Luc Vankrunkelsven
em Goiânia
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Dia 24 de março, às 9 horas.Leia também entrevista de Luc Vankrunkelsven
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Dia 24 de março, às 9 horas.
O Bird Land no Hot Parque, em Rio Quente - cidade a 170 quilômetros de Goiânia - é um grande viveiro de 13 metros de altura e 2 mil metros quadrados de área com vegetação original em recinto natural e ecológico que possibilita observar as aves bem de perto e até tocá-las.
Placa na entrada do Bird Land: Terra dos Pássaros. Cerca de 80 espécies e 300 aves que vivem soltas dentro do viveiro. Cada ave tem um nome e são tratadas com carinho.
O viveiro foi construído de acordo com normas em vigor: Ibama, Ministério do Meio Ambiente, Secretaria do Meio Ambiente.
Conhecer para preservar, eis o lema do Bird Land. “Este projeto consiste em uma oportunidade de unir o lazer ao aprendizado, atendendo os alunos da rede pública do Programa de Educação Ambiental – Eco Aula no Hot Park, pois o zoológico, hoje, é visto como uma sala de aula aberta, dinâmica e cheia de emoções, onde o maior objetivo é ensinar sobre a importância de preservar o meio ambiente, através de pesquisa, conservação e educação ambiental.” (Banner na entrada do Bird Land)
A araracanga (Ara macao) ou arara-piranga é uma arara encontrada do México à Amazônia até o Norte do estado brasileiro do Mato Grosso, Sudeste do Pará, Maranhão e da Bolívia. Tal espécie chega a medir até 89 cm de comprimento, com plumagem geral vermelha com verde, asas em azul e amarelo, e face nua branca. Também é conhecida pelos nomes de aracanga, arara-macau, arara-vermelha, arara-vermelha-pequena e macau. (Wikipédia).
Bela pose da arara canindé. "A arara-de-barriga-amarela ou arara-canindé (Ara ararauna) é uma arara que ocorre da América Central ao Brasil, à Bolívia e Paraguai. Tal espécie chega a medir até 90 cm de comprimento, com partes superiores azuis e inferiores amarelas, alto da cabeça verde, fileiras de penas faciais e garganta negras. Também é conhecida pelos nomes de arara-amarela, arara-azul-e-amarela, araraí, araraúna, arara canindé e arari. As araras canindé na natureza se alimentam frutos e castanhas. Essas aves estão sempre em grupo e são aves barulhentas mas pousam silenciosamente." (Wikipédia).
"A arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus) é uma ave da família Psittacidae, que ocorre nos biomas da Floresta Amazônica e, principalmente, no do Cerrado. Possui uma plumagem azul com uma pele nua amarela em torno dos olhos e fita da mesma cor na base da mandíbula. Seu bico é desmesurado parecendo ser maior que o próprio crânio. Sua alimentação, enquanto vivendo livremente, consiste de sementes de palmeiras (cocos), especialmente o licuri (Attalea phalerata). Essa arara torna-se madura para a reprodução aos 3 anos e sua época reprodutiva ocorre entre janeiro e novembro. Nascem 2 filhotes por vez e a incubação dura cerca de 30 dias. Depois que nascem, as araras-azuis ficam cerca de três meses e meio no ninho, sob o cuidado dos pais, até se aventurarem no primeiro voo. A convivência familiar dura até um ano e meio de idade, quando os filhotes começam a se separar gradativamente dos pais." (Wikipédia).
No Bird Land várias placas descrevem nome popular e científico das aves.
"A arara canindé enfrenta vários problemas em relação a extinção, estão sendo ameaçadas principalmente pelo contrabando e pelo comércio ilegal de aves, também é um animal muito procurado como bicho-de-estimação pois é muito dócil, quieto (dependendo das condições do cativeiro) e possuem certa capacidade de fala, além de ser um animal muito belo. Uma vez que formam casal, não mais se separam e botam cerca de 3 ovos e chocam entre 27 e 29 dias. Em cativeiro, vivem aproximadamente 60 anos" (Wikipédia).
"Faisão é uma ave galiforme de corpo robusto e pernas e asas curtas. O grupo inclui diversos gêneros e espécies. Os machos têm também longas penas posteriores, que se assemelham a uma cauda. As fêmeas incubam os ovos e tratam das crias sozinhas. Um faisão pode viver até vinte anos. Na natureza ele se alimenta de frutas, raízes, insetos, folhas e verduras. (Wikipédia)
Algumas aves são bem mansas e é possível fazer fotos com elas. Se forem fotos de profissionais do Bird Lan é cobrado um pacote, além da entrada.
"O ninho da arara vermelha é feito em ocos de árvores, mas ela também se aproveita de buracos em paredes rochosas para colocar os ovos, os quais são chocados apenas pela fêmea, que fica no ninho. Quem cuida de garantir a alimentação tanto da fêmea como dos filhotes é o macho, que nessa espécie é fiel, mantendo a mesma companheira a vida inteira." (Wikipédia).
Não lembro o nome desta. Quem souber manda comentário que acrescento aqui.
Tem canto monótono com cerca de 12 assobios fortes. Apresenta plumagem da cabeça vermelha e são territorialistas no período de reprodução. Habita interior do Nordeste do Brasil, a caatinga e é um dos pássaros muito belos.
O tucano é uma das aves mais belas observadas no cerrado. O contraste do preto e branco com o amarelo, vermelho e azul. No Bird Land o tucano pode ser observado bem de perto."Os tucanos possuem um bico grande e oco. A parte superior é constituída por trabéculas de sustentação e a parte inferior é de natureza óssea. Não é um bico forte, já que é muito comprido e a alavanca (maxilar) não é suficiente para conferir tal qualidade. Seu sistema digestivo é extremamente curto, o que explica sua base alimentar, já que as frutas são facilmente digeridas e absorvidas pelo trato gastrointestinal. Além de serem frugívoros (comerem fruta), necessitam de um certo nível protéico na dieta, o qual alcançam caçando alguns insetos, pequenas presas (como largarto, perereca, etc) e mesmo ovos de outras aves. Possuem pés zigodáctilos (dois dedos direcionados para frente e dois para trás), típicos de animais que trepam em árvores." (Descrição das aves para essa publicação obtida da Wikipédia).
Normalmente a orientação é para que não se alimente os animais ou aves. Mas nesse momento o tratador estava fazendo o seu trabalho e aproveitei para dar castanha do Brasil para a arara azul. E ela gostou.
Tucano frente a frente, bem pertinho.
Navegando pelas águas do Rio Araguaia é comum ver o ganso do Araguaia.
Arara canindé Ara ararauna é herbivoro. "Um dos representantes da família dos psitacídeos mais conhecidos é a arara Canindé. Possui o bico preto e uma plumagem caracterizada principalmente pelo azul de suas asas e pelo amarelo de seu ventre podendo chegar a medir até 80 cm de comprimento. Pode ser encontrada desde a América Central até o sudeste do Brasil, Bolívia e Paraguai. Habitam beiras de mata e várzeas de palmeiras. Normalmente é observada voando aos pares ou até mesmo num grupo com três indivíduos, podendo este último ser um filhote. Dormem em bandos com até 30 indivíduos e fazem grandes deslocamentos diários desde a área de alimentação até a área de descanso." (Wikipédia).
Rio Quente passando dentro do Hot Parque. O rio nasce no pé da Serra de Caldas Novas com águas quentes e corre por vários quilômetros mantendo temperaturas agradáveis que atraem turistas de todo o mundo.
"Papagaio-verdadeiro, também conhecido pelos nomes de acamatanga, papagaio-baiano, acumatanga, ageru, ajuruetê, ajurujurá, camatanga, curau, papagaio-comum, papagaio-curau, papagaio-de-fronte-azul, "papagaio boiadeiro" papagaio-grego e trombeteiro (Amazona aestiva), é uma ave da família Psittacidae." (Wikipédia).
"O irerê (Dendrocygna viduata) é uma espécie de marreca encontrada na África e na América do Sul. Tais aves medem cerca de 44 centímetros de comprimento, com máscara, calça e luva brancas, asas negras, flancos listrados, bicos e pés plúmbeos. Também são conhecidas pelos nomes de apaleí, arerêi, assobiadeira, assoviadeira, chega-vira-e-sobe, cuchacha, marreca-apaí, marreca-do-paraná, marreca-piadeirinha, marreca-viúva-de-são-pedro, pato-coral, paturía, paturi, piadeira branca e viuvinha-do-leste." (Wikipédia)
Arara canindé quebrando e tirando a castanha: bico muito forte. "Quando chega a época reprodutiva formam casais que permanecem fiéis por toda vida. Só dá cria a cada dois anos e a postura de ovos compreende os meses de agosto e janeiro, colocando em média 2 ovos com período de incubação de aproximadamente 30 dias. Os filhotes permanecem no ninho até a décima terceira semana, período no qual são alimentados pelos pais que regurgitam o alimento em seus bicos. Nidificam em buracos de troncos ocos, preferindo os ninhos bem profundos para proteger os ovos e filhotes da ameaça de possíveis predadores, como o tucano e primatas de médio porte. Quando os pais encontram um ninho potencial, eles afofam o fundo do mesmo com a madeira triturada, que raspam das laterais da árvore, facilitando a secagem do fundo que ficará repleto de fezes dos filhotes. Os ovos postos são chocados principalmente pela fêmea que é visitada e alimentada pelo macho." (Wikipédia).
Mais uma castanha do Brasil, ou mesmo do Pará para a arara mais linda do Bird Land.
Essa não é mansa. Só foto mesmo, nem pensar em aproximar o dedo. Um dos visitantes lembrou que periquitos ou papagaios bravos têm bico como alicate. Nossa, então é bom tomar cuidado! Rsrsrs.
A jornalista Dina Sousa de Caldas Novas também contemplando o Bird Land.
Praia do Cerrado.
Outro ângulo da Praia do Cerrado.
Vista de parte do Hot Parque.
Serra de Caldas Novas vista do Hot Parque. Em baixo imagina-se uma serra alta. Mas lá em cima, área do Parque Estadual da Serra de Caldas, é bem plano, um platô.“Os ecossistemas florestais do Brasil abrigam um dos mais altos níveis de diversidade de mamíferos da Terra, e boa parte dessa diversidade se encontra nas áreas legalmente protegidas em áreas de domínio privado. As reservas legais (RLs) e áreas de proteção permanente (APPs) representam estratégias importantes para a proteção e manutenção dessa diversidade. Mudanças propostas no Código Florestal certamente trarão efeitos irreversíveis para a diversidade de mamíferos no Brasil. Os mamíferos apresentam papéis-chave nos ecossistemas, atuando como polinizadores e dispersores de sementes. A extinção local de algumas espécies pode reduzir os serviços ecológicos nas RLs e APPs. Outra consequência grave da redução de áreas de vegetação nativa, caso a mudança no Código Florestal seja aprovada, será o aumento no risco de transmissão de doenças, trazendo sérios problemas a saúde pública no Brasil”, resume o artigo Mudanças no Código florestal e seu impacto na ecologia e diversidade dos mamíferos no Brasil, de Galetti, M. et al, publicado em biotaneotropica.
Leia abaixo mais trechos interessantes do artigo.
“Cerca de um terço dos mamíferos se encontram ameaçados de extinção em nosso planeta, sendo que a sobre-exploração resultante da caça, perseguição e comércio ilegal, introdução de espécies exóticas, e principalmente a perda e degradação de hábitat, são as principais ameaças às espécies (Schipper et al. 2008). O Brasil detém a segunda maior diversidade de mamíferos do mundo (Vié et al. 2009) com 652 espécies nativas (Reis et al. 2006), das quais a grande maioria depende de habitats florestais. O futuro dessa diversidade dependerá de como o homem do século XXI pretende utilizar os recursos do planeta.”
“Se quisermos manter a sustentabilidade dos ambientes naturais nas paisagens modificadas pelo homem, certamente temos que levar em conta o papel dos mamíferos nos ecossistemas.”
“No cerrado, as matas de galerias são fundamentais como abrigos para os pequenos mamíferos, pois funcionam como refúgios para as espécies durante as queimadas (Vieira & Marinho-Filho 1998).”
“O mesmo ocorre em áreas incendiadas sazonalmente, como pastos e plantações de cana de açúcar, onde a mata ciliar é usada como abrigo e refúgio pelos mamíferos.”
“A redução da largura das APPs deve acelerar o empobrecimento biológico dessas áreas e acarretar num maior número de extinções locais de espécies. O estreitamento das APPs ripárias implica também na perda ou degradação de serviços ecossistêmicos florestais, tais como a proteção e regulagem dos corpos d’água e a manutenção da conectividade da paisagem mesmo para as espécies florestais que não estão diretamente associadas a ambientes ripários.”
“A redução das larguras das APPs proposta na reformulação do código florestal acarretará um efeito de borda mais acentuado, levando a uma maior taxa de predação de sementes (Fleury & Galetti 2006), maior recrutamento de espécies ruderais (Tabarelli & Peres 2002), aumento da mortalidade de árvores de grande porte (Laurance et al. 1997) que são especialmente importantes na produção de frutos para os mamíferos, aves e peixes (Reys et al. 2009) e, consequentemente, menor diversidade de espécies de aves e mamíferos florestais (Lees & Peres 2008). O empobrecimento das APPs afetará também a produtividade primária da floresta (flores, frutos e folhas), tendo efeitos negativos sobre várias espécies de mamíferos.”
“O não cumprimento do Código Florestal vigente certamente tem tido consequências severas não apenas para a diversidade dos mamíferos, mas também para os serviços ambientais, com repercussões na qualidade de vida humana e saúde pública.”
“Todas as informações científicas atuais indicam a importância da manutenção das reservas legais e áreas de proteção permanente do atual Código Florestal, como medida pró-ativa para prevenir que irreversivelmente os biomas brasileiros atinjam os níveis de funcionamento e perda de diversidade biológica irreversíveis.”
Leia artigo completo em biotaneotropica
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Evento terá várias atividades voltadas para a compreensão da Educação Ambiental e da abordagem Transdisciplinar, além de contemplar temas e atividades correlatas.
O II SEAT tem o propósito de constituir referências teóricas e atitudes de natureza afetiva e prática para atender aos desafios ambientais globais. E também, propiciar bases necessárias às mudanças de mentalidade e atuação de cada um de nós para assumirmos nosso compromisso com a grande vida.
Valor das inscrições:
| Categorias | Do dia 1/02/2011 a 15/04/2011 | Do dia 16/04/2011 a 18/05/2011 |
| Graduados | 80,00 | 100,00 |
| Estudantes | 40,00 | 50,00 |
"Em sua 5ª edição, a publicação do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia - IPAM está atualizada e responde às principais questões sobre clima, efeito estufa, florestas, suas populações tradicionais e o mecanismo de REDD.
Reportagem da Rede Globo mostrou o colapso das abelhas que já ocorre também no Brasil. Há seis anos o mistério foi observado nos Estados Unidos, atingiu outras partes do mundo como a Europa e intriga pesquisadores até hoje. As abelhas estão desaparecendo e abandonando as colmeias. Mas não aparecem mortas.
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."Os pesticidas neonicotinoides atuam descontrolando o Sistema Nervoso Central dos insetos. Quando as abelhas entram em contato com estes pesticidas ficam menos hábeis em se alimentar, em voar, em se comunicar e em aprender. O mapeamento do genoma das abelhas mostrou que elas tem uma reduzida capacidade para remover venenos tóxicos em comparação com os outros insetos, devido ao elevado número de receptores neurológicos para os neonicotinoides.
As abelhas vivem em colônias com cerca de 50000 abelhas por colmeia, dessas, cerca de 10000 são responsáveis pela alimentação da colônia. Quando elas retornam para a colônia, elas executam uma dança particular que comunica às outras abelhas a direção de voo de acordo com o por do sol e a distância a percorrer até o néctar. Outro comportamento complexo das abelhas é a construção do favo como uma hexagonal perfeita. Estas habilidades são baseadas em comportamentos padrões inatos e aprendidos que dependem da integridade do sistema nervoso, onde cada sinapse é crucial. Portanto, a desordem neurológica na sinalização das abelhas pelos neonicotinoides, provocará desorientação.
Os pesticidas impedem a comunicação; impedem a habilidade de procurar comida e retornar para a colmeia; prejudicam o voo; o olfato (o cheiro é vital na comunicação das abelhas); o aprendizado e o enfraquecimento do sistema imunológico", completa o artigo O desaparecimento das abelhas melíferas - jornal Naturo Verda. Leia os textos completos nos links abaixo do vídeo.