças e Auditoria será constituída de 3 (três) elementos, dentre associados em geral, desde que não integrem outros órgãos do FunBEA, nem sejam parentes de seus integrantes.

§ 2º – A Comissão de Finanças e Auditoria apresentará, até 01 de junho, relatório anual, emitindo parecer sobre o objeto do caput e sobre os documentos que informem acerca do desempenho financeiro e contábil, correspondentes ao exercício cumprido.

Artigo 41 – No cumprimento de sua competência, a Comissão de Finanças e Auditoria terá acesso franqueado e irrestrito a todos os livros, registros e controles do FunBEA e a todos seus arquivos e dependências.

§ 1º O Comitê Executivo colocará à disposição da Comissão de Finanças e Auditoria, até 15 de abril, o relatório anual de atividades e prestação de contas do exercício anterior, acompanhado de:

I – Balanço anual;

II – Cadastro de bens;

III – Certidões negativas de débito junto aos órgãos públicos aos quais deva efetuar recolhimentos securitários e de outras naturezas;

IV – Todos os elementos complementares elucidativos da situação financeira e patrimonial do FunBEA.

§ 2º O parecer que a Comissão de Finanças e Auditoria deve emitir sobre os documentos do caput, no ano civil em que for apresentado, deve ser colocado à disposição para exame de qualquer cidadão; estando ainda sujeitos à auditoria e prestação de contas específica no caso de bens e recursos de origem pública nos termos da legislação aplicável.

Seção VIII – Do Comitê Executivo

Artigo 42 – O Comitê Executivo é a instância:

I – Coordenadora e orientadora dos trabalhos das Comissões;

II – Supervisora e orientadora dos afazeres da Secretaria Executiva.

Artigo 43 – O Comitê Executivo é composto:

I – Pelo Presidente e Vice-Presidente do Conselho Deliberativo;

II – Pelos Coordenadores de cada uma das Comissões indicadas pelo Conselho Deliberativo, com exceção da Comissão de Finanças e Auditoria.

Artigo 44 – Caberá ao Comitê Executivo:

I – Receber, em primeira instância, as recomendações ou os relatos dos trabalhos conduzidos pelas Comissões e pela Secretaria Executiva;

II – Preparar a pauta a ser submetida ao Conselho Deliberativo;

III – Decidir sobre questões operacionais imediatas que requeiram orientação, mas que não justifiquem a convocação de reunião extraordinária do Conselho Deliberativo para sua imediata manifestação, podendo ser submetida a referendo daquele conselho.

§ 1º – O Comitê Executivo somente poderá decidir em matéria de competência do Conselho Deliberativo por autorização específica e ad referendum deste.

§ 2º – As decisões do Comitê Executivo poderão ser sempre avaliadas pelo Conselho Deliberativo e terão sempre eficácia limitada até que avaliado-as o Conselho Deliberativo resolva diversamente a respeito.

Artigo 45 – O quorum mínimo do Comitê Executivo é de 50% (cinqüenta por cento) de seus membros, admitida a participação por métodos de conferência remota, desde que de algum modo comprovável.

Artigo 46 – O Comitê Executivo deverá reunir-se sempre que assim convocado por algum de seus membros, pelo Presidente do Conselho Deliberativo do FunBEA, ou pelo Secretário Geral do FunBEA para cumprir as funções que lhe são previstas neste Estatuto.

Seção IX – Do Presidente do Conselho Deliberativo

Artigo 47 – Compete ao Presidente do Conselho Deliberativo:

I – representar o FunBEA ativa e passivamente, em juízo ou fora dele;

II – promover sua representação em todas as instâncias por:

a) Presença pessoal; ou,
b) Outorga específica e com poderes determinados e prazo de validade para estes mandatos.

III – auxiliado pela Secretaria Executiva convocar e presidir as Reuniões Plenárias:

a) Do Conselho Deliberativo do FunBEA;
b) Do Comitê Executivo do FunBEA.

IV – designar relatores para os assuntos submetidos ao Conselho Deliberativo;

V – presidir todas as atividades do Comitê Executivo do FunBEA, promovendo os atos necessários à sua supervisão;

VI – submeter ao Conselho Deliberativo, quando for o caso, as indicações de cargos de gestão e outros, tais como do gestor financeiro, do auditor independente e do captador de recursos;

VII – exercer as atribuições que lhe forem cometidas pelo Conselho Deliberativo;

VIII – voto de qualidade, nos casos cuja votação termine em empate, seja no Conselho Deliberativo ou no Comitê Executivo;

IX – abrir e fechar contas bancárias, assinar em cheques e outros títulos de crédito, firmar contratos, distratos, acordos e transações, dar e receber quitação, receber e requerer alvarás, tudo por e em nome do FunBEA, respeitadas as limitações estatutárias.

Parágrafo único – As competências descritas nos itens VII e IX do caput poderão ser objeto de delegação expressa, com poderes e prazo de validade determinados, aos que exercerem outros cargos no FunBEA.

Artigo 48 – O Presidente do Conselho Deliberativo, em suas ausências e impedimentos, será substituído pelo Vice-Presidente do Conselho Deliberativo, e, na ausência e impedimento de ambos, por um Associado designado pelo Comitê Executivo ad referendum do Conselho Deliberativo.

Artigo 49 – Os mandatos do Presidente e do Vice-Presidente do Conselho Deliberativo são de 02 (dois) anos, admitida recondução.

Seção X – Da Secretaria Executiva

Artigo 50 – A Secretaria Executiva tem por função:

I – Efetivar a estratégia e o programa de trabalho do FunBEA, tanto nos seus aspectos técnicos quanto nos administrativos e financeiros;

II – Assessorar o Conselho Deliberativo com propostas, análises e informações necessárias às suas decisões;

III – Elaborar ou rever minutas de atos de interesse do FunBEA.

Artigo 51 – A Secretaria Executiva será composta de uma equipe permanente de funcionários do FunBEA, devendo ter estrutura ágil, de baixo custo, e orientada de forma ao máximo dos recursos do FunBEA serem destinados para o apoio de suas atividades fins.

Artigo 52 – O associado do FunBEA que vier a compor um dos quadros da Secretaria Executiva, enquanto perdurar esta vinculação, terá suspensos seus direitos de associado, com exceção do de freqüentar a sede da entidade.

Seção XI – Do Secretário Geral

Artigo 53 – Ao Secretário Geral cabe:

I – Gerenciar os interesses sociais do FunBEA;

II – Dirigir a Secretaria Executiva.

Artigo 54 – O Secretário Geral será nomeado pelo Conselho Deliberativo e a ele competirá:

I – cumprir e fazer cumprir as disposições estatutárias e as diretrizes operacionais determinadas pelo Conselho Deliberativo e pelo Comitê Executivo em âmbito das funções da Secretaria Executiva;

II – exercer as funções e competências que lhe forem delegadas na conformidade dos termos deste estatuto, sempre mediante instrumentos específicos, emitidos pelo Presidente do Conselho Deliberativo do FunBEA;

III – encaminhar as propostas e pedidos de apoio financeiro a projetos para apreciação do Conselho Deliberativo, após as necessárias avaliações;

IV – para encaminhamento ao Conselho Deliberativo, na conformidade dos termos deste estatuto, providenciar o necessário para a conclusão de:

a) Plano de Trabalho;
b) Proposta orçamentária;
c) Relatórios;
d) Prestação de contas;
e) Parecer do auditor independente;
f) Documentos dos responsáveis por gestão financeira, auditoria e captação de recursos.

V – apresentar ao Conselho Deliberativo, relatório sucinto sobre o andamento dos trabalhos e balancete das operações realizadas desde a anteriormente realizada até o mês que antecede ao da reunião plenária;

VI – participar das reuniões do Conselho Deliberativo sem direito a voto;

VII – admitir contratados do FunBEA, bem como promover a correspondente rescisão ou alteração de contratos, fixar época de férias, conceder licenças, instalar, no âmbito da secretaria, apuração de irregularidades e proceder aplicações de penas disciplinares; cabendo ao Comitê Executivo julgar em grau de recurso, todas as suas decisões.

Parágrafo único – O Secretário Geral tem suas atribuições subordinadas às decisões e recomendações do Conselho Deliberativo e do seu Presidente, cabendo-lhe somente poderes para gerir e administrar no FunBEA de acordo com as mesmas decisões e recomendações e com os termos deste estatuto.

Do Conselho Consultivo

Artigo 55 – O Conselho Consultivo é uma unidade de aconselhamento, servindo como instrumento de aconselhamento técnico para o FunBEA, zelando e auxiliando-o na consecução de seus objetivos, sem que, contudo, tenha qualquer responsabilidade social na sua gestão e administração da instituição.

§ 1º – O Conselho Consultivo é formado por associados, pelos ex-integrantes do Conselho Deliberativo da entidade e outros convidados, de conformidade com este Estatuto.

§ 2º – Será admitido o novo conselheiro que tenha sido convidado pelo Conselho Deliberativo ou pelo Comitê Executivo e manifestado sua aceitação, dentre pessoas com interesse e conhecimento nas áreas de atuação do FunBEA, portadoras de competências específicas e capazes de contribuir para que o FunBEA opere adequadamente.

§ 3º – Aos conselheiros não será admitida a percepção de qualquer remuneração, ficando ressalvada a possibilidade do FunBEA efetuar o reembolso de despesas, referentes às atividades que lhe sejam pertinentes, aprovadas pelo Conselho Deliberativo e comprovadas perante a administração da entidade.

Artigo 56 – É da competência do Conselho Consultivo:

I – Emitir pareceres;

II – Compor a Corte Arbitral.

Artigo 57 – O Conselho Consultivo reunir-se-á livremente e sem quorum mínimo obrigatório:

I – sempre que for convidado pelo Conselho Deliberativo ou pela Secretaria Executiva a participar de discussões colaborativas com estes quanto a temas relacionados às atividades do FunBEA;

II – por convocação do Presidente do Conselho Deliberativo, pelo Conselho Deliberativo ou pela Secretaria Executiva.

§ 1º – A Secretaria Executiva do FunBEA auxiliará, material e tecnicamente, o Conselho Consultivo quando da convocação de suas reuniões, possibilitando a ampla participação de seus membros.

§ 2º – Será facultado aos membros do Conselho Consultivo:

I – Integrar as Comissões Técnicas e a Comissão de Finanças e Auditoria, com direito a voz;

II – Participar na última reunião anual do Conselho Deliberativo, com direito a voz.

CAPÍTULO V

Do Patrimônio e da Aplicação dos Recursos

Seção I – Do Patrimônio

Artigo 58 – O patrimônio do FunBEA provém das seguintes fontes:

I – doações, legados, heranças e cessão de direitos;

II – bens e direitos provenientes de rendas patrimoniais;

III – bens e direitos derivados das atividades exercidas pela entidade;

IV – outros recursos provenientes de suas próprias atividades;

V - rendas decorrentes de atividades financeiras;

VI - quaisquer outras rendas legalmente admitidas.

Seção II – Da Aplicação de Recursos

Artigo 59 – Todo patrimônio e receitas do FunBEA deverão ser investidos nos objetivos a que se destina a entidade, incluídos os gastos despendidos e bens necessários a seu funcionamento administrativo.

§ 1º – Os Fundos Fiduciários constituídos com recursos provenientes de doações para o apoio a Programas e Projetos elaborados e/ou geridos pelo FunBEA terão sua finalidade e governança definidas em contratos e/ou termos de referência e detalhadas em manuais operacionais.

§ 2º – Em instrumento especial, serão definidos o mandato e o processo decisório sobre o uso destes recursos no período pós-contratual ou posterior à finalização dos referidos Programas e Projetos.

§ 3º – Os contratos, termos de referência e manuais operacionais elaborados serão com a colaboração dos doadores e dos representantes legais das instâncias deliberativas dos respectivos Programas e Projetos.

§ 4º – Os Manuais Operacionais deverão respeitar as disposições de cláusulas normativas ou contratuais condicionantes, previamente existentes, e deverão ser submetidos à aprovação do Conselho Deliberativo do FunBEA.

§ 5º – Os contratos e/ou termos de referência deverão ser depositados no Registro de Títulos e Documentos.

§ 6º - Qualquer excesso de receita de quaisquer fontes deverá ter a sua aplicação submetida à aprovação do Conselho Deliberativo, mesmo quando se tratar de verba vinculada a um projeto ou atividade.

§ 7º - O FunBEA aplicará integralmente, os seus recursos na manutenção e desenvolvimento de seus objetivos institucionais.

§ 8º - Compreendendo-se também como aplicação no país, pagamentos ao exterior destinados a serviços não disponíveis no Brasil e necessários ao aperfeiçoamento do desempenho das atividades do FunBEA em busca de seus objetivos, realizados na forma da lei e deste estatuto.

Artigo 60 – Na hipótese de formação de vínculos de colaboração com o Poder Público, por meio de Termo de Parceria, serão observadas as disposições contidas na Lei Federal 9.790/1999, ou outra norma que vier a sucedê-la.

Seção III – Da Prestação de Contas

Artigo 61 – Obtida pelo FunBEA a qualificação de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) ou equivalente, a sua prestação de contas observará, no mínimo, o seguinte:

I – o atendimento dos princípios fundamentais de contabilidade e das Normas Brasileiras de Contabilidade;

II – a publicidade, por qualquer meio eficaz, no encerramento do exercício fiscal, ao relatório de atividades e das demonstrações financeiras da entidade, conforme disposto no Artigo 11 do Decreto 3.100, de 30 de junho de 1999, incluindo-se as certidões negativas de débitos junto ao INSS e ao FGTS, permanecendo estes à disposição para exame por qualquer cidadão, na sede do FunBEA e mediante solicitação por escrito;

III – afixação, no átrio da sede do FunBEA, das certidões negativas de débitos junto ao INSS e ao FGTS, colocando-os à disposição para exame por qualquer cidadão, na sede do FunBEA e mediante solicitação por escrito;

IV – a realização de auditoria, inclusive por auditores externos independentes se for o caso, da aplicação dos eventuais recursos objeto do termo de parceria conforme previsto no Decreto 3.100, de 30 de junho de 1999.

Artigo 62 – A prestação de contas referente aos recursos e bens de origem pública, pelo FunBEA recebidos, em função dos Termos de Parceria celebrados com o Poder Público com base na Lei 9.790, de 23 de março de 1999, será disciplinada pelo Parágrafo Único do artigo 70 da Constituição da República de 1988; podendo, a aplicação de tais recursos e bens, ser objeto de auditoria, conforme o disposto no artigo 19 do Decreto 3.100, de 30 de junho de 1999, que regulamentou a Lei 9.790 de 1999.

Seção IV – Da Extinção

Artigo 63 – O FunBEA será dissolvido por decisão do Conselho Deliberativo em Reunião extraordinária especialmente convocada para esse fim, quando inviável se tornar a permanência de suas atividades.

Parágrafo único – A extinção do FunBEA que resulte de decisão do Conselho Deliberativo deve contar com a anuência de, no mínimo, 2/3 (dois terços) de seus membros, em dois turnos de votação, com intervalo mínimo de uma hora.

Artigo 64 – Extinto o FunBEA, seu patrimônio líquido será revertido ao patrimônio de pessoa jurídica de direito público ou de direito privado e sem fins lucrativos, que institucionalmente tenha objetivos ou exerça atividades afins aos do FunBEA.

Parágrafo Único – Fica expressamente ressalvada a destinação específica de parcela do patrimônio que derive de doação condicionada, quando houver cláusula inequívoca e expressa que regulamente a destinação do patrimônio doado de forma distinta, em caso de extinção do FunBEA.

Artigo 65 – Na hipótese de dissolução do FunBEA durante o período em que perdurar qualificação obtida de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), o seu patrimônio líquido será transferido para outra pessoa jurídica qualificada em conformidade com os termos da Lei Federal 9.790/1999, que tenha, preferencialmente, o mesmo objeto social do FunBEA.

Parágrafo Único – Na hipótese de o FunBEA perder a qualificação mencionada no caput, o respectivo acervo patrimonial disponível, adquirido com recursos públicos durante o período em que perdurou aquela qualificação, será transferido para outra pessoa jurídica qualificada em conformidade com os termos da Lei Federal 9.790/1999, preferencialmente que tenha o mesmo objeto social.

CAPÍTULO VI

Das Disposições Gerais

Artigo 66 – Os mandatos dos membros do Conselho Deliberativo consideram-se automaticamente prorrogados até a posse dos seus sucessores.

Artigo 67 – Será convocada Reunião Plenária Extraordinária do Conselho Deliberativo para a alteração estatutária.

§ 1º – Para deliberar a alteração estatutária:

I – Em primeira convocação é necessária presença da maioria absoluta dos membros do Conselho Deliberativo em exercício;

II – Nas convocações seguintes, é necessária a presença de pelo menos 1/3 dos membros do Conselho Deliberativo em exercício.

§ 2º – O quorum de aprovação da alteração estatutária é de 2/3 dos conselheiros presentes.

§ 3º – Não poderá ser objeto de alteração estatutária, por quorum menor do que 2/3 (dois terços) dos conselheiros em exercício, as disposições acerca do conteúdo da Seção IV – Da Extinção deste Estatuto:

I – Do disposto nos artigos 1º, 4º, 5º, 6º e 7º deste Estatuto.

§ 4º – A alteração estatutária somente será válida se for indicado o item ou os itens a receber alteração em pauta constante de convocação específica de acordo com os termos deste estatuto.

Artigo 68 – não se poderá, em nome da entidade, em qualquer circunstância, avalizar ou endossar títulos de crédito referentes a obrigações estranhas a seu objeto social ou a atividades não aprovadas pelo Conselho Deliberativo, a não ser quando decorrentes de decisão deste último com delegação de poderes específica.

Artigo 69 – Toda e qualquer interpretação da aplicação dos conceitos e determinações desse Estatuto, assim como os casos omissos, serão disciplinados pelo Conselho Deliberativo ou pelo Regimento Interno.

Artigo 70 – O Conselho Deliberativo disciplinará as matérias de sua competência no Regimento Interno ou por via de resoluções.

O presente Estatuto foi objeto de aprovação na Assembléia de Fundação do FunBEA iniciada no dia 27 de setembro, às 19 horas, no Auditório Bento Prado Junior, na Universidade Federal de São Carlos– São Carlos – São Paulo – SP e finalizada no dia xx de xxx de 2011, no ... (local). A minuta do Estatuto foi submetida à consulta pública durante o período entre os dois momentos presenciais da Assembléia.




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Presidente do Conselho Deliberativo

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Secretário Geral



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Formulário de contribuição

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