Uso mais racional é a melhor saída para se evitar a crise anunciada de energia elétrica no Brasil
Cláudio Orlandi Lasso*
Mesmo com as fortes chuvas em pontos localizados do país, nos últimos dias temos acompanhado as notícias dos baixos níveis dos reservatórios de diversas usinas hidrelétricas do Brasil,. Vimos também os altos preços dos combustíveis fósseis que alimentam as termelétricas, e os diversos apagões que têm ocorrido em diferentes regiões do país. Paralelamente a tudo isso, a economia vem crescendo modicamente e o governo brasileiro reduziu em 20% a tarifa de energia elétrica, o que deverá fomentar o consumo. A conjunção de todos esses fatores pode ser o anúncio de uma nova crise de energia elétrica no Brasil, com possibilidade inclusive da ocorrência de um apagão regional, ou até nacional.
Mesmo com as fortes chuvas em pontos localizados do país, nos últimos dias temos acompanhado as notícias dos baixos níveis dos reservatórios de diversas usinas hidrelétricas do Brasil,. Vimos também os altos preços dos combustíveis fósseis que alimentam as termelétricas, e os diversos apagões que têm ocorrido em diferentes regiões do país. Paralelamente a tudo isso, a economia vem crescendo modicamente e o governo brasileiro reduziu em 20% a tarifa de energia elétrica, o que deverá fomentar o consumo. A conjunção de todos esses fatores pode ser o anúncio de uma nova crise de energia elétrica no Brasil, com possibilidade inclusive da ocorrência de um apagão regional, ou até nacional.
Para
mitigar os riscos desta crise anunciada, seria interessante que São Pedro
mandasse mais chuvas para as regiões das bacias hídricas, onde estão instaladas
as usinas hidrelétricas. Mais importante, ainda, seria que as concessionárias
de energia elétrica aplicassem mais recursos para a manutenção e ampliação dos
seus sistemas para melhor atender à demanda crescente. Finalmente, seria
importante também que o governo fizesse a sua parte, acompanhando e planejando
adequadamente o crescimento da oferta e da demanda de energia elétrica do país.
Conforme
o Operador Nacional do Sistema (ONS), que é o órgão responsável pela
coordenação e controle da operação das instalações de geração e
transmissão de energia elétrica do Sistema Interligado
Nacional (SIN), sob a fiscalização e regulação da Agência Nacional de
Energia Elétrica (ANEEL), desde 2005 a demanda de energia elétrica vem
crescendo com índice maior do que a oferta. Fica claro perceber que, por conta
deste déficit acumulado e crescente, era prevista uma grande crise energética
para o ano de 2010. Isso só não ocorreu “graças” à crise econômica mundial de
2009, que freou o crescimento do país, dando tempo para que o governo
finalizasse a construção de diversas usinas termelétricas, que são hoje bastante
estratégicas para o país.
Embora
sejam bastante poluidoras, as usinas termelétricas estão espalhadas por todo o
Brasil. Muitas delas são acionadas diariamente por um período de apenas três
horas, para suprir o aumento da demanda no horário de ponta, período entre
18:00h e 21:00h, momento em que a maioria dos brasileiros chegam a suas casas e
começam a consumir mais energia elétrica: acendem luzes, ligam suas TVs e,
principalmente, vão tomar seus banhos, predominantemente, de chuveiro elétrico.
Infelizmente
o governo ainda não despertou para a maior causa da anunciada crise energética,
o Desperdício, e muito menos para uma interessante e simples solução de parte
deste mal. Muitos investimentos têm sido feitos pelo governo no sentido de
buscar maior eficiência energética, tanto na geração, como no transporte, na
distribuição e uso final da energia elétrica, mas realmente ainda são poucos, se
comparados com os de outros países mais desenvolvidos, principalmente no que
diz respeito ao consumo da energia na ponta. Para se ter uma idéia, um chuveiro
elétrico ligado na posição quente equivale ao consumo de aproximadamente 100
lâmpadas de 60W ligadas ao mesmo tempo.
Investir
em eficiência energética é muito mais barato, inteligente e sustentável (em
diversos aspectos) do que investir em novas fontes energéticas. Ora, se é
público e notório que o chuveiro elétrico é o grande vilão do consumo
energético residencial, e que este equipamento está presente na grande maioria
dos lares das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, regiões estas mais populosas
e de maior consumo de energia do país, o governo teria que desenvolver
políticas públicas dedicadas à redução deste consumo.
O
chuveiro elétrico é o eletrodoméstico de menor custo de aquisição em uma
residência, mas, por outro lado, é o que diariamente mais consome água e energia
elétrica. Sabe-se também que o produto tem enorme potencial de eficientização,
sendo facilmente controlável. Hoje existem acessórios que promovem economias de
mais de 40% de energia para o chuveiro elétrico, como é o caso do Rewatt (R$
460,00) e do ECO Shower Slim (R$ 128,00), este último ainda economiza mais de
40% de água, é de fácil instalação (não usa instalação hidráulica), não precisa
de limpezas periódicas, tem mais de dois anos de garantia e pode ser comprado
em 12 vezes no cartão pelo site: loja.ecoshower.com.br
A
instalação desses acessórios apresenta interessante relação custo-benefício,
pois se paga em poucos meses de uso. Se aplicados em massa, poderão criar
diversos pequenos “pulmões energéticos”, que permitirão ao governo postergar
investimentos, reduzir custos e evitar apagões, muitos prejuízos, e
conseqüências atreladas.
* Cláudio Orlandi Lasso é engenheiro eletricista e fundador da KL Telecom e o artigo está sendo publicado a pedido)
* Cláudio Orlandi Lasso é engenheiro eletricista e fundador da KL Telecom e o artigo está sendo publicado a pedido)





